sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

TEMPO DE CLICHÊS

É final de ano e o começo do outro. É tempo dos clichês e dos bordões, comandados pela mídia que só faz repetir as mesmas coisas de sempre. Os termos mudanças, balanço, retrospectiva e perspectivas são os mais usados, sem falar do aparecimento de novas tecnologias que vão mudar a vida das pessoas, democratizar e incluir socialmente. Ah, tem ainda as "profecias" e previsões dos babalorixás, videntes, cartomantes, búzios, pais-de-santo e mais um monte de babozeiras de periferia, para enganar os leitores, os telespectadores, ouvintes e internautas de plantão.

Não suporto o papo de que as novas tecnologias vão mudar sua vida. Só sei que as novas tecnologias estão aí para aguçar o consumismo desenfreado, e levar todo mundo para a mesma vala. As pautas são as mesmas e as matérias enfadonhas, com análises e perspectivas auspiciosos. Os acadêmicos, sociólogos, antropólogos, filósofos e cientistas dão suas opiniões e levantam teorias para impressionar. Cada um arrota mais sabedoria que o outro. As linguagens são confusas e poucos entendem o que dizem.

Os políticos e governantes contam vantagens e fazem suas promessas encantadoras. Falam sempre em mudanças como se dependessem de uma simples passagem de ano. Como se tudo fosse uma mágica. Não é o ano novo que faz mudar as coisas. A cada dia, cada um tem que fazer sua mudança interior. Mas, paciência, vivemos no faz de conta, comendo clichês e acreditando em tudo.

Na análise do cenário econômico e político, talvez o "guru" dos tempos da ditadura militar, Delfim Neto, tenha dito algo interessante quando avaliou que "Lula está salvando o capitalismo". Uma cientista-política manda que esperemos dez anos para que novos valores se imponham. Já vi gente falar em 20. E o povo brasileiro continua esperando.

O antropólogo Alberto Albergaria confessa que não vê mudanças. Para ele, o que existe é uma continuidade de longa duração do que já havia sido modificado. Na Bahia, segundo Albergaria, as mudanças demoram mais tempo.

O sociólogo Gey Espinheira acredita que a TV Digital e a TV Pública vão influenciar as programações das TVs abertas. Acha que seremos afetados, inclusive com a possibilidade de quebra de hegemonia da Rede Globo. Conversa, TV Digital é só o nome. TV Pública é uma incógnita e não passa de mais uma estatal. Nada adianta tudo isso se não houver conteúdo nas programações. Não existe mídia democrática e universal.

O publicitário baiano Alexandre Augusto acertou em cheio quando afirmou que não dá mais para tolerar os clichês que se repetem a cada entrevista. Quer ver um clichê bonito: "O mundo está mudando numa velocidade vertiginosa". Alguma coisa tem que ser feita para quebrar a torturante monotonia de final de ano. Lembro agora da história contada pelo escritor e jornalista Heitor Cony sobre o vidente cego de Londres. Ele só dava entrevista a um único jornalista e fazia questão de que suas previsões ficassem no terreno da periferia, sem denominações, como pão-pão, queijo-queijo. Aquela coisa de dizer que um grande escritor vai morrer neste ano.

Agarrados aos símbolos, vivemos o tempo todo acreditando nas cores das roupas, tomar banho de mar na entrada de no novo, comer determinadas frutas e mais num monte de baboseiras. Acredite só em você e no Deus Supremo. Livre-se dos clichês, dessa propaganda enganosa, e condene a mídia burguesa repetitiva. Introduzem tecnologias "avançadas", novos visuais de artes coloridas, mas sem imaginação e criatividade nas mensagens.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

NÚMEROS GRANDIOSOS

Neste ano, até o último dia 14, a Polícia Federal realizou 188 operações especiais, que resultaram na prisão de 2.876 pessoas e na abertura de 75.628 inquéritos. Prendeu 203 pessoas a mais do que no ano anterior. São números grandiosos que impressionam, não fosse a triste realidade de que ninguém foi julgado e condenado á prisão. Nas operações de nomes os mais diversos como "Navalha", "Jaleco Branco", "Sanguessugas", dentre outros engraçados e ilariantes, todos foram soltos depois pela Justiça. Para 2008, segundo o ministro da Justiça, Tarso Genro, a PF promete intensificar o combate aos criminosos. Para decepcionar o povo mais uma vez? Esse negócio de que a lei é igual para todos é conversa fiada e só funciona na teoria. Aliás, não existe igualdade. Nascemos e somos desiguais perante a Justiça do Brasil.
CORPORATIVISMO
E por falar em Justiça, o nosso Judiciário é um dos poderes mais corporativistas, sem falar no Legislativo. A aposentadoria remunerada é o prêmio dado aos juízes processados criminalmente. É a punição disciplinar para os sabotadores das leis que recebem propinas por fora. É um dos privilégios mais antigos da toga. Provoca perplexidade que aquele que usurpou de suas competências seja agraciado com a concessão de um benefício. Além do mais, a punição remunerada tem amparo numa lei editada durante o regime militar, em 1979. O privilégio aos senhores absolutos, com poderes majestáticos de que fala o escritor Nelson Werneck Sodré, existente desde o início de 1900, no seu livro "A Coluna Prestes", não acabou. E os salários polpudos são uma afronta aos brasileiros que ainda vivem no sistema escravocrata de todas as cores, branca, negra, parda ou morena. Continuamos sustentando esses senhores oligárquicos que ainda mantém o lixo da ditadura militar.
OPERAÇÃO CONDOR
E como uma coisa puxa outra: A Justiça da Itália está pedindo a extradição e a prisão de 140 sul-americanos, entre eles 13 brasileiros envolvidos em crimes de tortura e assassinato durante a ditadura militar na denominada Operação Condor, tramada pelo Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai e Bolívia. Muitos cidadãos italianos foram mortos. A Operação Condor, que mais poderia se chamar "Com Dor", foi montada por estes países para coordenar serviços de inteligência, ou brutalidade, para perseguir oponentes dos regimes militares. Morreu muita gente. O governo brasileiro, dito de esquerda, não tem coragem de bulir nos torturadores e vai logo dizendo que não tem extradição, ou que os crimes prescreveram. É isso aí... A queima de documentos sigilosos na Base Aérea de Salvador não deu em nada mesmo! Falam ainda na tal anistia que, se houvesse Justiça limpa nesse país, já teria acabado com isso. Os torturadores têm que ser punidos, como estão sendo na Argentina, Chile e Uruguai. É uma vergonha o nosso país. Se o Congresso fosse sério e quisesse mudar alguma coisa, já teria tirado esse lixo.
RECUPERAÇÃO
E como no Brasil, uma sujeira sempre está ligada a outra, depois de inocentar um senador trapaceiro(0 Renan Calheiros), agora o Senado fala em priorizar o resgate ético. Mas, como fazer isso, se o senador continua lá armando suas maracutaias e vendendo bois a peso de ouro? Agora os senadores falam em recuperar a credibilidade e dizem que o episódio foi superado. Eles dizem isso porque conhecem muito bem o povo brasileiro, que é acomodado e esquece os crimes do dia anterior. Aliás, o Congresso vai continuar dando uma banana à opinião pública e metendo o pau na imprensa, como faz o executivo que monta uma TV Pública e decreta censura quando se faz críticas ao governo.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

CONTRADIÇÃO

Pregam que Natal é festa de amor, paz e adoração
Dizem que Natal é sonho, saudade e felicidade
É dia de acolhimento, de festa e encanto
É também contradição
entre a fartura e a fome
Natal é lembranças e nascimento
É doação
para acalentar a consciência
É dia de comidas exóticas nas novelas
ligadas nas televisões
das mansões e dos barracos
É dia de alegria e de tristeza
É noite de trocar presentes
para não se ficar
de fora da ilusão
É tempo de correria
do consumo devorador
de olhos fitos nos caixas
dos cartões devedor
Não é mais um Natal com contrição
É um cometa que todo ano passa
no espaço mecânico
Um retorno à festa pagã
É muito luxo
cada menos cristã

AS CANÇÕES DE AMOR



O amor é o seu mastro de salvação, é um veleiro que navega em rios e mares, aportando em terras longínquas para conhecer gentes diferentes e levar a mensagem de conforto em forma de oração e louvação para os mais carentes. Seu amor é reconciliação, é uma estrela de esperança. Assim cantam as letras na voz do compositor e poeta nordestino, baiano e conquistense Evandro Correia, que abre seu baú da vida para falar um pouco da sua carreira, de cultura, das dificuldades para vencer, de artistas que admira, de seus projetos e da sua terra natal onde nasceu e a tem como mãe.



O menino que aprendeu a cantar, acompanhando as missas nas igrejas das Graças(rua Otávio Santos) e na São Miguel(bairro Alto Maron), em Vitória da Conquista, seguiu seu caminho musical e há 19 anos vive fazendo sua arte com dedicação e profissionalismo. Na verdade, pode-se dizer que seu trabalho está completando 27 anos de duração já que em 1980 fez sua primeira aparição no Festival Estudantil da Bahia, no Ginásio Raul Ferraz de Vitória da Conquista, arrancando o primeiro lugar na classificação, com a música “Rosa Flor”.



A partir daí, Evandro Correia foi cantando suas melodias em festivais de Conquista e de outras cidades até cravar seu sucesso com a música “Menino da Vida”, cujo clip foi lançado pela TV Sudoeste logo que se instalou na região há 17 anos. Evandro não parou mais de cantar e suas obras são verdadeiras apologias ao amor e bálsamo para o espírito. Tímido, calmo e de voz pausada, o artista vai falando das dificuldades que existem para se produzir cultura neste país, mas acredita na vitória quando se esforça e se quer vencer.



Em 1990, com a carreira mais sedimentada, grava o CD “Menino da Vida”. Foi seu primeiro disco oficial/solo com produção de João Leme e Waltinho Amorim. Depois veio “Gema”, em 1993, com produção de Marcos Ferreira. Passou uma temporada no Rio de Janeiro nas noites cariocas; esteve em São Paulo e norte de Minas Gerais; e em 97 gravou “Divindade”. O artista continuou cantando em casas de shows pela Bahia a fora e fazendo suas composições nas horas vagas e de inspiração. Em 2001 lançou o disco “Garimpeiro do Sonho.”



Além das suas baladas misturadas a outros ritmos, Evandro sabe cativar o público também com o forró como nos dois discos que gravou em homenagem ao rei Luiz Gonzaga e ao Trio Nordestino(há três anos que ele faz São João). Ao todo são oito trabalhos elaborados com dedicação e amor, tema que ele mais aborda nas suas cantorias, acompanhadas de uma banda formada por violões, violino, violoncelo e bateria. Com seu jeito de ser simples e profundo, o artista lançou no início deste ano o seu primeiro DVD, o “Pulo do Gato”.



“Meu público gosta de uma mensagem mais direta, limpa, com um romantismo social, consciente e politizado” – foi assim que Evandro definiu o seu produto musical, e a forma como as pessoas apreciam suas obras. Suas canções são urbanas e populares, com um forte tempero romântico, sem pieguices. “O povo gosta desse lado romântico que luta pelas conquistas e briga para prosseguir com as coisas”.



Sobre as dificuldades, o compositor conquistense encara os problemas com otimismo e garra, apesar de reconhecer que viver de arte no mundo é uma tarefa quase impossível. “Quanto a mim, que não tenho gravadora e sou independente, sempre procurei buscar meu espaço, com coerência, dignidade, transparência e respeito aos outros”. A cultura de um modo geral no Brasil, na sua visão, não tem sido prestigiada como deveria, mas não coloca toda culpa no governo. Para ele, o artista tem que se impor e produzir mais, independente do poder público.




Para o músico, Conquista é sua terra natal que muito preza, pela personalidade e inteligência de seu povo a quem muito deve, “pois aqui sempre tive um espaço aberto e foi onde tudo começou”. Ele promete para 2008, novos projetos, novas canções em CD e DVD, com violão e orquestra de cordas. Como letrista e compositor, Evandro se identifica como dono do circo que faz de tudo, desde a comida para o leão, a varrer a área e tomar conta da bilheteria.

"PULO DO GATO"


O seu primeiro DVD “Pulo do Gato” é recheado de romantismo como toda sua obra, mas sem ser meloso. Nas suas definições de amor, está sempre lembrando do sertão como seu parceiro na vida. É um romantismo com conteúdo, como a primeira canção “Eu e Ela” que fala da procura e da doação. “O amor é jóia rara” – canta Evandro que sabe ser inconfundível na sua mensagem. A canção “Gema”, muito conhecida, faz uma declaração de amor à sua gema da vida. Não tem vergonha de dizer que quer o teu amor. “É assim que sempre quis”. “Menino da Vida” é o diamante da sua carreira e uma melodia dedicada à natureza e à vida. Seus passos pisam em pedras, mas encontram também o sorriso e a vida para navegar – diz Evandro.


“Estrela Guia” fala do amor à primeira vez. Nela, ele é um amante da vida e do amor. Derrama um amor que encanta, e canta numa linguagem sem pieguices. Na canção “Roxo”, em violão e violino, compara a chegada das águas com as lágrimas que caem por amor. Em “Eternamente”, o artista, com seu jeito tímido, diz que sem você não há luz no infinito, não há mundo, não há lugar. Eternamente é como um viajante solitário que sem amor não tem histórias para contar.


Trago flores para você para que o amor não morra nas trevas – é a mensagem do artista na canção “Canôro”. Já “Marcéu”, “Marlua” e “Lis” são baladas dedicadas aos seus três filhos adorados. Sobre “Marlua”, canta ser ela o filme mais bonito que já viu. “É o livro mais profundo que já li”. Em “Lis” é verde tua visão; é chuva no sertão. Pede ao seu filho “Marcéu” para que lhe abrace forte quando chegar e dê sua mão.


Evandro canta ainda a “Lua de Agosto” que é puro amor e roga para seus olhos encontrar os olhos dela; “Sanha” diz que o amor é o pai, é a mãe; “O Tango da Onça” fala do amor selvagem que lambuza, rainha das grutas de dentes macios, me usa, abusa para comer mais tarde; “Na Mira”, o artista quer fugir da solidão e se revela ao afirmar que salve, salve o que vier do amor. Completa seu trabalho com “Canção Serenata”, “Duas Bandas” que narra o sofrimento de quem foi embora, das carências, das recordações(quando olho para a lua vejo teu rosto); “Devoção”, que de forma clássica na letra e na música, faz uma louvação ao amor e compara a falta dele ao sertão sem chuva; “Saudade de Endoidecer”, que dói noite e dia sem te ver; “Branca” e “Cadê My Love” encerram o DVD.


HISTÓRIAS MANCHADAS

Com sete tiros a "queima-roupa", executaram o brasileiro Jean Charles de Menezes, no metrô de Lobdrers em 2005. Nada acnteceu de lá para cá. Ah, sim, aconteceu: a polícia foi promovida.
Já aqui no Brasil, estrangeiro é bem tratado quando comete arruaças e crimes. Temos um medo danado de "gringo" e lhe damos uma importância de superioridade. Para o brasileiro falta emprego, mas para o estrangeiro, o trabalho é certo, especialmente se for americano dos Estados Unidos.
É uma vergonha. Denota que temos complexo de inferioridade. O "gringo" já nasce sabendo. O brasiliero tem que aprender e muito. Mesmo assim, não fica competente.
Para mostrar como funcionam as coisas por aqui quando envolve estrangeiro, veja esta observação de um brasileiro sobre a questão, enviada pelo nosso jo0rnalista Juscelino Souza:

Excelentíssimos(as) e Ilustres:


Estranhei três reportagens que assisti semana passada, na primeira, um grupo de americanos era preso por crime de pedofilia. Não foram algemados mesmo demonstrando agressividade com a policia. Sobre o mais agressivo a reportagem citou que era das forças armadas americanas.

Numa segunda já não ouvi menção ao tal militar americano, e na terceira, entendi que ele está foragido e é suspeito de um crime. Como se deu essa fuga?

Lembrei de dois episódios totalmente subalternos que mancham nossa história:

1 - Um honesto cidadão brasileiro em Recife, emprestou dinheiro a um embaixador frances. Não tendo recebido, resolveu bater na Embaixada e cobrar. Prontamente recebeu como resposta que aquela atitude era um displante, uma ofensa à França! O dito embaixador, não satisfeito, exigiu
das autoridades brasileiras uma enérgica resposta e...PRONTAMENTE FOI ATENDIDO: Autoridades" subservientes mandaram perfilar a guarda e dar uma salva de tiros.

2 - Três oficiais da marinha inglesa que estava ancorada no porto do Rio de Janeiro, tomaram quantas quiseram e resolveram fazer o que mais lhes apeteciam: destratar os brasileiros(as) e passaram a espancar mulheres e escravos que encontravam. Chamada, a policia prontamente prendeu os delinquentes> Ocorre que o embaixador inglês entrou na história e fez disso um embate diplomático, sendo atendido no pleito e logo vendo seus compatriotas delinquentes liberados.

É uma lástima, a memória de Jean Charles sofre com tais diferenças e submissão.

Alírio Cavalcanti

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

FESTA DE ANIVERSÁRIO DA APAE

VEJA OS 30 ANOS DE ANIVERSÁRIO DA APAE PELAS LENTES DO FOTÓGRAFO JOSÉ SILVA QUE CAPTOU TODOS OS LANCES E OS MOMENTOS MAIS EMOCIONANTES. A FESTA FOI REALIZADA NO ÚLTIMO DIA 19/12 NO CENTRO DE CULTURA CAMILO DE JESUS LIMA. PAIS, ALUNOS E FUNCIONÁRIOS ESTIVERAM LÁ E FIZERAM SUAS HOMENAGENS AOS 30 ANOS DA INSTITUIÇÃO. FUNDADA EM 1977, A APAE HOJE JÁ CONTA COM 300 ALUNOS PORTADORES DE DEFICIÊNCIA QUE ESTUDAM, PRATICAM OFICINAS DE TRABALHO, ESPORTES E LAZER. A COMUNIDADE DE CONQUISTA TEM DADO SEU APOIO, MAS PRECISAMOS DE MUITO MAIS PARA FORTALECER A INSTITUIÇÃO.
OS ALUNOS FIZERAM UMA BELA APRESENTAÇÃO DE TEATRO COM CONOTAÇÕES SOBRE A QUESTÃO DO PRECONCEITO E CONTRA A DISCRIMINAÇÃO. O BALÉ TAMBÉM FEZ PARTE DA PEÇA, BASTANTE APLAUDIDA.
O PRESIDENTE DA APAE, CARLOS REZENDE FOI UM DOS HOMENAGEADOS PELOS ALUNOS E FUNCIONÁRIO DA INSTITUIÇÃO.



PRESIDENTE FAZ SAUDAÇÃO PELA PASSAGEM DOS 30 ANOS





O BOLO COMEMORATIVO DOS 30 ANOS DA APAE DE VITÓRIA DA CONQUISTA








BOLO HOMENAGEIA OS 30 ANOS
UM ALUNO CANTA O HINO NACIONAL
. ALUNOS FAZEM APRESENTAÇÕES DE CANTO NAS HOMENAGENS AOS 30 ANOS DA APAE DE CONQUISTA






UMA DAS FUNCIONÁRIAS HOMENAGEADAS NA FESTA DOS 30 ANOS DA INSTITUIÇÃO. GRATIDÃO DA DIRETORIA E RECONHECIMENTO PELOS TRABALHOS PRESTADOS. OS ALUNOS MAIS ANTIGOS TAMBÉM FORAM LEMBRADOS.



















































































quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

OS MAIS POBRES


O maior número de municípios com os piores Índices de Desenvolvimento Social(IDS), segundo estudos da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais(SEI), da Secretaria de Planejamento do Estado, está concentrado na região sudoeste, o que revela estado de pobreza. O IDS é composto dos índices de saúde, educação, oferta de serviços básicos e renda média dos chefes das famílias.


Entre os 25 piores estão Mirante(o menor PIB do Brasil), Maetinga, Boa Nova, Caetanos, Guajeru, Ribeirão do Largo, Caatiba, Jânio Quadros, Piripá, Encruzilhada, Anagé, Barra do Choça, Lagoa Real e Caraíbas.


Entre os melhores, Vitória da Conquista é o sexto, abaixo de Lauo de Freitas, Salvador, Barreiras, Itabuna e Madre de Deus.


Quanto ao IDE(Índice de Desenvolvimento Ecônomico) que mede o consumo de energia elétrica, terminais telefônicos, estabelecimentos bancários, comerciais, serviços e nível de escolaridade dos trabalhadores formais, Conquista é o sétimo, abaixo de Salvador, Camaçari, São Francisco do Conde, Feira de Santana, Lauro de Freitas e Simões Filho.


Entre os piores, Bom Jesus da Serra é o segundo e está localizado em nossa região. Conquista faz parte do seleto grupo dos 45 municípios acima da média dos dois indicadores e apresenta vantagens competitivas para atrair empreendimentos. Acontece que na prática não é o que tem acontecido. O município precisa brigar por mais investimentos empresariais para reduzir seu alto índice de desemprego.


A redução da população parece refletir o baixo IDE e IDS. Na contagem do IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Guajeru, na região sudoeste, foi o que mais perdeu na Bahia. Passou de 12.836 habitantes em 2000, para 7.062 em 2007. No nosso território, tivemos ainda quedas significativas de população nos municípios de Maetinga, Caraíbas, Caatiba, Mirante, Encruzilhada, Potiraguá, Ibiassucê, Boa Nova e Barra dom Choça.


Em termos de PIB(Produto Interno Bruto) - soma das riquezas - o município de Salvador é o primeiro, seguido de Camçari, São Francisco do Conde, Feira de Santana e Simões Filho, Os cinco primeiros respondem por 50% do PIB baiano. Vitória da Conquista é o sexto, com R$1,7 bilhões, ou 1,97% do total do Estado. O PIB da Bahia é de R$90,9 bilhões, e o setor de serviços é o que mais se destaca. Em serviços, por exemplo, Salvador é o primeiro e Conquista é o quinto.


No programa Bolsa Família, que no Brasil atinge 45,8 milhões de pessoas, a Bahia congrega 12%. Os municípios do semi-árido são aqueles que têm o maior número de beneficiados. Os dados significam que temos no país 45 milhões de pessoas vivendo em estado de pobreza porque dependem do dinheiro do Bolsa Família para a sobrevivência.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

OS 30 ANOS DA APAE

Foto de José Silva que esteve presente no evento dando sua contribuição através da sua arte de fotografar
Foi em 1977 que a Apae-Associação de Pais e Amigos Excepcionais se instalou em Vitória da Conquista. Localizada na avenida Rosa Cruz, ao lado do Centro de Cultura, a instituição foi enfrentando desafios para sobreviver, com ajuda do poder público e da comunidade. Atravessou momentos difíceis, mas resistiu e ontem foi realizada uma festa em comemoração aos seus 30 anos de fundação.


Houve pronunciamentos de sua diretoria, comandada pelo dedicado presidente Carlos Rezende, mas, mais uma vez os alunos roubaram a cena com apresentações teatrais, cantos e danças. Nessas ocasiões, eles sempre surpreendem, transmitindo carinho e amor. Foi uma festa digna da instituição e bem preparada pelos seus funcionários, pais e professores que deram um toque todo especial. Um vídeo elaborado pela agência Mangalô contou toda história da Apae de Conquista que hoje abriga 300 alunos portadores de deficiência. Na oportunidade, o presidente Carlos Rezende, a ex-presidenta, dona gerusa, fundadores, alunos e funcionários mais antigos foram homenageados.


Os pais, na maioria pobres, que tanto orgulho têm da instituição, estiveram lá, como fazem em todos os chamados. Pena que os chefes do poder público municipal não atenderam ao convite da Apae no seu aniversário. Os dirigentes das entidades privadas, também não. Alguns representantes, mas não faz mal. Os políticos e vereadores não apareceram para prestigiar a festa, mas é bom que eles saibam que a Apae continua crescendo com seus programas, como o da Central de Doações, oficinas para os alunos, o ensino educacional, o projeto contra a violência sexual, o posto do SUS, a inclusão no mercado de trabalho e tantos outros na área social e de saúde.


A Apae de Conquista ainda é jovem, mas já está galgando a fase do amadurecimento e da experiência. Vai continuar precisando do apoio de toda comunidade e de seus representantes. Não basta apenas a doação material em dinheiro, ou produto. A presença talvez seja mais importante. Portanto, as pessoas devem conhecer a instituição e levar um pouco de carinho para seus alunos. E para dizer a verdade, poucos conquistenses conhecem a Apae por dentro e o que ela faz e está fazendo. Acompanhe o seu trabalho.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

DEMOCRACIA MENTIROSA

Com o pedido de asilo político dos músicos cubanos que tocaram em Recife, a Rede Globo estampou uma série de matérias criticando e dando "porrada", como se diz no jargão jornalístico, no regime de Fidel Castro, na ilha onde as pessoas passam fome e não têm liberdade de expressão. Colocaram até a filha de Fidel para falar contra seu pai e se reportaram às equipes de salvamento como heróis daqueles que se aventuram no mar para alcançar a costa dos Estados Unidos.
Já que fez suas suítes e boxes, a emissora deveria falar também do bloqueio político, social e econômico americano que já dura 47 anos e tem deixado a população sem alimentos, e o país sem meios para alavancar seu desenvolvimento. Deveria falar dessa cruel tirania dos Estados Unidos e da invasão à Baía dos Porcos, programada pela CIA e rechaçada pelos cubanos. Deveria falar da opressão e da acirrada propaganda capitalista que o Governo dos Estados Unidos mantém contra Cuba ao longo desses anos.
Só assim a matéria ficaria completa e a emissora cumpriria sua função de fazer um bom jornalismo esclarecedor, para que todos entendessem a situação. Deveria falar do alto nível educacional e da qualidade de saúde que recebem os cubanos, apesar do bloqueio mantido. Falar dos esforços que o país tem feito para superar suas dificuldades.
Que moral temos para falar em democracia em nosso país quando o Brasil é detentor dos piores índices de Desenvolvimento Humano, uma das maiores concentrações de rendas do mundo, os maiores níveis de desigualdades e injustiças sociais? Que democracia é essa onde a lei só é igual para todos na teoria? Onde existem ainda milhões de famílias passando fome, mesmo com o Bolsa Família? Onde a corrupção é uma das maiores do mundo e deixa a população mais pobre e sem assistência social? Onde a maior parte da mídia é elitista e manipula as informações de acordo com seus interesses? Onde o sistema prisional tortura os presos e deixa-os como bixos e animais nas cadeias?
A democracia do Brasil e dos Estados Unidos é mentirosa e falsa. Só nos achamos melhor porque podemos xingar o presidente da República? Só porque votamos, mesmo não sabendo escolher os candidatos certos que estão cada vez mais escassos? As atrocidades cometidas pelos americanos em Quatánamo em sua base em território cubano bem que mereceriam uma série de matérias condenáveis. Esquecemos que os EUA contribuíram para o golpe militar em 1964 e por pouco não invadiu nosso território como fez em várias nações do mundo, espalhando o terrorismo.
Nem é preciso ir muito longe. O Iraque está bem perto de nós. A propaganda capitalista aterroriza as cabeças menos culta, de pouca instrução, de pouca visão sobre o mundo, sobre o que é mesmo democracia plena, Nossa democracia é muito parecida com o consumismo, com o ter individual de cada um, que não importa para o coletivo. Achamos que é só dar uma cesta de Natal, ou um quilo de feijão, e aí estamos redimidos de nossos pecados. É bom que se diga que temos uma democracia muito relativa.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

SEM LEITURA

Em se tratando de qualidade de leitura, o Brasil é um dos piores do planeta Terra(devia se chamar de Água), no mesmo nível dos países mais pobres e atrasados. É lamentável, mas estamos atrás das nações da América Latina.
É triste a notícia confirmada por pesquisa que dá conta que 50% dos estudantes não entendem o que lêem. A situação está piorando a cada ano, e ainda o Ministro da Educação tranquiliza, pedindo mais tempo. Os especialistas dizem que a incapacidade de leitura compromete a capacidade de entendimento dos conteúdos de todas as matérias.
Não se pode dizer que o quadro reflete as deficiências passadas. Não, o Brasil atual, enveredado e enterrado no consumismo, endeusa o espetáculo eletrônico, e "apresenta a ilusão de que as tecnologias digitais asseguram todo acesso ao saber" - disse o professor e escritor Ubiratan Castro.
O governo está mais preocupado em dar a cada aluno um leptop e esquece de que a operação da máquina depende de um boa boa leitura. O sistema educacional neoliberal induz o sujeito, de forma deficiente, a apenas competir no mercado capitalista selvagem, e esquece totalmente a formação humanista.
Como afirma o professor Ubiratan, a leitura é indispensável ao desenvolvimento do país. Não se viu nada ainda da proclamada Aceleração do Crescimento para a área de cultura. Não existe uma política do livro, da biblioteca, da leitura. O que tenho visto por aí é papo furado de que o livro vai se acabar para dar lugar á internet, e tome computador nos analfabetos.

CENSURA PÚBLICA

Antes da entrevista, a jornalista pediu ao professor de Comunicação, Felipe Pena, que moderasse nas críticas ao governo Lula, porque poderia ser demitida. A gravação foi feita e o professor manteve as críticas. Quando o programa foi ao ar, ele desapareceu.
O fato faz lembrar a época da ditadura militar, mas é recente e aconteceu na nova TV Brasil, denominada de Pública, que está mais para estatal e oficial, como venho dizendo há tempo e durante a gestação do seu formato. Quer dizer que essa TV Pública veio para disputar espaço com a rede privada e cometer os mesmos erros e pecados contra o bom jornalismo e a liberdade de expressão? Que belo exemplo!
A explicação da direção da TV Brasil, nomeada pelo presidente da República(o primeiro equívoco), de que o episódio ocorreu na passagem da TVE para a "nova emissora", por insegurança do pessoal, não convence. Mas, o professor confessou ter notado, nos últimos meses na TVE, sinais de desagrado quando se tecia críticas ao governo.
Editorial do jornal A Tarde(edição do dia 13/12) diz que TV Pública pressupõe independência de pensamento e de expressão, e cita como exemplo a BBC de Londres. Caso contrário, tende a perfilhar os encapuzados propósitos de uma mídia a serviço da propaganda do Estado. Destaca ainda que a ingerência do Estado induz ao estilo do Pravda(dos comunistas soviéticos) de fazer jornalismo. Sem liberdade de criticar o governo, a mídia será mera porta-voz de uma situação, como quis Fidel Castro - rebate o professor da Unicamp, Roberto Romano.
Que domocracia é essa? Depois chamam os veículos privados de tendenciosos e manipuladores quando levantam críticas ao governo. Que moral é essa? Além de expressar idéias conservadoras, a dita esquerda de hoje tem uma visão unilateral de democracia.
Agora mesmo, o governo está impondo a Transposição do Rio São Francisco contra os argumentos mais sérios e técnicos movidos pela sociedade organizada, inclusive de organismo ligados ao Estado. O início das obras pelo Exército faz lembrar, mais uma vez, a ditadura militar, quando Medici mandou tropas para a abertura da Rodovia Transamazônica.
Existem estudos que comprovam que com a metade dos recursos que serão gastos nesta obra(R$6,6 bilhões), é possível levar água e beneficiar quase 40 milhões de pessoas no Nordeste, ao invés de 12 milhões como estimam. O Atlas do Nordeste aponta ser possível beneficiar 1.356 municípios, no lugar de pouco mais de 300 como estão prevendo. Esta obra é um crime, mas o governo diz que crime é o frade fazer greve de fome. O mal do país, é que a população não se levanta contra os absurdos e a maneira de se fazer política na base da censura e do toma lá, dá cá. Está constatado: a obra só beneficia o grande agronegócio.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

O CRIME DO CARVÃO


Há quinze dias, o Diário do Sudoeste publicou comentário feito por mim sobre o tráfico de carvão na região sudoeste, comandado por uma quadrilha organizada e muito perigosa que deve ser combatida pelas autoridades. Há anos que venho chamando a atenção para esta agressão contra a natureza. Existem ainda associações de reflorestamento de fachada que dão cobertura e não cumprem com o que determina a lei do desmatamento.


Agora o jornal A TARDE, Sucursal de Conquista, edição de domingo e de ontem(2 e 3/12) em matéria repetida(erro editorial)publica resultado parcial da operação de Fiscalização Preventiva Integrada(FPI) onde a promotora de Paramirim, Luciana Khoury diz que existem suspeitas de crime organizado na produção de carvão.


Ora, não é nenhuma novidade a descoberta. Esse tipo de ação com notas falsificadas de transporte do produto já perdura há anos na região. Não existem suspeitas. O que existe mesmo são quadrilhas organizadas. É que no Brasil, todos os crimes e criminosos não passam de suspeitos e não saem desse ponto. Até hoje ainda dizem que o mensalão é uma suspeita. É típico do nosso judiciário parar no termo suspeito. O cara é preso com todas as evidências, mas continua suspeito e os processos esbarram nas prateleiras das traças.


Apreenderam, ilegalmente, 14 toneladas de madeira nativa e 300 toretes de pau-d`arco extraídos para produção de carvão. Foi constatado que existe crime organizado, desde o desmatamento, passando pelo transporte e aquisição do produto com falsificação de notas fiscais, e ainda chamam isso de suspeitas! As coisas no Brasil funcionam assim. Depois, esquecem tudo e ninguém fala mais nisso. Agora estamos na Operação Jaleco Branco, e das outras ninguém nem sabe mais a denominação. Todos foram soltos e tudo continua como antes na Casa de Abrantes. É a cultura da impunidade e das suspeitas.