terça-feira, 8 de maio de 2012

"PÉS GRANDES" DE FORA

“Língua Afiada” dos “peles vermelhas” não quer que seus “pés grandes” sejam levados à presença dos “Mãos grandes” dos “peles amarelas” na “Comunidade dos Poderosos Imortais”, que terminou virando Comunidade dos Poderosos Misturados Imortais, ou seja, a CPMI da pizza "Cachoeira". Uma delícia! “Lua Cheia” só balança a cabeça de um lado e do outro. O boato corre que as tribos estão em “pé de guerra”, mas é só “um faz de conta” para divertir a nação dos desmemoriados e desviar a atenção dos malfeitos. Na “taba grande” dos caciques, prenderam os espíritos de uns caboclos todos sujos e enlameados numa “oca”, dizendo que eles vão ser julgados e sentenciados. Só poucos podem entrar para ver e examinar os caboclos dos “pés grandes” e dos “mãos grandes”. São fantasmas perigosos. Dizem que eles estão com uma doença contagiosa e incurável e precisam de muito tempo para arrancar a peste maligna de dentro deles. Foram chamados uns “pajés” astutos e espertos para livrar os espíritos dos caboclos. Eles usam informações cruzadas para decifrar os “mistérios” do além. A pajelança só está começando com o mesmo teatro de sempre, dividido em vários atos dramáticos e de suspense. Os “pés grandes” dos “peles vermelhas” se recusam a comparecer. Os caboclos vão continuar trancados, mas sempre alguns “vazam” pela fechadura da “oca”, que só pode ser filmada de fora. Suspense, ou terror? Toda essa trama de atores treinados e com seus scripts decorados para criar mais expectativa, não está em nada empolgando a platéia que está mais atenta e torcendo por seus times de futebol. Não quer nem saber desse negócio de pajelança na “taba grande” dos caciques. Eles que se danem com seus cachimbos da paz e com seus balangandãs de feitiçarias. Nação dos desmemoriados quer mais é consumir, com juros baixos, e ganhar umas cestinhas de caramelos, recheados de promessas e umas pitadas de um pó mágico de uma pretensa “felicidade”. Os habitantes dessa nação estão mais ligados no forró que logo vem aí. Adoram mesmo é uma cervejada nos finais de semana. Logo depois vão votar nas urnas dos caciques, para serem chamados de “cidadãos”. Todos ficam contentes com seus “títulos” nas mãos, e serão felizes para sempre. Não precisa de educação e saúde. Bastam umas batidas barulhentas de pagodes, arrochas e axé musics, inventados por uns “carapálidas” de bundas de fora e com muitos músculos. Mandam bater palmas e tirar os pés do chão. Todos obedecem às ordens dos “carapálidas”. Todos entram na farra e ninguém quer saber de pajelanças de “pés grandes” e “mãos grandes”. Caciques gostam disso e animam sua nação. Aliás, eles são exímios animadores de público. Andam bem vestidos e falam bem, numa língua enrolada, cheia de códigos, quando planejam um assalto grande da carruagem. Sempre tem uma diligência passando para os “pés grandes” e os “mãos grandes” entrarem em ação. É isso aí gente! Volto na próxima semana com o nosso “forró da seca”.

terça-feira, 1 de maio de 2012

OS "PÉS GRANDES" DO "DELTA"

O “Longa Cachoeira” derrama suas águas até a embocadura do “Delta”, ramificado de “torres” por todos os lados. “Cachorro Louco”, “Mão Grande” e “Cabeça de Monstros” estão sempre na espreita para atacar o reino desprotegido, rico em fortunas incalculáveis. A tática é fazer alianças com outros bichos menores e dividir a caça entre eles. O povo desse reino só quer saber de festa e não está nem aí para os predadores. Gosta de ser comido e até aprendeu a devorar carne humana. Canibais! Se esbalda nos shows que seus chefes dão em homenagem ao “seu dia”, por passar um ano inteiro carregando pedras para edificar seus palácios. Os súditos dançam eufóricos ao som dos ritmos de pagodes e sertanejos. Nos outros reinos, só protestos contra os “Pés Grandes”. É apenas o trecho de um conto de ficção de uma terra imaginária onde sua gente, há séculos, insiste em chamar de paraíso. Dramático para uns, romântico e surrealista para outros. Muitos vêm de outros recantos longínquos para conhecer e se divertir com essa gente diferente do outro mundo. Único lugar de gente resignada com o sofrimento que, humildemente, diz amém aos maltratos. Esse povo adora mesmo é assistir a um “espetáculo” no “Circo dos Adestrados”, com ilusionistas que fazem trapaças com dinheiro público, trapezistas engravatados de ternos de luxo e motoqueiros do “Globo da Morte” que combinam roubar tudo pelos celulares. Bonito mesmo são as “torres” iluminadas do alto e os domadores de “feras” estranhas, que acalmam os “bichos” apenas abrindo uma mala cheia de papel. De longe sentem o cheiro. Umas raposas e uns lobos, disfarçados de cordeiros, não param de uivar. O bom mesmo é que no final do “espetáculo” todos recebem um pedacinho de uma pizza feia, distribuída pelos malabaristas. A platéia já treinada, sempre faz o papel de “palhaço”. Eles riem da “barriga doer” com a performance do público. Sempre tem uma cena inusitada que passa despercebida, inclusive de uma turma que faz a cobertura dos eventos. Dessa vez, apareceu no palco um animal engomadinho com uma pastinha na mão, escrito “Delta” em seu verso. Não estava em grego. Era uma pasta em papelão em plena era das mídias eletrônicas. Nela, como foi dito, estava toda estória de uma capitania que prosperou fazendo obras suspeitas para o reino. O “bicho gordo”, chamado de “testa de ferro”, ou capataz, foi encarregado de entregar a pasta para um dos chefes do reinado. Tudo um disfarce para despistar os rastros do “Pés Grandes”. Aplausos para a encenação da “pasta mágica”! Tudo saiu conforme o combinado. As máquinas filmaram tudo direitinho. Ouvi dizer que ela contém receitas de como transformar lama em ouro. Mais uma vez, aplausos da platéia que adora ser iludida. Coisa séria leva vaias. O “Longo Cachoeira”, que não é nada bobo, mandou sua bicharada montar armadilhas para pegar “os peles vermelhas” e depois cobrar pelos resgates. É, mas o grande chefe cacique de “língua afiada” dos “peles vermelhas” deu ordem para reunir seus homens numa cúpula de iniciais enigmáticas para derrubar a tribo inimiga. Muito esperto! O grupo recebeu o código de CPI. Deve ser alguma coisa como Comunidade de Poderosos Imortais. Coisa secreta, de bode chifrudo da meia-noite. O acerto é atacar sem ser atacado, sem sair do roteiro dos ensaios, e com estratégias e limites programados. Chefe branco não é besta não! O final do “espetáculo” já é conhecido, mas tem muito espectador na expectativa de surpresas no embate. Uns até falam em limpeza da área, para acabar de vez com os “Mãos Grandes” e os “Pés Grandes”. Apostam em novo divisor das águas da cachoeira, ou coisa assim, mas tudo deve mesmo é terminar em acordo e aperto de mãos. O grande cacique só quer, na verdade, desviar a atenção dos “malfeitos” do passado. Ninguém lembra mais de nada mesmo! Hoje tem “espetáculo”? Tem, sim senhor!