segunda-feira, 28 de novembro de 2011

VAMOS ÀS COMPRAS

É a roda do consumismo. Os lojistas de Salvador promoveram o Feirão do Nome Limpo, no Centro de Convenções. No primeiro dia apareceram nas longas filas mais de 15 mil. E não era para comprar feijão e arroz, mas produtos supérfluos. O negócio agora é comprar, se endividar, não pagar e depois limpar o nome. É o incentivo à malandragem. Não vale a pena ser bom pagador.

Os comerciantes, na ânsia de vender mais, ofereceram descontos de até 50% do valor das dívidas e de 100% nos juros e multas por atraso nos pagamentos. Quem limpa o nome ainda concorre a prêmios de até R$50 mil. É uma prova de que os preços são escorchantes, mas ninguém quer ficar de fora. O Procon dá até dicas de como sair do vermelho. Todos às compras como no estouro da boiada.

Vale tudo para aumentar o consumismo e, consequentemente, elevar a produção industrial e emporcalhar o meio ambiente. Quem prega a desconstrução, definitivamente está navegando num mar de utopias. Não existe mais voltas para a catástrofe ambiental. No Brasil são quase dois celulares por pessoa e milhões de aparelhos jogados no lixo.

Parece exagero mais não é. Os defensores das grandes corporações empresariais do planeta já levantaram a bandeira do discurso de que essa de aquecimento global é uma balela. Nas festas de final de ano o que importa é comprar e comprar. Virou uma obrigação comprar. Imperdoável aquele que não entrar numa loja para adquirir um presente de Natal. É ingrato, grosso e anti-social.

E por falar em Natal, a festa voltou a ser profana como nos tempos Celtas. As pessoas são empurradas pela mídia e pelas propagandas a fazer festanças com muita comida e presentes, mesmo que não tenham condições. As confraternizações cristãs do nascimento em homenagem ao menino Jesus cederam lugar ao consumismo desenfreado.

Muita gastança e vazio interior como depois de uma forte ressaca de muita bebedeira e prazer material. Por falta de humanismo e calor humano, a festa passou a ser triste e depressiva. O comprar e dar um presente contam mais que um forte abraço de amor. Mais que um carinho.

Nesse turbilhão de consumismo exagerado, milhões ficam de fora da festa da mesa farta cheia de presentes descartáveis. Restam a eles as doações que chegam para alguns como prêmios de consolo de final de ano. Esse “espírito de solidariedade” parece emergir como forma de se desculpar da superficialidade. Será que esse gesto sela nossa parte no “contrato” para o reino dos céus?

SOMOS RICOS?

Todos os brasileiros são ricos e não sabem. Afinal de contas, pagamos as maiores taxas de impostos do planeta, beirando os 38% do PIB (Produto Interno Bruto), sem falar no IPVA mais alto. São Paulo é a cidade mais cara. Os parlamentares são os mais bem pagos, sem falar nas mordomias. O judiciário constrói palacetes e faz ternos que custam mais de mil reais.

Dizem que a economia vai muito bem, mas muita gente morre nos corredores dos hospitais por falta de atendimento. Nos brejões do Nordeste temos situação de pobreza comparada com países da África como a Somália e o Congo. No sul existem faixas que são verdadeiros pedaços da Bélgica e da Holanda.

Mas, o fundador da Microsoft, Bill Gates, não sabe disso e sugere que o Brasil aumente suas doações a países pobres. Igual a ele, muitos lá do exterior conhecem superficialmente a realidade do país. Vão na onda da propaganda de uma sexta potência econômica.

Bill Gates quer que o Brasil separe uma parte do orçamento para ajuda externa, uma vez que o país está rico com enormes reservas petrolíferas. Com isso teve até gente sugerindo que o governo brasileiro estenda o Bolsa Família às nações africanas.

Pela idéia, podemos até inverter as posições e adotar Portugal como colônia. Mandaremos dinheiro para Itália, Espanha, Grécia e Irlanda. É um motivo de muito orgulho como disseram os fisiologistas do PMDB. Por que eles não mandam as fortunas deles tiradas de nossos bolsos? Querem mesmo dar esmolas com o chapéu dos outros.

Tudo isso é uma grande piada com nossas caras, enquanto os Estados Unidos gastam quase três bilhões de dólares com programas espaciais para visitar Plutão. Na terra um bilhão passa fome e miséria. Bill Gates chega a sugerir que o Brasil dedique 0,7% do seu PIB à ajuda externa, o equivalente a 12 bilhões de dólares por ano.

Muitos batem palmas e se sentem orgulhosos, mesmo convivendo lado a lado com os deficientes serviços públicos, como na saúde e na educação. Afinal, somos resignados e não indignados. Multidões lotam os estádios de futebol e 600 mil comparecem na “Caminhada do samba”.

Quanta energia desperdiçada, quando devia ser utilizada para combater a corrupção e os desmandos na política, como das primeiras-damas! Somos ricos e não sabemos, mas de comodismo e falta de ação para brigar pelos nossos direitos que foram roubados há muito tempo. Preferimos de bom tom pagar caro pelos serviços privatizados a lutar pelo o que é nosso de direito. Estão aí os pedágios nas estradas e agora os cartórios que não mentem.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A COR DA PELE

Quem escreve tem sempre uns “diabinhos” ao pé-do-ouvido, tentando se intrometer para mudar o rumo da história. Querem entrar no enredo como personagens. O título não era propriamente este, mas invadiu minha tela e lá ficou, talvez por causa de dois primorosos e corajosos artigos do advogado, poeta e compositor Walter Queiroz e do antropólogo Luiz Mott publicados no jornal A Tarde no final de semana.

Os dois falaram praticamente do mesmo assunto, desmistificando conceitos afroascendentes que estão querendo impor na Bahia. Enquanto o planeta “pega fogo” com “occupy wall street”, os movimentos árabes e dos indignados na Europa, ficamos aqui discutindo a cor da pele.

Sem rodeios, Walter disse que, talvez por mero oportunismo político, endeusam-se na Bahia os afroascendentes como uma categoria étnica apartada dos demais baianos. Acrescentaria, na minha modesta visão, de que só existe uma etnia, a etnia brasileira numa junção do africano, do indígena e do colonizador europeu, incluindo aí uma ponta dos mouros.

Afirmou ainda Walter que a reverência ao continente africano não deve subestimar a participação aborígene na nossa formação, assim como não se pode negar o sangue colonizador. Para ele, causa espanto o conceito turismo étnico, se são três povos em um.

Apesar da tragédia que foi a escravidão, já é tempo de superar as lamúrias que atrasam um novo acordo social onde não haja mais lugar para privilégios e cotas de reparação. Que elas sejam para todos baianos pobres, de todas as cores e tribos. Segundo o poeta, tentar africanizar a Bahia é um desserviço à identidade e a originalidade de um povo genial.

Na mesma linha, Luiz Mott diz que um dos mitos mais danosos à construção de uma verdadeira democracia racial é o racionalismo, isto é, a tentativa de colocar o racismo como culpado de todas as mazelas dos afro-brasileiros. Cotas não só para negros, mas para todos os segmentos mais discriminados da sociedade. Complementaria de que devemos sim, cobrar uma política séria de qualificação dos serviços públicos para todos.

Da forma como certos movimentos negros se posicionam, está se encaminhando para uma frente perigosa de separação de cor, e não é isso que se quer. Sem essa de cor de pele. Vamos premiar a capacidade e o mérito. Na semana passada, um antropólogo chamou de discriminação a atitude de um padre por não dar comunhão aos participantes da missa de sétimo dia em homenagem a uma mãe de santo.

Ora, cada religião tem seus ritos com suas normas as quais devem ser obedecidas por aqueles que deles participam, como acontece no próprio candomblé. Existem certos rituais na liturgia que iniciantes não têm acesso e ninguém diz nada e não se condena. Muito me admira um antropólogo não saber disso. Qualquer ato hoje já é logo considerado como discriminação e preconceito. No princípio católico qualquer casal separado, por exemplo, não pode receber a comunhão, como também quem não for batizado na Igreja.

Um “diabinho” continua aqui buzinando no meu ouvido e querendo também entrar na história. Está falando aqui de que não queremos uma direita reacionária no país. Queremos que a “esquerda” do poder mude todos os fisiológicos e oportunistas adesistas que aí estão nos tripudiando.

Está bradando que Carlos Lupi, do Trabalho, mentiu várias vezes e superou Maluf no cinismo. Que ele é um desqualificado e que a presidente Dilma tenha a humildade de reconhecer as denúncias da mídia e o demita, para o bem da nação. Não é momento para queda de braço com a imprensa.

O “diabinho” está acusando que o Ministério do Trabalho virou um balcão de negócios das centrais sindicais, para abocanhar os dois bilhões de reais todos os anos do imposto obrigatório dos trabalhadores. É uma guerra de foice a facão (tem até morte) para ver quem mais cadastra sindicatos.

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) está soltando um punhado de dados onde constatam que, apesar de melhoras, as desigualdades sociais no Brasil são alarmantes, principalmente na Bahia e Maranhão que ocupam os índices maios negativos de pobreza, analfabetismo, educação, saneamento e saúde.

No entanto, sempre ouvimos dos governantes (não é de hoje) anúncios de obras e mais obras, além de números fantasiosos de crescimento e desenvolvimento. Que estatísticas são essas? Ocorre que a melhora social chega minguada, numa proporção bem menor que o aumento da fatia do bolo que fica com os mais endinheirados. É o bolo do sistema de Delfim Neto que persiste. Pensam que a fatia do Bolsa Família vai acabar com a desigualdade.

Os partidos políticos sempre disseram em seus programas eleitorais que estão trabalhando pela melhora da educação e da saúde, mas só vemos mazelas e desigualdades. Se trabalham tanto, por que os resultados não melhoram as camadas mais desfavorecidas como devia? È porque estão trabalhando para seus bolsos.

Mostram as estatísticas do IBGE que os 10% mais ricos têm renda média mensal 39 vezes maior do que os 10% mais pobres. É a cara do sistema capitalista despudorado e depravado. É o 1% contra os 99% dos clamores do Occupy Wall Street.

Em 2000, 62,2% dos domicílios tinham acesso à rede de esgoto e fossa séptica. Em 2010, esse percentual ainda é de 67,1%. Coisa mais terrível é no Nordeste onde somente 45,2% têm rede de esgoto. A melhora da qual os governantes e políticos tanto falam é vergonhosa em relação ao pico da concentração de renda. Há anos que essa cantoria vem atormentando nossos ouvidos.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

"HERÓIS" E CAFAJESTES

O comportamento enviesado da vida política e social dos brasileiros está recheado de uma boa matéria-prima para escritores, colunistas, cineastas e artistas em geral. Basta observar o cotidiano das pessoas que cada vez mais se fecham no individualismo egocentrista. Se estiver bom para ele, que se danem os outros.

Infelizmente, em nosso país quando alguém pratica um ato de honestidade é logo considerado como herói. Se a pessoa encontra uma carteira ou bolsa com dinheiro e devolve ao dono, logo sua imagem sai na televisão com direito ao sucesso de 15 segundos.

Quem faz mais heróis neste país é a mídia, especialmente a televisiva, para montar seus espetáculos. Aconteceu recentemente na prisão do traficante “Nem”, da favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. Foi só um tenente recusar a oferta de um milhão de reais para liberar o bandido e logo correram para transformar o militar num grande herói.

A mídia não foi muito adiante e ficou sem graça porque o oficial descartou o título, ou a comenda, dizendo que tinha simplesmente cumprido sua obrigação para que seus filhos lhe olhassem como exemplo. Num país tão escasso de honestidade, fazer o certo virou coisa rara e foco para imagens que roubam a cena principal.

No caso da Rocinha, a invasão das tropas federais e estaduais era a notícia jornalística mais importante, se bem que a matéria poderia ter sido mais aprofundada e explorada, como a reação de muitos favelados que não gostaram da ocupação porque vão deixar de receber as cestas básicas e o auxílio pecuniário dos bandidos.

É uma questão para ser discutida e refletida. Não foi mostrado que alí, há anos, o chefe dos traficantes mandava descarregar toda semana um caminhão de verduras e frutas para os moradores; distribuía cestas básicas; e ajudava manter as creches. E agora como vamos ficar sem esses benefícios? O Governo vai fazer isso? Foram interrogações feitas por muita gente.

Faltou a mídia analisar esse lado perverso e cruel de dominação do poder paralelo, em decorrência de muitos anos de abandono dos governos. Por falta de uma saída através da escolaridade e de outros meios de libertação da miséria, o brasileiro se acostumou e se acomodou ao vício de assistencialismo. Rende-se ao primeiro que lhe oferece um prato de comida pronto. Fica escravo do dono da comida.

Faltou a mídia dizer que muitos se recusaram a deixar sua casas com temor de que soldados entrassem e levassem seus pertences como já ocorreu em outras invasões. É o outro lado cafajeste. Como reconquistar a confiança com outros serviços de melhora que não sejam as cestas básicas?

Vivendo por muito tempo sob o domínio dos traficantes, muita gente ainda não confia na proteção da polícia e prefere o outro lado. Normal seria que a honestidade não tivesse se tornado caso de heroísmo. Este é um assunto para ser debatido pela sociologia dos abandonados.

O cafajestismo não está só nos políticos que roubam, ficam impunes e ainda são eleitos para cargos públicos no executivo e no legislativo. De tanto ser passado para trás desde os tempos coloniais, o brasileiro incorporou o lado cafajeste e cínico. Acha que também tem o direito de ser safado.

Agora mesmo o Governo está querendo empregar o desempregado para reduzir os custos do seguro-desemprego. Acontece que as pessoas nessa situação não querem. Preferem o seguro e arranjar um bico por fora. Outros passam o tempo desocupados, curtindo a grana.

De tanto ver os maus exemplos, os que estão na camada mais baixa também entendem que têm o direito de serem astutos, aproveitadores, oportunistas e cafajestes. Aí o ambiente geral fica deteriorado e podre. Tudo fede. Quando aparece um que se recusa a aceitar algum tipo de desonestidade se torna herói na mídia.

Fica difícil mudar a mentalidade dessa gente quando se vê ministros do Governo mentindo e praticando suas maiores cafajestadas para se dar bem. Agora mesmo o Carlos Lupi, do Trabalho, tudo faz para não deixar a cadeira. Faz até declaração de amor em público à presidenta. É desaforado e cafajeste como disse Ricardo Noblat em sua coluna. Não se incomoda com o ridículo.

O Brasil é o único país do planeta onde um ministro é demitido e depois é elogiado na passagem de seu cargo para outro correligionário de partido. Fazem coro e choram. Precisamos fazer um campeonato de cafajestadas porque de heroísmos não dá para fechar mais que dois ou três times.

Para as “esquerdas” do poder, as denúncias de corrupção não passam de golpe das elites. Quem é a elite hoje? Os banqueiros e os empresários estão contentes. Os sindicatos e os estudantes também. A oposição, praticamente não existe.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

OS SATISFEITOS

De um lado um país com uma taxa de escolarização menor que a do Paraguai e Bolívia, e com um atendimento precário na saúde onde pobres padecem nos corredores da morte dos hospitais. Do outro um país cujas previsões de economistas e agências de avaliações o colocam como candidato a ser a 6ª maior potencia econômica do planeta.

Pipocam escândalos de corrupção por todos os lados, e os brasileiros já se acostumaram a viver num tiroteio cerrado de roubalheiras e de desrespeito aos seus direitos. Como os que recebem suas benesses por fazerem parte do poder, também nos sentimos satisfeitos com o resto que nos dão.

Aceitamos de bom grado as desigualdades abissais do sistema e até concordamos, humildemente, que sempre foi assim e não há como mudar o que aí está. Dá para dormir com um barulho desses? Oh quanta contradição!

Tem muita gente que entende que as desigualdades e as injustiças sociais estão apenas na cor da pele e aí tudo vira racismo e preconceito quando não se concorda com certas “políticas ditas de reparação” que só fazem dividir e elevar ainda mais as injustiças. Não tiram dos bolsos deles. Fazem média com o chapéu surrado dos outros.

Se o cara é pau-de-arara, ou já foi; tem uma pele menos clara não se pode falar nada contra essa pessoa. Tem que se concordar com tudo que ela diz e faz, senão você será vítima de xingamentos rancorosos e depreciativos .

Agora mesmo o prefeito de Salvador foi taxado de racista só porque vetou um projeto dos vereadores de abrir cotas nos concursos públicos para negros. É proibido pensar o contrário e expressar idéias. Quem sempre foram os conservadores neste país? Pior é que sempre acreditamos na “bondade” deles.

Enquanto isso, quanto ao baixo nível de escolaridade do Brasil que ocupa a 84ª posição no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) todos nós estamos satisfeitos já que não existe indignação.

A maior expressão de indignação e protesto do brasileiro é quando seu time perde. Aí ele berra de raiva, esbraveja e, se for possível, quebra estádios; esmurra os jogadores e mata os árbitros.

De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), nesse ranking o Brasil fica atrás de dez países da América Latina, e na região, abaixo do Chile e da Argentina.

A taxa de escolaridade do nosso país é de apenas 7,2 anos. A de alfabetização de adultos no Brasil é inferior à da Bolívia. A escolarização em universidades fica aquém da do Paraguai. A mortalidade entre adultos supera a de Colômbia e México.

Simplesmente uma vergonha nacional, se bem que a Renda Nacional Bruta per capita de US$10.162 não é tão baixa. O Brasil é um caso para se analisado num divã. Muita coisa está errada nessa nossa gestão política, e isso não é só de agora.

Será que vamos mesmo conseguir ser a 6ª maior potência econômica e entrar no roll dos países mais desenvolvidos mantendo o mesmo nível baixo de escolaridade e cometendo as piores desigualdades e injustiças sociais? E a corrupção e a impunidade desenfreada vão continuar nesse ritmo?

Será um caso raríssimo para estudos psicanalíticos de comportamento. O que nos faz satisfeitos com esta situação é a submissão histórica que nos impuseram desde os tempos coloniais onde sempre imperou um tipo de coronelismo escravizante, espoliando os mais pobres, sem escrúpulos.

Com o tempo foi se perpetuando a mentalidade de que os desmandos de hoje são justificáveis porque há muito tempo e em governos passados eles já existiam e eram praticados. Aí, a corrupção se tornou um ato normal de quem está hoje no poder.

Agora mesmo, o deputado federal pelo PC do B, Daniel Almeida, propôs investigar os convênio irregulares e viciados de propinas das ONGs bandidas do Governo de FHC. Certamente vão achar muitas sujeiras. E aí, as de hoje serão justificáveis?

Ora, as “esquerdas” antes de assumirem o poder não pregavam mudanças e seriedade com a coisa pública? Não eram para dar exemplo? Não deveriam ter investigado há muito tempo e condenado com cadeia os corruptos do passado?

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi incorporou o conselho “casco grosso” de Lula e já disse que nem bala o derruba porque é forte e gordo. Bravatas de sempre! Como ministro não sabia o que vinha acontecendo na sua pasta? Seu criador Leonel Brizola deve a esta altura estar se revirando no túmulo ou no além onde estiver.

A faxina tem que começar por Brasília e não adianta mudar ministro se o sistema corrupto continua. Brasília está amaldiçoada. Todo governo carrega uma ficha suja, a começar pelo governador do Distrito Federal.

Se os brasileiros estão satisfeitos, existem os satisfeitos dos satisfeitos como as centrais sindicais que recebem até dinheiro do Fundo de Amparo ao Trabalhador e se solidarizam com o ministro. Os estudantes da UNE pegaram os R$30 milhões do povo e gastaram em congressos e encontros.

Enquanto isso, nosso povo continua penando nos corredores da morte dos hospitais. Os poderosos vão para o Sírio Libanês. Eles não colocam seus filhos nas escolas públicas. Quem diz isto é visto como maldito e merece ser linchado em praça pública. Oh quanta mentira! Oh quanta hipocrisia!