terça-feira, 5 de janeiro de 2010

RENDA SEM EDUCAÇÃO

Não acredito muito nesses números oficiais, mas o governo federal anda divulgando por aí que no seu mandato, cerca de 30 milhões de brasileiros foram elevados ao deus olimpo do mercado de consumo, seja através das políticas assistencialistas do Bolsa Família, do aumento do salário mínimo, da oferta de crédito ou de outras formas de inclusão social como queiram chamar.
O certo é que está todo mundo correndo às compras e fazendo viagens. As pessoas estão fascinadas com o consumismo apelativo da mídia, especialmente dos meios eletrônicos. Na nova concepção, basta ganhar um pouco mais de uma salário mínimo para ser incluído como classe média e se endividar. É tudo festa, comemoração e nada de criticar as mazelas.
O mais absurdo de tudo é que essa dita conquista de maior poder aquisitivo não está sendo acompanhada da educação e do saber. É a chamada renda sem educação. O ritmo de compras é frnético, incluidno carros com prestações de 60 meses, geladeiras, televisores, fogões e um monte de superfluos que só servem para emporcalhar mais ainda o planeta. A galera está contente, mas continua na ignorância, sem cultura e sendo domésticada pela maquina eletrônica e pelas músicas de baixo nível.
A escola dessa gente é a pública de nível deficitário, ou a particular que trata o estudante como mercadoria e freguês. Essa turma não briga pelo ensino de qualidade. Prefere permanecer alienada e acomodada, mas se mata, berra e grita se seu time perder o campeonato ou se for rebaixado de categoria para a segundona.
Esse é um quadro de tristeza que não leva país nenhum ao desenvolvimento como já estão falando por aí. Não dá para se enganar por muito tempo. Sem educação e sem conscientização política, o Brasil vai continuar sendo comandado pelos coronéis que metem a mão no dinheiro público e dão um "cala boca" qualquer. É deplorável esse quadro de mediocridade em que vivemos na base do pão e do circo.

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