Eu voto, tu votas, ele vota, nós votamos, vós votais e eles aumentam seus salários exorbitantes por conta própria. Vocês sabem de quem estou me referindo. Bem que poderia ser estrelado o filme “OS CAFAJESTES E OS OTÁRIOS”. Um bom faroeste dos tempos do velho oeste sem lei.
Claro que os otários somos nós que votamos nas eleições e escutamos suas belas promessas. Será que eles como bandidos vão continuar sempre roubando nossas terras, nossos bens, nossos alimentos e sacando primeiro? Depois fogem para as montanhas e retornam mais furiosos e ávidos em deixar a vila destroçada. Lembro agora daquele filme “SETE HOMENS E UM DESTINO”. Cuidado com a desforra!
Há muito tempo que eles tiram sarro da nossa cara. Estão pouco se lixando para a tal da opinião pública. Ela já não existe mais. Mas, cuidado! Paciência tem limite e um dia essa bomba pode explodir em suas caras de pau. Será que eles estão mesmo querendo provocar uma guerra civil, ou um movimento de luta armada? Essa tática de campo arrasado pode ter um basta.
É que eles acham que isso não cabe mais nos tempos modernos e todo mundo já foi engabelado no papo do eterno “diálogo” de mão única. Que diálogo, meus senhores, se chegam, arrombam as portas de nossas casas, entram estupidamente, nos roubam descaradamente e ainda nos esbofeteiam!
Certamente estão seguros de que o individualismo e a falta de conscientização política eliminam qualquer hipótese de reação coletiva do povo. Sem temor, tudo pode ser feito. Estão certos de que os estudantes, operários, os sindicatos e os segmentos da sociedade não fazem mais protestos de ruas como antigamente.
Mas, senhores cafajestes, tudo tem seu limite e um dia a coisa explode. E não me venham dizer que estou sendo radical e agressivo. Os senhores não têm moral para me julgar e condenar. Estou apenas revidando a bofetada.
Será que eles ficaram cegos, surdos e mudos? Tudo indica que criaram um território exclusivo deles, sustentado, porém, com o dinheiro dos otários que não reagem, a não ser através de algumas linhas tortas e pálidas na Internet.
Depois da tecnologia do computador, agora virou moda fazer protesto pela Internet. É a chamada “Protesnet”. É simples, rápido e cômodo. É só ir até a poltrona, abrir a tela e mandar um e-mail xingando os caras do lado de lá. Ah! Antes de me esquecer, tem ainda os abaixo assinados. Pronto! Já fiz a minha parte, tudo resolvido – diz o internauta. Relativamente, sem maiores compromissos. E a grande maioria que nem liga para isso! É a sociedade do cada um só pensa em si, no seu consumo e no se dar bem na vida, não importando o modus operandi.
Do outro lado virtual, eles debocham e deletam nossas mensagens de revolta e ódio. Cuidado, senhores! De tanto apanhar e ser humilhado, uma hora o desafeto pode se revoltar e dar o troco. Não se sintam tão á vontade assim para bater sem receber. Já foram longe demais com as provocações. Até quando vamos continuar apanhando numa face e dando a outra para bater?
O ilustre Lula que disse: E o Lulinha ó... não vai ser beneficiado com o aumento (que pena!), um dia falou que existiam no Congresso 300 picaretas. Hoje deve chegar aos 500. Que belo progresso estatístico! Aliás, o Congresso hoje é o pior mal deste país.
Um leitor revoltado de um jornal da capital se referiu aos parlamentares que aí estão como uma corja, e um bando de vagabundos que não respeitam a pátria. Mesmo pela internet ou por meio de outros veículos de comunicação já se percebe a ira, o cuspir de fogo pelas ventas. Não debochem tanto! É muito perigoso!
A dinamite está armada e o pavio pode ser acesso a qualquer momento. Não é bom brincar com uma multidão enfurecida e fora de controle. É um alerta, senhores! Não abram a boca para falar impropérios injustificáveis sobre os absurdos aumentos.
Quem são piores: Os traficantes bandidos dos morros do Rio de Janeiro ou eles? Quando vão parar com essa liturgia macabra da luxúria? São estupradores de nossos bens e de nossas riquezas, geradas com o sacrifício e a miséria dos que morrem de fome nas periferias e nos corredores dos hospitais.
Não pensem que deixando sempre o povo na ignorância do saber e do conhecimento, nada poderá acontecer. Não podem enrolar a nação por muito e tanto tempo. Um dia acontecerá a revolta dos otários e a mesa desse banquete pode ser virada. Até quando vão nos enganar? Nos tratar como idiotas?
Mirem-se na história dos povos que já foram oprimidos e um dia se revoltaram. Existe maior tirania do que essa que esse Congresso que aí está vem fazendo contra o povo brasileiro? Já é muita humilhação. Não continuem nos fazendo de otários. Cuidado, senhores!
Enquanto isso, do outro lado, os fichas sujas viraram limpas pela mão da Justiça que também não é confiável. Lamentável que o povo que vaia Maluf na diplomação é o mesmo que aplaude Tiririca, achando que dentro do podre sistema ele é o mal menor. Tiririca não passa de uma vítima útil criada pelos cafajestes. É mais uma trama para iludir os otários. Ao chegar ao banquete, ele foi logo dizendo: “Estou com sorte”.
A questão do aumento do Congresso é também uma questão de transgressão e violação dos direitos humanos como está sendo até hoje a impunidade aos torturadores da ditadura militar. São crimes de lesa-humanidade.
Só para recordar, os políticos – não merecem ser chamados assim - aprovaram para eles na última terça-feira um aumento de 61,83%, além de 133,96% no valor do vencimento do presidente da República e de 148,63% no salário do vice e dos ministros de Estado. O projeto iguala em R$26.723,13 os salários dos deputados, senadores, presidente, do vice e dos ministros, isso sem contar a montanha de benefícios que recebem.
E os trabalhadores? De 2007 para cá tiveram um aumento acumulado de 42,1%, de R$380,00 para R$540,00, previsto para a partir de 2011, contra 61,8% dos deputados no mesmo período. Nos últimos quatro anos, a inflação acumulada foi de 20%, o que significa que o salário mínimo teve um crescimento real de 22%, enquanto eles de lá conseguiram 41%. Com isso, os vencimentos dos deputados da Bahia (63) passarão de R$12,3 mil para R$20 mil. Os vereadores também vão ter seu presente de Natal dado pelos bestas de cá.
Não se esqueçam que o bando de lá ainda recebe verba de indenização para custear seus gabinetes e assessores, contas de telefones e outras pagas pelos otários, ajuda para habitação, cotas altas de passagens aéreas, verba para combustível, carros e outros serviços grátis. Tudo isso deve chegar a um custo superior a R$150 mil por mês. É pouco ou quer mais. É só votar nas próximas eleições. E o Lulinha ó... coitado, não entrou nessa!.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
VIA "ROUBAHIA"
Temos, lamentavelmente, um povo que não questiona seus direitos e tudo aceita o que vem do alto do poder divino. Os governos federal e estadual cercaram a Bahia de pedágios por todos os lados e os usuários simplesmente concordam, dizendo que se é para melhorar que assim seja. Foi Deus quem mandou a ordem através de seus governantes. Aliás, eles falam por Deus.
As estradas foram construídas ao longo dos anos com o dinheiro do povo através dos impostos e taxas diversas, como o IPVA. Depois de prontas, caem no abandono porque os governantes e políticos desviam nossos recursos para os cofres deles.
Aí o governo (e logo do PT) vem e lava suas mãos como Pilatos fez com Cristo e entrega nosso bem para uma empresa privada depois das melhorias feitas, como procedeu agora com a BR-116, dando para uma tal Via Bahia. Bem que poderia ser chamada de VIA ROUBAHIA, (Roubo na Bahia), VIA ASSALTO, VIA LARÁPIO, VIA FALTA DE VERGONHA NA CARA, VIA SAFADEZA OU VIA CORRUPÇÃO.
Ao invés de exigir e pressionar que o governo conserve as estradas e instale toda estrutura necessária e adequada para o tráfego, o povo concorda e acha correto que elas sejam dadas “de mão beijada” para o setor privado nos explorar e roubar. Lá se vai mais uma vez o nosso suado dinheiro.
Ninguém questiona o fato de que descaradamente eles estão nos impondo uma duplicidade de impostos, quando já pagamos durante anos e continuamos pagando para que as vias estejam em perfeito estado. Não, os governos desviam nosso dinheiro; deixam as estradas em péssimas condições; investem nossa grana em algumas melhorias e depois entregam aos empresários que deram dinheiro para suas candidaturas.
Verdadeiramente, nós somos uns, bestas, otários e uns “manés”. Temos o prazer em sermos roubados. Agora sim, está institucionalizado o assalto de 100 em 100 quilômetros na viagem de Vitória da Conquista para Salvador. Todos estão contentes com o golpe aos nossos bolsos, e ninguém critica o Governo do PT cujo partido condenava esta prática vergonhosa quando foi fundado e era oposição.
É isso aí, o errado sou eu. Está proibido questionar e isso vale também para a mídia que apenas registra o factual e vai fazendo seu feijão com arroz. Ninguém brada, ninguém protesta. Todos concordam com a cerca. Tiraram nosso direito de ir e vir livremente. Enquanto isso, o dinheiro vai caindo facilmente na caixa deles.
“Se é para andar em estradas boas, prefiro pagar”. É o que dizem todos. Você já pagou para isso, otário! Ninguém diz: Cadê o nosso dinheiro que deveria ter sido empregado para que estas estradas estivessem boas? Como afirma um leitor de um jornal da capital: Tudo que este governo faz é considerado coisa de Deus. Quem vai ligar para cobrança de novos impostos?
Não sei o porquê de estar aqui me esganando, me irritando e me desgastando se ninguém dá importância? Seqüestram nossa poupança, como fez o Governo Color – hoje coligado do PT – e ficamos calados. Nos dão um péssimo atendimento à saúde e morremos calados nos corredores dos hospitais. Nos oferecem uma educação de baixa qualidade e nos contentamos com a ignorância. Nos enganam com promessas vãs e confiamos neles votando para que perpetuem no poder. Violentam nossa dignidade e nossos direitos e nos conformamos. Entram em nossas casas; levam tudo e ainda deixamos as portas abertas para que retornem.
Os estudantes, os sindicatos, os operários e os intelectuais estão emudecidos e fizeram votos de silêncio. Os políticos representam a si mesmos depois de repartirem nossas vestes. Nossos bens que conquistamos durante anos com sacrifício, como as estradas, são partilhados e não questionamos.
Na História da República do Brasil nunca houve um presidente como Lula que tivesse conseguido o feito memorável de ser aplaudido em tudo que faz, sem questionamentos. Foi o único presidente em final de mandato que conseguiu nomear ministérios para seu “substituto” indicado. Continua fazendo festas e viagens, cercado de “assessores” bajuladores por todos os lados, inclusive coligados malfeitores.
Lula está de parabéns pela sua genialidade. Conseguiu contentar a todos, dando um biscoito para o pobre e um salmão para o rico. Aquela eleitora paulista não precisava esbravejar e ser tão racista quando esculhambou com os nordestinos que votaram em Dilma.
Os nordestinos deram os votos, mas foram os paulistas e os sulistas que ficaram com os gordos ministérios. Para eles, não existem cabeças pensantes no Nordeste. Os partidos da base, “ditos de esquerda” não esperneiam. Para o Nordeste restam as sobras.
Diante de tudo isso, quem vai contestar a privatização das nossas estradas? A mídia, os partidos políticos, os segmentos manipulados e manipuladores da sociedade, os estudantes, os sindicatos, os operários, os intelectuais ou a Igreja que se calou diante do sorvete derretido?
Resta-nos ficar com a saudade do PT, dos estudantes, dos sindicatos, dos intelectuais e dos artistas quando eram oposição e defendiam o que era nosso por direito. Onde fica a obrigação do Estado de conservar as estradas, estruturá-las adequadamente, sem a cobrança de taxas e pedágios?
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
CORES E COMPETÊNCIA
Ainda estamos na fase da discussão das cores e do sexo e longe de avaliarmos o terreno da competência, da ética, da moral, da coerência política e da justiça. Ainda não superamos nosso complexo medieval.
Sinto como se estivéssemos atrasados 500 anos quando aqui nestas terras desembarcaram os degradados trazendo os fantasmas da inquisição e um bando de aproveitadores, corruptores e corrompidos.
Não dá mais para ficar ouvindo e lendo os arrotos “intelectuais” e complexos sobre cores negras, pretas, brancas, pardas, mamelucas, indígenas, morenas, amarelas e tantas outras.
Estamos ainda naquele nível ralo de nos orgulharmos quando um negro ou uma mulher assume um cargo importante nessa República arcaica de 122 anos que não tem nada de coisa pública.
Não me interessa e não me importa se é uma mulher, gente de cor ou homossexual que vai gerir, governar a prefeitura o estado ou o país. O que conta é se tem competência, honradez e senso de justiça social. Se a pessoa é íntegra ou se é ética.
Estão aí os idiotas de plantão e os cegos de espírito para atacar com tridente aqueles que se atreverem a criticar o comportamento e o trabalho de uma mulher ou uma “pessoa de cor” no cargo de comando dos nossos destinos. È só fazer um comentário contra para logo taxar o crítico de preconceituoso, machista e racista.
Isso demonstra o baixo nível de raciocínio e instrução. É mais uma prova do nosso atraso e que não superamos ainda o passado de opressão. Insistimos em ressuscitar os fantasmas quando deveríamos combatê-los através do prisma da competência. Sem essa de vou votar porque é uma mulher, porque é uma pessoa de origem pobre, ou negra. É o cúmulo da burrice e da alienação política.
Não me importa se é mulher ou homem, negro ou branco. Tanto faz. O que conta é se a pessoa é preparada e honesta. Como colocam o debate, por exemplo, o mais importante é ter uma mulher como presidenta, ou um negro como governador ou prefeito, quando o que mais deve ser levado em consideração é se esta pessoa está à altura do cargo que vai exercer.
Com tantas idiotices e baboseiras por aí, muitas vezes tenho rogado para ir logo para outra dimensão. A mídia que temos é a maior culpada por tudo isso e usa seus espaços para vender ilusões e abrir divisões.
É uma mídia vampiresca que se alimenta dos espetáculos macabros, ao invés de instruir e informar com critério e conteúdo. Numa sociedade alienada e, ao mesmo tempo, oprimida pelo politicamente correto, nos enche de Harry Potter e de Crepúsculos. Se não escrevo o nome correto estou lascado no conceito.
Para encher mais ainda seu cofre capitalista, essa mídia que temos só se preocupa em nos entupir de lixo consumista. Agora mesmo, como em todos os anos, em matérias repetidas de sempre, a ordem é limpar o nome num SPC; comprar novamente e tornar a sujar para no próximo entrar na fila e fazer nova limpeza. A impressão que se tem é que a vida só se resume nisso. Quem não comprar um presente de Natal está ferrado e condenado.
Temos uma sociedade vítima desse gavião faminto porque a ela não foi dada uma educação de qualidade para discernir o certo do errado, e não continuar apegada a cores e a sexos. Temos uma sociedade tragada pela competição como objetivo único de vida.
Recentemente, por vários dias, a mídia subiu aos morros do Rio de Janeiro para exibir espetáculos de armas e tanques, com direito a bandeira brasileira hasteada como se o exército estivesse tomando outro país e anexando ao território brasileiro. Não se fala mais nisso. A imprensa está farejando outro espetáculo.
Pouco se falou sobre a omissão do Estado por muitos anos. Quantos bairros favelados do Rio vivem na miséria sem a presença de políticas públicas do Estado? E os verdadeiros chefes do tráfico são aqueles que vivem nos morros usufruindo de mordomias e controlando as comunidades? E como os bandidos fugiram? E a banda podre da polícia que não é mais uma minoria insignificante como dizem? A quem interessou fazer praticar pânico no asfalto com a queima de veículos, sem vítimas. Estamos sem respostas. Quem vai nos dar?
Mais uma vez, a mídia preferiu o espetáculo, manipulando o povo que vê atos de heroísmo em tudo quando não é mais que obrigação tardia e incompleta do Estado. A segurança é um artigo raro que fabrica heróis e mocinhos.
Preferimos ficar por aqui, discutindo cores e sexos; acirrando divisões com movimentos de cunho separatista; e se empanturrando no consumismo, sem enxergar os verdadeiros valores humanos. Temos hoje uma grande camada que ouve e consente dizendo amém a tudo, e uma pequena poderosa que dita as “normas” e “conceitos”. Preferimos o caminho mais fácil e acomodado.
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