Tinha um partido político que fazia um escarcéu danado quando os governos passados falam em privatização de bens, empresas e patrimônio público. Agora considera certo fazer o que antes era tido como errado.
O Governo do Estado privatizou as estradas em torno de Salvador e permitiu à iniciativa privada instalar cancelas em todos os pontos de acesso à capital. O partido do poder não diz nada. É uma escorcha escandalosa contra o contribuinte que alienado e sem conscientização política paga e consente.
Colocaram cinco porteiras de pedágios na BR-116 (Rio-Bahia) de Salvador até Vitória da Conquista. O povo paga e ainda acha bom. O novo aeroporto de Vitória da Conquista, orçado em R$30 milhões (vai ser muito mais que isso com os tais aditivos), depois de pronto vai ser privatizado. Não existe mais crítica ao capitalismo porque quem fazia agora está na nau capital.
Vão ser privatizados também os aeroportos de Feira de Santana, Lençóis, Teixeira de Freitas e Ilhéus. Os principais aeroportos do Brasil vão ser privatizados e já se fala nos Correios. Tinha um partido que não podia ouvir falar em privatização que botava sua tropa nas ruas.
Na campanha eleitoral passada, o partido acusou a “oposição” de querer privatizar o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Petrobras. Fizeram um estardalhaço danado para confundir o eleitor. Será que agora o partido viraria a mesa se o Governo anunciasse essas privatizações.
Agora não é mais traição e demonstração de incompetência administrativa. Elegemos os governos para que eles cuidem dos nossos bens e não passem para o capital privado. Para que, então, tantos cargos no Governo ganhando os tubos?
Nesta semana, a Comissão de Justiça da Câmara dos Deputados aprovou, em três minutos de sessão, mais de 100 projetos, com a presença de apenas dois deputados. O presidente da Câmara, Marco Maia, do PT, disse ser normal e que tudo foi feito dentro da normal regimental. Agora é correto que se faça tal excrescência. Antes não era. Somos mesmo uns idiotas.
A Câmara de Salvador, por unanimidade, aprovou aumento de 41 para 43 vereadores, e a mesa diretora ainda afirma que não vai elevar custos para o legislativo. É muito dinheiro rolando e sobrando. Pode-se dizer hoje que ainda existe político sério? Todos concordaram, meu amigo!
A reforma política do PT só serve para o partido do poder que defende financiamento da campanha pública (já existe há muito tempo). Isso não passa de um álibi para a o “Mensalão do Caixa 2”. Querem criar um fundo partidário com dinheiro do orçamento de pessoas físicas e jurídicas.
No esquema proposto, R$1 bilhão sairia do orçamento, R$300 milhões do fundo e mais R$800 milhões da renúncia fiscal das emissoras de televisão. A partilha desse montante de mais de R$2 milhões favoreceria o PT e o PMDB, é claro.
É muita grana, meu camarada! Alguém aí pensou na saúde e na educação? Tinha um partido um dia que se importava com essa calamidade pública. Que morram os imbecis miseráveis das portas dos hospitais. Para um coitado morto, nascem mais dois.
A corregedora do Conselho Nacional de Justiça, como aquela pessoa que está com um problema engasgado na garganta e precisa botar para fora para se aliviar, desabafou que na magistratura existem muitos bandidos atrás da toga.
O presidente do Conselho retrucou, com veemência, de que não existe banditismo, mas desvios, argumentando que houve equívoco e um excesso de destempero por parte da denunciante. Bandido só nos morros. É coisa para assaltante, ladrão e traficante.
Para os togados e donos do poder, o nome correto, fino e apropriado é desvio, assim falou o senhor patrão. Subordinado é para ficar calado. O que era errado agora é certo, e não se fala mais nisso. Nulo neles, minha gente.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
domingo, 25 de setembro de 2011
PERVERSIDADE, DINHEIRO E PODER
Do baú dos meus vinis encontrei esses versos do menestrel Juca Chaves de há mais de 30 anos que continuam atuais. Na música “Honestidade” ele diz: A honestidade, há muito já sumiu/As conseqüências, vêm sempre depois/Por isso todo dia, para alegria do Brasil/ Morre um ladrão e nascem dois”. Em outro verso canta: O governo tira o que o povo sonha/Quanta mentira, quanta vergonha. O saldo da Constituinte foi a corrupção legalizada/ Para bem da nossa pátria amada.
A corrupção não deixa que pessoas comprometidas e conscientes escrevam coisas boas e positivas como a de que o Brasil tem uma saúde e uma educação de qualidade. Seria bom, mas esse enunciado não passa de uma grande mentira. O que vemos nos hospitais é uma perversidade cometida contra o povo. É uma matança diária e ninguém é criminalizado.
Foi feito um cálculo de que de janeiro a agosto deste ano, aproximadamente seis mil pacientes morreram nas emergências dos quatro principais hospitais do Rio de Janeiro. Isso é mais que as mortes de soldados americanos no Iraque, entre 2003 a 2011.
Deveria haver um boletim de ocorrência nas portas dos hospitais brasileiros para notificar todas as mortes por negligência médica e falta de atendimento. Uma rede nacional de televisão focou suas câmaras nos corredores e nas instalações dos hospitais, mostrando os horrores das pessoas sofrendo de dores, e outras já em estado terminal.
As cenas mais parecem com o Inferno de Dante e devem ser proibidas para menores de 18 anos. Verdadeiramente, esse não é o meu país. Ninguém é culpado. Cada um só quer seguir seu caminho. Como vou ter orgulho de ser brasileiro?
Muito choro e ranger de dentes, e o Governo simplesmente diz que não tem recursos para a saúde. Aponta como saída a criação de mais um imposto para aumentar a carga tributária que já representa 34% do PIB.
Dinheiro tem até de sobra, mas criminosamente toda dinheirama é utilizada para sustentar as mordomias do poder corrompido e corroído. Vamos começar pelo Executivo. O governo tem ministérios a perder de vista.
Dizem que são 37 para satisfazer seus aliados e a tal “governabilidade”. Tem ministério da pesca, dos portos, da igualdade racial e outros nomes compridos. É um loteamento vergonhoso. As secretarias têm status de ministérios com centenas e milhares de cargos.
Por acaso o Governo está disposto a cortar estes ministérios para 10 ou 15, enxugando seu orçamento para sobrar dinheiro para a saúde e para a educação? De cargos comissionados são mais de 20 mil, enquanto o Governo de Barack Obama, dos Estados Unidos, tem 2.500. A maior parte está com o PT, para sustentar a máquina do partido e, consequentemente, o poder.
Só para resumir, o legislativo tem 513 deputados e mais 81 senadores com altas mordomias e salários de marajás aumentados por eles mesmos. Por acaso eles querem fazer uma reforma política séria que reduza pela metade esses representantes? Qual a utilidade do Senado? E as escandalosas verbas de indenização? Querem fazer cortes?
Do lado do judiciário, as mordomias e os altos salários são vergonhosos, enquanto o povo doente morre nos corredores dos hospitais. Cada poder levanta obras suntuosas e faraônicas, acarpetadas com tecidos da Pérsia e ladrilhadas com azulejos da melhor qualidade.
Agora mesmo na Bahia, a Assembléia Legislativa ergueu mais um anexo que custou R$29 milhões e está passando a conta para o Governo do Estado. Aliás, para o povo pagar. Seus gabinetes são luxuosos, bem mais que nos países ricos que não fazem essa farra com o dinheiro do contribuinte.
Portanto, o Brasil é um país rico que tem muito dinheiro. Se fosse bem aplicado e não houvesse essa roubalheira toda, dava muito bem para oferecer uma saúde de qualidade para todos, e não esse inferno dos horrores. E as fraudes hospitalares?
Não só os políticos viraram as costas para a população. Os estudantes e os sindicatos que já foram as categorias de maior resistência nas lutas por liberdade e justiça, não estão nem aí. Estão também montados na nossa grana e cooptados com o poder.
As centrais sindicais, por exemplo, brigam como gângsteres ao estilo do velho faroeste americano por mais um filiado, para arrecadar mais dinheiro para seu saco, através, principalmente, da contribuição sindical obrigatória. É uma espoliação contra o operário, mas ninguém reclama.
Os dirigentes das principais centrais agem na base da força, utilizando capangas e seguranças para fechar sindicatos e derrubar presidentes que não estejam aliados às suas entidades. Quando mais filiado, mas dinheiro, mais mordomia e mais cargos comissionados. Não é preciso prestar contas aos tribunais.
Existem no país oito centrais que brigam entre si, mas não protestam, nem se manifestam contra as mazelas da saúde e da educação. Os métodos mais violentos de banditismo são travados pela CUT e a Força Sindical, mas guerreiam também a UGT-União Geral dos Trabalhadores, a NCST-Nova Central Sindical dos Trabalhadores, a CTB-Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, a CGTB-Central Geral dos Trabalhadores do Brasil, CSP-Conlutas e a Intersindical.
Para que tanta central? Só do imposto sindical a CUT fica com quase R$27 milhões todo ano. Estão lutando pelos direitos coletivos da população? Estão se manifestando nas ruas contra a corrupção e os desmandos? Fazem muita festa com shows musicais e distribuição de prêmios no Primeiro de Maio. O Estado é um grande elefante que se movimenta lentamente, mas tem uma tromba que devasta florestas.
A corrupção não deixa que pessoas comprometidas e conscientes escrevam coisas boas e positivas como a de que o Brasil tem uma saúde e uma educação de qualidade. Seria bom, mas esse enunciado não passa de uma grande mentira. O que vemos nos hospitais é uma perversidade cometida contra o povo. É uma matança diária e ninguém é criminalizado.
Foi feito um cálculo de que de janeiro a agosto deste ano, aproximadamente seis mil pacientes morreram nas emergências dos quatro principais hospitais do Rio de Janeiro. Isso é mais que as mortes de soldados americanos no Iraque, entre 2003 a 2011.
Deveria haver um boletim de ocorrência nas portas dos hospitais brasileiros para notificar todas as mortes por negligência médica e falta de atendimento. Uma rede nacional de televisão focou suas câmaras nos corredores e nas instalações dos hospitais, mostrando os horrores das pessoas sofrendo de dores, e outras já em estado terminal.
As cenas mais parecem com o Inferno de Dante e devem ser proibidas para menores de 18 anos. Verdadeiramente, esse não é o meu país. Ninguém é culpado. Cada um só quer seguir seu caminho. Como vou ter orgulho de ser brasileiro?
Muito choro e ranger de dentes, e o Governo simplesmente diz que não tem recursos para a saúde. Aponta como saída a criação de mais um imposto para aumentar a carga tributária que já representa 34% do PIB.
Dinheiro tem até de sobra, mas criminosamente toda dinheirama é utilizada para sustentar as mordomias do poder corrompido e corroído. Vamos começar pelo Executivo. O governo tem ministérios a perder de vista.
Dizem que são 37 para satisfazer seus aliados e a tal “governabilidade”. Tem ministério da pesca, dos portos, da igualdade racial e outros nomes compridos. É um loteamento vergonhoso. As secretarias têm status de ministérios com centenas e milhares de cargos.
Por acaso o Governo está disposto a cortar estes ministérios para 10 ou 15, enxugando seu orçamento para sobrar dinheiro para a saúde e para a educação? De cargos comissionados são mais de 20 mil, enquanto o Governo de Barack Obama, dos Estados Unidos, tem 2.500. A maior parte está com o PT, para sustentar a máquina do partido e, consequentemente, o poder.
Só para resumir, o legislativo tem 513 deputados e mais 81 senadores com altas mordomias e salários de marajás aumentados por eles mesmos. Por acaso eles querem fazer uma reforma política séria que reduza pela metade esses representantes? Qual a utilidade do Senado? E as escandalosas verbas de indenização? Querem fazer cortes?
Do lado do judiciário, as mordomias e os altos salários são vergonhosos, enquanto o povo doente morre nos corredores dos hospitais. Cada poder levanta obras suntuosas e faraônicas, acarpetadas com tecidos da Pérsia e ladrilhadas com azulejos da melhor qualidade.
Agora mesmo na Bahia, a Assembléia Legislativa ergueu mais um anexo que custou R$29 milhões e está passando a conta para o Governo do Estado. Aliás, para o povo pagar. Seus gabinetes são luxuosos, bem mais que nos países ricos que não fazem essa farra com o dinheiro do contribuinte.
Portanto, o Brasil é um país rico que tem muito dinheiro. Se fosse bem aplicado e não houvesse essa roubalheira toda, dava muito bem para oferecer uma saúde de qualidade para todos, e não esse inferno dos horrores. E as fraudes hospitalares?
Não só os políticos viraram as costas para a população. Os estudantes e os sindicatos que já foram as categorias de maior resistência nas lutas por liberdade e justiça, não estão nem aí. Estão também montados na nossa grana e cooptados com o poder.
As centrais sindicais, por exemplo, brigam como gângsteres ao estilo do velho faroeste americano por mais um filiado, para arrecadar mais dinheiro para seu saco, através, principalmente, da contribuição sindical obrigatória. É uma espoliação contra o operário, mas ninguém reclama.
Os dirigentes das principais centrais agem na base da força, utilizando capangas e seguranças para fechar sindicatos e derrubar presidentes que não estejam aliados às suas entidades. Quando mais filiado, mas dinheiro, mais mordomia e mais cargos comissionados. Não é preciso prestar contas aos tribunais.
Existem no país oito centrais que brigam entre si, mas não protestam, nem se manifestam contra as mazelas da saúde e da educação. Os métodos mais violentos de banditismo são travados pela CUT e a Força Sindical, mas guerreiam também a UGT-União Geral dos Trabalhadores, a NCST-Nova Central Sindical dos Trabalhadores, a CTB-Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, a CGTB-Central Geral dos Trabalhadores do Brasil, CSP-Conlutas e a Intersindical.
Para que tanta central? Só do imposto sindical a CUT fica com quase R$27 milhões todo ano. Estão lutando pelos direitos coletivos da população? Estão se manifestando nas ruas contra a corrupção e os desmandos? Fazem muita festa com shows musicais e distribuição de prêmios no Primeiro de Maio. O Estado é um grande elefante que se movimenta lentamente, mas tem uma tromba que devasta florestas.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
AS COTAS E O ESTELIONATO
Jamais perder a capacidade de indignação. É o ensinamento do escritor francês, Stéphane Hessel, de 93 anos, que lutou na resistência de seu país contra os nazistas. Escreveu um pequeno livro “Indignez-vous” que se tornou um best-seller. Para ele, a indiferença é a pior das atitudes.
No Brasil, cercado de corrupção por todos os lados, patrocinada pelos ministérios do Governo (existem ministérios a perder de vista) e por parlamentares, temos sobra demais para nos indignarmos como estão fazendo os árabes e outros países cujas populações demonstram suas descrenças em seus governantes.
Embora tardias, aqui começam a surgir as primeiras reações nas ruas e praças, como aconteceu no dia 7 de setembro. Movimentos prometem elevar o tom da indignação através de atos marcados para hoje (dia 20) no Rio de Janeiro e outras capitais.
Salvador ainda está em silêncio como a UNE (União Nacional dos Estudantes) e os sindicatos. Uma vergonha nacional. Conquista que sempre foi uma cidade ativista e pensante também precisa fazer a sua manifestação contra a corrupção.
Em qualquer assunto, costumo abrir falando da corrupção. Confesso que se tornou um hábito. Acho que é uma questão que deve se abordada em qualquer situação do cotidiano. No entanto, o tema mesmo é sobre as cotas estabelecidas nas universidades e agora estendidas para os concursos públicos.
É um assunto polêmico e sei que lá vem pancadaria por todos os lados, do tipo conservador, elitista, retrógrado e coisas mais. Quando se escreve não se deve temer colocar a cara a tapa. Para isso, tem que se ter personalidade para se falar o que pensa, embora muitos joguem pedras, mesmo “defendendo” mentirosamente a liberdade de expressão.
Todos os argumentos dos cotistas são insustentáveis e cheios de contradição. Por isso são raivosos contra os que se posicionam de forma contrária. Falam de reparação da escravidão que aconteceu em séculos passados e da qual somos culpados. Como assim culpados? Essa de pequeno-burguês já é muito manjada.
Se vamos falar de reparação, o país tem uma dívida enorme para com todos os pobres, sem distinção de cores, que estão há mais de 500 anos sendo explorados pelo sistema perverso do capitalismo coronelista. O açoite não é a única marca pesada numa escravidão.
A criação de cotas é mais um oportunismo eleitoreiro enganoso para fazer com que se esqueça da baixa qualidade da educação. Estamos todos nós sendo vítimas de um estelionato no ensino. Vai adiantar alguma coisa impor cotas raciais nas universidades com uma educação precária e vergonhosa? Todos vão sair do mesmo jeito, sem aprender o que deveria.
Como estão postas, as cotas só fazem dividir, segregar e discriminar os negros que têm a mesma capacidade de aprender tanto quanto os brancos pobres que sofrem da mesma maneira para terem acesso ao mercado de trabalho.
Além do mais, num país miscigenado como o Brasil quase todos são afrodescendentes com mistura européia. Na hora da cota, uma parte é negra e a outra é branca, o que é falso. Na discussão social, no entanto, todos são misturados. Não é uma grande falsidade ideológica? A cota passou a distinguir a cor. Então, o que sou? Nem eu sei mais. Pode variar.
Não vejo cotistas lutando por uma educação de qualidade. Vi um dizendo que não dava para esperar 20 anos para que o ensino melhorasse no país. Digo pois, que seria de melhor valia que se brigasse todos juntos por uma causa justa para as futuras gerações de negros, brancos, morenos ou pardos, do que ter uma cota temporária com péssima educação.
Não aguento mais ouvir esse negócio segregacionista de negros e brancos numa sociedade tão injusta onde todos os pobres espoliados, sem distinção de cores, deveriam estar unidos contra os patrões para cobrar igualdade social. Somos todos vítimas do estelionato educacional.
Argumentam por aí que os negros que tiveram acesso às cotas estão conseguindo um nível melhor de aproveitamento nas universidades do que aqueles que não foram beneficiados. Se e é assim, para que, então, mais cotas para os concursos públicos? Não contraditório? Não passa de mais uma peça eleitoreira. Além do mais, se todos vieram dessas escolas públicas, não pode existir esse negócio de melhor aproveitamento, com raras exceções.
Todos estão sendo iludidos, mais uma vez, por esse discurso demagógico dos políticos que sempre tiveram medo de um povo de nível mais elevado. Eles preferem, sem distinção de partidos, uma geração de medíocres para poder manipular. Já disseram que o sistema é cruel.
Todos deveriam sim, estar empunhando a bandeira contra a corrupção e em defesa da igualdade para todos. O que mais dói neste país é o apartheid social. Todos os pobres estão no mesmo barco. Sinto sinais fortes de ódio e racismo, o que não é nada bom. Dia desses li uma cobrança do MEC só porque teria aprovado um livro onde tinha mais fotos de brancos que de negros. Aonde vamos chegar? Ouvi alguém dizer certa feita que esse discurso do politicamente correto é vazio como pneu furado.
Para finalizar, seria bom que nos debruçássemos no nível do último exame do Enem. Das 100 melhores escolas do país, somente 13 são públicas. Dos colégios públicos participantes, 96% tiraram nota inferior à média brasileira (511,21 pontos) nas provas objetivas.
Das escolas com alto índice de participação, (mais de 75% dos alunos), apenas um estabelecimento público figura entre os 20 de comprovada excelência. Mais uma vez se comprovou a perda de substância do ensino público em relação à escola particular, com graves reflexos na notória dificuldade de acesso das classes mais pobres à educação.
Oito em cada dez escolas públicas ficaram abaixo da média no último exame do Enem. Das 20 escolas com maiores médias, 18 são privadas. Todas as 20 piores são públicas, assim como as 100 unidades com notas mais baixas. Entre as mil escolas com piores médias, 995 são públicas.
Isso é ou não é um estelionato na educação? Não adianta estabelecer cotas, se o estudante vai sair, de qualquer forma, despreparado e incapaz de enfrentar a vida na sociedade como cidadão consciente para reivindicar seus direitos. Estamos todos nós, cotistas ou não, sendo enganados e passados para trás. É o conto das cotas.
O sistema pode até induzir a família negra de classe média, em situação financeira melhor, a colocar seus filhos em escolas públicas para garantir lá na frente uma cota para entrar na universidade. Será que já não está acontecendo isso. Não posso afirmar comm categoria porque não existem provas.
No Brasil, cercado de corrupção por todos os lados, patrocinada pelos ministérios do Governo (existem ministérios a perder de vista) e por parlamentares, temos sobra demais para nos indignarmos como estão fazendo os árabes e outros países cujas populações demonstram suas descrenças em seus governantes.
Embora tardias, aqui começam a surgir as primeiras reações nas ruas e praças, como aconteceu no dia 7 de setembro. Movimentos prometem elevar o tom da indignação através de atos marcados para hoje (dia 20) no Rio de Janeiro e outras capitais.
Salvador ainda está em silêncio como a UNE (União Nacional dos Estudantes) e os sindicatos. Uma vergonha nacional. Conquista que sempre foi uma cidade ativista e pensante também precisa fazer a sua manifestação contra a corrupção.
Em qualquer assunto, costumo abrir falando da corrupção. Confesso que se tornou um hábito. Acho que é uma questão que deve se abordada em qualquer situação do cotidiano. No entanto, o tema mesmo é sobre as cotas estabelecidas nas universidades e agora estendidas para os concursos públicos.
É um assunto polêmico e sei que lá vem pancadaria por todos os lados, do tipo conservador, elitista, retrógrado e coisas mais. Quando se escreve não se deve temer colocar a cara a tapa. Para isso, tem que se ter personalidade para se falar o que pensa, embora muitos joguem pedras, mesmo “defendendo” mentirosamente a liberdade de expressão.
Todos os argumentos dos cotistas são insustentáveis e cheios de contradição. Por isso são raivosos contra os que se posicionam de forma contrária. Falam de reparação da escravidão que aconteceu em séculos passados e da qual somos culpados. Como assim culpados? Essa de pequeno-burguês já é muito manjada.
Se vamos falar de reparação, o país tem uma dívida enorme para com todos os pobres, sem distinção de cores, que estão há mais de 500 anos sendo explorados pelo sistema perverso do capitalismo coronelista. O açoite não é a única marca pesada numa escravidão.
A criação de cotas é mais um oportunismo eleitoreiro enganoso para fazer com que se esqueça da baixa qualidade da educação. Estamos todos nós sendo vítimas de um estelionato no ensino. Vai adiantar alguma coisa impor cotas raciais nas universidades com uma educação precária e vergonhosa? Todos vão sair do mesmo jeito, sem aprender o que deveria.
Como estão postas, as cotas só fazem dividir, segregar e discriminar os negros que têm a mesma capacidade de aprender tanto quanto os brancos pobres que sofrem da mesma maneira para terem acesso ao mercado de trabalho.
Além do mais, num país miscigenado como o Brasil quase todos são afrodescendentes com mistura européia. Na hora da cota, uma parte é negra e a outra é branca, o que é falso. Na discussão social, no entanto, todos são misturados. Não é uma grande falsidade ideológica? A cota passou a distinguir a cor. Então, o que sou? Nem eu sei mais. Pode variar.
Não vejo cotistas lutando por uma educação de qualidade. Vi um dizendo que não dava para esperar 20 anos para que o ensino melhorasse no país. Digo pois, que seria de melhor valia que se brigasse todos juntos por uma causa justa para as futuras gerações de negros, brancos, morenos ou pardos, do que ter uma cota temporária com péssima educação.
Não aguento mais ouvir esse negócio segregacionista de negros e brancos numa sociedade tão injusta onde todos os pobres espoliados, sem distinção de cores, deveriam estar unidos contra os patrões para cobrar igualdade social. Somos todos vítimas do estelionato educacional.
Argumentam por aí que os negros que tiveram acesso às cotas estão conseguindo um nível melhor de aproveitamento nas universidades do que aqueles que não foram beneficiados. Se e é assim, para que, então, mais cotas para os concursos públicos? Não contraditório? Não passa de mais uma peça eleitoreira. Além do mais, se todos vieram dessas escolas públicas, não pode existir esse negócio de melhor aproveitamento, com raras exceções.
Todos estão sendo iludidos, mais uma vez, por esse discurso demagógico dos políticos que sempre tiveram medo de um povo de nível mais elevado. Eles preferem, sem distinção de partidos, uma geração de medíocres para poder manipular. Já disseram que o sistema é cruel.
Todos deveriam sim, estar empunhando a bandeira contra a corrupção e em defesa da igualdade para todos. O que mais dói neste país é o apartheid social. Todos os pobres estão no mesmo barco. Sinto sinais fortes de ódio e racismo, o que não é nada bom. Dia desses li uma cobrança do MEC só porque teria aprovado um livro onde tinha mais fotos de brancos que de negros. Aonde vamos chegar? Ouvi alguém dizer certa feita que esse discurso do politicamente correto é vazio como pneu furado.
Para finalizar, seria bom que nos debruçássemos no nível do último exame do Enem. Das 100 melhores escolas do país, somente 13 são públicas. Dos colégios públicos participantes, 96% tiraram nota inferior à média brasileira (511,21 pontos) nas provas objetivas.
Das escolas com alto índice de participação, (mais de 75% dos alunos), apenas um estabelecimento público figura entre os 20 de comprovada excelência. Mais uma vez se comprovou a perda de substância do ensino público em relação à escola particular, com graves reflexos na notória dificuldade de acesso das classes mais pobres à educação.
Oito em cada dez escolas públicas ficaram abaixo da média no último exame do Enem. Das 20 escolas com maiores médias, 18 são privadas. Todas as 20 piores são públicas, assim como as 100 unidades com notas mais baixas. Entre as mil escolas com piores médias, 995 são públicas.
Isso é ou não é um estelionato na educação? Não adianta estabelecer cotas, se o estudante vai sair, de qualquer forma, despreparado e incapaz de enfrentar a vida na sociedade como cidadão consciente para reivindicar seus direitos. Estamos todos nós, cotistas ou não, sendo enganados e passados para trás. É o conto das cotas.
O sistema pode até induzir a família negra de classe média, em situação financeira melhor, a colocar seus filhos em escolas públicas para garantir lá na frente uma cota para entrar na universidade. Será que já não está acontecendo isso. Não posso afirmar comm categoria porque não existem provas.
domingo, 11 de setembro de 2011
A FAXINA E AS TORRES
Foi só as bases aliadas rosnarem e o chefe emitir um alerta, para a presidente Dilma cair fora da faxina contra a corrupção, em nome de uma “governabilidade” que só a eles interessa. A apuração no Ministério dos Transportes apontou um rombo de mais de R$600 milhões, mas sem identificar os responsáveis. Deve ter sido obra de fantasmas do além que apareceram na calada da noite com suas máscaras monstruosas e surrupiaram nosso dinheirinho. Coisa de filme de terror.
O cala boca ao PR - Partido Republicano (coisa pública só deles) foi justamente não citar nomes, caso contrário, como ameaçaram seus caciques, iriam se rebelar e votar contra o Governo. O anúncio da saída deles da base foi de mitirinha, enquanto assentava a poeira. No Ministério da Agricultura, do PMDB, só o afastamento do ministro, e não se fala mais nisso. No Turismo, sob a batuta de Sarney, que constrói pontes e estradas, sem turismo, a incompetência fica. Tudo como dantes na casa de Abrantes.
No Ministério das Cidades, e tome ministérios no povo, o Mário Negromonte, que já não tem bom passado, gritou que com tantas denúncias, ia haver derramamento de sangue. É coisa mesmo de quadrilhas, de gangues e bandos armados assaltando nossos cofres. A tal da reforma política prometida há mais de 20 anos, desde os tempos de Itamar Franco e Fernando Henrique, sempre é adiada. Agora só em 2014. E nós, os bestalhados, continuamos a votar. Só servimos mesmo para isso.
A nação continua atolada na corrupção, e dona Dilma agora só quer saber de fazer a “faxina da miséria”. Não vai bulir em casa de vespeiro, conforme orientação do seu chefe que nega o mensalão, que nada sabe e nada viu. Os ratos deram um ultimado para que dona Dilma recolhesse sua vassoura. A deputada Jaqueline Roriz foi salva pelos “companheiros” do rabo preso.
Eis, então, que surge uma luz da indignação no fundo do túnel com a passeata contra a corrupção em Brasília, no dia 7 de setembro, quando reuniu mais de 25 mil pessoas. Em São Paulo deu 200, e no Rio de Janeiro, uns 50 gatos pingados. A esperança é que essa luz não se apague, mas que esse facho venha iluminar todo Brasil. Na terra do axé e do pagode, ninguém quis saber de nada. A UNE e os sindicatos preferem o amém da cooptação. O mal está dando de goleada no bem.
Durante a semana passada, a mídia nacional se voltou ao espetáculo das Torres Gêmeas de Nova Yorque, transformando os Estados Unidos numa pobre vítima, sem culpa das atrocidades que já fizeram pelo mundo. Depois dos atentados, os EUA não são mais os mesmo com sua unilateralidade, mas continuam prepotentes e arrogantes, mostrando suas garras cortadas. Vivem hoje assustados, atormentados, traumatizados e em crise econômica, numa sociedade vigiada por câmaras. Só nas guerras do Afeganistão e no Iraque já torraram cerca de 4 trilhões de dólares.
A nossa imprensa tupiniquim e ainda colonial se curva diante de notinhas atrasadas sobre o Brasil, vindas de mídias dos Estados Unidos e da Europa. As notas fora da realidade e feitas em redação são creditadas em manchetes como se fossem novidades por aqui. As que são divulgadas no exterior sobre nós têm mais valor que as nossas. Têm bem mais repercussão. Pobre de nossa cultura!
Todos os veículos concentraram suas baterias nos atentados de Nova Yorque, no 11 de setembro de 2001, sem ao menos fazer menção ao ataque orquestrado pela CIA contra Salvador Alende, em Santiago do Chile, em mesma data, em 1973, apoiando o ditador Pinochet. Os Estados Unidos nunca foram julgados pelos crimes contra a humanidade.
As matérias passaram, simplesmente, uma imagem da luta do bem, os Estados Unidos, contra o mal, os mulçumanos fanáticos “terroristas sanguinários”. Nisso venceu Busch, mas Bin Laden saiu vitorioso ao desestruturar psicologicamente os americanos que sempre apoiaram as ditaduras. Os atentados têm muito mais elementos políticos que religiosos.
Em impacto, jornalisticamente, os atentados às Torres Gêmeas apagaram todas as atrocidades e malvadezas cometidas pelos Estados Unidos desde as primeiras décadas do século XX. Sem entrar na questão da justificativa, não foi mostrado o outro lado da moeda terrorista do Estado que invadiu a Guatemala e inoculou doenças venéreas e sífilis em pessoas, para pesquisar a fabricação de antibióticos.
O que gerou essa ira do outro lado “terrorista”, ou de resistência dos mais fracos, aprisionada durante todos esses anos? Sem falar nas teorias conspiratórias de explosões montadas nas duas Torres, a imagem que se passa é que os Estados Unidos têm todo direito de continuar suas matanças no Iraque, no Paquistão e no Afeganistão, em nome de sua “democracia capitalista ocidental”. E o passado tenebroso das invasões no Vietnã, El Salvador, Nicarágua, Cuba, Filipinas, Coréia, países africanos e tantas outras nações pobres? Quem sempre espalhou o terror?
A mídia esqueceu da fome que seca as crianças, jovens e adultos nos países do Chifre da África, deixando suas peles rachadas pregadas aos ossos. Corpos esqueléticos e olhos afundados nos crânios dão uma aparência de seres extraterrestres. As nações ricas e poderosas estão em suas festas consumistas e nada têm a ver com isso.
Os donos da festa estão mais preocupados em não perder uma fatia do consumismo supérfluo, para deixar os ricos mais ricos, e os pobres mais pobres. A linguagem parece ser retrógada e atrasada, mas não é. Estamos em pleno século XXI e mais distantes da civilização humana. O homem é o contraditório dele mesmo quando faz a inversão daquilo que deveria ser a vida.
O cala boca ao PR - Partido Republicano (coisa pública só deles) foi justamente não citar nomes, caso contrário, como ameaçaram seus caciques, iriam se rebelar e votar contra o Governo. O anúncio da saída deles da base foi de mitirinha, enquanto assentava a poeira. No Ministério da Agricultura, do PMDB, só o afastamento do ministro, e não se fala mais nisso. No Turismo, sob a batuta de Sarney, que constrói pontes e estradas, sem turismo, a incompetência fica. Tudo como dantes na casa de Abrantes.
No Ministério das Cidades, e tome ministérios no povo, o Mário Negromonte, que já não tem bom passado, gritou que com tantas denúncias, ia haver derramamento de sangue. É coisa mesmo de quadrilhas, de gangues e bandos armados assaltando nossos cofres. A tal da reforma política prometida há mais de 20 anos, desde os tempos de Itamar Franco e Fernando Henrique, sempre é adiada. Agora só em 2014. E nós, os bestalhados, continuamos a votar. Só servimos mesmo para isso.
A nação continua atolada na corrupção, e dona Dilma agora só quer saber de fazer a “faxina da miséria”. Não vai bulir em casa de vespeiro, conforme orientação do seu chefe que nega o mensalão, que nada sabe e nada viu. Os ratos deram um ultimado para que dona Dilma recolhesse sua vassoura. A deputada Jaqueline Roriz foi salva pelos “companheiros” do rabo preso.
Eis, então, que surge uma luz da indignação no fundo do túnel com a passeata contra a corrupção em Brasília, no dia 7 de setembro, quando reuniu mais de 25 mil pessoas. Em São Paulo deu 200, e no Rio de Janeiro, uns 50 gatos pingados. A esperança é que essa luz não se apague, mas que esse facho venha iluminar todo Brasil. Na terra do axé e do pagode, ninguém quis saber de nada. A UNE e os sindicatos preferem o amém da cooptação. O mal está dando de goleada no bem.
Durante a semana passada, a mídia nacional se voltou ao espetáculo das Torres Gêmeas de Nova Yorque, transformando os Estados Unidos numa pobre vítima, sem culpa das atrocidades que já fizeram pelo mundo. Depois dos atentados, os EUA não são mais os mesmo com sua unilateralidade, mas continuam prepotentes e arrogantes, mostrando suas garras cortadas. Vivem hoje assustados, atormentados, traumatizados e em crise econômica, numa sociedade vigiada por câmaras. Só nas guerras do Afeganistão e no Iraque já torraram cerca de 4 trilhões de dólares.
A nossa imprensa tupiniquim e ainda colonial se curva diante de notinhas atrasadas sobre o Brasil, vindas de mídias dos Estados Unidos e da Europa. As notas fora da realidade e feitas em redação são creditadas em manchetes como se fossem novidades por aqui. As que são divulgadas no exterior sobre nós têm mais valor que as nossas. Têm bem mais repercussão. Pobre de nossa cultura!
Todos os veículos concentraram suas baterias nos atentados de Nova Yorque, no 11 de setembro de 2001, sem ao menos fazer menção ao ataque orquestrado pela CIA contra Salvador Alende, em Santiago do Chile, em mesma data, em 1973, apoiando o ditador Pinochet. Os Estados Unidos nunca foram julgados pelos crimes contra a humanidade.
As matérias passaram, simplesmente, uma imagem da luta do bem, os Estados Unidos, contra o mal, os mulçumanos fanáticos “terroristas sanguinários”. Nisso venceu Busch, mas Bin Laden saiu vitorioso ao desestruturar psicologicamente os americanos que sempre apoiaram as ditaduras. Os atentados têm muito mais elementos políticos que religiosos.
Em impacto, jornalisticamente, os atentados às Torres Gêmeas apagaram todas as atrocidades e malvadezas cometidas pelos Estados Unidos desde as primeiras décadas do século XX. Sem entrar na questão da justificativa, não foi mostrado o outro lado da moeda terrorista do Estado que invadiu a Guatemala e inoculou doenças venéreas e sífilis em pessoas, para pesquisar a fabricação de antibióticos.
O que gerou essa ira do outro lado “terrorista”, ou de resistência dos mais fracos, aprisionada durante todos esses anos? Sem falar nas teorias conspiratórias de explosões montadas nas duas Torres, a imagem que se passa é que os Estados Unidos têm todo direito de continuar suas matanças no Iraque, no Paquistão e no Afeganistão, em nome de sua “democracia capitalista ocidental”. E o passado tenebroso das invasões no Vietnã, El Salvador, Nicarágua, Cuba, Filipinas, Coréia, países africanos e tantas outras nações pobres? Quem sempre espalhou o terror?
A mídia esqueceu da fome que seca as crianças, jovens e adultos nos países do Chifre da África, deixando suas peles rachadas pregadas aos ossos. Corpos esqueléticos e olhos afundados nos crânios dão uma aparência de seres extraterrestres. As nações ricas e poderosas estão em suas festas consumistas e nada têm a ver com isso.
Os donos da festa estão mais preocupados em não perder uma fatia do consumismo supérfluo, para deixar os ricos mais ricos, e os pobres mais pobres. A linguagem parece ser retrógada e atrasada, mas não é. Estamos em pleno século XXI e mais distantes da civilização humana. O homem é o contraditório dele mesmo quando faz a inversão daquilo que deveria ser a vida.
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