segunda-feira, 29 de março de 2010

EXEMPLO DE COOPERAÇÃO



O superintendente do Sebrae/Bahia, Edval Passos diz que é um exemplo para toda a Bahia na área de produção cooperada. Outros comentam que se trata de um projeto revolucionário de inclusão social de geração de renda de pequenos agricultores que vai consumir ao todo R$11 milhões para entrar em funcionamento. Esse projeto tão discutido na área da mandiocultura, que inclui uma fecularia, está sendo instalado próximo a Vitória da Conquista, envolvendo 18 municípios da região sudoeste com uma população estimada de 600 mil pessoas.

O certo é que é o maior projeto cooperado de mandiocultura do Brasil que reúne na região sudoeste 2.300 pequenos plantadores (beneficiamento direto a mais de 10 mil pessoas), financiado com recursos da ordem de R$7 milhões só da Fundação Banco do Brasil. Essa iniciativa de implantação de um fecularia nasceu desacreditada, mas está se tornando realidade e logo mais, no segundo semestre, entrará em operação com capacidade para esmagar 100 toneladas de mandioca por dia.


FORÇA-TAREFA DE PARCEIROS


Todo esse complexo, incluindo módulos administrativos e uma empacotadora de farinha, é da Cooperativa Mista Agropecuária de Pequenos Agricultores do Sudoeste da Bahia – Coopasub. A construção está em fase acelerada para receber em breve os equipamentos que estão vindo do Paraná. Está ação está contando com uma força-tarefa de parceiros, como da Fundação Banco do Brasil, BNDES, Petrobrás, Embrapa, Sebrae, EBDA (Secretaria de Agricultura do Estado), Ministério da Agricultura, entre outros órgãos e entidades.

Na semana da 7ª edição da Feira Coopmac-Sebrae, em Conquista, por um dia o comitê gestor da mandiocultura se reuniu para discutir o andamento e a melhoria do programa que abrange 19 casas-de-farinha da região. Os debates contaram com as presenças do presidente da Fundação Banco do Brasil, Jacques de Oliveira Pena, do gerente de Comunicação e Mobilização Social da Instituição, Claiton Mello, do superintendente do Sebrae, Edval Passos, do superintendente regional do BB, Paulo Tadeu e demais representantes da Embrapa, EBDA e dos pequenos agricultores familiares.

O presidente da Coopasub, Izaltiene Rodrigues Gomes adiantou que o projeto está na fase de cobertura dos galpões, com perspectivas de operação da fecularia de mandioca em agosto. No entanto, a empacotadora de farinha deve entrar em atividade agora em junho. Os equipamentos, conforme informou, já foram adquiridos e devem chegar em breve, em Conquista.

Disse que a capacidade da fecularia é de beneficiamento de 100 toneladas de mandioca por dia, produzindo 25 toneladas de fécula, só que essa meta deverá ser atingida a partir do terceiro ano de funcionamento. No primeiro ano, a indústria vai trabalhar com 20 a 40% da capacidade, devendo ocorrer uma oscilação por causa da parte de treinamento e aprendizagem dos trabalhadores. Já a empacotadora tem uma capacidade de 30 toneladas de farinha por dia, mas no início esse volume deverá chegar a 30%.

Izaltiene explicou que tanto para a fécula como para a farinha já existem propostas de compras, mas os negócios ainda não foram propriamente fechados por falta de uma segurança definida das quantidades. Sobre a afirmação do superintendente do Sebrae de que em termos de cooperativa é o maior projeto da Bahia, o presidente da Coopasub disse não conhecer muito o Estado, mas garantiu, com segurança, ser um dos maiores e melhor estruturado.

No momento, a Coopasub está terminando a reforma de 19 casas-de-farinha e concluindo mais seis dos cooperados. No entanto, existem em torno de 250 a 300 unidades para serem acompanhadas na região, todas de micro e pequenos agricultores.

Na Feira Coopmac-Sebrae, no Parque de Exposições de Conquista, o comitê gestor da mandioca discutiu também formas de comunicação, mobilização do grupo, bem como ajustes técnicos de produção e financiamento de projetos. Na ocasião, a Fundação Banco do Brasil lançou o livro “Geração de Trabalho e Renda – gestão democrática e sustentabilidade nos empreendimentos econômicos e solidários”.

O gerente de Mobilização Social da Fundação, Claiton Mello adiantou que a instituição vem atuando fortemente em cadeias produtivas para geração de trabalho e renda. Na região sudoeste, o foco é a mandiocultura junto a agricultores familiares, numa ação que teve início em 2004.

Tanto Claiton como o presidente da Fundação, Jacques Pena acreditam que o projeto vai garantir mudança e transformação dos produtores em toda região sudoeste do ponto de vista da agricultura familiar. Em mandiocultura no Brasil, sem dúvida, o projeto de Vitória da Conquista, no modelo de economia solidária e gestão cooperativa, é o maior do país em volume de recursos, superando os programas desenvolvidos no Acre e Minas Gerais assegurou Claiton.

A intenção principal desse projeto, segundo o gerente, é construir um modelo diferente de produzir e de partilhar os ganhos num sistema solidário de cooperativados, isto é, todos tendo retorno econômico e social. Outra preocupação do projeto é o cuidado com o meio ambiente, utilizando tecnologias que não agridam a natureza.

Só na fecularia estão sendo investidos R$4 milhões, mas a Fundação está aplicando no geral R$7 milhões, além de mais R$4 milhões de outros parceiros como Petrobrás, BNDES, Embrapa, Sebrae e demais participantes do complexo-mandiocultura, incluindo reforma das 19 casas-de-farinha e construção de mais seis unidades.

Além de Conquista, fazem parte do projeto os municípios de Anagé, Aracatu, Belo Campo, Barra do Choça, Caraíbas, Condeúba, Encruzilhada, Mirante, Piripá, Planalto, Poções, Ribeirão do Largo e Tremedal.


A FÉCULA E SUAS PROPRIEDADES


Coma aplicação de modernas tecnologias na lavoura, a meta é que a produção de mandioca saia das 10 toneladas por hectare para 25 a 40 como acontece no Paraná e em Mato Grosso. Atualmente já tem produtor na região de Conquista alcançando uma produtividade em torno de 25 toneladas por hectare.

De acordo com os parceiros do programa, a fécula será utilizada, especialmente, em produtos alimentícios (beijus, goma, biscoitos, pão de queijo), mas pode também ser empregada em fármacos, na industrialização de químicos e petroquímicos e até na perfuração de poços petrolíferos.

A fécula é uma substância amilácea encontrada nas raízes e tubérculos. O Brasil é o segundo maior produtor de mandioca, mas apenas o quarto de fécula. O derivado da mandioca é obtido através de sucessivas lavagens da massa, com posterior decantação da água de lavagem onde ocorre a separação da fécula de outras matérias.

PARCERIAS E A COOPMAC-SEBRAE



Um volume de negócios superior a R$80 milhões marcou a 44ª Exposição Agropecuária, Comercial e Industrial de Vitória da Conquista – a Expoconquista – 2010, cujo evento completou neste ano 80 anos de criado. Nos últimos anos, graças às parcerias com outras entidades, órgãos e empresas, houve um crescimento substancial de sua estrutura com a instalação de quase 400 estandes, destacando a 7ª Feira Coopmac-Sebrae, uma das principais atrações do Parque Teopompo de Almeida.


A festa foi marcada também pela comemoração dos 50 anos da Cooperativa Mista Agropecuária Conquistense – a Coopmac que começou como uma pequena associação de produtores até se tornar numa estrutura forte, responsável pelo desenvolvimento da cafeicultura e sustentação da economia do município e da região.



O maior peso de seus negócios ainda é o café, mas a Exposição, a partir do trabalho conjunto com diversos parceiros, se tornou num evento tradicional que já faz parte do calendário de Conquista. A Feira Coopmac-Sebrae, com seus 145 estandes e três auditórios onde foram realizadas 80 palestras, já é uma referência de parceria que deu certo, segundo o presidente da Cooperativa, Claudionor Dutra.



“O MELHOR SÃO AS PARCERIAS”



Sobre a expansão das exposições, Claudionor afirmou que atualmente o que se tem de melhor é a parceria com o Sebrae, Prefeitura Municipal, com as faculdades, a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-Uesb, com os bancos, Secretaria da Agricultura do Estado, Ministério da Agricultura, associações, entre outros órgãos e empresas locais.


Para ele, estas parcerias têm sido instrumento de desenvolvimento das exposições, chegando com a estrutura atual de uma área de 200 mil metros quadrados e participação de 1.500 animais, além de espaços para concessionárias de veículos, tratores, máquinas agrícolas, aviação, parque de diversão, rodeios e empresas de pequeno, médio e grande porte.


De acordo com Claudionor, a exposição não é apenas local de negócio, mas também de conhecimento, cultura e entretenimento. Apontou, por exemplo, que o Sebrae neste ano montou um projeto arrojado de palestras, atraindo cerca de cinco mil pessoas entre empresários, técnicos e interessados na capacitação e na aprendizagem.



Inicio da exposição em 1930



O presidente da Coopamac lembrou que a entidade é fruto de um trabalho que se iniciou com o prefeito Regis Pacheco quando reuniu os empresários para criar a Sociedade Rural do Sudoeste da Bahia, para desenvolver o setor do agronegócio. Essa associação perdurou até 1960, passando por vários dirigentes, quando se transformou numa cooperativa. Nessa época (1960), a entidade já era possuidora do Parque de Exposições, sendo que a primeira festa foi feita em 1930.


O primeiro presidente dessa cooperativa – a Coopmac – foi o produtor Jaimilton Gusmão, tendo como finalidade principal o desenvolvimento da agropecuária (comercialização de alimentos) que era a base da economia do município. Já a partir da década de 70, a cooperativa passou a ser um instrumento que abraçou a causa da cafeicultura na região sudoeste. Para se ter uma idéia, de lá para cá, a cafeicultura já injetou mais de R$5 bilhões na economia – apontou Claudionor.


Com as mudanças, hoje Conquista não depende tanto da atividade agrícola, sendo o comércio o segmento mais forte. No entanto, segundo o presidente, foi o café que alavancou esse crescimento. Citou que o presidente Ubirajara Fernandes foi um importante dirigente na formação dessa história.


Depois desse tempo de atuação, a Coopmac hoje possui um patrimônio em torno de R$80 milhões, contando com o Parque de Exposições, uma loja de produtos, uma indústria de sal mineral, fábrica de café torrado e uma empresa de beneficiamento de café. Informou que todo café exportado na Bahia passa pela cooperativa, inclusive de Brejões e da Chapada Diamantina.


O sudoeste da Bahia tem 39 municípios com aproximadamente um milhão e 300 mil habitantes (7% do território do Estado) e toda essa região só exporta 0,8%, sendo que desse total, 0,6% é de café. Todo produto é processado dentro da Coopamc, saindo pronto para ser exportado para outros países, inclusive o café torrado e moído.


O número de associados atualmente de aproximadamente 250 ainda é pequeno na avaliação do presidente, tendo em vista que já contou com três mil filiados, “mas as pessoas decidiram sair por não terem cumprido com suas funções de cooperados”. Acredita, no entanto, que esse número tende a crescer.


CONHECIMENTO E PRODUTOS



Dona Luciene Casagrande é uma pequena empresária que veio do Rio Grande do Sul (Cachoeirinha) para expor suas bolsas artesanais em couro de cabra, bucho de boi, tilápia e de avestruz durante os nove dias da Coopmac-Sebrae, em Vitória da Conquista. Na ocasião, declarou que gostou da estrutura montada. Ela revelou que veio a Conquista após ter participado de uma feira em Ilhéus e tomado conhecimento do evento através de informações do Sebrae.


Tem de tudo na Feira Coopmac-Sebrae, desde conhecimento e cultura a vendas de apartamentos, de informática, móveis, materiais de decoração, de limpeza, cachaça, confecções, cosméticos, sapatos, colchões, artesanatos em geral, artigos de couro, churrasqueiras, bicicletas, aparelhos de ginástica, bolsas, etiquetas, estandes de prefeituras e câmaras, faculdades, cooperativas e associações de classe, sem contar os shows musicais na Praça de Alimentação.


Neste ano, além dos produtos, a capacitação de pessoal através da realização de 80 palestras nos auditórios do Sebrae, com cerca de cinco mil participantes, foi o ponto forte da 7ª edição da Feira, de 20 a 28 de março, durante a 44ª Exposição Agropecuária, Comercial e Industrial de Vitória da Conquista – a Expoconquista – 2010. A demanda por palestras superou a oferta, tanto que o Sebrae pensa ampliar o espaço no próximo ano para atender os interessados.



DE CONQUISTA E DE OUTROS ESTADOS



O evento é uma prova de competição de preços e qualidade na busca pela divulgação da imagem e das marcas das empresas. É a primeira vez que a empresária Luciene Casagrande esteve na cidade participando da Feira. Suas peças sofisticadas e de bom gosto do Rio Grande do Sul são do tipo exportação, feitas manualmente pela sua empresa Celibatto – Couros e Tramas (celibatto@yahoo.com.br – 51 3441-4016) que emprega nove pessoas e percorre todo país divulgando seus produtos.


De Belo Horizonte veio também pela primeira vez a fábrica de sapatos artesanais Tsavo, do sr. José Humberto de Souza que antes de decidir pela participação fez uma pesquisa minuciosa na internet e até no IBGE para sondar a estrutura da cidade e a organização da feira. Há 45 anos no ramo de sapatos confeccionados manualmente, disse que gostou do que viu e aprovou o movimento de vendas.


Seu Humberto dividiu o estande com a pequena empresa Jóias do Jalapão, do sr. Wilson Rodrigues, também de Minas Gerais, para comercializar peças de brincos, pulseiras e correntes trabalhadas de forma artesanal. Ele também fez uma pesquisa antes resolver participar do evento. “Gostei da estrutura montada pelos organizadores”


De Pernambuco participou também, pela primeira vez, o Universo das Mantas - o mercado de artesanato, com mantas, bolsas, redes, tapetes e outros produtos. Segundo seu representante, Eustácio Lima, a estratégia foi divulgar suas peças no mercado de Conquista e região.


Quem participa há 10 anos dos eventos do Sebrae é o empresário conquistense Cláudio Ferreira de Oliveira que estava todo animado na feira deste ano com o movimento de vendas. Purificadores de água, químicos profissionais, ventiladores para o campo, lixeiras, equipamentos de limpeza, climatizadores, tapetes sintéticos, bebedouros, entre outras variedades de produtos chamavam a atenção do público que passava nos corredores da exposição.


Na conversa foi logo nos dizendo que fechou bons negócios – R$10 mil só num dia da semana - para acrescentar que a Coopmac-Sebrae é a melhor mídia para lançamento de produtos. A maior parte de seus contratos foi fechado com empresas locais da região, mas teve vendas também para municípios do Norte de Minas Gerais. “Todos os anos nosso movimento supera as expectativas”.


Na área de etiquetas, a Adeskollo, localizada no centro de Vitória da Conquista, também foi uma das atrações, fazendo apresentações de seus itens de produção para os visitantes. O diretor da empresa, Wilson de Jesus, fez questão de dizer que a exposição é um meio de lançamento de novos produtos e busca de novos parceiros no mercado. A maior parte da sua produção (70%) é comercializada na Bahia, Norte de Minas Gerais e Aracaju (Sergipe).


Como sempre, a fabricação de cachaça de Abaira (Cooperativa dos Pequenos Produtores de Abaira) e o setor moveleiro do Planalto de Conquista se fazem presentes ao evento todos os anos. O produtor de Cachaça, Nelson Luz Pereira, afirmou que as vendas deste ano superaram as expectativas em mais de 100% e garantiu presença nas próximas edições. Segundo ele, o mais importante de tudo é a divulgação do produto no mercado regional e em outros estados.


A Oliveira Móveis, de Vitória da Conquista, (Bairro Bela Vista – Morada dos Pássaros) se destacou na feira com a apresentação de peças de bom acabamento do tipo exportação. O proprietário da fábrica, Joel Oliveira, enfatizou que quer trabalhar com o público durante todo ano, daí sua participação na feira pela terceira vez.


Sem o Sebrae, segundo ele, não estaria no evento. Sua empresa fabrica sofás, poltronas e móveis de madeira, com encomendas sob medida. Seus produtos são comercializados diretamente ao consumidor no sudoeste, Feira de Santana, Salvador e em outros estados como São Paulo e Pernambuco. Sua intenção a partir de agora é entrar na área de exportação para o exterior. Ele elogiou a estrutura do evento, mas sugeriu ampliar os estantes e facilitar mais o acesso do público.



PÚBLICO LOTOU OS AUDITÓRIOS



Foram nove dias de intensas palestras, inclusive de oficinas de culinária, nos três auditórios sempre lotados da Feira Coopmac-Sebrae. Muita gente teve que ficar de fora por falta de espaço, conforme assinalou o coordenador regional do Sebrae/Conquista, Cláudio Cardoso. Em relação ao ano passado, a oferta de palestras teve um aumento de mais de mil por cento, sem contar encontros e audiências entre prefeitos e vereadores de Conquista e da região sudoeste.


O superintendente do Sebrae/Bahia, Edval Passos, um dos palestrantes, prestigiou o evento na abertura e durante as atividades da semana, dizendo que o órgão tem como desafios neste ano a qualificação e a organização dos pequenos negócios, como a legalização do empreendedor individual. Para ele, a Coopamc-Sebrae é um evento de maior peso do interior baiano, com a integração entre diversas parcerias do município.


Segundo Cláudio Cardoso, a grande inovação da Feira – 2010 foi a criação de um maior espaço voltado para a capacitação de pessoal. Isso foi possível, conforme assinalou, graças ao fortalecimento da parceria do Sebrae com a Coopmac. No inicio planejamos 72 eventos, mas devido a grande procura, houve uma expansão para 80, com cerca de cinco mil participantes - destacou.


De acordo com o coordenador regional, os participantes das palestras, das oficinas, dos encontros empresariais elogiaram a iniciativa, e as atividades foram produtivas porque se criou uma estrutura de conhecimento em larga escala. Outro ponto de destaque foi a diversidade dos temas abordados, como Lei Geral da Microempresa, Marketing, Vendas, Empreendedorismo, Banco do Povo, Atendimento ao Público, entre outros assuntos.


Na sua análise, foi uma experiência que deu certo, e a intenção é ampliar esses serviços para o próximo ano. Apesar da ampliação do programa, não foi suficiente para atender toda demanda ao longo dos nove dias. Na sua avaliação geral, o público visitante da Feira, em torno de 200 mil pessoas, superou todas as expectativas.

quarta-feira, 24 de março de 2010

PARCERIA MINERAÇÃO/SEBRAE


Os pequenos negócios da região sudoeste serão beneficiados com o projeto da Bahia Mineração, em Caetité, cujos investimentos estão avaliados em R$1,8 bilhão, e o Sebrae/Bahia (Coordenação Regional de Vitória da Conquista) vai entrar como parceiro na capacitação das empresas, o chamado arranjo produtivo, no sentido de tornar as prestadoras de serviços mais competitivas.

Esse papel do Sebrae foi pontuado pelo gerente Geral de Comunicação e Desenvolvimento Sustentável da Bahia Mineração, Amaury Pekelman, em palestra para empreendedores e representantes de entidades empresariais durante a 7a Feira Coopmac-Sebrae que está se realizando na Exposição Agropecuária, Comercial e Industrial de Vitória da Conquista – a Expoconquista-2010.


3º maior produtor


A convite da Coordenação Regional do Sebrae/Conquista, o gerente de Comunicação fez uma explanação sobre o Projeto Pedra de Ferro da Bahia Mineração que deverá entrar em operação em 2012, com capacidade de produção de 15 a 18 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, tornando o Estado no 3º maior produtor do país.

Amaury disse que a parceria com o Sebrae é fundamental para qualquer tipo de projeto, destacando que a apresentação da Bahia Mineração na Feira Coopmac-Sebrae visa identificar futuros fornecedores e prestadores de serviços que podem trabalhar com a empresa, criada em 2005 e que tem como acionistas o grupo Zamin Ferrous e a ENRC.

Esclareceu que a Bahia Mineração vai trabalhar também com as grandes e médias empresas, mas assegurou que os pequenos deverão ficar com a maior fatia do bolo (todos os serviços serão terceirizados). O coordenador regional do Sebrae, Cláudio Cardoso, afirmou que o órgão pode contribuir através da capacitação desse segmento no sentido de torná-los mais competitivos no mercado de prestação de serviços.

Após apresentação de um vídeo explicativo sobre as diversas etapas do projeto e suas ações de viabilidade econômica, meios de proteção do meio ambiente, deslocamento das famílias das zonas de extração do minério, contribuição para a melhoria da saúde, entre outros benefícios para o município, Amaury ressaltou que o foco da empresa será a região sudoeste.

Atualmente, a mineração que será instalada a 35 quilômetros da cidade, se encontra na fase de licenciamento ambiental, devendo em agosto próximo começar a etapa de licenciamento de implantação. Durante a construção, a empresa vai oferecer oito mil empregos diretos e quase dois mil quando começar a operação. “No momento, estamos trabalhando no monitoramento das áreas, visando minimizar os impactos ambientais e recuperar locais degradados”.

Outra preocupação do grupo, segundo ele, é com a sustentabilidade econômica do município e com o apoio através de programas sociais. Avaliou que quando em operação a partir de 2012, a Bahia Mineração vai recolher por ano cerca de R$25 milhões para Caetité, sem contar os repasses de ICMS e ISS que serão gerados dentro do município.

No projeto Pedra de Ferro, o minério retirado da mina passará por tratamento na usina de beneficiamento para atingir o teor de concentração ideal para o mercado, principalmente da China e Oriente Médio. O sistema de suprimento de água industrial virá do Rio São Francisco através de uma adutora de 150 quilômetros entre os municípios de Malhada e Caetité.

O complexo, conforme explicou o gerente de Comunicação, será formado por mina com processo de lavra a céu aberto, usina de beneficiamento, pátio de estocagem, pilha de estéril, barragem de rejeitos, terminal de embarque e área administrativa. Todo produto será transportado através da estrada de ferro Oeste Leste, percorrendo 525 quilômetros até Ponta da Tulha, em Ilhéus, de onde será exportado.

BAHIA ESTÁ ATRASADA NA LEI GERAL



Comparada com outros estados do país, a Bahia ainda está bastante atrasada na questão da regulamentação da Lei Geral das Microempresas, contando até agora (dos 417 municípios), com apenas 16 que já aprovaram suas normas, “mas estamos fazendo uma verdadeira maratona de mobilização e peregrinação neste ano para cobrir todo território”.

A situação do atual quadro não é nada animadora como revelou o consultor do Sebrae, André Portela, que esteve em Vitória da Conquista participando de uma audiência com vereadores do município para tratar das questões da Lei Geral. Mas, ao mesmo tempo, mostrou-se otimista ao dizer que são boas as perspectivas de trabalho para futuro próximo. “A meta de cobrir todo estado em 2010 é ambiciosa.”


CONQUISTA JÁ TEM A LEI PRONTA


A reunião com os vereadores aconteceu no final da tarde de ontem em um dos auditórios da Feira Coopmac-Sebrae, quando ouviu do vice-prefeito, Ricardo Marques, que o município de Vitória da Conquista já está com a Lei Geral pronta na Procuradoria Jurídica, devendo, depois de passar pelo Gabinete do Prefeito, ser enviada ao legislativo para ser regulamentada.

Por sua vez, o presidente da Câmara de Vereadores, Gildásio Silveira e mais um grupo de parlamentares da Casa presentes ao encontro garantiram que tão logo o projeto seja encaminhado pelo executivo será imediatamente examinado e aprovado. Para os vereadores, é uma questão de um ou dois meses para Conquista ter regulamentada sua Lei Geral das Microempresas.

Na ocasião, o presidente Gildásio Silveira adiantou alguns pontos da Lei, como a determinação de agilizar e simplificar todo processo de registro das empresas; desburocratizar o serviço; facultar o funcionamento em residências de alguns segmentos; e o compromisso da Prefeitura de que as compras até o limite de R$80 mil sejam feitas diretamente com as micros e pequenas empresas.

Na audiência, o coordenador regional do Sebrae/Conquista, Cláudio Cardoso, colocou o órgão à disposição para ajudar no que for possível para que a Lei Geral do Município seja logo regulamentada. O vereador Arlindo Rebouças assegurou que o legislativo vai dar toda prioridade ao projeto.


MOBILIZAÇÃO


O consultor do Sebrae Nacional, André Portela, enfatizou que a mobilização é o ponto mais importante na questão da regulamentação da Lei Geral. “Temos viajado em muitos municípios (recentemente ele visitou Aracy e Juazeiro) e insistimos na importância da técnica jurídica e sobre as virtudes do projeto em termos de desenvolvimento econômico e social”.

Reconheceu, no entanto, que em relação a outros estados, a Bahia ainda está atrasada, citando que Espírito Santo, com pouco mais de 70 municípios, já conseguiu cobrir 100% de todo seu estado. Informou que no ano passado foram visitados 80 municípios, mas, infelizmente, até agora só 16 aderiram à regulamentação. “Porém, é bom que se diga que o futuro próximo é animador, anunciando que hoje (dia 25) em Conquista deverá se reunir com um grupo de prefeitos da região”.

O principal motivo desse atraso, segundo ele, é o desconhecimento a cerca das virtudes e vantagens que a Lei traz para o desenvolvimento econômico e social do município. Com mais informações, acredita que muitos municípios vão estar engajados no processo.

Para André Portela, o argumento de perda de arrecadação do município não tem fundamento, destacando que em 1996 quando o governo federal implantou o Simples houve uma diminuição em curto prazo, mas já em 1997, de acordo com dados, houve um aumento do faturamento declarado da ordem de 125%.

Um dos primeiros municípios baianos a regulamentar a Lei, Lauro de Freitas, por exemplo, conforme assinalou, apresentou índices elevados de arrecadação, chegando a 35% após a regulamentação. Não é medo de perder arrecadação. O motivo principal é não ter conhecimento a cerda das virtudes da Lei - afirmou. Citou que Conquista, por exemplo, pode priorizar as pequenas empresas no momento de fazer suas compras, deixando de adquirir produtos lá fora.

Esclareceu ainda que a falta da Lei Geral não emperra o andamento de formalização do Empreendedor Individual, mas ponderou que sem a Lei fica difícil regularizar questões relativas ao alvará de funcionamento de determinados setores considerados de risco, como fármacos, alimentação, combustível, entre outros. O Empreendedor Individual pode ser possível sem a Lei Geral, mas, de acordo com ele, não dá toda plenitude como no caso de se ter a regulamentação. “Sem a Lei Geral pode ocorrer uma série de lacunas”.

No país, os estados mais adiantados são Ceará, Espírito Santo e Paraná, com 100% dos municípios, São Paulo e Rio Grande do Sul (quase 100%), sendo que a Bahia se coloca entre os mais atrasados, mas a intenção é cobrir todo território neste ano.

sábado, 20 de março de 2010

A ORGANIZAÇÃO É A SAÍDA



È extremamente importante a organização dos pequenos negócios através de suas associações, sindicatos e cooperativas de modo a tornar o empreendimento um sucesso – declarou ontem (dia 20) o superintendente do Sebrae/Bahia, Edival Passos durante sua palestra sobre “Perspectivas dos Pequenos Negócios e Desafios para 2010”, realizada em um dos auditórios montados na Feira Coopmac-Sebrae, no Parque de Exposições.

Para uma platéia de técnicos, professores e empresários onde se fez presente o vice-prefeito de Vitória da Conquista, Ricardo Marques, o superintendente falou também das estratégias do Sistema Sebrae até 2015 e aspectos positivos da economia brasileira, baiana e regional.

Logo depois dos debates, por volta de 20 horas, Edival Passos participou, em Vitória da Conquista, da abertura oficial da 7ª Feira Coopmac-Sebrae que está se realizando até o dia 28 próximo no espaço da 44ª Exposição Agropecuária, Comercial e Industrial, a chamada Expoconquista – 2010 que conta com quase 400 estantes dos mais variados setores da economia.


O Sebrae e a organização


Ainda no âmbito da organização dos pequenos negócios, o palestrante chamou a atenção dos participantes de que os governos só devem ajudar o pequeno se ele se organizar com suas entidades de classe. Nesse sentido, apelou para que o Sebrae insista nessa ação, num trabalho de parceria com as diversas organizações. Para ele, quem atuar de forma individualizada não tem futuro.

Para que as políticas públicas tenham sucesso, Edival entende que o apoio deve ter como pré-requisito a organização dos pequenos. Concordando com essa mesma posição, o professor da Faculdade Fainor, Itamar Fiqueredo ressaltou que o campo dos pequenos negócios é vasto, mas confessa que está desorganizado. “É necessário que se faça um plano de organização do setor em termos de produção e comercialização”.

No caso específico de Vitória da Conquista, Itamar citou os produtores individuais de biscoitos que precisam de ajuda na área da organização para crescer com sustentabilidade. Sua sugestão é no sentido que as entidades mais fortes se reúnam para montar uma estratégia de apoio à produção de biscoitos em Conquista. O superintendente do Sebrae complementou que a coordenação regional do órgão faça um cadastro para quantificar esse segmento que tem avançado bastante nos últimos anos.


Empreendedor Individual


A questão do Empreendedor Individual foi outro ponto forte da palestra de Edival Passos, reforçando que o Sebrae vai assumir um compromisso sério com a formalização, colocando toda sua estrutura para tirar o pequeno da informalidade. Segundo Edival, a informalização é prejudicial para quem é informal porque é excluído da previdência social, do consumo e do crédito, principalmente, acrescentando que sem recursos, o empreendedor termina caindo nas mãos dos agiotas, o que é um perigo.

Nos seus cálculos, Vitória da Conquista, por exemplo, deve ter hoje mais de 20 mil pessoas que atuam na informalização, compreendendo que se esse contingente se formalizar dentro de mais cinco anos vai representar uma injeção de mais de R$10 milhões por mês na economia local, somente em termos de previdência. Na Bahia, de acordo com o superintendente, a estimativa é registrar 70 mil neste ano (1 milhão no Brasil), numa média de três mil formalizados por dia em todo país.

O propósito do Sebrae, conforme assinalou o superintendente, é desenvolver um trabalho de excelência de apoio ao segmento dos pequenos negócios, num trabalho em sintonia com o setor público e privado. Nesse sentido, chamou a atenção de que o desenvolvimento econômico é também da responsabilidade do município e não somente da União e do Estado.

Em sua palestra, recheada de dados positivos da economia brasileira e baiana, bem como a local, o superintendente deixou claro que o Sebrae está preocupado com os desafios daqui para frente, tendo em vista as perspectivas econômicas.

Com referência aos aspectos da economia local de Vitória da Conquista, Edival Passos citou como exemplo de organização a Coopasub – Cooperativa Mista Agropecuária de Pequenos Agricultores do Sudoeste que está montando um fecularia de mandioca, acabando de uma vez com a importação desse produto do Paraná. Para ele, como cooperativa, é o maior programa de sucesso desse porte no Estado.

Na parte da noite, durante a solenidade de abertura da Feira Coopmac-Sebrae que está expondo uma gama de produtos da região em 145 estandes, o superintendente reforçou mais uma vez a necessidade de se trabalhar em parcerias, acrescentando que o Sebrae sozinho não pode fazer muita coisa em prol do desenvolvimento dos pequenos negócios.

Nesta quinta-feira (dia25) Edival Passos prometeu retornar a Vitória da Conquista para debater com os prefeitos da região os benefícios da Lei Geral da Microempresa, bem como acompanhar os trabalhos que estão sendo desenvolvidos durante a Feira Coopmac-Sebrae.

MAIOR DE TODA HISTÓRIA




Em clima de comemoração de 80 anos de evento, prometendo ser a maior de toda sua história com quase 400 estandes de diversos setores da economia da região e de 14 estados, a 44ª Exposição Agropecuária, Comercial e Industrial de Vitória da Conquista (a Expoconquista – 2010) foi aberta ontem (dia 19) pelo presidente da Cooperativa Mista Agropecuária de Conquista-Coopmac, Claudionor Dutra Neto.





Estiveram presentes ao ato solene, o superintendente do Sebrae/Bahia, Edival Passos, o vice-prefeito, Ricardo Marques, o presidente da Câmara de Vereadores, Gildásio Silveira, o comandante do 9º Batalhão Militar, Inácio Lira, o diretor do Ministério da Agricultura, Paulo César de Oliveira, o superintendente do Banco do Brasil, Paulo Tadeu, o gerente Geral do Banco do Nordeste, Fernando Teixeira, o coordenador regional do Sebrae de Conquista, Cláudio Cardoso, o presidente da Associação Industrial de Conquista, Ronaldo Bulhões, entre outras autoridades.






Coopmac-Sebrae






Durante a Expoconquista – 2010 até o próximo dia 28 está sendo realizada também a 7ª Feira Coopmac-Sebrae com 145 estandes num espaço de três mil metros quadrados onde serão expostos diversos produtos, como móveis, eletrodomésticos, artesanato, perfumaria, cosméticos, materiais de escritório, informática, brinquedos, confecções, alimentos e bebidas.





Mas, a Coopmac-Sebrae não é somente de produtos. Durante o evento está prevista a realização de mais de 70 palestras, devendo contar com a participação de mais de cinco mil pessoas entre empresários, técnicos e interessados. Como disse o coordenador regional do Sebrae, Cláudio Cardoso, a Feira é também conhecimento e cultura. Na área haverá, todos os dias, shows de artistas musicais na praça de alimentação.





Para financiar os negócios, o presidente da Coopmac, Claudionor Dutra disse que durante a Exposição os bancos do Brasil, do Nordeste e Bradesco vão atender os empresários através da liberação de crédito. Sobre a Feira Coopmac-Sebrae arriscou em dizer que é o maior evento realizado pelo órgão na Bahia.






Crescimento e pequenos negócios






O superintendente do Sebrae/Bahia, Edival Passos enalteceu o avanço político e econômico de Vitória da Conquista que no ano passado não sofreu as consequências da crise financeira. Ao citar dados da economia na área do emprego e na arrecadação de impostos, principalmente, destacou que os indicadores são crescentes.





Apontou que de janeiro a fevereiro de 2010, comprado com o mesmo período do ano passado, Conquista registrou um avanço significativo na área do emprego. De acordo os indicadores, no bimestre de 2009 houve um saldo negativo de cinco desempregos, mas já em 2010 houve uma geração de 800 empregos. Outro indicador que avançou, segundo ele, foi o Valor Adicionado. Em 2001 Conquista apresentava um valor de R$300 milhões, passando para mais de R$1 bilhão em 2007, o que mostra o avanço no seu desenvolvimento.





Na ocasião, anunciou para hoje um debate no espaço da Copmac-Sebrae sobre as “Perspectivas dos Pequenos Negócios e Desafios para 2010”. Para ele, Conquista já é uma referência estadual e nacional, com destaque para a pequena e a média empresa..





Em entrevista à nossa reportagem, enfatizou o tratamento a ser dado pelo Sebrae neste ano aos pequenos negócios através da realização de palestras, cursos, novos projetos de consultoria e gerenciamento e outros programas de incentivo ao segmento.





Sobre a política do empreendedor individual, Edival Passos estabeleceu como meta em 2010 cadastrar 70 mil microempresários que hoje estão na informalidade (a estimativa no Brasil é de 1 milhão).





Para alcançar essa meta no Estado, anunciou que, além dos escritórios de contabilidade, o Sebrae também vai entrar em ação nessa tarefa, informando que desde fevereiro quando o portal do empreendedor começou a funcionar já foram registrados, de conformidade com a lei federal, mais de cinco mil empresários.





O coordenador regional do Sebrae/Conquista, Cláudio Cardoso disse durante a solenidade de abertura da Expoconquista – 2010 que neste ano estão presentes na Feira 10 empresas de porte nacional de outras regiões. Segundo ele, é um evento que traz uma resposta positiva para a cidade, citando a rede hoteleira que está com suas vagas de acomodação todas preenchidas.





Lembrou que há sete anos começou a parceria com a Coopmac num ritmo sempre crescente. “Tudo isso é fruto de uma parceria que está dando certo ao longo desses anos”, acrescentando que neste ano o Sebrae resolveu dar um salto, programando um ambiente de conhecimento e informação. Citou que o planejamento era realizar 72 palestras nos três auditórios montados na Feira, mas que a programação pode alcançar até 100 eventos, com estimativa de atender mais de cinco mil pessoas.

EMPREENDEDOR INDIVIDUAL




No primeiro dia de uma série de mais de 70 palestras que serão realizadas durante a 7ª Feira Coopmac-Sebrae, que foi aberta ontem (19) na 44ª Exposição Agropecuária, Comercial e Industrial de Vitória da Conquista – a Expoconquista - 2010, o tema Empreendedor Individual atraiu um grande número de microempresários interessados em tirar suas dúvidas para formalizar seus negócios.



Com a presença do superintendente do Sebrae/Bahia, Edival Passos, do presidente da Coopmac – Cooperativa Mista Agropecuária de Conquista, Claudionor Dutra Neto e demais autoridades, a Expoconquista – 2010 vai abrigar o recorde de 386 estantes em toda sua história de 80 anos do evento, além de espaços para 1.500 animais entre bovinos, equinos e caprinos. Espera-se a presença de mais de 200 mil pessoas até o próximo dia 28 quando serão encerradas as atividades.



Na Feira Coopmac-Sebrae que conta com 145 estantes, praça de alimentação e de shows artísticos, mais de cinco mil pessoas entre empresários, técnicos e interessados deverão participar das palestras programadas pela Coordenação Regional do Sebrae nos três auditórios disponíveis no evento, contando ainda com atendimento ao público em geral.




Previdência Social




Em sua palestra sobre Empreendedor Individual, o gestor do Sebrae, Cláudio Machado ficou impressionado com a procura dos microempresários que querem entender a lei federal que legaliza os pequenos negócios no país. Segundo Cláudio, a maior preocupação do empreendedor individual é com os benefícios da previdência, sobre se vão se aposentar e qual tempo de idade e contribuição.



Pela lei geral, o empreendedor que se formalizar pode se aposentar por tempo de contribuição, desde que ele complemente o recolhimento em 9% do valor do salário mínimo. Outra dúvida é quanto ao faturamento anual que não pode exceder a R$36 mil e não é obrigado a emitir nota para pessoa física, mas sim para pessoa jurídica. Outra obrigação é reter as notas fiscais de compras das matérias-primas. Com a Receita Federal, o empreendedor vai comprovar que não ultrapassou o faturamento através de sua declaração todo mês de janeiro.



Quanto ao alvará das prefeituras, Cláudio afirmou que a orientação para quem tem atividade de alimentação, explosivos e químicos é que faça uma consulta prévia na sua prefeitura sobre a liberação do funcionamento no local. No entanto, explicou que, no momento que ele faz seu registro, a própria lei concede ao empresário uma autorização por 180 dias de funcionamento até que seja regularizado.



Como se trata de uma lei federal, a prefeitura deve se adequar às normas e não pode cobrar o primeiro alvará de licença. Muitas prefeituras, conforme informou, estão dando tratamento diferenciado a essa categoria e cobrando valor bem menor na renovação do alvará.



Em Jequié, por exemplo, o prefeito determinou uma cobrança de apenas R$20,00 na renovação. O município que já regulamentou a lei prevê tratamento diferenciado para as empresas, inclusive optantes do Simples. Sobre a queixa de algumas prefeituras com relação a possíveis perdas na arrecadação, o palestrante disse que o executivo deve antes de tudo pensar nos ganhos sociais com a formalidade, sem contar os benefícios em termos de geração de empregos e renda ao longo dos anos.




Conhecer a lei




O empresário informal Paulo Ramos da Silva, do ramo de confeitaria veio da zona rural para participar da palestra com intuito de aprender e depois se formalizar. “Primeiro vou ver se vale a pena se inscrever para depois legalizar meu negócio”.



O presidente da Associação de Artesanato de Conquista, seu Osvaldo Fernandes de Souza levou 15 convidados da sua entidade para acompanhar a palestra. Disse que todo mundo está interessado em se cadastrar, mas antes quer conhecer melhor a lei. A entidade, com 20 anos de funcionamento, conta com mais de 500 filiados e mais de 200 ativos, todos ainda individuais e informais.



Outros temas como Novas Tendências do Varejo e os Desafios na Área de Vendas para Atender o Novo Perfil do Consumidor, tendo como conferencista o professor Garrido, lotaram os auditórios do Sebrae. Para hoje (dia 20) estão previstas mais nove palestras, inclusive oficinas do empreendedor ministradas pela empresa Bunge que fez uma exposição de seus produtos na abertura da Feira Coopmac-Sebrae.

quinta-feira, 18 de março de 2010

A UESB E A SOCIEDADE

Não muito distante em termos físico e geográfico (apenas uns cinco quilômetros da cidade), mas ainda longe nos tempos modernos e tecnológicos em termos de presença material e espiritual na comunidade. É assim que ainda enxergo a participação e a interação da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – Uesb com relação à sociedade de Vitória da Conquista.

Não bastam os projetos de extensão que pela legislação a autarquia é obrigada a desenvolver dentro do seu raio de ação, para justificar sua função e sua existência. Para ser mais claro, estou falando aqui da universidade, que é custeada pelo contribuinte, tornar suas atividades, especialmente de interesse direto da comunidade, mais transparentes através da discussão e do debate aberto com as diversas camadas da sociedade.

A sensação que se tem, na minha humilde visão, é que esses cinco quilômetros parecem 500, e que a Uesb cada vez mais se fecha como se fosse uma empresa privada de donos e não tivesse satisfação para prestar para o povo. Ao longo desses anos que estou aqui em Conquista tenho observado que os eventos de grande interesse da população são sempre realizados lá, internamente, como se fossem somente direcionados para seu corpo acadêmico.

Quero fazer aqui uma distinção entre assuntos internos acadêmicos dos temas mais amplos e abrangentes que devem contar com a participação de todos os segmentos da sociedade para que possam e tenham a oportunidade de apresentar suas sugestões e propostas. É compreensível que uma questão de ordem técnica, disciplinar e concernente às suas normas de funcionamento só interessa ao seu corpo docente e discente.

No entanto, uma conferência e um seminário de comunicação, a inauguração de uma rádio, um debate na área social e da educação e até mesmo o processo de uma eleição para reitor, só para citar exemplos, são do interesse de todos e não somente dos estudantes, dos professores e dos funcionários.

Não é muito distante, mas vamos convir que fica difícil o deslocamento de pessoas até lá para se fazer presente aos eventos programados pela instituição. Nem todos têm o transporte particular, e o coletivo é por demais deficitário. Nesses casos, qual o mais lógico: a Uesb ir onde o povo está, ou o povo ir até a Uesb? Ela dispõe de estrutura para ir até onde o povo está como diz o artista-poeta.

Não consigo entender como uma conferência de comunicação é programada para ser realizada na Uesb e não no Centro de Cultura, ou noutro local do centro da cidade. A comunicação não apenas do interesse dos estudantes de Jornalismo. É uma questão que envolve e em muito a sociedade. A rádio é gerida pela universidade, mas é totalmente pública.

Diante do exposto, permitam-me dizer que o convívio direto da universidade com a comunidade tem deixado muito a desejar, ao ponto de muitos dizerem que “é coisa da Uesb” quando se relaciona a algum evento social e político que está se realizando naquela autarquia.
Tive que me alongar um pouco para tocar na questão mais atual que é o processo eletivo para a reitoria. Por que não estender e levar esse debate para toda sociedade? Por que é pouco divulgado e é só discutido internamente em assembléias? Só interessa àqueles grupos? Que democracia é essa?

Afinal de contas, como já disse, a Uesb é paga pelo povo. A universidade não tem donos, nem é uma empresa particular como fazem alguns prefeitos e políticos com a coisa pública. Além do mais, ela é constituída e formada de cabeças pensantes e de doutores que sabem, pelo menos teoricamente, quais suas funções e obrigações perante a população. Infelizmente, na prática não é assim que tem funcionado.

Outro problema que aqui levanto é a respeito da participação eleitoral dos representantes, ou delegados da sociedade, no processo de escolha do reitor. Se não me engano, reza sua legislação que também membros dos movimentos e entidades social-empresariais têm o direito de votar, e a reitoria tem a obrigação de convocá-los. Por que, então, isso não foi feito?

Não é o caso de uma comissão do povo entrar com um requerimento junto ao Ministério ou Defensoria Pública para que essa legislação seja cumprida? Aqui eu pergunto: Não cabe uma ação nesse sentido? Seria bom que o setor jurídico e o próprio corpo da reitoria esclarecessem esse questionamento. A comunidade tem o direito de saber como tudo funciona, da forma mais transparente possível.

Na verdade, o que se percebe é um isolamento e um distanciamento entre Uesb e sociedade. É preciso que haja um debate popular em torno dessas questões, mesmo porque a autarquia (antes era fundação) tem um orçamento igual ou superior ao da Prefeitura de Conquista e não pode ser de alguns, nem pertencer a grupos políticos.

A Uesb, criada em 1980 – se bem que sua história começou nos anos 60 com os cursos de Filosofia e Letras – é um patrimônio do município e da região sudoeste onde atua, com três campi (Itapetinga, Conquista e Jequié) e mais de 20 cursos. Os comentários são de que Jequié já planeja ter sua própria universidade e declarar sua emancipação do reino. É outro assunto a ser esclarecido.

Até agora sua sede é em Vitória da Conquista que tem um PIB de quase R$2 bilhões; 320 mil habitantes; quase 200 mil eleitores; é a 7ª economia da Bahia; e o pólo mais dinâmico do Nordeste. Atualmente a cidade faz ligação através da Avenida Olívia Flores, mas não está tão ligada e sintonizada assim com a comunidade. Ainda persistem os ruídos de comunicação. Falta mais transparência nos seus projetos, programas e atividades.

domingo, 14 de março de 2010

PERMISSÃO PARA MATAR

Não se falou mais da Chacina de Vitória da Conquista, ocorrida na noite de 28 para 29 de janeiro, quando um grupo de exterminadores da polícia deu fim a 14 pessoas no bairro do Alto da Conquista.


Onde está o resultado do processo do comando da polícia? E os processos sigilosos do Ministério Público? E os soldados que foram para Salvador? Quais os reais motivos que levaram os bandidos a atirar nos militares que subiram o morro naquela noite, ferindo mortalmente o soldado Marcelo Márcio Lima? Na verdade, o que faziam lá naquela noite? E a versão dos bandidos? Que fim levaram?


São perguntas que os cidadãos que pagam seus impostos e vivem numa sociedade que se diz democrática, num Governo que se diz participativo, têm o direito de respostas. Não falo como jornalista, mas como membro dessa comunidade. Na semana passada aconteceu em Salvador, no bairro do Pero Vaz, outra chacina onde quatro pessoas foram mortas pela polícia. Tudo isso me faz lembrar o filme 007 onde o agente da rainha tem a permissão para matar.


Podem até me achar de ranzinza e chato, mas causa indignação e revolta viver numa sociedade onde as leis são burladas justamente por aqueles que deviam respeitá-las para que se confiasse nelas e servissem de exemplo para mudanças de conduta. O que ocorre é que tudo virou um mundo cão e a pena de morte foi instituída na base da metralhadora. O anormal virou normal e a impunidade é quem dita as normas.


Tenho todo direito de me revoltar com essa situação e com esse tipo de tratamento que nos é dispensado, qual seja de não dar satisfação dos fatos bárbaros de matança. Se eles têm a permissão para matar, seria bom que isso estivesse inserido claramente na Constituição para que não restasse mais dúvidas. É a sociedade do faz de conta. Quando será a próxima chacina de Conquista?


Na semana passada falei aqui dos atos violentos na história de Vitória da Conquista que até hoje não tiveram solução. Simplesmente caíram no esquecimento. Essa chacina, certamente será mais uma para nossa vergonha ou para orgulho e consentimento de muitos de que aqui é a terra da pistolagem como ficou conhecida lá fora.


Pena que a maioria do nosso povo tenha chegado a insensatez de que polícia tem mesmo que matar. Lamentável que não se acredite mais nas instituições de nosso país. O tecido social está todo esfarrapado e se tornou um trapo que não adianta mais ser remendado. O próprio sistema estúpido se encarregou de dilacerar os valores humanos.


Infelizmente, já era mesmo esperado, diante da impunidade em que nos acostumamos a viver, que a matança ia, pouco a pouco, se tornar num emaranhado de processos sigilosos, obtusos e num labirinto sem saída. Não foram apenas quatro militares os culpados pela chacina, mas um “mutirão da morte” que já chegou ao alto da Serra disposto ao extermínio e à vingança.


Nesse teatro todo, coube à imprensa o papel de coadjuvante, com um texto morno de passar alguns recados para a platéia. Que peça decepcionante e frustrante! Um enredo capenga e sem final! Será que vai haver um segundo ato ou coisa parecida?


O Ministério Público, conforme se noticiou, apontou a participação de 35 militares no mutirão, um número expressivo que mancha toda corporação. Eles serão julgados, sentenciados e presos? Serão afastados? A resposta, a sociedade descrente já tem na ponta da língua; Não vai dar em nada. Bem que o pastor Martin Lutter King dizia que o pior de tudo é o silêncio dos bons. É o que mais se vê hoje no país?


Fizeram caminhada da paz só para tapiar, massagear ou enganar a consciência? Não aguento mais esses movimentos que mais parecem propaganda de sabão em pó com os mesmos discursos distantes dos alvos. Estamos vivendo um processo de dormência profunda que não ouvimos nem sentimos mais a cavalaria do capitalismo passar por cima de nós.


Precisamos de manifestações e atos reivindicatórios dos nossos direitos contra a falta de segurança. Precisamos de protestos diários a favor de uma educação de qualidade para todos, sem essa de cotas, sem discriminação e sem reserva de mercado. Como disse o poeta Geraldo Vandré: Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.


Precisamos de saúde digna e de um socialismo com a face humana. Sem conscientização política não vamos chegar lá. Nossos governantes estão preocupados é com o poder e com a máxima de que os meios justificam os fins. O resto que se dane. As chacinas passam e os votos caem nas urnas nos passos dos eleitores movidos pelas promessas e pelas esmolas. Não dá mais para continuar.

GERA LEITE AUMENTA 50%



A partir da parceria do Sebrae/Bahia com a Federação da Agricultura do Estado (Faeb) e Senar-Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, o Grupo Gera Leite (14 produtores) e o Gestor de Corte (20 proprietários), constituídos há dois anos na microrregião de Itapetinga, contribuíram para o aumento de 50% da produtividade do rebanho.

Esses índices de crescimento foram confirmados pelo presidente da Cooleite-Cooperativa de Produtores de Leite de Itapetinga, Antônio Rodrigues de Oliveira e pelo criador da fazenda Porangaba, Haroldo Pereira de Almeida durante visita do diretor Operacional do Sebrae/Bahia, Paulo Manso Cabral aos projetos no município. .

Na Cooleite, Paulo Manso, acompanhado do coordenador regional do Sebrae de Vitória da Conquista, Cláudio Cardoso e do gestor de projetos Lívio Muniz, se inteirou do programa e conheceu todo sistema da unidade de processamento de leite e fabricação de queijo, doces e manteiga.Um grupo de técnicos e representantes do Sindicato dos Produtores Rurais de Itapetinga fez uma explanação sobre os projetos, mostrando os avanços tecnológicos e ganhos de produtividade conquistados nos últimos dez anos pelos produtores da microrregião.

Na Coopardo- Cooperativa dos Produtores do Rio Pardo, a equipe do Sebrae foi recebida pelo presidente Rômulo Souto Coelho. O diretor Operacional ficou impressionado com o sistema de informatização da empresa que controla toda produção de seis toneladas de rações por hora.
A matéria-prima de grãos (milho e soja) é adquirida na região de Barreiras e toda produção da Cooperativa é comercializada no mercado interno da Bahia. Pela primeira vez, o Sebrae, em conjunto com a Faeb, já está concluindo projeto de gerenciamento comercial que será executado com a Coopardo, visando incrementar o mercado distribuidor de seus produtos de rações.


OS AVANÇOS COM O GRUPO


O presidente da Cooleite e produtor Antônio Rodrigues conta que antes a atividade predominante na região era o gado de corte e de forma extensiva. No entanto, a partir da instalação da unidade de laticínio e da parceria Faeb/Senar/Sebrae as coisas mudaram muito para melhor, especialmente em termos de produtividade de leite.

De acordo com ele, com a criação do Grupo Gera Leite os avanços nos ganhos de produção já são bem visíveis. Em sua opinião, o trabalho com o Sebrae na área de gestão gerencial e a assistência de um veterinário e de um zootecnista foram fundamentais para aumentar a produção do grupo de 14 participantes em torno de 50%.

Outro dado que ele cita é que do custo total do programa o produtor só entra com 25%. O investimento seria bem maior se o criador fosse contratar esses técnicos – observa Antônio Rodrigues. “Hoje sentimos a grande diferença entre quem participa e quem está fora do Grupo Geral Leite”.

No seu caso específico, destacou que antes possuia vacas que eram para criar bezerros, mas que hoje com a introdução da genética e do melhoramento da pastagem cada animal já produz 40 litros de leite por dia que são comercializados no mercado, cobrindo os custos.

O grupo dos 14 que são associados da Cooleite já produz em torno de 14 mil litros de leite por dia. A Cooperativa, cuja usina tem capacidade para processar 80 mil litros por dia (trabalha com cerca de 30 mil litros) conta hoje com 120 associados e 400 fornecedores.

Da produção, 70% são de cooperados e o preço ao criador por litro pago varia entre R$0,47 (produção de difícil acesso) até R$0,59 para o produto de boa qualidade (gelado). Mesmo assim, Antônio Rodrigues reconhece que o setor ainda tem muito espaço para avançar em termos tecnológicos.


EMPREENDEDOR RURAL


O presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Itapetinga, Henrique Brugni Saraiva Araújo disse que a parceria com o Sebrae e Senar é de suma importância para a microrregião. O programa gestor de leite e corte, segundo ele, orienta de forma clara e adequada como o produtor deve alcançar seu aumento de produtividade e aumentar seus negócios.

Com a gestão gerencial dada pelo Sebrae, de acordo com o dirigente sindical, o proprietário da fazenda passa a ser um empreendedor rural. Destacou que nos últimos 10 anos houve um avanço considerável na qualidade dos rebanhos, acrescentando que o criador não está mais acomodado como antes quando confiava apenas no solo e no clima. “Hoje não dá mais para produzir extensivamente como antes”.

Henrique Saraiva afirmou que no período de 2008/09 o sindicato atravessou uma situação difícil com 32 filiados e apenas seis na ativa, mas que hoje já conta com 84 associados, com tendência de ampliação desse quadro. A microrregião abrange 11 municípios com um milhão e 200 mil cabeças de gado, inclusive parte do Planalto de Conquista. Só Itapetinga tem mais de 300 produtores e um rebanho só superado por Itamaraju, no Extremo-Sul da Bahia.

O criador Haroldo Pereira de Almeida começou sua atividade no município de Itapetinga há cinco anos. Ele é um dos participantes do grupo gestor de corte com 20 membros e afirmou que sem o apoio do Sebrae e da Federação da Agricultura não teria hoje as 500 cabeças da raça nelore dentro do padrão de qualidade. A partir da ajuda, assinalou que sua fazenda passou a ser conhecida e a participar dos leilões, sem contar a organização que adquiriu como empresa.

O consultor e zootecnista Silvio Cardoso de Oliveira que presta serviços ao Sebrae e à Faeb declarou que os avanços tecnológicos a partir das parcerias são significativos, mas observou que o crescimento ainda não é maior por causa das descapitalização dos produtores, sem contar os rigores estabelecidos pela legislação trabalhista e ambiental. Segundo ele, esses fatores terminam desestimulando os produtores.

quinta-feira, 11 de março de 2010

70 PALESTRAS NA COOPMAC-SEBRAE


Empresários, técnicos, estudantes universitários e o público interessado em geral vão contar com mais de 70 palestras que serão oferecidas durante a 7ª Feira Coopmac-Sebrae a ser realizada na 44ª Exposição Agropecuária, Comercial e Industrial e 8ª Exposição Nacional de Vitória da Conquista – a Expoconquista -2010, no período de 20 a 28 de março.

Toda programação das palestras, sem custo para os participantes, acaba de ser fechada pela equipe da Coordenação Regional do Sebrae/Conquista, conforme adiantou o coordenador Cláudio Cardoso que está anunciando para este ano um arrojado projeto de atividades de atendimento que começa no dia 19 com a realização de sete eventos em média por dia. Com capacidade para 80 pessoas, o Sebrae espera atender mais de cinco mil participantes nos dez dias.


PALESTRAS E OFICINAS


Como maior novidade deste ano para agregar participantes de diversos setores da economia, Cláudio Cardoso informa que a área Coopmac-Sebrae vai contar com três auditórios, sendo que o terceiro será destinado à realização de oficinas para empreendedores. Outra novidade é que o espaço será aberto também aos estudantes universitários que vão ter palestras sobre “Desafio Sebrae” e conhecer toda estrutura do órgão.

Empreendedor Individual, Apresentação Institucional do IEL, Capacitação de Líderes, Plano de Negócios, Cine Empresarial, Importância do Planejamento Estratégico, Como Elaborar Pesquisas de Mercado, Novas Regras Contábeis, Administração de Tempo, Planejamento Financeiro Empresarial, Gestão Ambiental, as Excelências no Atendimento, Comunicação e Marketing, Questões do Crédito, as Tendências Profissionais, Franquias – o que é, Desenvolvimento de Conquista e potencialidades, entre outros temas serão abordados por palestrantes do Sebrae, IEL, Uesb (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia), Senac, a Bunge (empresa que atua na área de oficinas) e representantes dos bancos do Brasil, Nordeste e Credicon.

Para o terceiro auditório estão programadas as oficinas de Croissants, folheados e mini pizzas de fibras, Confeitaria: Rocambole, torta e bolos, Torteletes de frutas e cestinhos de chocolate, Biscoitos peti-four e biscoitos champanhe, Produtos naturais: Esfirras e bolachas folheadas de fibars, Culinária básica, Risotos, Massas e molhos italianos.

Para o dia 25, a partir das 8h30min, será realizada a reunião do Comitê Gestor da Mandiocultura, com término previsto para 17 horas. Nos outros dias, a maioria das palestras tem início previsto entre 16 e 18 horas, com encerramento das atividades por volta das 22 horas.

Pela tradicional Feira deverão passar cerca de 200 mil pessoas nos 136 estandes de três mil metros quadrados de área. Vários temas do mundo empresarial, inclusive a lei do empreendedor individual, serão focados por palestrantes da região e de Salvador.

Além dessa programação, o Sebrae, em parceria com a Cooperativa Mista Agropecuária Conquistense (Coopmac), vai mostrar produtos derivados da cachaça, móveis do Planalto de Conquista e uma variedade de outros itens da região sudoeste como artigos de confecção, artesanato, alimentos, bebidas em geral, utensílios domésticos, perfumaria, cosméticos e demais setores do agronegócio, da indústria, do comércio e serviços..

Como em todos os anos, a Feira Coopmac-Sebrae contará ainda com uma área de shows musicais com artistas da terra na Praça da Alimentação. Em todas as edições, segundo Cláudio Cardoso, o evento tem superado as expectativas em termos de público e de negócios fechados, recebendo visitantes da cidade, da região e de outros estados como de Minas Gerais, Pernambuco, Sergipe, Alagoas e até de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, especialmente da área de móveis.


A EXPOCONQUISTA – 2010


Os preparativos para a Expoconquista -2010 que será realizada no Parque de Exposições Teopompo de Almeida seguem em ritmo acelerado numa área de 200 mil metros quadrados e 250 estandes fixos. Consolidada com evento tradicional no calendário regional e nacional de exposições agropecuárias, a Expoconquista deverá receber neste ano mais de 200 mil visitantes oriundos de 88 municípios da região e de 14 estados brasileiros.

No espaço deverão ser expostos 1.500 animais e realizados cinco leilões. Para tanto, áreas foram ampliadas para receber novos estandes e uma pista de julgamento para bovinos. O presidente da Coopmac, Claudionor Dutra disse que neste ano haverá muitas novidades para o público.

O evento contará também com a participação de empresas, entidades assistenciais dos mais variados setores, a exemplo de restaurantes, produtos agropecuários, máquinas e implementos agrícolas, empresas de comunicação, instituições financeiras (Banco do Brasil, do Nordeste, Bradesco e Credicon), concessionárias, roupas, equipamentos de energia, telefonia, lazer, educação, dentre outros.

Como novidade, estarão presentes duas aeronaves da empresa Paradise que produz e exporta aviões para vários países. Vão participar ainda a Volvo (caminhões) e a New Holland (construção civil). O leilão de animais terá seu espaço garantido, mantendo a tradição dos negócios para o melhoramento das raças. Estão agendados cinco leilões que deverão oferecer mais de 400 animais para serem arrematados.

Tem destaque ainda a presença de equinos, especialmente dos cavalos Mangalarga Paulista, Mangalarga Machador, Compolina e a raça Paint Horse. Claudionor Dutra acredita que será a maior exposição de equinos já realizada na história de Conquista.

Os bancos vão dispor de linhas especiais de financiamento para aquisição de qualquer produto exposto no Parque de Exposições. Além dos negócios, o evento será um ponto de encontro para lazer e cultura. Durante a Expoconquista haverá um parque de diversão que apresentará um novo brinquedo instalado pela primeira vez na América Latina.

A programação conta também com shows nos finais de semana. Não poderiam faltar os rodeios, a Feira da Economia Solidária, os cursos e palestras nas mais variadas áreas, o concurso leiteiro, o teatro infantil e um espaço de visitas para os estudantes da cidade.

segunda-feira, 8 de março de 2010

FATOS VIOLENTOS


Ia falar da Poluição Visual em Vitória da Conquista e o destino do Cine Madrigal, mas a Chacina ou a Noite de Terror de 28 a 29 de janeiro no bairro Alto da Conquista que deixou 14 mortes, inclusive de adolescentes, me fez lembrar dos atos mais violentos na história da cidade e que ficaram até hoje sem solução e condenação dos culpados.

Antes mesmo da passagem do príncipe alemão Maximiliano pela Vila da Conquista, por volta de 1817, o desbravador da terra João Gonçalves da Costa já se queixava dos atos de violência de roubos, furtos e homicídios. Seu filho, Antônio Dias de Miranda, espécie de delegado, fazia diligências e pedia reforços de armas e homens ao presidente da Província da Bahia para controlar a situação.

Vamos deixar de fora as guerras entre os coronéis que resultaram em muitas mortes, destacando a Tragédia de Tamanduá (distrito de Campo Formoso) em 1895 que deixou 22 mortes da mesma família, tendo como protagonista o coronel Domingos Ferraz de Araújo. Foi uma carnificina. Já em 1918 aconteceu a luta entre Peduros e Meletes, envolvendo os poderosos Manoel Emiliano Moreira de Andrade e Fernandes de Oliveira Gugé.

De acordo com historiadores, entre 1916 e 1919 e até meados de 1930, a política em Conquista era violenta e os jagunços sempre estavam a postos para atender aos coronéis e matar sem piedade. O mais irônico é que Conquista já era conhecida como a Terra das Rosas. Tivemos também as rixas entre as famílias Gusmão e Ferraz. Nos anos 60 a cidade se desenvolveu com a chegada da Rio-Bahia (BR-116), trazendo progresso, , civilização, mudanças de mentalidade e renovação para a paz.

Mesmo assim, de tempos em tempos o povo de Vitória da Conquista é surpreendido com tragédias de violência e práticas criminosas cujos processos terminam sendo engavetados e esquecidos. São os chamados crimes insolúveis que “não dão em nada” no modo de dizer de grande parte da sociedade que perdeu a confiança nas instituições e autoridades constituídas, principalmente no nosso Brasil de hoje da impunidade.

A Tragédia do Natal, numa tarde de 1931, foi outro fato que abalou a cidade, deixando mortos o mecânico Vicente Calvacante de Albuquerque e o cabo Jerônimo Alves Sampaio. Tudo aconteceu na casa do sr. D´Artagnan de Melo Menezes. Ficaram ainda feridos o sargento Argemiro Couto, o soldado Bendito e o ex-soldado Malagueta. A briga teve início em um bar na rua da Muranga (Siqueira Campos) quando o mecânico desacatou o destacamento policial.

Para não ir muito longe, dentre muitos atos de violência, podemos citar a invasão da Santa Casa da Misericórdia, em 17 de agosto de 1968, quando soldados invadiram o hospital e mataram o preso Orlando Gomes Sampaio que se encontrava ferido a bala naquela casa de saúde. O fato começou em Tanhaçu onde o sargento José Secundino Costa e o soldado Manoel Correia foram mortos quando tentavam prender o criminoso Luiz Souza (o Luizinho). Quando o marginal estava sendo preso, Orlando, seu cunhado, decidiu defendê-lo e na luta alvejou mortalmente os policiais.

Ferido, Orlando foi levado, por interferência do capitão Camerino de Araújo, para a Santa Casa. Mesmo sob a custódia de seis soldados, no dia 17 de agosto, o hospital foi invadido por homens armados, tudo indicando ter sido uma trama da Polícia Militar. O prefeito da época era Fernando Spínola e o caso ficou até hoje sem ser esclarecido.

Só para citar os casos mais recentes, na década de 90 tivemos o assassinato do prefeito do município de Manoel Vitorino. O fato ocorreu em Conquista, se não me engano, no bairro Candeias, deixando viúva e filhos pequenos. Em 1993, mataram o dono do “Jornal do Estado”, João Alberto Ferreira Souto. Logo depois aconteceu o caso do marinheiro que apareceu morto na delegacia. Todos estes crimes foram engavetados ou nem existem mais como ocorrências de repercussão nacional.

Outros fatos marcantes, inclusive quando da época do delegado Feitosa, estão no roll dos crimes que ficaram sem resposta e punição dos verdadeiros culpados. Nesta década 2000 teve o assassinato da cobradora de ônibus e de mulheres que perderam a vida. A grande maioria dos bárbaros crimes foi largamente noticiada pela imprensa local, estadual e nacional, reforçando mais ainda a visão, muitas vezes distorcida, de que Conquista é uma cidade perigosa, violenta e de pistolagem.

A mais recente tragédia é a Chacina de Conquista, na noite de 28 de janeiro, quando um bandido atirou mortalmente no soldado Marcelo Márcio Lima que subia a paisana com seu colega o bairro Alto da Conquista. Como revide, soldados subiram a Serra do Periperi e exterminaram 14 pessoas, muitas delas, friamente.

Há 15 dias, uma força-tarefa do Ministério Público e Secretaria da Segurança Pública está em Conquista investigando os fatos. Até o momento os processos correm em sigilo, com poucas entrevistas esclarecedoras para a imprensa que tem se limitado aos registros das ações. Lamentavelmente, tomando como base os outros atos, boa parte da sociedade, descrente nas instituições, só comenta que “tudo vai dar em nada.”

Como já sabemos, até agora somente três ou quatro soldados foram encaminhados a Salvador e esperam um pronunciamento definitivo da Justiça. As notícias ficaram escassas na imprensa e quase ninguém fala mais no assunto que colocou Conquista mais uma vez nas manchetes como cidade violenta. Quando virá a resposta?