Ah, que saudades que tenho quando o PT era oposição e arregimentava sua tropa para contestar contra os desmandos e desvios dos governos passados! Ah, que saudades que tenho da UNE - União Nacional dos Estudantes (por onde andará?) e dos sindicatos que faziam protestos a favor da coletividade, não somente de seus interesses! Agora só cooptação, defesas dos absurdos e silêncio para não se expor.
Vou tentar falar aqui sem medo de ser discriminado e massacrado, não para agradar, mais ou menos como a professora do Rio Grande do Norte que abriu com seu verbo a ferida da verdade sobre a educação, diante de autoridades e políticos. Pena que suas considerações de impacto logo caem no esquecimento, e a vida segue seu curso de rotina, com as manchetes da mídia jorrando seus escândalos todos os dias.
O sistema de representação democrática no Brasil é corrupto, anacrônico, falido e prostituído. Se antes existiam políticos no Congresso Nacional, nas assembléias legislativas e nas câmaras que não aceitavam mordomias e benesses extravagantes com o dinheiro público, hoje todos eles se calam e aceitam os privilégios que contrastam com a realidade do povo ainda muito carente de saúde e educação de qualidade.
Como exemplo mais recente e mais próximo de nós temos aqui a Assembléia Legislativa da Bahia que está aumentando o número de assessores dos seus deputados, passando de 21 para 25, com salários absurdos. Como é do interesse de cada um, todos se calam e ainda apresentam seus argumentos esfarrapados. Não existe mais ideologia, nem comunistas como antigamente. É uma degeneração só. Vejam a aprovação do Código Florestal. Até a natureza está sendo ultrajada e vilipendiada pelas “esquerdas”
Segundo cálculos de um economista, a Bahia vai gastar neste ano R$4,7 milhões por deputado. O poder legislativo como um todo custa aos baianos cerca de R$500 milhões por ano. Somos um Estado rico e, ao mesmo tempo, com um povo mais pobre do país. Isso não basta como argumento.
Precisamos de um sistema representativo democrático com ética e transparência. Mas, quem vai nos dar isso? Quem vai lutar por nós, se todos já aceitam a corrupção e a ganância como prática normal, como no caso do ministro Antônio Palocci que diz que ganhar dinheiro não é crime, mas não faz a separação entre o certo e o errado, nem os métodos utilizados. Sendo assim, o assaltante não pode mais ser condenado como criminoso.
O executivo federal encoberta e defende os erros de seus ministros, e o judiciário é lento e desigual, como no caso do jornalista Pimenta Neves. No seu corpo ainda tem juízes que vendem sentenças. A perpetuação do poder está acima do bem estar da população.
O esquema eleitoral figura como uma cópia do coronelismo do passado. Descaradamente fazem arranjos e maquiagens, mas nada que ameace seus cargos e suas mordomias. As campanhas já são financiadas com o dinheiro público, mas com o estilo mais corrupto possível através das doações de empresários que depois são beneficiados irregularmente com valores dez vezes superiores em relação ao que “deram”. Toda dinheirama vem dos cofres públicos.
Enquanto a Nação padece de serviços sociais em todos os níveis, fizeram de tudo para trazer a Copa Mundial de Futebol e as Olimpíadas para o Brasil. Todo processo já começou corrompido a partir de um presidente vitalício da Confederação Nacional e de um ex-presidente da Fifa que são cabeças de uma quadrilha organizada. O presidente da Câmara Federal, Marco Maia chegou a dizer numa entrevista que as possíveis irregularidades deveriam ser apuradas depois dos eventos, para não atrapalhar o andamento das obras.
Agora eles se irritam coma a imprensa quando indagados sobre corrupção em suas atividades escusas. Tomam até gravador das mãos de repórteres e encerram coletivas, dando as costas ao povo. Se engana quem acha que a Fifa está preocupada com a qualidade de vida e segurança de torcedores. A entidade está preocupada é com o sucesso do evento. Ela está preocupada é com os patrocínios bilionários e o incentivo na venda de equipamentos de alta tecnologia. Enquanto isso, estádios erguidos com o dinheiro do contribuinte estão sendo derrubados e erguidos outros no lugar que vão custar bilhões.
Tudo agora está sendo levado para o lado do preconceito e da discriminação, até a condenação á corrupção. Levar vantagem em tudo, de forma ilícita, se tornou politicamente correto. Não está sendo mais bem visto quem protesta e contesta. A degradação e a perda dos valores sociais são coloridas como o mais moderno e avançado. As contradições rondam nosso frágil sistema decadente, falso e moralista.
terça-feira, 31 de maio de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
CORRETO OU ERRADO?
Ruy Barbosa previu que um dia o homem teria vergonha de ser honesto, de tanto desonrar a sua palavra e se envolver em falcatruas, mas não previu nem imaginou que um dia o Ministério da Educação fosse admitir escrever errado. Pois é, agora o MEC ensina que escrever errado é o correto como “nós pega o peixe”, “nós vai votar” e “os livro não presta mais”.
Na concepção da cartilha, agora falar e escrever correto passa a ser preconceito, discriminação e pedantismo. Também roubar não é mais errado e dois mais dois vão ser cinco. Político deve ser safado, e a alienação é uma virtude de nossa gente. Na geografia, o Brasil pode ser localizado na Europa, ou na África, se o cara achar por bem. Nada de contrariar o errado, senão o cara pode ser processado como criminoso.
Por falar nisso, o cerco está se fechando para a liberdade de opinião e de expressão. Você tem o direito de ficar calado. Qualquer coisa que disser pode ser utilizada contra sua pessoa no Tribunal. A bola da vez agora é a hemofobia. Confunde-se discriminação, preconceito, agressão e violência com direto de opinar, concordar e discordar. Nada de dialética, de pontos de vista ou de pensamentos diferentes.
Ser contra o casamento homossexual, adoção de crianças por casais gays ou contra as cotas raciais nas universidades são crimes inafiançáveis e considerados hediondos. Pense, mas não fale. Não seja contra, não discorde. Aceite tudo que for considerado pelo patrulhamento como politicamente correto. Cuidado! Você pode ser taxado de conservador e reacionário. Você está sendo vigiado 24 horas por dia.
Os erros corretos do MEC, (não sei nem mais como escrever isso) são atestados da decadência do nosso ensino. Se algum aluno agora cair na loucura de falar ou escrever correto será corrigido pelo professor. O mais contraditório e irônico de tudo isso é que no vestibular e nos concursos somente será aceita a forma gramatical correta.
Quando criança na escola o aluno pode escrever o errado, mas no vestibular não. Como vai ser isso na cabeça dos jovens que já vivem confusos? Está instituída definitivamente a decadência e a manipulação de uma corrente que faz impor suas versões e nos trata como simples otários, impedidos de pensar e reagir.
O anormal virou normal como ministro que em pouco tempo multiplica seus bens em 20 vezes, mas o homem pode porque é ministro. Não importa mais se antes de assumir um cargo no Governo o cara era ladrão. O ficha suja vira limpa como no caso do português. Ninguém liga mais para os desmandos e as mordomias do Congresso Nacional. Ser ético no Brasil de hoje é sentença de morte, e viva a pasmaceira geral.
O Brasil foi descoberto por um bando de piratas sanguinários, assassinos, arrombadores dos cofres públicos e malfeitores. O país continua sendo saqueado dia e noite e nada é feito para impedir. O individualismo é a linha mais cômoda para se viver bem. O errado não é mais nosso problema. Melhor não se envolver, não se arriscar. É o consentir sem racionalizar. Logo mais vão condenar a leitura de livros porque somente poucos têm esse hábito.
Se a Justiça não dá seu exemplo, se os políticos nos trepudia, se as instituições estão desmoralizadas, se agora o MEC admite assassinar a gramática, se o poder executivo acoberta os inescrupulosos seus, se não temos mais representantes honestos, o que nos resta e para aonde vamos?
Estamos mais preocupados com o politicamente correto, em condenar àqueles que pensam de forma diferente e discordam do abominável patrulhamento humano do que com a corrupção que assola a Nação e deixa a educação e a saúde em estado falimentar.
“Nós escreve assim porque temo que acompanhar e seguir o linguajar popular, porque essa deve ser a forma correta do errado. As pessoas hoje estão ficando com medo e receio de expressar suas verdadeiras opiniões e passaram simplesmente a concordar com tudo, mesmo não concordando.
Na concepção da cartilha, agora falar e escrever correto passa a ser preconceito, discriminação e pedantismo. Também roubar não é mais errado e dois mais dois vão ser cinco. Político deve ser safado, e a alienação é uma virtude de nossa gente. Na geografia, o Brasil pode ser localizado na Europa, ou na África, se o cara achar por bem. Nada de contrariar o errado, senão o cara pode ser processado como criminoso.
Por falar nisso, o cerco está se fechando para a liberdade de opinião e de expressão. Você tem o direito de ficar calado. Qualquer coisa que disser pode ser utilizada contra sua pessoa no Tribunal. A bola da vez agora é a hemofobia. Confunde-se discriminação, preconceito, agressão e violência com direto de opinar, concordar e discordar. Nada de dialética, de pontos de vista ou de pensamentos diferentes.
Ser contra o casamento homossexual, adoção de crianças por casais gays ou contra as cotas raciais nas universidades são crimes inafiançáveis e considerados hediondos. Pense, mas não fale. Não seja contra, não discorde. Aceite tudo que for considerado pelo patrulhamento como politicamente correto. Cuidado! Você pode ser taxado de conservador e reacionário. Você está sendo vigiado 24 horas por dia.
Os erros corretos do MEC, (não sei nem mais como escrever isso) são atestados da decadência do nosso ensino. Se algum aluno agora cair na loucura de falar ou escrever correto será corrigido pelo professor. O mais contraditório e irônico de tudo isso é que no vestibular e nos concursos somente será aceita a forma gramatical correta.
Quando criança na escola o aluno pode escrever o errado, mas no vestibular não. Como vai ser isso na cabeça dos jovens que já vivem confusos? Está instituída definitivamente a decadência e a manipulação de uma corrente que faz impor suas versões e nos trata como simples otários, impedidos de pensar e reagir.
O anormal virou normal como ministro que em pouco tempo multiplica seus bens em 20 vezes, mas o homem pode porque é ministro. Não importa mais se antes de assumir um cargo no Governo o cara era ladrão. O ficha suja vira limpa como no caso do português. Ninguém liga mais para os desmandos e as mordomias do Congresso Nacional. Ser ético no Brasil de hoje é sentença de morte, e viva a pasmaceira geral.
O Brasil foi descoberto por um bando de piratas sanguinários, assassinos, arrombadores dos cofres públicos e malfeitores. O país continua sendo saqueado dia e noite e nada é feito para impedir. O individualismo é a linha mais cômoda para se viver bem. O errado não é mais nosso problema. Melhor não se envolver, não se arriscar. É o consentir sem racionalizar. Logo mais vão condenar a leitura de livros porque somente poucos têm esse hábito.
Se a Justiça não dá seu exemplo, se os políticos nos trepudia, se as instituições estão desmoralizadas, se agora o MEC admite assassinar a gramática, se o poder executivo acoberta os inescrupulosos seus, se não temos mais representantes honestos, o que nos resta e para aonde vamos?
Estamos mais preocupados com o politicamente correto, em condenar àqueles que pensam de forma diferente e discordam do abominável patrulhamento humano do que com a corrupção que assola a Nação e deixa a educação e a saúde em estado falimentar.
“Nós escreve assim porque temo que acompanhar e seguir o linguajar popular, porque essa deve ser a forma correta do errado. As pessoas hoje estão ficando com medo e receio de expressar suas verdadeiras opiniões e passaram simplesmente a concordar com tudo, mesmo não concordando.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
AINDA OS 100 ANOS E MAIS...
Se perdermos ou relegarmos o passado ficamos sem bases sólidas e sem identidade para construirmos a história do presente e do futuro para nós e nossas gerações. Vitória da Conquista perdeu e está perdendo muita coisa da sua história por falta de conservação e resgate de seus documentos. Nossos jovens quase nada sabem do seu passado. As escolas não transmitem esse saber precioso, e os fatos importantes não são homenageados e lembrados.
É com insistência que volto ao assunto e pode ser até chato para o leitor, mas os 100 anos da imprensa de papel em Conquista passaram despercebidos sem nenhuma comemoração pelo poder público, pelos segmentos da sociedade e pelo setor específico da mídia.
Como os 100 anos do primeiro jornal “A Conquista” em 14 de maio de 1911, só para citar, temos o 6 de maio de 1964 quando as forças da ditadura militar invadiram a cidade e prenderam cerca de 100 pessoas, cassando na base do fuzil o mandato do prefeito José Pedral Sampaio, eleito pelo povo.
Sobre o assunto, estou escrevendo um livro que já está me custando mais de dois anos de pesquisas intensas. Muitos questionam: Para que isso? Muita gente não dá importância e, por desconhecer os fatos, pessoas acham que sou doido e estou perdendo tempo. Sei que tenho pouco apoio, mas vou chegar lá.
Todo o acervo do escritor e poeta Camilo de Jesus Lima, filho de Caetité, mas que aqui passou sua vida, está se perdendo. Faz necessária para o conhecimento do público em geral, a publicação de suas obras. Conquista deveria abrigar um acervo de Glauber Rocha. As esculturas de Cajaíba estão lá na Serra do Periperi e pouca gente sabe sobre o trabalho do artista.
Documentos antigos da nossa história estão se perdendo no Fórum João Mangabeira. Os jornais de épocas passadas que são a viva memória de seu povo, estão espalhados em vários cantos entregues às traças e aos cupins. No Arquivo Público ainda restam alguns exemplares, mas o ambiente por lá mais parece um depósito de jogar papéis históricos.
Conquista não tem um Museu digno da sua história de crescimento e evolução durante os tempos, desde sua fundação de vila ou povoado. Quando se necessita de dados para algum estudo é aquele sacrifício reunir as informações. Eu sei o quanto está sendo difícil levantar os episódios da ditadura em Conquista.
Cadê os nossos intelectuais da cidade que não se juntam e se unem para cobrar mais ações dos poderes públicos no sentido de resgatar nossos valores e não deixar, por exemplo, que a data dos 100 anos da imprensa passe despercebido? A própria história de Conquista precisa ser mais esclarecida e discutida. Muitos pontos ainda deixam dúvidas. Existem muitas versões que ainda não foram explicadas e detalhadas com precisão.
Quando escrevo estas coisas sei que estou me expondo a ser criticado e apedrejado, mas, pelo menos, estou me arriscando e colocando a cara a tapa. Entendo que as pessoas de maior nível têm a obrigação e o dever de lutar para que a história da sua terra não seja esquecida e que o conhecimento passe de geração em geração. É uma dívida que os intelectuais têm para com a sua comunidade.
No mais, não vou ficar aqui enchendo lingüiça e dizendo o que todos já sabem. Aliás, precisamos falar menos e agir mais, pensando na coletividade. Sem essa de falta de tempo para colocar a mão na massa e concretizar os projetos e ações.
Mas, essa questão não está acontecendo somente aqui. Lamentavelmente, a nossa cultura continua sendo tratada como um simples jarro de decoração nas mesas dos nossos governantes e políticos. Também temos culpa nisso, enquanto nossa memória vai sendo jogada ao lixo. Nas campanhas eleitorais pouco se fala em cultura. Não temos uma política definida. Temos arranjos e calendários.
Quando Conquista fazia 100 anos do seu primeiro jornal, a Bahia completava 200 anos no mesmo dia 14 de maio, um em 1911 e o outro em 1811 com a Gazeta da Bahia – Idade D´Ouro do Brazil.
Os 200 anos apenas foram lembrados com o lançamento do livro Diário Constitucional – um periódico baiano defensor de D. Pedro 1822 e A Primeira Gazeta da Bahia – Idade D´Ouro, da pesquisadora e historiadora Maria Beatriz Nizza da Silva, na Biblioteca Pública do Estado que também fez 200 anos no dia 13 de maio.
Pela importância do fato, ou dos fatos, uma comemoração muito pífia que mereceu uma nota num canto de página num jornal da capital. Que pobreza e maltrado com a nossa cultura! Aqui em Conquista, nem um debate com a comunidade sobre o assunto. É uma pena o que está acontecendo.
É com insistência que volto ao assunto e pode ser até chato para o leitor, mas os 100 anos da imprensa de papel em Conquista passaram despercebidos sem nenhuma comemoração pelo poder público, pelos segmentos da sociedade e pelo setor específico da mídia.
Como os 100 anos do primeiro jornal “A Conquista” em 14 de maio de 1911, só para citar, temos o 6 de maio de 1964 quando as forças da ditadura militar invadiram a cidade e prenderam cerca de 100 pessoas, cassando na base do fuzil o mandato do prefeito José Pedral Sampaio, eleito pelo povo.
Sobre o assunto, estou escrevendo um livro que já está me custando mais de dois anos de pesquisas intensas. Muitos questionam: Para que isso? Muita gente não dá importância e, por desconhecer os fatos, pessoas acham que sou doido e estou perdendo tempo. Sei que tenho pouco apoio, mas vou chegar lá.
Todo o acervo do escritor e poeta Camilo de Jesus Lima, filho de Caetité, mas que aqui passou sua vida, está se perdendo. Faz necessária para o conhecimento do público em geral, a publicação de suas obras. Conquista deveria abrigar um acervo de Glauber Rocha. As esculturas de Cajaíba estão lá na Serra do Periperi e pouca gente sabe sobre o trabalho do artista.
Documentos antigos da nossa história estão se perdendo no Fórum João Mangabeira. Os jornais de épocas passadas que são a viva memória de seu povo, estão espalhados em vários cantos entregues às traças e aos cupins. No Arquivo Público ainda restam alguns exemplares, mas o ambiente por lá mais parece um depósito de jogar papéis históricos.
Conquista não tem um Museu digno da sua história de crescimento e evolução durante os tempos, desde sua fundação de vila ou povoado. Quando se necessita de dados para algum estudo é aquele sacrifício reunir as informações. Eu sei o quanto está sendo difícil levantar os episódios da ditadura em Conquista.
Cadê os nossos intelectuais da cidade que não se juntam e se unem para cobrar mais ações dos poderes públicos no sentido de resgatar nossos valores e não deixar, por exemplo, que a data dos 100 anos da imprensa passe despercebido? A própria história de Conquista precisa ser mais esclarecida e discutida. Muitos pontos ainda deixam dúvidas. Existem muitas versões que ainda não foram explicadas e detalhadas com precisão.
Quando escrevo estas coisas sei que estou me expondo a ser criticado e apedrejado, mas, pelo menos, estou me arriscando e colocando a cara a tapa. Entendo que as pessoas de maior nível têm a obrigação e o dever de lutar para que a história da sua terra não seja esquecida e que o conhecimento passe de geração em geração. É uma dívida que os intelectuais têm para com a sua comunidade.
No mais, não vou ficar aqui enchendo lingüiça e dizendo o que todos já sabem. Aliás, precisamos falar menos e agir mais, pensando na coletividade. Sem essa de falta de tempo para colocar a mão na massa e concretizar os projetos e ações.
Mas, essa questão não está acontecendo somente aqui. Lamentavelmente, a nossa cultura continua sendo tratada como um simples jarro de decoração nas mesas dos nossos governantes e políticos. Também temos culpa nisso, enquanto nossa memória vai sendo jogada ao lixo. Nas campanhas eleitorais pouco se fala em cultura. Não temos uma política definida. Temos arranjos e calendários.
Quando Conquista fazia 100 anos do seu primeiro jornal, a Bahia completava 200 anos no mesmo dia 14 de maio, um em 1911 e o outro em 1811 com a Gazeta da Bahia – Idade D´Ouro do Brazil.
Os 200 anos apenas foram lembrados com o lançamento do livro Diário Constitucional – um periódico baiano defensor de D. Pedro 1822 e A Primeira Gazeta da Bahia – Idade D´Ouro, da pesquisadora e historiadora Maria Beatriz Nizza da Silva, na Biblioteca Pública do Estado que também fez 200 anos no dia 13 de maio.
Pela importância do fato, ou dos fatos, uma comemoração muito pífia que mereceu uma nota num canto de página num jornal da capital. Que pobreza e maltrado com a nossa cultura! Aqui em Conquista, nem um debate com a comunidade sobre o assunto. É uma pena o que está acontecendo.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
100 ANOS DA IMPRENSA EM CONQUISTA
No próximo dia 14 (sábado) a imprensa escrita, ou o hoje chamado jornal de papel, de Vitória da Conquista, estará completando 100 anos, lembrando a criação do jornal “A Conquista” em 14 de maio de 1911, fundado por Bráulio de Assis Cordeiro Borges e José Dezouza Dantas que instalaram a “Tipografia Minerva”, na rua São Vicente (Praça Dois de Julho).
Será que os veículos de comunicação e o Colegiado do Curso de Comunicação em Jornalismo da Universidade Estadual do Sudoeste-Uesb vão prestar alguma homenagem, ou a data vai passar batida? A categoria hoje, infelizmente, está sem uma representação sindical forte, a não ser a diretoria regional que foi abandonada pelo Sindicato dos Jornalistas da Bahia – Sinjorba há anos. Os jornalistas de Conquista já deviam ter seu próprio sindicato ou uma associação que congregasse a classe.
Depois de 100 anos (na mesma data a Bahia também está completando 200 anos da imprensa) é bom refletir como vai o jornalismo local, especialmente a impressa, numa cidade que passou de 15 ou 20 mil habitantes para 300 mil. Lamentavelmente, não temos um diário e o que ainda resta de periódico luta para sobreviver à base de um punhado de anunciantes, a maioria de prefeituras.
Embora muitos não gostem e torcem a cara, quando aqui cheguei a imagem da nossa imprensa escrita, ou imprensa caipira, como alguns da capital denominam, já estava desgastada por conta do imediatismo de se visar apenas o ganhar dinheiro com jornal. Falta e sempre faltou o compromisso maior com seu público leitor.
Como nem sempre teve empresário forte com visão de investir em longo prazo, os abnegados sempre ficaram a mercê das prefeituras e dos órgãos públicos, tornando-se reféns deles, ou no que dizemos, porta-vozes dos prefeitos. Claro que em qualquer negócio o dinheiro está na linha de frente, mas não pode faltar o idealismo, especialmente quando se decide fazer imprensa.
Jornalismo sem crítica, sem denúncia e sem levantar as questões essenciais da comunidade em defesa dos interesses do povo, não é jornalismo. Sem isso não passa de um arremedo, de um faz de conta. Não se trata de moralismo ou de sonhador. Para publicar apenas a versão oficial da terra ou da região, melhor não fazer.
Eu faria uma indagação aqui: Nosso jornalismo melhorou nos últimos anos? Não estou falando de uma imprensa totalmente independente porque seria uma ilusão, mas o menos dependente possível, priorizando a ética e o compromisso com a informação, não apenas a factual. Nossa terra é carente de uma imprensa com notícias regionalizadas.
E não venham me dizer que a maior culpa da decadência da imprensa escrita foi o surgimento da Internet com seus sites e blogs a partir do ano 2000, principalmente. Se não tivéssemos blogs e sites, os jornais tinham melhorado? Se a situação piorou deve-se à falta de conteúdo e qualidade.
Como está a qualidade dos nossos blogs e sites locais? Se a qualidade e o conteúdo não são bons é que algo está faltando no jornalismo. Não vou me alongar nessa discussão. Deixo que cada um faça sua reflexão e seu juízo sobre o assunto.
De qualquer forma, só acho que são 100 anos que precisam ser comemorados porque teve coisas boas nesse século de jornalismo conquistense. Que precisamos fazer muita coisa, isso é uma verdade.
Uma delas seria resgatar sua memória e sua história que estão desaparecendo com o tempo. Não temos um local de preservação, como um Museu da Imprensa, ou Arquivo Público da Imprensa, conforme sugestão cogitada por mim e Luis Fernandes com o Dr. Ruy Medeiros e mais gente interessada. Precisamos colocar essa ação em prática antes que tudo desapareça. Não precisamos perder mais tempo. Não é meu amigo Luis Fernandes!
Outra seria a maior integração entre o Curso de Jornalismo da Uesb e a sociedade organizada, visando a criação de um Conselho Comunitário de Comunicação onde as pessoas opinassem sobre a mídia e tivessem no Ministério Público um ponto de apoio para se defender de possíveis erros, desvios e difamações, com direito à resposta. Sem ética e responsabilidade a imprensa perde seu direito à liberdade.
Existem muitas outras preocupações, mas vamos por etapas. Quanto a história da nossa imprensa nesses 100 anos, existem muitos fatos importantes para se contar, destacando veículos que deixaram suas marcas como o Conquistense e A Palavra que chegaram a se digladiar entre o poder dos coronéis. O jornal Avante que foi firme no tempo da ditadura de Vargas e do intendente Juracy Magalhães à frente do Governo do Estado. O Combate que foi fechado com a ditadura militar de 64 e de tantos outros.
Para finalizar, deixaria mais outra pergunta: O jornalismo se livrou do coronelismo do passado que pressionava a imprensa e ameaçava jornalistas de morte? Praticamos um jornalismo investigativo?
Na Conquista de hoje não faltam assuntos e temas importantes que, na grande maioria das vezes, ficam sem cobertura porque a imprensa ainda vive sob a ameaça das represálias como do senador que arrancou o gravador das mãos do repórter e nada foi feito para puni-lo. Precisamos de uma representação forte para proteger a categoria.
Será que os veículos de comunicação e o Colegiado do Curso de Comunicação em Jornalismo da Universidade Estadual do Sudoeste-Uesb vão prestar alguma homenagem, ou a data vai passar batida? A categoria hoje, infelizmente, está sem uma representação sindical forte, a não ser a diretoria regional que foi abandonada pelo Sindicato dos Jornalistas da Bahia – Sinjorba há anos. Os jornalistas de Conquista já deviam ter seu próprio sindicato ou uma associação que congregasse a classe.
Depois de 100 anos (na mesma data a Bahia também está completando 200 anos da imprensa) é bom refletir como vai o jornalismo local, especialmente a impressa, numa cidade que passou de 15 ou 20 mil habitantes para 300 mil. Lamentavelmente, não temos um diário e o que ainda resta de periódico luta para sobreviver à base de um punhado de anunciantes, a maioria de prefeituras.
Embora muitos não gostem e torcem a cara, quando aqui cheguei a imagem da nossa imprensa escrita, ou imprensa caipira, como alguns da capital denominam, já estava desgastada por conta do imediatismo de se visar apenas o ganhar dinheiro com jornal. Falta e sempre faltou o compromisso maior com seu público leitor.
Como nem sempre teve empresário forte com visão de investir em longo prazo, os abnegados sempre ficaram a mercê das prefeituras e dos órgãos públicos, tornando-se reféns deles, ou no que dizemos, porta-vozes dos prefeitos. Claro que em qualquer negócio o dinheiro está na linha de frente, mas não pode faltar o idealismo, especialmente quando se decide fazer imprensa.
Jornalismo sem crítica, sem denúncia e sem levantar as questões essenciais da comunidade em defesa dos interesses do povo, não é jornalismo. Sem isso não passa de um arremedo, de um faz de conta. Não se trata de moralismo ou de sonhador. Para publicar apenas a versão oficial da terra ou da região, melhor não fazer.
Eu faria uma indagação aqui: Nosso jornalismo melhorou nos últimos anos? Não estou falando de uma imprensa totalmente independente porque seria uma ilusão, mas o menos dependente possível, priorizando a ética e o compromisso com a informação, não apenas a factual. Nossa terra é carente de uma imprensa com notícias regionalizadas.
E não venham me dizer que a maior culpa da decadência da imprensa escrita foi o surgimento da Internet com seus sites e blogs a partir do ano 2000, principalmente. Se não tivéssemos blogs e sites, os jornais tinham melhorado? Se a situação piorou deve-se à falta de conteúdo e qualidade.
Como está a qualidade dos nossos blogs e sites locais? Se a qualidade e o conteúdo não são bons é que algo está faltando no jornalismo. Não vou me alongar nessa discussão. Deixo que cada um faça sua reflexão e seu juízo sobre o assunto.
De qualquer forma, só acho que são 100 anos que precisam ser comemorados porque teve coisas boas nesse século de jornalismo conquistense. Que precisamos fazer muita coisa, isso é uma verdade.
Uma delas seria resgatar sua memória e sua história que estão desaparecendo com o tempo. Não temos um local de preservação, como um Museu da Imprensa, ou Arquivo Público da Imprensa, conforme sugestão cogitada por mim e Luis Fernandes com o Dr. Ruy Medeiros e mais gente interessada. Precisamos colocar essa ação em prática antes que tudo desapareça. Não precisamos perder mais tempo. Não é meu amigo Luis Fernandes!
Outra seria a maior integração entre o Curso de Jornalismo da Uesb e a sociedade organizada, visando a criação de um Conselho Comunitário de Comunicação onde as pessoas opinassem sobre a mídia e tivessem no Ministério Público um ponto de apoio para se defender de possíveis erros, desvios e difamações, com direito à resposta. Sem ética e responsabilidade a imprensa perde seu direito à liberdade.
Existem muitas outras preocupações, mas vamos por etapas. Quanto a história da nossa imprensa nesses 100 anos, existem muitos fatos importantes para se contar, destacando veículos que deixaram suas marcas como o Conquistense e A Palavra que chegaram a se digladiar entre o poder dos coronéis. O jornal Avante que foi firme no tempo da ditadura de Vargas e do intendente Juracy Magalhães à frente do Governo do Estado. O Combate que foi fechado com a ditadura militar de 64 e de tantos outros.
Para finalizar, deixaria mais outra pergunta: O jornalismo se livrou do coronelismo do passado que pressionava a imprensa e ameaçava jornalistas de morte? Praticamos um jornalismo investigativo?
Na Conquista de hoje não faltam assuntos e temas importantes que, na grande maioria das vezes, ficam sem cobertura porque a imprensa ainda vive sob a ameaça das represálias como do senador que arrancou o gravador das mãos do repórter e nada foi feito para puni-lo. Precisamos de uma representação forte para proteger a categoria.
terça-feira, 3 de maio de 2011
COITADO DO SENADOR
Alguém aí pode dizer aonde os políticos querem chegar com tanta afronta ao povo brasileiro? Na semana passada confesso que não me contive com a petulância do senador Roberto Requião que arrancou o gravador das mãos do repórter só porque indagou sobre sua aposentadoria de R$24 mil por mês que recebe como ex-governador do Paraná, além da sua polpuda mordomia de cerca de R$150 mil ou mais do inútil Senado. É quanto custa um “representante” por mês. Somos ricos mesmo!
Alguém aí também pode me explicar até aonde vai o nível de comodismo do brasileiro que não reage às investidas macabras desses políticos safados que tudo podem fazer sem serem punidos? Coitadinho do senador que está sofrendo bullyng da imprensa! Que pena que trabalham tanto e ainda são perseguidos pelos jornalistas!
Falando sério mesmo, a ação do senador, um dos viúvos da ditadura militar, que torcem pela volta da repressão, teve pouca repercussão na mídia, por mais irônico que seja. A não ser a Associação Nacional dos Jornais, com uma tímida nota, a Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj e a ABI não se manifestaram. É, estamos órfãos mesmo. Ninguém nem ouve mais falar na Fenaj e seus sindicatos, principalmente da Bahia e suas diretorias regionais. Que pena!
É bom que se diga e que fique bem claro que o senador não agrediu a um jornalista, mas à toda sociedade que, como sempre, ficou calada, apoiando a elite fascista misturada com a dita esquerda. Para manter o poder e garantir os cargos, o PT se alinhou com o que existe de pior e mais sórdido no Brasil, e ainda recebe aplausos.
Do vitalício José Sarney não se esperava uma reação contra a atitude do colega, mas o pior de tudo é que as instituições que deveriam representar o povo e reagir, caíram na vala do fracasso e do descrédito. Os bons sumiram e tudo está nivelado no que há de mais nojento.
“Os Conselhos de Ética” da Câmara e do Senado agora estão sob o comando de gente do Mensalão de Lula, por malfeitores e ladrões que vivem a nos assaltar no dia-a-dia, por fraudadores e canibais da saúde e da educação. Até Renan Calheiros é membro do “Conselho de Ética” do Senado. Eles deitam, rolam e curtem com a nossa cara, e nada fazemos. Quem está praticando o bullyng e quem é a vítima?
O PT acaba de receber o Delúbio Soares de braços abertos. “Tiririca” é deputado federal e membro da Comissão de Educação e Cultura. Temos muitas centrais sindicais para fazer shows no Dia do Trabalho e disputar os milhões do Imposto Único. Os dirigentes se esbaldam em suas mordomias e brigam pelos cargos.
Uma reivindicaçãozinha ali e outra acolá, para tapiar e embromar os bestas. Nos países do mesmo nível do Brasil e até nos desenvolvidos, no entanto, os trabalhadores vão às ruas protestar contra a exploração desmedida e selvagem do capitalismo vampiresco.
Enquanto isso, as nossas escolas estão caindo aos pedaços, sem higiene, sem carteiras, sem merenda, sem professores preparados e remunerados dignamente e sem ensino de qualidade. Enquanto isso, os pobres doentes morrem nos corredores dos hospitais e até antes de se chegar neles por falta de atendimentos.
Mas, ainda tem gente que diz que a coisa melhorou só porque tem um emprego escravo para receber chicotadas e bofetadas todos os dias, porque tem um falido plano de saúde, porque tem um computador para navegar e falar besteiras no bate-papo, porque tem um carro para pagar em 60 meses, uma casinha ou “apertamento” para pagar até morrer ou porque toma cerveja no boteco todos os finais de semana.
Como sua vez de penar e sofrer na pele as injustiças sociais ainda não chegou, os outros que se danem e morram. Os políticos podem deitar, rolar e roubar como eles já estão fazendo há muito tempo, justamente porque não ligamos. Coitados! Afinal de contas, eles estão sendo vítimas de bullyng da mídia e merecem saquear mais.
QUEM VAI JULGAR?
Só porque a humanidade descobriu tecnologias avançadas e vive conectada, acha que é civilizada. Que nada! Mais do que nunca ela continua primitiva, festejando a morte de outro ser, apenas por considerá-lo como inimigo. A morte de Bin Laden levou multidões a cair na farra nas ruas dos Estados Unidos como se fosse a conquista de uma Copa do Mundo.
O cara hoje acha que é civilizado só porque sabe navegar na internet e é o tal no facebook e no twintter. Pensa que é evoluído só porque sabe manejar máquinas sofisticadas e fazer umas continhas e uns projetos. Não imagina ele que não passa de um primitivo que só sabe andar em manada.
Criado pelos Estados Unidos, Bin Laden é terrorista ou guerrilheiro que se revoltou contra as atrocidades praticadas mundo a fora pelo seu criador? Sua soberania dá o direito de invadir espaço aéreo de outra nação para executar um terrorista como eles dizem, sem ao menos prendê-lo para um julgamento. Os americanos são tão bonzinhos que cuidaram de fazer o funeral de Bin Laden, de acordo com os preceitos mulçumanos. Que lindo! Ficaram bem na fita.
Por falar em julgamento, quem vai julgar os Estados Unidos pelas matanças e torturas que já fizeram no mundo, invadindo países como Chile, Guatemala, Iraque, Afeganistão, Vietnã, Coréia, Cuba, Panamá e tantos outros, derramando o sangue inocente por conta própria?
Se o mundo está hoje mais cruel, individualista e rancoroso para se viver, é culpa dos Estados Unidos que vivem a arrotar prepotência e arrogância. Todo império se acaba um dia e cai na miséria, basta ler a história. Quem criou os terroristas? Só sei que não fui eu. Qual a diferença entre Busch e Barack Obama? Um ganhou o Prêmio Nobel da Paz.
Alguém aí também pode me explicar até aonde vai o nível de comodismo do brasileiro que não reage às investidas macabras desses políticos safados que tudo podem fazer sem serem punidos? Coitadinho do senador que está sofrendo bullyng da imprensa! Que pena que trabalham tanto e ainda são perseguidos pelos jornalistas!
Falando sério mesmo, a ação do senador, um dos viúvos da ditadura militar, que torcem pela volta da repressão, teve pouca repercussão na mídia, por mais irônico que seja. A não ser a Associação Nacional dos Jornais, com uma tímida nota, a Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj e a ABI não se manifestaram. É, estamos órfãos mesmo. Ninguém nem ouve mais falar na Fenaj e seus sindicatos, principalmente da Bahia e suas diretorias regionais. Que pena!
É bom que se diga e que fique bem claro que o senador não agrediu a um jornalista, mas à toda sociedade que, como sempre, ficou calada, apoiando a elite fascista misturada com a dita esquerda. Para manter o poder e garantir os cargos, o PT se alinhou com o que existe de pior e mais sórdido no Brasil, e ainda recebe aplausos.
Do vitalício José Sarney não se esperava uma reação contra a atitude do colega, mas o pior de tudo é que as instituições que deveriam representar o povo e reagir, caíram na vala do fracasso e do descrédito. Os bons sumiram e tudo está nivelado no que há de mais nojento.
“Os Conselhos de Ética” da Câmara e do Senado agora estão sob o comando de gente do Mensalão de Lula, por malfeitores e ladrões que vivem a nos assaltar no dia-a-dia, por fraudadores e canibais da saúde e da educação. Até Renan Calheiros é membro do “Conselho de Ética” do Senado. Eles deitam, rolam e curtem com a nossa cara, e nada fazemos. Quem está praticando o bullyng e quem é a vítima?
O PT acaba de receber o Delúbio Soares de braços abertos. “Tiririca” é deputado federal e membro da Comissão de Educação e Cultura. Temos muitas centrais sindicais para fazer shows no Dia do Trabalho e disputar os milhões do Imposto Único. Os dirigentes se esbaldam em suas mordomias e brigam pelos cargos.
Uma reivindicaçãozinha ali e outra acolá, para tapiar e embromar os bestas. Nos países do mesmo nível do Brasil e até nos desenvolvidos, no entanto, os trabalhadores vão às ruas protestar contra a exploração desmedida e selvagem do capitalismo vampiresco.
Enquanto isso, as nossas escolas estão caindo aos pedaços, sem higiene, sem carteiras, sem merenda, sem professores preparados e remunerados dignamente e sem ensino de qualidade. Enquanto isso, os pobres doentes morrem nos corredores dos hospitais e até antes de se chegar neles por falta de atendimentos.
Mas, ainda tem gente que diz que a coisa melhorou só porque tem um emprego escravo para receber chicotadas e bofetadas todos os dias, porque tem um falido plano de saúde, porque tem um computador para navegar e falar besteiras no bate-papo, porque tem um carro para pagar em 60 meses, uma casinha ou “apertamento” para pagar até morrer ou porque toma cerveja no boteco todos os finais de semana.
Como sua vez de penar e sofrer na pele as injustiças sociais ainda não chegou, os outros que se danem e morram. Os políticos podem deitar, rolar e roubar como eles já estão fazendo há muito tempo, justamente porque não ligamos. Coitados! Afinal de contas, eles estão sendo vítimas de bullyng da mídia e merecem saquear mais.
QUEM VAI JULGAR?
Só porque a humanidade descobriu tecnologias avançadas e vive conectada, acha que é civilizada. Que nada! Mais do que nunca ela continua primitiva, festejando a morte de outro ser, apenas por considerá-lo como inimigo. A morte de Bin Laden levou multidões a cair na farra nas ruas dos Estados Unidos como se fosse a conquista de uma Copa do Mundo.
O cara hoje acha que é civilizado só porque sabe navegar na internet e é o tal no facebook e no twintter. Pensa que é evoluído só porque sabe manejar máquinas sofisticadas e fazer umas continhas e uns projetos. Não imagina ele que não passa de um primitivo que só sabe andar em manada.
Criado pelos Estados Unidos, Bin Laden é terrorista ou guerrilheiro que se revoltou contra as atrocidades praticadas mundo a fora pelo seu criador? Sua soberania dá o direito de invadir espaço aéreo de outra nação para executar um terrorista como eles dizem, sem ao menos prendê-lo para um julgamento. Os americanos são tão bonzinhos que cuidaram de fazer o funeral de Bin Laden, de acordo com os preceitos mulçumanos. Que lindo! Ficaram bem na fita.
Por falar em julgamento, quem vai julgar os Estados Unidos pelas matanças e torturas que já fizeram no mundo, invadindo países como Chile, Guatemala, Iraque, Afeganistão, Vietnã, Coréia, Cuba, Panamá e tantos outros, derramando o sangue inocente por conta própria?
Se o mundo está hoje mais cruel, individualista e rancoroso para se viver, é culpa dos Estados Unidos que vivem a arrotar prepotência e arrogância. Todo império se acaba um dia e cai na miséria, basta ler a história. Quem criou os terroristas? Só sei que não fui eu. Qual a diferença entre Busch e Barack Obama? Um ganhou o Prêmio Nobel da Paz.
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