OS CACTOS CABEÇA-DE-FRADE BROTAM EXUBERANTES DAS LENTES DA MÁQUINA DO FOTÓGRAFO JOSÉ SILA. SÃO ESPÉCIES RARAS DA SERRA DO PERIPERI QUE O HOMEM DEVE PRESERVÁ-LAS, MAS SEU INSTINTO É DE DESTRUIÇÃO E MUITA GENTE ARRANCA PARA SIMPLES DECORAÇÃO. VAMOS SALVAR OS CACTOS, BEM COMO AS ESCULTURAS DO MESTRE CAJAÍBA
sexta-feira, 27 de julho de 2007
OS SEGREDOS DA SERRA
Nas minhas andanças pela Serra do Periperi, há cinco ou seis anos, com o fotógrafo José Silva, do jornal A Tarde, encontramos na sua extremidade em direção a Barra do Choça e proximidades do Country Club com Lagoa das Flores, uma área com lindos cactos que nos chamou a atenção. Eles brotam em cores da terra arenosa entre a vegetação baixa e são viçosos como se fossem flores irrigadas. É a beleza da natureza e são alguns dos segredos que a Serra ainda esconde do homem, como se temesse a sua costumeira agressão. Mesmo assim, bem perto dalí, caçambas retiram areia para a construção de casas e prédios, deixando escombros irrecuperáveis por longos anos. Poucos sabem do local, mas tem gente malvada que arrancam os cactos para vendê-los para decoração e ornamentar suas mesas, especialmente em épocas de Natal. José Silva, com suas lentes precisas e poéticas, nos mostra com detalhes a beleza desse raro gênero Melocatus Conoideus, da família Cactaceae. Como da terra, eles também brotam regados da sua máquina e nos encantam.
Na época que também fotografei com José Silva, colhia material para a elaboração do meu livro "Periperi" - A Cidade e a Serra, Vida e Morte que, infelizmente, não chegou a ser publicado por falta de patrocínio. Trata-se de uma pesquisa com 45 fotos coloridas, contando a história da Serra e como ela foi lentamente destruída pelos homens, especialmente os representantes do poder público durante vários governos nos últimos 50 anos. Mostra suas riquezas, inclusive água em seu subsolo, flores e espécies raras de vegetação como os cactos. Lamentavelmente, boa parte da sua flora já foi extinta, bem como a fauna. Poucos conquistenses conhecem os segredos e os mistérios da Serra que revela lendas e realidades.
Mas, felizmente, os cactos ainda estão lá e suas áreas são declaradas de preservação pelo decreto número 10.999/2002, assinado pelo prefeito José Raimundo Fontes. o Artigo 1 destaca que fica declarada como de preservação da espécie endêmica Melocatus, a área de 115.644 metros quadrados, integrante do Parque Municipal da Serra do Periperi. Determina ainda que a Secretaria do Meio ambiente deve desenvolver, em convênio com outras entidades, projeto visando a execução de medidas de preservação da espécie. Mas, pouco adianta o decreto se não houver uma fiscalização rigorosa e a execução de medidas para sua preservação. O pior de tudo é que tem gente que continua arrancando.
O gênero foi descoberto no início da década de 70 pelo explorador holandês Albert Buining, consistindo em espécies globosas de cactos de inflorescência perene, de estrutura cerdosa e lanosa que produz flores e frutos, conhecidos como coroa-de-frade ou cabeça-de-frade. O Melocactus possui 32 espécies diferentes, distribuídas pelo México, Caribe e América Central até o Sudoeste da Bahia. Somente na Serra do Periperi, em Conquista, ocorrem diversas espécies do gênero. Além da área que fica logo após a subida do bairro Panorama, do outro lado da pista do Anel Viário, esses cactos são também encontrados atrás do hotel Pousada de Conquista.
quarta-feira, 25 de julho de 2007
AS TRAÇAS CORRÓEM NOSSA HISTÓRIA
Livros antigos de registros e objetos valiosos que representam nossa história estão sendo destruídos pelos cupins e traças nos cartórios do Forum João Mangabeira de Vitória da Conquista, sem que se tome uma providência para evitar seu desaparecimento. É lamentável o que está acontecendo, e os maiores responsáveis são as autoridades governamentais do Estado. Há anos quando ainda chefiava a Sucursal A Tarde, fizemos uma matéria denunciando o problema, mas nada foi feito para salvar esses documentos que contam nossa história. Fazer uma pesquisa no Forum se tornou uma tarefa quase que impossível porque as traças já se encarregaram de corroer os papéis. Nem com máscaras é recomendado. A desculpa dada é a de sempre: falta de recursos.
Apesar do avanço da tecnologia com o advento da computação, os papéis se amontoam nos cantos e tomam espaços nas salas. A informatização passou por longe. A propósito, vem se falando da digitalização dos serviços dos cartórios civis, como na certificação de documentos, mas isso só vai ser possível com a privitação dessas unidades. Na Bahia, os cartórios continuam sob o poder do Estado e o usuário sofre em longas filas para reconhecer uma simples firma, ou conseguir a cópia de um registro. A lentidão é enorme, sem contar as fraudes. Tem cartório aí reconhecendo firma sem que a pesoa posua firma, o que constitui em crime. Aliás, nossa história vem sendo destruída em outras áreas como nos impresos jornalísticos do interior, por falta de preservação. E isso ocorre em todo país. O gringo é mais esperto e interessado pela nossa história que nós. Para se ter uma idéia, uma coleção do Pasquim foi parar no Japão.
LONGA VIDA
O jornal "O Correio do Sertão", do município de Morro de Chapéu, na Chapada Diamantina, está comemorando 90 anos neste mês. É um dos mais antigos do país e merece ser festejado e homenageado pela longa vida. Os herdeiros do fundador Honório de Souza Ferreira devem estar radiantes por ser uma fato raro na imprensa brasileira, ainda mais por se tratar de um periódico do interior que enfrenta as mais diversas dificuldades para se sustentar e honrar seus compromissos para com o leitor. O jornal foi fundado em 15 de julho de 1917 e, de lá para cá, centenas de veículos deixaram de circular por falta de recursos.
Por outro lado, está encerrando neste sábado(dia 28) suas atividades o Diário da Tarde, de Minas Gerais, depois de longos 77 anos de história. A circulação do jornal caiu de 35 mil exemplares para 15 mil nos últimos sete anos. Infelizmente, o jornal está dando adeus neste sábado. Nos últimos anos, a mídia escrita vem sofrendo acentuada queda em suas vendas avulsas e asinaturas, nem tanto por causa dos meios eletônicos, como a internet, mas devido o baixo nível cultural que se vive no Brasil. Não se lê mais livros e jornais como nas décadas de 60 e 70. É um dos fatores do declínio de público, mas os jornais precisam ser reinventados e não ficar imitando a televisão emcima do factual. Fazer jornal requer mas inteligência e imaginação dos jornalistas para levar ao leitor, matérias diferenciadas e pensantes.
segunda-feira, 23 de julho de 2007
FEDERAÇÃO DE NEGÓCIOS
Veja o que diz o jornalista Sebastião Nery em entrevista ao jornal A TARDE publicada na edição de 23/07/07(Editoria de Política) a respeito de ACM, do Congresso, dos políticos, do PT e de Lula. Sebastião foi seminarista como eu no mesmo Seminário, em Amargosa - Bahia. Ele entrou e saiu antes de mim. Muito inteligente, deixou o Seminário e foi para Moscou. Foi deputado federal e escreveu "Folclore Político". Não tem muitas novidades, mas seus conceitos são interessantes e picantes.
Sobre ACM:
Não foi um caudilho. Era um fazendeiro que tinha seus vaqueiros e soube preparar seus administradores. Mais ainda: que foi um tenente de 1964.
Congresso:
" O capitalismo ficou mais poderoso e o empresariado resolveu comprar o Congresso. Atrás de cada senador existe uma empreiteira. Atrás de cada deputado, existe um banco. Hoje você tem mais deputados. Você tem micros, pequenos e médios empresários que empresariam sua vida política; compram um mandato. Esses empresários particulares que são os deputados, deviam se inscrever no Sebrae e pagar imposto de renda pelo Simples. O Congresso é uma grande feira de Caruaru. O Congresso é uma federação de negócios e não uma representação nacional.
As fontes de votos não são a opinião pública. Ninguém é senador pela opinião pública, mas por um grupo empresarial financiador".
Estudantes:
"A Une(União Nacional dos Estudantes) era uma grande escola política. Virou um escritório eleitoral do PCdoB".
PT:
"Não há maior processo de cooptação de um partido, na América Latina, do que o PT. O PT é tão à direita quanto o PSDB. Qual é a diferença? Não tem nada mais de esquerda. Querem pegar um naco do poder".
Lula:
"Quando Lula pareceu em público para ser vaiado ou não ser vaiado? Estou convencido que nunca antes na história deste país um presidente da República foi vaiado seis vezes por seis minutos. É um recorde mundial".
sábado, 21 de julho de 2007
OS ENCANTOS DA MANGABEIRA

A Gruta da Mangabeira em Ituaçu perde somente para a de Bom Jesus da Lapa em quantidade de romeiros, mas ganha em beleza na opinião da maioria das pessoas que conhecem os dois santuários baianos. Na linha divisória entre a Chapada Diamantina, a Serra do Sincorá e o sertão do sudoeste, o município de Ituaçu, cuja principal atividade econômica é o café, foi ainda mais privilegiado pela natureza. Além da devoção ao Sagrado Coração de Jesus, na Mangabeira, os romeiros e visitantes aproveitam para conhecer outras encantadoras grutas e cachoeiras na terra dos famosos artistas Morais Moreira e Gilberto Gil, também ministro da Cultura. Mas, mesmo com todos estes nomes de peso, sem contar o político Benito Gama, o município continua carente de recursos estadual e federal para a preservação de seu patrimônio natural, cultural e arquitetônico.
Com uma população de quase 18 mil habitantes, Ituaçu recebe por ano mais de 100 mil pessoas, especialmente durante o pico da romaria que vai de agosto a outubro. Portanto, a festa está chegando. Quando se encerram, no dia 6 de agosto, as preces na Gruta da Lapa que recebe quase 300 mil visitantes ao ano, se inicia a peregrinação à Gruta da Mangabeira, com seu ponto alto entre 25 de setembro a 3 de outubro. Milhares aproveitam a viagem de ida ou volta de Bom Jesus da Lapa e passam em Ituaçu, fortalecendo sua fé nas rezas dedicadas ao filho de Nossa Senhora. O maior público é oriundo da região sudoeste, mas vem muita gente também de outros locais do interior da Bahia, de Minas Gerais e de São Paulo.
Em toda sua extensão, a Gruta da Mangabeira, tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional, em 1962, tem 3.230 metros, sendo 1.780 iluminados e divididos em seis circuitos. Da entrada para chegar até o interior do salão principal dos dois altares do Santuário do Sagrado Coração de Jesus, o romeiro tem que enfrentar 99 degraus de descida. É um trajeto cansativo para as pessoas mais idosas e crianças, mas quem tem fé e vontade de pagar suas promessas chega lá sem muitas dificuldades. As romarias ao local começaram por volta do século XVIII e se repetem todos os anos entre os meses de agosto e setembro. Os moradores mais idosos e religiosos do município contam, de acordo com o folclore, que há 200 ou 300 anos, um vaqueiro terminou ficando perdido na mata quando procurava uma rês desgarrada do gado. Sem perceber, seu cavalo caiu num grande buraco e, na queda, o vaqueiro apelou para o Sagrado Coração de Jesus para que salvasse sua vida. Numa altura de mais de 30 metros, cavalo e cavaleiro chegaram sãos e salvos em terra firme, conseguindo depois encontrar a saída da gruta. A notícia se espalhou e o povo começou a visitar a gruta, dando início à devoção ao Coração de Jesus.
Todo movimento da romaria acontece no povoado de Livino(700 moradores e distante três quilômetros da cidade de Ituaçu), que conta com cerca de 100 leitos nas três hospedarias e mais 50 a 100 casas para alugar. No local onde está a gruta, existe um Centro de Formação Turística mantido pela Prefeitura Municipal com 40 guias na época da festa, sendo 10 com cadastros permanentes para atender os turistas durante todo o ano. Para preservar o local e evitar que os visitantes retirem pedras da gruta, como acontecia até pouco tempo, os romeiros que querem conhecer toda extensão do santuário de quase cinco quilômetros são divididos em grupos de no máximo 30 pessoas. No povoado existe ainda um camelódromo organizado e serviços de abastecimento de água, saneamento e sanitários públicos.
Com uma população de quase 18 mil habitantes, Ituaçu recebe por ano mais de 100 mil pessoas, especialmente durante o pico da romaria que vai de agosto a outubro. Portanto, a festa está chegando. Quando se encerram, no dia 6 de agosto, as preces na Gruta da Lapa que recebe quase 300 mil visitantes ao ano, se inicia a peregrinação à Gruta da Mangabeira, com seu ponto alto entre 25 de setembro a 3 de outubro. Milhares aproveitam a viagem de ida ou volta de Bom Jesus da Lapa e passam em Ituaçu, fortalecendo sua fé nas rezas dedicadas ao filho de Nossa Senhora. O maior público é oriundo da região sudoeste, mas vem muita gente também de outros locais do interior da Bahia, de Minas Gerais e de São Paulo.
Em toda sua extensão, a Gruta da Mangabeira, tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional, em 1962, tem 3.230 metros, sendo 1.780 iluminados e divididos em seis circuitos. Da entrada para chegar até o interior do salão principal dos dois altares do Santuário do Sagrado Coração de Jesus, o romeiro tem que enfrentar 99 degraus de descida. É um trajeto cansativo para as pessoas mais idosas e crianças, mas quem tem fé e vontade de pagar suas promessas chega lá sem muitas dificuldades. As romarias ao local começaram por volta do século XVIII e se repetem todos os anos entre os meses de agosto e setembro. Os moradores mais idosos e religiosos do município contam, de acordo com o folclore, que há 200 ou 300 anos, um vaqueiro terminou ficando perdido na mata quando procurava uma rês desgarrada do gado. Sem perceber, seu cavalo caiu num grande buraco e, na queda, o vaqueiro apelou para o Sagrado Coração de Jesus para que salvasse sua vida. Numa altura de mais de 30 metros, cavalo e cavaleiro chegaram sãos e salvos em terra firme, conseguindo depois encontrar a saída da gruta. A notícia se espalhou e o povo começou a visitar a gruta, dando início à devoção ao Coração de Jesus.
Todo movimento da romaria acontece no povoado de Livino(700 moradores e distante três quilômetros da cidade de Ituaçu), que conta com cerca de 100 leitos nas três hospedarias e mais 50 a 100 casas para alugar. No local onde está a gruta, existe um Centro de Formação Turística mantido pela Prefeitura Municipal com 40 guias na época da festa, sendo 10 com cadastros permanentes para atender os turistas durante todo o ano. Para preservar o local e evitar que os visitantes retirem pedras da gruta, como acontecia até pouco tempo, os romeiros que querem conhecer toda extensão do santuário de quase cinco quilômetros são divididos em grupos de no máximo 30 pessoas. No povoado existe ainda um camelódromo organizado e serviços de abastecimento de água, saneamento e sanitários públicos.
domingo, 8 de julho de 2007
QUALQUER UM PODE
O estudante passa quatro anos fazendo a faculdade de Jornalismo, recebe o diploma e aí descobre que qualquer um pode ser jornalista. É que há mais de cinco anos vem rolando na Justiça a questão da obrigatoriedade ou não do diploma de jornalismo. Lembram da juíza de São Paulo que saiu com uma liminar onde suspendia a obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista? O nome dela é Karla Rischter(não sei se é assim que se escreve), ou pode ser com C, mas isso não importa. O lobie(nome em moda e carreira mais cobiçada no Brasil) da grande imprensa foi mais forte e derrubou a regulamentação de 1979. Hoje a ação está no Supremo e não se tem notícia de como vai ficar. Nossa categoria só tem diploma de faz de conta. Pensem bem: não é um estelionato das faculdades para com os estudantes de jornalismo? Aliás, nosso país já é um estelionato desde quando aqui desembarcou Pedro Alves Cabral.
Só na Bahia existem mais de 20 cursos com habilitação em Jornalismo, despejando por ano 800 a mil profissionais que se deparam com um mercado saturado que está nas mãos dos antigos formados, os provisionados e os que nem são. Aqui em Conquista, por exemplo, os provisionados estão com seus registros vencidos e não podem renovar porque já existe um curso de Jornalismo. O Ministério do Trabalho não concede a renovação, e o Sindicato e a Fenaj não dão uma solução para o problema. Esse pessoal continua exercendo a profissão e não existe lei que proiba porque o diploma está sub júdice. Existe outro pessoal que nunca teve provisionamento, e ainda os tais precários que o MT deu quando a liminar suspendeu a obrigatoriedade do diploma. Como tudo nesse país, não é esquisito e contraditório? Aí, o estudante passa quatro anos na faculdade e depois fica vagando porque qualquer um pode ocupar a função.
O mais inquietante de tudo é que não se discute a questão e os estudantes não se mobilizam para defender seus direitos depois de tantos sacrifícios numa escola superior, e muitas vezes paga. Enquanto isso, surgem mais faculdades de Jornalismo, só porque é bonito, glamuroso e charmoso. Muitos sonham em ser um locutor ou um correspondente da Globo. É o basurdo dos absurdos, e o MEC é irresponsável. Aliás, não só. É duro você ser diplomado e depois ter de concorrer com uma pesoa que nem tem o nível superior, ou terceiro grau, se assim for politicamente mais correto. Aliás, correto neste país são os políticos continuarem roubando e o Senado ter virado um clube de amigos contra o povo. Quando criaram o curso de Jornalismo na UESB, disseram que tinha mercado, mas cadê o tal do mercado? Só poucos conseguem algumas vagas nas emissoras de TVs e em algumas rádios, com baixos salários. A mídia impressa em Conquista se resume a dois periódicos que, por falta de verbas publicitárias, não têm condições de absorver os profissionais e pagar um salário digno. Não existe um diário numa cidade de quase 300 mil habitantes. As prefeituras podiam montar um serviço de assessorias com profissionais, mas, muitas preferem ficar sem elas, ou quando têm uma assessoria, é ocupada por um amigo do prefeito que entende mais de medicina do que de comunicação. Por sua vez, os empresários da região ainda não têm a mentalidade de estruturar departamentos de comunicação para atender seus públicos interno e externo. Cabe um movimento entre a própria UESB com o Colegiado do curso de Jornalismo, os estudantes, os empresários, os prefeitos e os órgãos públicos e privados da região para mudar esse quadro. Sem opção, muitos jovens estão indo até para o exterior. É muito triste o que vem ocrrendo.
quinta-feira, 5 de julho de 2007
AJUDE A APAE
Com pouco mais de 300 alunos, entre crianças, jovens e adultos portadores de deficiência mental, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais - APAE de Vitória da Conquista atravessa dificuldades financeiras para se sustentar, apesar de vários projetos em realização para angariar recursos. As Apaes têm se mantido a duras penas com pequenas verbas de subvenções dos governos federal, estadual e municipal que não aumentam no decorrer dos anos. Ao contrário, tem até reduzido. Outro auxílio vem das contribuições de seus sócios que em Conquista, com uma população superior a 160 mil habitantes, só tem pouco mais de 100. O Estado e a Prefeitura Municipal cede funcionários, inclusive professores, mas a manutenção da casa tem sido cara e não suportar mais de 300 alunos. O governo federal manda um subvenção de pouco mais de oito mil reais e há anos que essa verba não tem correção. É o maior absurdo porque tudo aumenta. No lugar de estar defendendo mais recursos para entidades beneficentes como APAE, os políticos(nem todos) se cuidam de passar a mão no dinheiro público. É preciso que haja um movimento entre as federações de Apaes, a sociedade e os políticos de bom senso para que ocorra um aumento das verbas de subvenções para essas instituições. São as aberrações existentes neste nosso país, que não é mais nosso. É deles. O governo não aumenta a insignificante verba, e a APAE ainda é obrigada a pagar todos os tipos de impostos e obrigações trabalhistas que tem uma empresa privada. Para tentar aliviar a difícil situação financeira, no momento a APAE está desenvolvendo em sua sede o projeto Central de Doações - um sistema de discagem direta para que as pessoas ajudem a instituição. Em parceria com a Petrobrás, vem realizando o projeto de Combate ao Abuso Sexual contra portadores de deficiência e está funcionando em sua sede, na avenida Rosa Cruz, o Posto de Saúde do SUS. Existe ainda o Bazar da APAE que consiste na comercialização de produtos confeccionados pelos seus alunos, e outros doados pela Receita Federal, sem contar as campanhas com o comercio lojista em épocas de festas, como o São João, Dia das Mães e Natal, principalmente.
Assinar:
Postagens (Atom)