quarta-feira, 29 de julho de 2009

CENTRO DA CACHAÇA EM CONQUISTA

Desde a década de 90 que os produtores de cachaça da Bahia vêm lutando contra todos os obstáculos para melhorar a qualidade do produto e ampliar os mercados, inclusive no exterior. Depois de muitos debates e reuniões com entidades, técnicos e órgãos do governo, a proposta de criação do primeiro Centro de Tecnologia e Negócios de Derivados de Cachaça da Bahia deverá ser concretizada até o final do ano com sede em Vitória da Conquista.

A indicação da unidade tecnológica para oferecer suporte e assessoramento aos produtores, especialmente do sudoeste, ficou definida na última reunião do dia 28, nas instalações do Infet/Conquista (antigo Cefet), entre os segmentos interessados, representantes do Sebrae, do IEL (Instituto Euvaldo Lodi da Federação das Indústrias), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado.


Melhoria da qualidade


Dentro do Projeto Produzir da Secretaria de Ciência e Tecnologia, os parceiros discutiram detalhes e procedimentos do programa para implantação do novo centro que irá passar informações e conhecimentos necessários para que os produtores possam melhorar a qualidade da cachaça através da aprendizagem de novas técnicas de industrialização. A área comercial, visando a conquista de novos mercados, também será reforçada a partir da unidade que irá funcionar nas dependências do Infet/Conquista.

Trata-se de uma unidade de difusão e conhecimento de derivados de cachaça para todo Estado – explicou o representante da Secretaria de Ciência e Tecnologia, Djalma Barbosa. A localização do centro recaiu em Conquista pelo seu potencial econômico como rede de distribuição, contando ainda com a vantagem de ser um pólo de desenvolvimento da região sudoeste onde está concentrada grande parte da produção de cachaça do Estado, conforme análise dos técnicos e produtores.

Na verdade, o centro vai envolver todos os derivados da cana de açúcar, como a cachaça, rapadura e outros produtos, e contará com uma gestão executiva para coordenar os trabalhos de acompanhamento dos produtores no processo de industrialização e incremento de seus negócios.
A idéia do centro é justamente a de criar condições para o crescimento do setor que vem encontrando uma série de dificuldades, como a obtenção do selo de qualidade e a concorrência desleal por parte dos clandestinos com o comércio ilegal da cachaça.

De início, de acordo com Júlio Chompanis, coordenador do Programa de Desenvolvimento das Atividades Empresariais do BID, o centro irá beneficiar um universo de 300 produtores formalizados e informais do sudoeste, abrangendo as regiões de Abaira (Jussiape, Piatã e Mucugê), Caetité e Caculé, Rio de Contas e Livramento de Nossa Senhora, Piripá no Vale do Rio Gavião e Itarantim.

Os últimos detalhes para instalação do centro serão debatidos numa próxima reunião, mas ficou decido que a unidade começará a funcionar ainda neste ano. A aquisição de equipamentos para o projeto será feita pelos parceiros, mas depois o centro, que terá um executivo representante, será mantido pelas associações e cooperativas.


IMPOSTOS E A CONCORÊNCIA


As maiores dificuldades, mesmo com todas as estratégias mercadológicas montadas pelos produtores e parceiros envolvidos com a fabricação de cachaça, têm sido a alta tributação do IPI (mais de 80%) e a pesada concorrência da indústria de outros destilados, como vinhos, uísques e fermentados. A própria Cachaça Industrial ou de Coluna paga menos impostos e apresenta preços mais baixos de seus produtos.

A saída recomendada por Paulo Mesquita, do Sebrae/Bahia, para esses entraves é a participação cada vez mais intensa em feiras e eventos, bem como ações promocionais de campanhas e divulgação na área de marketing que gerem novos negócios.

De acordo com levantamentos, o volume de produção na Bahia é superior a cinco milhões de litros por ano (no Brasil cerca de 1,3 bilhão de litros), mas somente 350 a 500 mil litros no Estado são de alambiques legalizados. A cachaça de qualidade enfrenta a competitividade do produto clandestino e o preconceito do público consumidor que prefere a vodka e o uísque.

Além do mercado interno que absorve a maior parte da produção, uma das saídas é a conquista do comércio exterior. Nessa área a cachaça de Abaira já deu o primeiro passo com a venda, em março do ano passado, de um lote de 21 mil garrafas para a Itália. Existe a expectativa de mais 80 mil litros para o mesmo país neste ano de 2009 como informou Nelson Luz Pereira, membro da Coopama (Cooperativa dos Produtores Associados de Cana e seus Derivados da Microrregião de Abaira) e chefe do escritório local da EBDA). Também, participa do comércio exterior, a cachaça “Serra das Almas”, em Rio de Contas.

Há quatro anos no mercado, a cachaça “Engenho Bahia”, no município de Ibirataia (Extremo Sul), foi a primeira a receber a marca do Inmetro (no Brasil só existem 28 com essa marca) e apenas os estados do Rio Grande do Sul, Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo e Bahia têm essa certificação.

Tanto Josafar Rebouças, diretor de Vendas da “Engenho Bahia” como o produtor Nelson Luz, de Abaira, afirmam que, apesar dos problemas, a cachaça tem crescido nos mercados interno e externo, bem como melhorado sua participação em feiras e eventos, como na Feira Coopmac-Sebrae no início do ano, em Conquista.

Além da questão da tributação, Nelson se queixa da burocratização para a Cooperativa de Abaira conseguir o selo, “mesmo com o cumprimento de todas as normas trabalhistas e da legislação”. De acordo com Nelson Luz, a região de Abaira produz hoje cerca de 150 mil litros por ano de cachaça engarrafada que é vendida pela Cooperativa a R$10,00 por unidade. A entidade vai produzir também o açúcar mascavo, o cristal e outros derivados.

Em Rio de Contas funcionam dois alambiques, a Tombad’ Ouro e Serra das Almas. Só a Tombad’Ouro produz 10 mil litros por ano que são destinados ao mercado interno. Mas, o produtor da unidade, Luis Carlos Farias garante que o sonho é conquistar o mercado externo.

Outras marcas que estão lutando pelo mercado são a Matinha (Piripá) e a Taquaril (Licínio de Almeida) da Coodecana (Cooperativa de Produtores de Derivados de Cana do Vale do Rio Gavião). Segundo o presidente da entidade, Jurandir Costa Viana, as duas fábricas produzem por ano cerca de 180 mil litros.

O Brasil possui cerca de 40 mil produtores de cachaça, sendo que mil fazem a chamada aguardente, ou a cachaça industrial. Os demais são produtores de cachaça de alambique, segundo a Federação Nacional de Produtores de Cachaça de Alambique.

A informalidade no país é estimada em mais de 90%. Na Bahia, o segundo Estado maior produtor depois de Minas Gerais, esse índice não é diferente. Existem no Estado cerca de sete mil pontos de produção, sendo 40 formais e apenas 15 de excelência.

O imposto da cachaça no Brasil é definido pelo valor do produto no mercado. Uma boa cachaça chega ao ponto de venda pagando até 83% em tributos. O produtor, então, que faz uma bebida com maior valor agregado, acaba pagando três vezes mais de imposto que a indústria.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

ATIVIDADES CULTURAIS

A partir do mês de agosto, a Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Cultura e Turismo, deverá realizar uma série de projetos culturais no centro da cidade, com shows musicais de artistas da terra. A temporada está programada para o início de agosto em alguns dias da semana nos finais das tardes, com apresentação de música popular, chorinhos e outras linguagens artísticas, na praça 9 de Novembro e aos sábados pela manhã no Beco da Tesoura.
A idéia é estimular nas pessoas o gosto pela cultura. A programação cultural também tem o objetivo de tornar a cidade mais atrativa para visitantes que passam por Vitória da Conquista. O novo calendário pretende diversificar as atividades culturais que geralmente são realizadas nas festas de Final de Ano e no São João. Parece que a Prefeitura está disposta, aos poucos, montar uma política cultural para o município como é anseio de toda comunidade.
E para quem não sabe, está vindo aí o Projeto Cultural do Banco do Nordeste que visa construir uma casa voltada, especificamente, para apresentação de shows musicais, espetáculos de teatro, de dança, lançamento de livros, exposições de artes plásticas e outras expressões artísticas.
Tudo leva a creer que essa Casa da Cultura será construída na praça Sá Barreto, ao lado do antigo Colégio Diocesano e do Museu Padre Palmeira. O projeto envolve mais de um milhão de reais de investimentos todos os anos do Banco do Nordeste. Vamos torcer para que tudo dê certo, pois Conquista precisa muito voltar a ser o centro da cultura na Bahia, como já foi antigamente.

domingo, 26 de julho de 2009

ATÉ QUANDO SARNEY?

OI VOVÔ, OBRIGADO PELO EMPREGO. NEM PENSE EM DEIXAR ESSA CADEIRA.



Sabe aquele bicho-monstro da literatura de ficção que criou tentáculos em torno do seu corpo e gerou outras crias que terminaram por dominar todo um reino de poder até as águas profundas e sombrias dos oceanos? Assim são os tentáculos de Sarney e sua família que ocupam por muitos anos a Capitania do Maranhão e estenderam seus braços musculosos e feios por toda região do Planalto de Brasília.



Esse senhor maribondo com seus tentáculos vem demonstrando, ao longo dos seus quase 60 anos de política, uma performance insaciável de se apoderar do que é nosso por direito. Vive a rondar de dia e de noite os ambientes propícios para aplicar seus golpes mortais e tornar mais longas suas garras. Vive a tirar o pão da nossa boca.



Os colunistas políticos Samuel Celestino e Dora Kramer na edição de um jornal da capital de domingo (dia 26) expressaram muito bem o limite insuportável das ações de Sarney e sua família em termos de práticas ilícitas. Em tom de desabafo e ira, a pergunta que se faz, segundo o próprio Celestino, é até quando Lula permanecerá na trincheira em defesa de Sarney?



O colunista foi muito feliz ao citar as “Catilinárias” do tribuno Marco Túlio Cícero que do Senado da antiga Roma não se cansava de combater as afrontas e as tramóias de Lúcio Catilina. Fez-me lembrar do meu tempo de seminarista, estudante de Latim, que tinha por obrigação traduzir e estudar os discursos de Cícero. O professor de Latim era um carrasco, mas a descoberta das palavras fortes e mortíferas contra o seu alvo valeu a pena todo sacrifício.



No auge de sua raiva e rancor, Cícero indagou da Tribuna: Até quando, Catlina, abusarás da nossa paciência? A frase é apropriada a Sarney, mas Lula também não pode abusar de sua popularidade por muito tempo.



Extraordinário orador e filósofo, Cícero pronunciava seus discursos dos degraus do Senado, fazendo ecoar sua ira por toda Roma. O mais conhecido dos seus quatro discursos recebeu o título “Já Não Podes Viver Mais Tempo Conosco”. Catilina caiu e deixou o Senado.



Cito aqui neste comentário, como fez Celestino em sua coluna, o mesmo trecho do desabafo de Cícero contra o impostor: Até quando, Oh Catilina! abusarás da nossa paciência? Por quanto tempo ainda há de zombar de nós essa tua loucura? A que extremos se há de precipitar a tua audácia sem frio? Nem a Guarda do Paltino, nem a ronda noturna da cidade, nem os temores do povo, nem a afluência de todos os homens de bem, nem este local tão bem protegido para a reunião do Senado, nem o olhar e o aspecto destes senadores, nada disso conseguiu perturbar-te? Não sentes que os teus planos estão à vista de todos? Não vês que a tua conspiração a tem já dominada todos estes que a conhecem? Quem, dentre de nós, pensas tu que ignora o que fizeste na noite passada e na precedente, em que local estiveste, a quem convocastes, que deliberações foram as tuas?



Como o PT está analisando tão estranho jogo de Lula? O Partido acabará pagando a conta nas próximas eleições e não ficará pedra sobre pedra. Como disse Samuel Celestino: O Senado se transformou numa fossa séptica entupida, cujo chorume escorre por seus corredores. Oh, Sarney, já não podes viver mais tempo conosco.



Há muitos anos que Sarney encara o Senado como extensão de sua própria casa ou das empresas de sua família, onde só ele, seus parentes, netas e netos, sobrinhos e sobrinhas, amigos e compadres podem fazer o que bem quiserem. Não podes mais conviver conosco. Basta de tanta conspiração.



Como bem avaliou a colunista Dora Kramer, o período autoritário dos milicos afastou a política da sociedade e atrasou brutalmente o processo. Acrescentaria que os homens que entraram, prometendo alívio, viraram as costas para a ética e a seriedade. Preferiram deixar o povo alienado para se perpetuarem no poder. Fizeram com que muitos voltassem, erradamente, a ter saudades dos tempos da ditadura.



O cidadão tem que obrigar, como fez repudiando a inflação, o agente público a se adaptar a um modelo de conduta. Como qualquer outro mercado, o eleitorado também é regido pela lei da oferta e da procura. Se há grande volume de mercadoria podre em circulação na política, é porque há aceitação do produto – como bem se expressou Kramer.



Digo mais que mercadoria podre na feira não deve ser comprada porque faz mal à saúde, e os hospitais públicos não cuidam da população pobre. Faça com que o feirante jogue as frutas podres no lixo, longe dos animais.



O pior é que atitudes fisiologistas e corruptas estão também entranhadas no seio do povo. Mas é preciso que o político se conscientize de que ele primeiro deve dar o exemplo. Acontece é que ele se viciou a compartilhar a fisiologia com seu eleitorado como forma de garantir e se eternizar no poder.



No entanto, como colocou a colunista Dora Kramer, imaginemos que por uma força coletiva ou ação de um líder de verdade que se disponha a organizar o recinto e conduzir um projeto de depuração cultural, mudasse a mentalidade do eleitor.



Não precisamos de candidatos santos, mas que apenas renunciem às suas orgias com o dinheiro público, e se conduzam dentro das normas de civilidade e de respeito ao próximo. Mas, infelizmente, até hoje, nosso político identifica a direção dos ventos, mede a força das marés e segue a corrente da natureza.

sábado, 25 de julho de 2009

PARAÍSO DA PIRATARIA

Do centro da cidade nas adjacências da praça Barão do Rio Branco à Feira do Paraguai, no bairro do Sumaré, Vitória da Conquista virou o reino e o paraíso da pirataria de CDs e DVDs, além do Jôgo do Bicho. Sabemos que é um grande problema social de pessoas desempregadas que estão tentando ganhar uns trocados para sobreviver, mas são ilícitos que acarretam prejuízos maiores na economia e provocam o fechamento de lojas legalizadas que trabalham pagando impostos.
As autoridades são as maiores culpadas porque fazem vistas grossas para o problema e se acomodam no sentido de encontrar alternativas de trabalho para essas pessoas. A solução requer um conjunto de esforços nas esferas federal, estadual e municipal. Enquanto não se oferece uma saída, as ruas invadidas por ambulantes de CDs e DVDs passam uma imagem negativa e de desmando para a cidade.
A coisa de avolumou de uma forma que é difícil encontrar em Conquista uma loja de produtos originais e de vendas regulares. É bom que se diga que a pirataria em Conquista não é somente de CDs e DVDs. Existe muito contrabando de outros produtos, e uma rede criminosa de copiadores de músicas e filmes. As polícias, civil, militar e federal sabem muito bem onde elas funcionam em forma de quadrilhas. Por que não fecham?
Embora com maior visibilidade em Conquista, a pirataria tornou-se um comércio legal e normal nas grandes cidades do país. Em nossa Salvador, por exemplo, uma queda de 40% no mercado de aluguel de DVDs levou ao fechamento de mais de 600 videolocadoras. O número dessas lojas, estimado em 700 há dois anos, passou para apenas 30. Não existem dados precisos com relação a Conquista, mas, em termos proporcionais, este índice pode ser bem mais alto por aqui.
No âmbito nacional, das 12 mil lojas abertas em 2007 só existem hoje três mil que sobreviveram à ação dos piratas, mas a tendência é cair mais ainda. O setor que já empregou 75 mil pessoas no Brasil, hoje emprega cerca vde 22 mil. Se as locadoras em Salvador lançavam 180 DVS por mês, hoje não ultrapassa 50. Em Conquista se você quiser um lançamento original, tem que fazer um pedido fora.
A pirataria hoje concorre com os filmes que estreiam nos cinemas, inclusive os baixados através da Internet. Uma cidade como Conquista, terra de Glauber Rocha, não existe mais um cinema no centro da cidade. O último que fechou foi o Madrigal. Por outro lado, a grande maioria das videolocadoras que conseguiu sobreviver aluga DVDs piratas. Pelo que se sabe, só existe um estabelecimento que trabalha com filmes originais.
Em Salvador, muitas empresas estão investindo em filmes evangélicos, tendo em vista que ainda é um segmento que a pirataria não se interessou. Como no Brasil a corrupção virou uma prática normal, ninguém dá importância para o problema e todos compram produtos piratas, contribuindo mais ainda com a sujeira e a sonegação de impostos.
Se o governo federal não toma uma providência para reduzir os impostos das gravadoras e combater a pirataria, as auotoridades policiais não estão nem aí. Aliás, boa parte da polícia leva sua comissão por fora para deixar a coisa rolar, como acontece em Conquista. Uma das formas de contornar o problema seria baixar os preços dos CDs e DVDs, tornando-os acessíveis para as pessoas que valorizam a cultura.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

PEDÁGIO 171

Ser de esquerda é ser ético, honesto e pensar no coletivo, o que já é, nos tempos atuais, uma raridade na política e nas pessoas em geral, principalmente aquelas que estão dentro do poder.
O político tem o poder como rumo e a manipulação da máquina pública como instrumentos de satisfação pessoal. A elite intelectual sabe que tudo é anacrônico e está destorcido, mas não dá o braço à torcer. Os empregados do povo só geram tormentos e agruras.

Doloroso perceber que nosso povo indolente e acomodado não consegue enxergar a malandragem da qual é vítima diariamente. Os brasileiros adoram mesmo ser enganados pelo conto do vigário, por mais batido que seja o golpe.

Continuamos comendo churrasco de gato no lugar do de boi. Lamentável a falta de consciência política e de capacidade para interpretar os fatos. Fazem-nos de trouxas e de idiotas. Tem um ditado que diz que nem tudo que reluz é ouro.

O brasileiro vive uma ressaca daquelas brabas de quem tomou uísque paraguaio. Será que não sofremos a invasão de alienígenas que torraram nossos miolos e nos deixaram lerdos, sem condições de pensar?

Vejam o caso do pedágio nas BRs 324 e 116 (Rio –Bahia) que vão nos empurrar a partir do próximo ano, sob alegação de que as estradas privatizadas vão ser mantidas em perfeitas condições de tráfego. É mais um estelionato, envolvendo um lucrativo negócio.

Lendo matérias nos jornais, observei que boa parte dos entrevistados está feliz da vida, sem questionar. O pedágio é mais uma afronta. Hoje quem tem carro não é só a elite, sem falar no encarecimento dos produtos transportados por caminhões.

Essa boa parte adora ser explorada e pagar dois impostos: um para o governo e outro para o setor privado. Aleluia! Agora vamos ter dois patrões! Para essa gente, é bom pagar taxas para os senhores empresários capitalistas sugadores que vão encher as burras de dinheiro.

É só raciocinar de que já existem as altas cobranças de IPVA todos os anos, sem contar outros impostos, que deveriam ser revertidos para a conservação das vias federais e estaduais. Portanto, já é obrigação dos governantes fazer a manutenção das estradas. Isso não é dupla cobrança?

Somos esfolados por pesados tributos e, se quisermos educação e saúde de qualidade, temos que pagar. E a segurança? Bateu recorde a cobrança de impostos no ano passado (R$1,3 trilhão), bem como a péssima distribuição.

Mas não, o povo gosta mesmo de ser ludibriado e nada de protestar e contestar a safadeza. Pela lógica, não existe necessidade de privatização das rodovias. E se vai fazer isso, que elimine ou reduza significativamente o IPVA. E vem aí a privatização dos cartórios.

Desperdiçam, desviam e roubam nosso suado dinheiro e depois dão as estradas prontas de mão beijada para as empresas que amanhã vão financiar suas campanhas políticas eleitoreiras. Para um bom entendedor, bancam suas campanhas com a nossa grana, e ninguém se levanta.

Aí argumentam que na Europa também existem pedágios, mas não dizem que em muitos países não existe esse tal de IPVA e que os impostos retornam totalmente em benefícios para os usuários e o povo em geral.

O PT não foi contra as privatizações das siderúrgicas e dos setores de telefonia e luz? Não sou a favor, mas desconfio dessa defesa ferrenha contra a privatização da Petrobrás. Não é tanto pelo sentimento nacionalista e de que a estatal é nosso patrimônio intocável.

A questão é que a Petrobrás hoje é a galinha dos ovos de ouro do Governo do PT para se perpetuar no poder. É de lá que sai a montanha de votos, inclusive através de ONGs, fundações, sindicatos e centrais.

É preciso que se tenha coragem para dizer e esclarecer essas verdades, sem medo de ser patrulhado, linchado e metralhado com o rótulo de direita. Por que tanto silêncio dos intelectuais e dos bons? Quanto as instituições, estas estão desacreditadas e desmoralizadas.



UNE E SECRETÁRIOS


Oi vovô, eu quero um emprego de secretário aí no Senado para meu namorado, com horas extras e pensão vitalícia, sem obrigação de marcar presença. Ah, minha netinha! Só isso? É só falar com o Agaciel. Aproveita que as ofertas estão em liquidação.

Lula tem um medo danado de perder Sarney e o defende como uma mãe agarrada à sua cria. Não somos tão burros para não compreender os motivos. Só existe um: manter o poder.

O mais desanimador e desesperançoso neste país é que aqueles que estão do outro lado também nos envergonham e têm a mesma intenção maligna de se refestelar no poder. Vivemos numa encruzilhada dos diabos: se ficar o bicho come, se correr o bicho pega.

A corja que aí está vai se sentar ao lado do trono do próximo imperador, não importa a cor. A única solução é fazer uma faxina geral e tirar todo lixo das salas e dos quartos, inclusive o que está debaixo dos tapetes. Todo sistema está podre e contaminado.

Os políticos e governantes não se consideram tão astutos e inteligentes? Deviam se tocar que já judiaram bastante do povo e não se cutuca o cão com vara curta. As pessoas mais mansas e cordeiras podem se tornar criminosas e assassinas desde que abusem e enxovalhem demais delas.

Cadê nossa gloriosa UNE – União Nacional dos Estudantes que tanto orgulho representava em defesa dos direitos do povo sofrido? Virou chapa-branca, meu amigo. O novo presidente Augusto Chagas acha legítimo o governo federal patrocinar o movimento estudantil. Para ele, é normal receber milhares de reais dos cofres públicos para realizar congresso e construir sua sede.

No embalo, está apoiando até a permanência de Sarney no Senado. A UNE, que vergonha! Agora se curva a qualquer descalabro em troca de dinheiro. A entidade que já foi nossa força e nossa voz se associa a quem lhe paga com dinheiro alheio. Seu comportamento, tristemente, se alia à campanha do “eu também me lixo para a opinião pública”.

Definitivamente, perdeu a legitimidade e denota o desinteresse da estudantada em tratar as questões nacionais com seriedade. Defende a mesma posição da tropa de choque comandada por Renan Calheiros. O novo presidente pode ser comparado ao suplente Wellington Salgado que nunca teve um voto do eleitor. A opinião da UNE foi vendida como mercadoria.

E os nossos secretários baianos (existe a mutreita também em outros estados) que comem uma bolada boa por mês como conselheiros de estatais! Legalizaram a imoralidade neste país.

O campeão da bufunfa é o secretário Rui Costa (Relações Institucionais) que embolsou mais de R$135 mil de janeiro de 2008 a junho de 2009. Os outros Edmon Lucas (Desenvolvimento Regional), Adeum Sauer (Educação), Marcio Meirelles (Cultura) receberam em torno de R$100 mil. Ai é onde entra o esquema de enganar o povo de que um secretário tem salário de R$12.011,90 por mês.

Na verdade, eles ganham mais que o Governador, o que fere a Constituição. E os ministros da República? Nem se fala! Agora mesmo, os ministros Franklin Martins, Dilma Rousseff e Guido Mantega estão entre os nove conselheiros da Petrobrás. Comparecem uma vez ou outra e ganham por mês quase R$77 mil. Eles são conselheiros de que? Só pode ser de embromação.

Nós no Brasil somos súditos sem direitos. Tratam-nos como lixo, que somos volúveis e que não temos opinião formada. Lá nos países civilizados existe vergonha na cara e quando alguém comete um deslize é preso, excluído ou a pessoa se mata.

Quem deveria ser jogado no lixo como pano encardido é Sarney e seu bando de ladrões. Mas, Lula sempre tenta enxaguá-lo e limpar suas nódoas. Agora ele recomenda ao novo Procurador-Geral da República a sempre investigar pensando na biografia de quem está sendo investigado.
Sabe com quem está falando? Quem tem biografia, mesmo à custa das trambicagens e do “é dando que se recebe” pode roubar e se enriquecer ilicitamente. Para Lula, crime é matar. E os corruptos não matam lentamente as camadas mais miseráveis dos brasileiros que vivem sem saúde e passam fome porque os recursos públicos foram roubados por eles?

A ira e o clamor do povo contra as mazelas e as patifarias dos poderes constituídos (Executivo, Legislativo e Judiciário) estão estampados nos espaços reservados aos leitores nos jornais e nas revistas.

É um termômetro das revoltas. Acham que vão continuar abusando de nossa paciência por muito tempo? Cuidado com o retorno das ações perversas e sádicas!

O Nordeste cresce, mas a qualidade de vida não melhora. Segundo pesquisas da Fundação Getúlio Vargas, o modelo não criou impacto sobre a qualidade de vida e dos indicadores de desenvolvimento socioeconômicos. Assim diz o IDSE – Índice de Desenvolvimento Social dos Estados.

Dá para aceitar que as regiões mais pobres como o Nordeste pagam tarifas de energia mais altas que as regiões ricas? A explicação da Agência Nacional de Energia é que o custo de investimento nas redes do Nordeste é maior que no Sul e Sudeste. E quem nos protege? A quem apelar contra as aberrações?

Andam dizendo por aí que o Brasil está no topo do mundo. Não é bem assim. A produção do país representa pouco mais de 1% do PIB mundial. O crescimento anual médio per capita do Brasil foi de 3% nos últimos anos contra 7% dos outros emergentes China, Rússia e Índia.

E a popularidade de Lula lá fora? Ainda é visto como o “cara” operário que saiu do Nordeste faminto num pau-de-arara e conseguiu um feito inédito de ser presidente da República.

Os gringos quase nada conhecem da nossa realidade, nem que somos credores de uma dívida social e de reformas de base que nos prometeram quando se formou, há 20 anos, uma frente dita de esquerda séria e comprometida com a ética e com a mudança tributária, a reforma agrária e política, principalmente.

Acreditem que essa PPE - Política Pública Equivocada não vai durar por muito tempo. Estão forçando muito a barra e nos fazendo de bestas e otários. Mas, tudo isso tem um tempo, tem um limite. A promiscuidade dos políticos está numa linha perigosa. Espadas afiadas podem cortar suas cabeças. Não dá mais para garantir tanta safadeza e imoralidade.

domingo, 19 de julho de 2009

COMPANHEIROS DE FRALDAS

Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão. Assim dizia o escritor português Eça de Queirós lá pelo final do século XIX. A frase se aplica muito bem ao Brasil de hoje. Não é preciso interpretar o que ele quis falar com isso. Aqui as fraldas não são trocadas há séculos. Daí toda essa fedentina que dá vômitos. Eles hoje são todos aliados, grandes companheiros da sujeira.



Naquela época, o velho Eça, escritor dos clássicos de “O Crime do Padre Amaro” (1870/74), “Primo Basílio” (1878), “Os Maias” (1887/88) e “A Ilustre Casa de Ramires”, já denunciava as mazelas dos políticos governantes e o farisaísmo da sociedade burguesa de Portugal. Conterrâneo de Antero Quental e de Guerra Junqueira, o escritor realista não poderia ser mais direto no seu recado.



Há quase trinta anos, o tratamento companheiro entre os membros do PT, sob a batuta de Lula, servia para separar e diferenciar pessoas sérias e éticas de outras conservadoras, direitistas e corruptas. Passou o tempo sem mudar as fraldas, e a mistura transformou todos em grandes companheiros, sem distinção. Pelo desgaste, poderia mudar o termo para camaradas. Não importa, daria no mesmo.

Mas, existe mais mistério entre o céu e o inferno do que a minha vã filosofia. Estamos sendo devorados pelos espíritos malignos que se alimentam de carnes humanas. Os deuses conspiram, e nosso povo vive de delírios, confundindo vozes de anjos com alaridos de lobos raivosos e famintos.

No Senado, Jader Barbalho, Antônio Carlos Magalhães - ACM (já se foi), Renan Calheiros e José Sarney (três vezes presidente) formaram e ainda formam, não a trindade, mas o quadrante do mal com pontas afiadas e satânicas. A Casa e todo Congresso continuam com as mesmas fraldas emporcalhadas de fezes.

Inimigos de ontem do PT de Lula, hoje todos são venerados como companheiros pizzaiolos que usam a mesma cozinha e o mesmo forno para preparar e aquecer a massa. Existem farpas e xingamentos, mas todos sentam-se à mesa do banquete quando se fala em cortar o cardápio.

Depois da era de chumbo da ditadura militar, Collor de Melo pegou estrada com Lula nas eleições de 1989. Para vencer, se despiu da decência e da moralidade. Apresentou em público uma filha escondida fora do casamento do adversário que arrotava ideologias.

O fato abalou o meloso e ingênuo sentimentalismo do brasileiro moralista, indolente e acomodado. Já na presidência, instituiu as pajelanças na Casa da Dinda e foi alvo de cassação, no inglês impeachment. Sua senha com o PC Farias revelou suas inúmeras falcatruas.

Retorna ao Senado nos braços do povo que adora pagar amantes de seus representantes. Reforça agora a tropa de choque dos coronéis de fraldas cheias de “merda”. Hoje os dois são companheiros de viagem e de abraços calorosos. Collor recebe de Lula rasgos de elogios, estendidos ao outro companheiro Renan “Boi de Ouro” que banca mordomias da amante e filho com cambalachos.

Tem razão o presidente da República quando diz que o mundo de Brasília não é um mundo real. Mas não é mesmo. É o mundo dos feiticeiros e dos mágicos mentirosos. Sobre pizzaiolos, o senador Álvaro Dias rebate de que o presidente não tem moral para criticar. Nem um, nem o outro. E quem é o maior pizzaiolo da fábrica de pizzas deterioradas?

Do túmulo maligno de um cemitério abandonado há milhares de anos ressurge dos mortos uma coisa carcomida, deformada e horrível de nome Paulo Duque, para comandar um tal Conselho dos Cínicos. Sua primeira ejaculação é de que nada mais vale a opinião pública. Realmente ela não é contra, nem a favor. Como sádicos, eles esporram suas excrescências em nossas caras todos os dias e não reagimos.

Finalmente aparece no Congresso um grupo solitário de universitários, mostrando pizzas em referência ao que Lula falou. Mais parece um despacho de encruzilhada. Ninguém avisou para eles quem é o chefe que dá cobertura aos pizzaiolos? É um quadro de fazer pena pela falta de conscientização política, ou é uma encomenda dos pelegos.

Grampos provam que Sarney é o cabeça dos atos secretos. Que novidade! Sempre soube que o maribondo do Maranhão superava Maluf em astúcia e desfaçatez. Sarney e sua família já têm antecedentes criminais desde o início dos anos 80. Sempre se safaram através da política e dos arquivamentos dos processos pela Justiça.
Sarney quando foi presidente (1985/90), por acaso, saiu distribuindo concessões de rádios e emissoras de televisão na compra de votos para ficar cinco anos na presidência. Sua filha Roseane Sarney deu um tombo de mais de um milhão de reais na Sudam. Desde aquela época o ministro Gilmar Mendes, o homem do Habeas Corpus, mandou arquivar as acusações contra Sarney e família. Sempre ele, blindando a elite. Imagine um homem desse na época da ditadura militar!
Já o nosso parlamento é um emaranhado mitológico tupiniquim repleto de fantasmas e criaturas estranhas. É um imaginário fértil de crendices, cheio de causos e estórias.


BRASÍLIA E A BAKU RUSSA


O Congresso é o templo de anjos da morte e de lobisomens, disfarçados de curupiras que andam pra frente, mas com os pés para trás. Está infestado também de cobras venenosas que mamam no peito de uma mulher, enquanto os filhos raquíticos dessa senhora sugam os rabos das peçonhentas.

Brasília é como a Baku russa do final do século XIX e início do século XX onde Stalin mais intensificou sua revolução como gângster, assaltante, matador, assassino e pirata dos mares. Como Baku de origem sueca – hoje Azerbaijão – Brasília é uma cidade de libertinagem, despotismo e extravagâncias.

É uma zona de fumaças e sombras como descrevia a Baku de Stalin, o escritor Simon Sebag. É como um castelo medieval cheio de almas do outro mundo onde portas, janelas e gavetas se abrem sozinhas. É um território de terrores numa noite escura de tempestades com trovões e relâmpagos assustadores.

Baku era o lugar mais perigoso da Rússia revolucionária, como Brasília é hoje o lugar mais perigoso do Brasil. Não é a Baku Reino do Petróleo, mas é o Reino da Corrupção. Lá como aqui foi criada por uma dinastia. Aqui temos os Rothschilds da exploração e dos roubos.

O luxo bárbaro de Brasília enche os jornais de escândalos, inclusive do mundo. Cada barão tem seu palácio folheado a ouro, em forma de baralho ou em corpo de dragão. Os palácios são utilizados como quartéis para lavagem de dinheiro público e armação das piores patifarias.

Brasília fez do Brasil um caldeirão de miséria e de riquezas. Como lá em Baku, temos aqui as Cidades Negra e Branca, cheias de detritos poluídos, cães estripados, carne podre e fezes.

Stalin que fez sua revolução socialista totalitária na base da chantagem e da extorsão contra a elite burguesa, praticando também o jogo dela, inclusive como pistoleiro, afirmava que Baku era irreprimível, especialmente corrupta. Tudo era justificável em nome do poder revolucionário. Para ele, política é um negócio sujo e “todos nós fazemos trabalho sujo para a Revolução”.

Fala-se que em Baku só havia dez homens honestos em toda cidade. Um era o sueco - o sr. Nobel que começou sua fortuna vendendo minas terrestres para o czar Nicolau I. Dos outros nove, um era armênio e oito tártaros. Será que existem dez homens honestos em Brasília?

O escritor Essad Bey comentava que Baku não era diferente do Oeste Selvagem e sempre estava cheia de bandidos e assaltantes. Foi na Baku que Stalin prosperou e se tornou líder revolucionário e criminoso no Reino do Petróleo, enfrentando mencheviques e bolcheviques direitistas.

Brasília também pode ser comparada como uma Arena do Império Romano onde nela vagam os fantasmas dos militares torturadores. A oligarquia arma o espetáculo, e o povo aplaude a luta dos escravos gladiadores contra os leões e as armadilhas das correntes.

Os magnatas e os barões de Brasília se sentem injustiçados, como o coronel Sarney do Maranhão que cita e se compara ao filósofo Lúcio Séneca, ao dizer que para combater as injustiças o melhor que se faz é ficar em silêncio; ter paciência; e esperar pelo tempo. Mas, injustiçado mesmo é o povo que está em silêncio e com paciência há muitos anos.

Quanto ao tempo, este poderá se encarregar de destruir o templo e transformá-lo em pó como aconteceu em Jerusalém com a invasão dos Babilônios. Em Baku, a elite encheu as burras de dinheiro, mas também foi eliminada.

Quem sabe se Deus não perde a paciência e manda descer um anjo para ver se ainda existem honestos em Brasília? O anjo de alma generosa quer salvar Brasília, como tentou com Sodoma e Gamorra, mas Deus com sua ira implacável, ordenou descer um fogo dos céus e acabar com toda orgia, ganância e luxúria.






terça-feira, 14 de julho de 2009

CAPACITAÇÃO DE MOVELEIROS

Como parte do Projeto Madeira e Móveis – Planalto Sudoeste, o Sebrae/Conquista realiza de 21 de julho a 8 de agosto, o Programa de Alavancagem Tecnológica – PAT, visando permitir o acesso das empresas do setor a uma ferramenta de melhoria da gestão e da competitividade. O evento deverá beneficiar 10 indústrias e 22 participantes.



Estrutura de Produtividade, Fluxo de Fabricação e Controle da Produção serão os principais temas a serem abordados durante o curso (104 horas de capacitação e 80 de consultoria individual) que será realizado no auditório da Agência de Desenvolvimento, Trabalho e Renda (ADRT) da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista.



Ainda para o mês de agosto, nos dias 10 e 11, está programada uma oficina sobre Cultura da Cooperação para o mesmo grupo de movelaria, segundo informou a gestora de projetos do Sebrae, Rosália Rocha. A idéia é fortalecer mais ainda o grupo que vai seguir sua trajetória de ação por conta própria depois de três anos de GEOR – Gestão Estratégica Orientada para Resultados, uma experiência que tem dado bons resultados nos diversos setores da economia.



POTENCIAL


O setor moveleiro foi um dos destaques da Feira Coopmac-Sebrae realizada em março deste ano na Exposição Agropecuária de Conquista – a Expoconquista 2009. Além do mais, móveis desenhados e fabricados em Conquista participaram do concurso do Salão de Desing 2009 dentro da Feira Casa Brasil 2009, em Bento Gonçalves (Rio Grande do Sul), no período de 4 a 13 de março.

O parque moveleiro do sudoeste já responde pela injeção de mais de R$45 milhões nos 85 municípios atendidos por um comitê gestor de entidades públicas e da iniciativa privada. A produção de sofás de luxo e populares já é absorvida pelas grandes redes de lojas do Nordeste e Sudeste do País, segundo informações dos fabricantes. O segmento já emprega diretamente 1,5 mil pessoas na região.

Existe hoje, de acordo com estudos, um mercado potencial para mobiliário da ordem de R$230 milhões por ano, e mais de 90% desse volume ainda são atendidos por empresas de fora do Estado. O propósito é que as 180 a 200 mercearias existentes em Conquista e região respondam por pelo menos 20% desse valor, superando a meta de R$3,8 milhões por mês.

O segmento espera receber incentivo governamental para a instalação de escolas para marcenarias. Toda parte de consultoria e gerencial vem sendo dada pela Prefeitura Municipal, Sebrae, UESB e o Cefet.

MUDAR DE CAPITAL

Sarney ainda não baixou decreto dando por superada a crise no Senado, mas o maribondo do Maranhão anulou os 663 atos secretos que engordaram mais ainda os cofres dos parlamentares. Mas, não foi ele mesmo quem disse que não havia ato secreto nenhum? Que tudo era uma falácia da mídia? Pois é, eu só queria entender.
Ultimamente tenho dedicado todo meu tempo a encontrar uma saída para resolver os problemas do Planalto, especialmente do Congresso. Já sugeri baixar um ato determinando que a crise do Senado está superada, e não se fala mais nisso. Outra saída que vai resolver tudo é mudar a capital do Brasil para o ponto mais extremo do país, como para o Chuí, bem longe de Brasília onde existe uma força do mal que transformou o local em Casa dos Horrores. Não está mais para Terror? Os filmes de Zé do Caixão e o seriado de Sexta Feira 13 perdem em suspenses , sangue, facadas e serras.
Tudo o que não presta no Brasil está concentrado em Brasília. Só pode ser o local que atrai energias negativas da pior espécie, com raios, trovões e tempestades. O Congresso, o Judiciário e o Executivo poderiam se unir e contratar uns gurus orientais e do Nepal, ou feiticeiros para detectar e espantar esses monstros do outro mundo do além que vivem infernizando nossos governantes e represenbtantes de boas intenções.
Não é preciso fazer licitação. É só decretar situação de calamidade pública e tudo o mais está justificado. Nem é preciso baixar ato secreto. Esse ponto do Planalto é satânico e amaldiçoado. Não existe outra explicação para tanta catástrofe e tantas safadezas dos políticos. Está todo mundo dominado pelos demônios.
Para completar, o presidente do Supremo Tribunal Federal veio para confundir e botar mais lenha na fogueira do inferno de Dante. O homem se especializou em desfazer liminares dos juízes, dar habeas corpus e blindar a elite oligárquica e corrupta. Agora mesmo mandou que os 15 deputados indiciados por desvio de grana pública da Assembléia de Alagoas retornassem às suas cadeiras. Por falar em cadeira, essa do Senado cheira a enxofre. O satanás sentou nela.

CRISE SUPERADA

Depois de longas discussões com amigos de botequins sobre as mazelas do Brasil e outras coisas mais, como papos de machistas, literatura e recordações da geração 60 e 70, andei pensando neste final de semana e encontrei uma solução definitiva para acabar de uma vez com essa birra da imprensa contra o Senado. É só o presidente maribondo, coronel do Maranhão, baixar um ato – não precisa ser secreto – determinando que está superada de uma vez por todas a crise do Senado. Pronto, ninguém fala mais nisso.

Parece até que houve uma telepatia de pensamento. Depois de achar essa solução, o Governo Lula deu uma pista e mandou seu porta-voz anunciar que a crise está superada. Fiquei espantado porque até poucos dias o presidente da República respondeu para os repórteres que não havia crise nenhuma. Foi um equívoco. Agora colocou os pingos nos “is”.

Será que estou ficando gagá, ou “lelé da cuca”? É que está tudo confuso e embaçado. É que não tenho mais pique como nos velhos tempos de boemia quando ficava até altas horas da madrugada nas mesas dos bares, discutindo filosofia e resolvendo os problemas econômicos, sociais e políticos do país e do mundo.

Demorou para eu achar uma saída. Por isso, exijo que meu nome seja divulgado no Planalto, com honrarias e medalhas por ter encontrado a pedra filosofal da sabedoria e decifrado o enigma de tão complicado teorema. O ato de utilidade pública é por tempo indeterminado.

Com essa solução, não precisa mais o PT ficar preocupado e ter medo de ser desmoralizado, e estão assegurados a governabilidade e o poder. Não há mais necessidade de se engolir sapos e não haverá problemas nas urnas. Como disse o presidente do partido, Ricardo Berzoeni, o povão nem está aí mesmo!

Com o decreto, declarando que a crise está totalmente superada e não se fala mais nisso, sob pena da pessoa que tocar no assunto ser enforcada ou levada à guilhotina, acabam-se as patifarias da Fundação Sarney; as mentiras dele não serão mais consideradas como falta de decoro (um lapso de memória); e sua mansão de R$4 milhões passa a ser uma casinha doada pelos seus inestimáveis serviços prestados à Nação.

Quanto ao emprego de parentes e outros benefícios recebidos, temos que reconhecer que o homem não é comum e, portanto, merece tratamento especial, com direito a proteger sua pobre família que veio de lá do Nordeste escorraçada pela seca e tangida pelos coronéis.

Afinal de contas, o clã demonstrou ser astuto e ser contorcionista, se saindo muito bem nos momentos mais difíceis da política brasileira. Não é coisa para todo mundo. Só mesmo para imortal.

No meu argumento como advogado de defesa, digo ainda que o maribondo Sarney e sua família foram vítimas desse sistema cruel de língua afiada que só sabe julgar e condenar, sem antes avaliar suas condutas e boas intenções. Portanto, não há dúvida que esse povo avarento e invejoso está errado e é o maior culpado dessas maledicências e impropérios contra sua pessoa, tão doce e generosa.

Por sua vez, o Senado sob seu comando, não é nenhuma Casa dos Horrores, como caluniou um jornalista da mídia estrangeira. É uma Casa de senhores dignos de respeito que trabalham dia e noite, numa labuta sangrenta e incessante pela ética e pela honestidade. Ademais, ganham pouco e ainda tiram dinheiro de seus próprios bolsos para obras sociais.

A mídia é tendenciosa e deve ser levada como ré aos tribunais por ter armado todo esse circo, contado mentiras e difamado os representantes do povo, escolhidos por pessoas sábias e com alto grau de conscientização política.

No mais, é papo de botequins e de bêbados que não têm nada para fazer. Merecem ser presos e esquartejados em público para que sirvam de exemplos para outros desocupados que ficam por aí abrindo a boca e soltando besteiras pelas ventas.

Depois desse decreto de que a crise está superada, esses “bebuns” vão ficar sem assunto e com a cara passada de vergonha. Quero ver agora esses caras ficarem até altas horas da madrugada, enchendo a paciência dos outros e contando lorotas. As esposas vão ter mais tranqüilidades e paz porque vão passar a chegar em casa mais cedo. Não vão precisar mais inventar mentiras.

sábado, 11 de julho de 2009

"CAMINHOS DO SUDOESTE"

Não é nenhum município litoral de belas praias, cachoeiras, riachos grutas e cavernas, mas Vitória da Conquista, distante 509 quilômetros de Salvador, com mais de 300 mil habitantes e cerca de 1 milhão em torno de sua região, tem um potencial econômico e de negócios mais dinâmico do Nordeste e quer ser incluída como Zona Turística da Bahia se somando as 13 já existentes.

Ainda está longe de chegar lá, mas a cidade está discutindo idéias e sugestões para preencher todos os requisitos e exigências a fim de que o Governo do Estado e o Ministério do Turismo reconheçam e aprovem mais esse título merecido. A nova Zona se chamaria “Caminhos do Sudoeste”.

Nesse sentido, por iniciativa da Coordenação de Turismo da Secretaria de Cultura da Prefeitura Municipal e do Sebrae, várias reuniões já foram realizadas com empresários do setor (agências de turismo), entidades de classe, técnicos da área e municípios da região sudoeste.

A princípio, a nova Zona Turística englobaria 20 municípios que giram em torno de Conquista, incluindo Itambé, Itapetinga, Anagé, Brumado, Caetité, Guanambi, Ituaçu, Poções e Iguaí, mas com um raio de ação bem mais amplo. Como atrativos, esses municípios têm uma imensa riqueza natural e um patrimônio artístico, arquitetônico e cultural dos mais valiosos e importantes da Bahia.


SEMINÁRIO E AEROPORTO


Das reuniões, já nasceu o projeto de realização de um grande seminário regional na primeira quinzena de agosto, em Vitória da Conquista, para debater e montar estratégias de trabalho, visando a futura criação do roteiro “Caminhos do Sudoeste”.

Nesse encontro serão discutidos vários temas que vão gerar um documento final, contendo o pleito e apontando as propostas essenciais para atender as qualificações de uma Zona. Um dos primeiros itens é fazer o levantamento do inventário de cada município envolvido.

As empresas e os órgãos participantes da empreitada estão conscientes de que não é nada fácil, tendo em vista que a região ainda é carente de estruturas físicas e humanas em diversos setores. A implantação urgente de um novo aeroporto para Conquista, de um centro de convenções e expansão da rede hoteleira da cidade são os itens de maior necessidade. No entanto, os agentes estão certos da importância dessa nova Zona Turística e acreditam que se pode chegar lá com o potencial natural e econômico que se apresenta.

O coordenador de Turismo da Secretaria de Cultura da Prefeitura Municipal de Conquista, João Alberto, adiantou que já está marcada outra reunião com o grupo de trabalho para esta semana, com objetivo de traçar a programação do seminário. Para o encontro que deverá abordar, entre outros assuntos, Turismo e Desenvolvimento do Sudoeste, estão sendo convidados representantes dos municípios que vão fazer parte da Zona Turística.

Tanto João Alberto como o coordenador regional do Sebrae/Conquista, Cláudio Cardoso, consideram o projeto relevante para a região que tem um enorme potencial econômico, principalmente nas áreas de mineração (ferro, manganês, urânio, mármores, granitos), agroindustrial (café, pecuária, laticínios em geral, algodão, flores, fruticultura, derivados de mandioca, engenhos de cachaça) e um comércio forte (Conquista).

Além disso, eles citam pontos turísticos que precisam ser conhecidos como a barragem de Anagé, a Gruta da Mangabeira (Ituaçu), o Zoológico da Matinha e a Lagoa de Itapetinga (em Itapetinga), o centro histórico e a Casa de Anísio Teixeira (Caetité), as grutas e cachoeiras de Iguaí e municípios vizinhos, engenhos de cachaça (Itarantim e Piripá), dentre outros locais de atração.

A gestora de projetos do Sebrae/Bahia, Rosália Rocha, destacou que a criação “Caminhos do Sudoeste” depende muito do levantamento do potencial de cada município. Ela espera que do evento saiam propostas de concepção da Zona Turística. Dentro desse contexto, assinalou que o encontro deve debater também questões de políticas públicas e elaborar um documento. Devem participar o setor público, empresários do ramo de turismo, produtores das áreas de artesanato, culinária/gastronomia, agentes culturais e artistas em geral.


RECURSOS DO MINISTÉRIO


O assessor Especial da Secretaria de Turismo do Estado da Bahia, José Carlos disse que Zona Turística (a Bahia tem 13, como a de Ilhéus, Chapada Diamantina, do Dendê, Costa da Baleia) compreende a região geográfica onde estão incluídos os municípios, com vantagens de participar do bolo dos recursos do Ministério do Turismo e dos convênios com o Estado.

Como um dos integrantes das reuniões, José Carlos entende que Vitória da Conquista tem condições de disputar fatias desse bolo. Para tanto, a região, através da realização de oficinas, é obrigada a fazer seu inventário e roteiro turístico, conforme as exigências dos órgãos. Alertou que o caminho para implantar uma Zona Turística não é fácil e deve durar de um a dois anos.

O diretor da agência de turismo Maxtur, José Maria Caíres, que coordena um movimento em prol da construção de um novo aeroporto para Conquista, declarou ser muito importante a criação da Zona Turística “Caminhos do Sudoeste”, mas foi enfático ao afirmar que a cidade e a região ainda apresentam carências em termos de infraestrutura.

Para ele, um novo aeroporto em Conquista é de necessidade urgente para incrementar os negócios, especialmente na área do turismo. Em seguida, aponta a rede hoteleira (existem 700 leitos em Conquista) que é pequena e precisa crescer.

Quanto ao aeroporto, já existe uma verba das emendas do Orçamento da União de mais de R$50 milhões, “mas até agora não tem local definido, nem projeto”. Existe o risco dessa verba ser direcionada para outras obras “e sem aeroporto os outros setores, como o turismo, não se desenvolvem”.

Com uma linha Conquista – Salvador – São Paulo – Rio de Janeiro e Belo Horizonte, de acordo com José Maria, fica bem mais fácil trazer o turista e fazer um roteiro barragem de Anagé – Ituaçu (Gruta da Mangabeira), estendendo o percurso até a Chapada Diamantina (Ibicoara, Mucugê, Andaraí e Lençóis), sem contar outros municípios como Iguaí, Itapetinga, Livramento de Nossa Senhora (fruticultura irrigada) e a histórica Rio de Contas.

Por fim, José Maria chama a atenção para a questão do treinamento de pessoal nas cidades, como taxistas, recepcionistas de hotéis, guias e outras atividades ligadas ao turismo, para oferecer um serviço de qualidade ao visitante.

Com quase 300 mil habitantes e um clima ameno, a cidade de Conquista conta hoje com o Festival de Inverno (agosto), bons restaurantes (pode ser feito festival de gastronomia), três museus, um Centro de Cultura, uma universidade e quatro faculdades particulares e monumentos históricos, mas ainda é carente em termos de programação cultural. Existe ainda um projeto do Banco do Nordeste de instalação de um Centro Cultural, e as áreas do Monumento ao Cristo, de Mário Cravo, e o Poço Escuro estão sendo reformados e urbanizados. Vários casarões foram reformados, destacando a Casa Regis Pacheco.



ZONA TURÍSTICA CONQUISTA

quinta-feira, 9 de julho de 2009

FAÇAM COMO O VAQUEIRO

O velho e cansado vaqueiro das catingas do sertão de Curaça, na Bahia, contou ao repórter que ainda não conseguiu se aposentar porque não sabe mentir e não vai fazer isso nunca em vida. É que sua profissão não é reconhecida pelo Ministério do Trabalho (tem um projeto parado nas gavetas do Senado), e o homem que passou toda sua vida rasgando o sertão colorento atrás de rezes nas fazendas, de gibão e perneiras, não pode receber sua recompensa depois de tantos anos de labuta. Já disseram para ele mentir e afirmar que é produtor rural, mas o catingueiro de couro tem vergonha de fazer isso; não consegue ser cara de pau como muitos por aí.
Oh ministra Dilma Rousseff! Faça como o vaqueiro e não falsifique seu curriculum, dizendo que tem mestrado e doutorado em economia monetária e financeira pela Unicamp. Mas não, caros amigos, não foi ela quem fez isso. Foi um fantasma da meia noite que saiu das sombras tenebrosas e praticou este ato secreto, alterando sua biografia. Sarney! Pare de mentir e siga o exemplo do vaqueiro.
Como seria bom para nós se os políticos lá de Brasília aprendessem a lição e fizessem como o vaqueiro de Curaça! Mas não, o que eles mais fazem é mentir, mentir e mentir para a Nação. Não contentes, passam a mão no dinheiro que poderia ser usado para amparar o vaqueiro que não tem nenhum lobista, como os mototaxistas e motoboys, para fazer aprovar o projeto de reconhecimento do seu trabalho diário entre espinhos, garranchos, seca, poeira e fome. No lugar, o Senado arma maracutais e faz patifarias.
Cada dia surge um escândalo do moribondo senador presidente da Casa. Desta vez são as irregularidades de desvios de verbas praticadas pela Fundação que recebe seu nome. Por falar nisso, escolas, parques, jardins, rodoviária, forum, ruas, avenidas, salas, museus, teatros, pontes e cidades levam o nome da família Sarney no Maranhão, o Estado mais atrasado do Brasil.
Com relação ao Senado, lá estão eles mais uma vez nos enrolando com medidas a conta-gôta, ou na base do pinga-pinga. Com isso, estão tentando deixar o Senado mais sarado. Transparente para suas excelências, como disse Jô Soares em seu programa, é "traz parente". Estão falando em cortar 2.400 servidores dos quase 10 mil existentes. Além de ser pouco, essas demissões não vão se efetivar.
Dos 663 atos secrestos, fala-se que houve nesta semana uma segunda revogação que concedia aumento de gratificação para um grupo de 40 chefes de gabinetes das secretarias. O primeiro ato anulado se refere ao auxílio-médico vitalício aos diretores-gerais e aos secretários-gerais da Mesa. Também dizem que revogaram a decisão que elevou para R$20,00 o auxílio-alimentação de 3.500 funcionários, o que consumia por mês R$2,1 milhões. Outra medida é unificar as contas paralelas. Tudo isso depois de cinco meses de crise que Lula diz que não existe.
De horas extras metirosas, a Casa pagou em junho a quantia de R$4,3 milhões, contra R$4,9 milhões em maio. Mais lamentável ainda é o papel que vem fazendo o PT. Uma hora pede o afastamento do coronel do Maranhão, José Sarney. Toma um pito do presidente Lula e volta atrás. Esta semana divulga uma nota em que fala de afastamento temporário. No texto cita que a Casa vive momento de crise, mas seu chefe Lula diz que não. Não dá para acreditar. Por que não aprendem com o vaqueiro de Curaça?
Tudo é feita no sentido de contornar a situação e acomodar os interesses. O que eles estão fazendo é colocar meia-sola num sapato velho. A estrutura é viciada e obsoleta. Abrem processos investigativos. Não existe nada para investigar se tudo foi feito de forma ilegal e inconstitucional. Tem que anular todos os atos secretos e exigir a devolução dos recursos de quem recebeu.
Oswaldo Aranha disse certa vez que o Brasil é um deserto de homens e de idéias. É por essas e outras que o país está até recebendo lixo dos países desenvolvidos. O Congresso é símbolo do maquivalismo mais cínico.
Se for feito hoje um plebiscito popular, a maioria votaria a favor de se acabar com o Senado. É uma escolha perigosa para a democracia, mas são os senhores parlamentares que estão levando o povo a pensar dessa maneira. Com tantas bandalheiras, tem muita gente que prefere a ditadura. Reflitam o que eles estão fazendo com o país. Estão levando a Nação ao precipício.
Saiu um comentário no programa de Jô Soares de quarta-feira de que o povo não está apático, tomando-se como parâmetro os milhões de e-mails enviados contra as sujeiras do Senado, sem contar o uso de outras ferramentas da Internet, como o Orkut, Twitter e Blogs como forma de manifestação.
Sinceramente, não analiso assim. É muito cômodo sentar na mesa de um escritório ou na de sua casa e mandar uma mensagem do seu computador contra Sarney e o Congresso em geral. Se eles estão mandando todo mundo se lixar, acham que estão dando importância para esses milhões de e-mails? Para isso existe a tecla delete. E é o que fazem. Nos chamam de palhaço e idiotas.
Essas ferramentas são importantes para convocar as pessoas para protestarem nas ruas. No mundo todo, a Internet está sendo utilizada para este fim. Essa nova tecnologia é um processo que agiliza as ações de protesto em tempo real. Sem a presença das pessoas nas ruas, tudo continua como Dantes no Quartel de Abrantes, como acontece no Brasil.
Observem o que ocorre no Irã, em Honduras, Bolívia, China, Tibete, na Alemanha, na França e outros países. Os e-mails não vão substituir nunca as manifestações do povo nas praças e avenidas. Não bastam os protestos virtuais. Pesa muito mais 10 mil pessoas nas ruas que milhões de e-mails.
No caso dos jornalistas foi assim. Enquanto ficaram o tempo todo contestando e trocando idéias pela Internet, o Supremo suspendu a obrigatoriedade dio diploma. Além do comodismo e da subserviência, o individualismo é uma marca da nossa sociedade. Não ligamos mais para as mentiras dos deputados e dos senadores. Condenamos a atitude do vaqueiro de Curaça e preferimos fazer de conta que toda sujeira não é conosco.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

A LIXEIRA DO MUNDO

Quero mais é que todos eles vão para o inferno. Assim diria o Gregório de Matos, o Boca de Inferno, se vivo fosse. Se ele está morto, mando eu por descarrego de consciência. Literalmente, o Brasil virou a lixeira do mundo. Viram os navios vindos do Velho Continente que despejaram containers de lixo em nossos portos?
Pois é, para revidar, poderíamos devolver esses mesmos containers cheios do lixo do Congresso para as prisões de lá, para a base de Quantánamo, ou para as cavernas do Afeganistão. Não é uma boa? Nosso país ficaria despoluído por um bom tempo. Poderíamos respirar um outro ar. Bem que o Ibama poderia cuidar disso, no lugar de ficar prendendo passarinho. Os moribondos têm ferroadas venenosas.
O deputado que mandou todo mundo se lixar, disse que seu colega do Castelo Assombração, de Minas Gerais, depois de absolvido pelo Conselho dos Compadres, pode andar de cabeça erguida pelos corredores dos ladrões e nas ruas brasileiras. E mais ainda: Que eles vão retornar eleitos, novamente, para a Câmara. Pior que dessa vez ele está dizendo a verdade. A opinião pública é burra, e o povo é irrelevante nessa matéria. Um político de Conquista afirmava que basta uma mandioca e todo mundo cai dentro. Nas eleições, está todo mundo lá na fila feliz da vida, votando neles. Vai gente até de 90 anos, sacramentar e benzer os corruptos.
Agora estão dando uma esfregada no chão do Senado para melhorar o visual. Dá uma ajeitadinha alí, outra arrumadinha acolá, e não se fala mais nisso. Só é tirar o Agaciel Maia e o João Carlos Zoghbi (o cara é transgênico!) que fizeram tudo por conta própria, e está salva a Casa do maribondo do Maranhão. É como "freio de arrumação". Será que ainda tenho orgulho de ser brasileiro?
Deu no notíciário: Agora quem tem ficha suja, com muitos processos e patifarias, pode ser candidato a qualquer cargo político no Brasil. Quem tem ficha limpa não pode. Para indeferir o nome do candidato, a partir de agora a Justiça Eleitoral, ou "Leitoral", como diz o eleitor na hora de votar, vai examinar se o cara - oi ele aí outra vez - é limpo e honesto. Se for ético, recomenda-se prisão, sem direito a julgamento. Para concorrer, ele precisa, pelo menos, roubar um briquedinho de uma criancinha pobre.
Já imaginou o cara lá no Tribunal sendo sentenciado só porque ele é um burro e um otário que não aprendeu a passar a perna nos outros e não desviou recursos públicos. Como castigo, o juiz vai obrigar o sujeito sério a tomar aulas de safadezas; saber o que é propina e suborno. Depois de tudo, tem um teste prático de roubo e maracutaias. Não é nada engraçado. Os bons podem ir logo se preparando e treinando. Isso já vem acontecendo. Quem não está no sistema bruto, está excluído e é visto como um corpo estranho.
A eleição no Senado que elegeu o coronel Sarney, por exemplo, foi um golpe de fazer inveja a qualquer chefão da máfia siciliana, russa ou japonesa. Não é coisa pra todo mundo não! Na minha geração, o conformismo não era aceito. Naquela época da ditadura militar a gente conhecia os inimigos. Hoje eles passaram a ser aliados. Não merecemos ver as imundícies protagonizadas por políticos da pior espécie. Fizeram reféns os mais históricos e aniquilaram os conceitos de esquerda e direita, como afirmou o médico Raymundo Paraná em um artigo de um jornal da capital.
A ética e a moralidade foram soterradas nas catacumbas do Senado. A democracia não pode servir de escudo para acobertar golpistas de grosso calibre, de barra pesada. Para mim, eles são piores que os traficantes dos morros do Rio de Janeiro. Governabilidade não é jogar a ética no lixo. Sempre digo que esses cafajestes estão fazendo piquinique à beira do abismo, golpeando e colocando em risco nossa frágil democracia.

TEM MARIBONDO NO PÉ

Vamos lá gente balançar o Cajueiro do Planalto e esperar que caia algum fruto que preste! Não é que deu praga e fungo na árvore! Está tudo podre e fedendo. Hei, gente! Tem maribondo no pé da espécie Maranhão! É a governabilidade do presidente Lula. A ferroada do bicho deixa inchaço por todo corpo.

Para essa árvore voltar a frutificar é preciso limpar toda sua área ao redor, adubar o local, jogar inseticida e tirar o maribondo do pé. Acontece que preferem deixar o cajueiro como está. Mesmo contaminado, esse cajueiro rende bilhões com experimentos em laboratórios.

É o jogo democrático. É a arte do governar na base do vale tudo pelo poder. No Brasil são bem conhecidas as figuras do corrupto e do corruptor. Isto é, aquele que paga e o que recebe do outro lado do balcão. Quem não se inclui nessa categoria é um ser esquisito e estranho. Não é mais um humano. Não passa de um espantalho amaldiçoado.

Não é de hoje que o Senado vive em crise e toda sua estrutura está corroída. Esse papo de governabilidade é um argumento fajuto para manter o maribondo senador do Amapá grudado em sua cadeira. É querer fazer todo mundo de besta e idiota só porque tem uma aprovação de 80%. Com isso, Lula “deixa e rola” no poder e acha que pode fazer o que bem entender, sem ser questionado. O “cara” se considera uma espécie de Deus do Olimpo.

Não dá mais para acredita no que estamos vendo. O dono da Casa dos Lordes tem uma mansão de R$4 milhões (seu pupilo tem de R$5 milhões) sem declarar á Receita Federal. Com o maior cinismo do mundo, de fazer qualquer marginal mais perigoso de trouxa, diz, simplesmente, que esqueceu de colocar a mansão na declaração. Ele também esqueceu que recebia auxílio-moradia. O Ribamar marimbondo está moribundo e pode ressuscitar dos mortos.

O PT pede seu afastamento e volta atrás depois de levar uma enquadrada do chefe. Dói demais ver um partido, fundado por intelectuais, pela Igreja Católica através das comunidades eclesiais de base, pelos trabalhadores dos sem terra e sem teto e de pessoas com boas intenções, chegar a essa situação vergonhosa de desmoralização.

Sarney, o coronel que comanda os destinos do Maranhão, o Estado mais atrasado da Federação, é o maior culpado pelas patifarias, especialmente por ter uma pensa de parentes pendurados na folha do Senado. Lula age como se fosse o chefe que manda ficar ou sair. Onde já se viu o chefe de um poder pedir socorro ao outro porque se sente ameaçado de perder o lugar!
Agora o PMDB corrupto e fisiológico, como disse o senador Jarbas Vasconcelos, quer antecipar o recesso parlamentar para abafar as sujeiras da Casa. Para tanto, é só votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias como pretende fazer um dos seus cães de guarda, Almeida Lima. É como numa partida de voleibol: O técnico que está perdendo pede tempo para esfriar o jogo.

Como disse Michael Jackson em uma de suas músicas: Eles não cuidam da gente! Ao contrário, eles são como carrapatos-estrela que penetram em nossos corpos e se alimentam de sangue. Esses carrapatos podem estar em todas as regiões do país. Depois de sugarem o sangue, descem ao solo e trocam de pele, passando de seis para oito pernas. Voltam ao hospedeiro depois de adultos e se acasalam, deixando as fêmeas bem gordas.

O líder do partido no Senado, Aloísio Mercadante, depois de ter derramado suas lágrimas, deveria ter o mínimo de brio e pedir seu afastamento, ou renunciar ao cargo que exerce. A governabilidade de que estão falando não passa de cinismo e falta de respeito para com o povo.
Esses deputados e senadores precisam saber que o astro do show que comanda o espetáculo é o povo e não são eles nem o presidente da República. Mas não, eles roubaram nossa cena e nos expulsaram do palco. Agem como se proprietários fossem do Congresso e distribuem o dinheiro do cofre para seus familiares e amigos.

Além das benesses aos senadores com direito a passagens aéreas, até para o exterior, auxílio-moradia, telefones pagos em suas residências e toda uma máquina de fazer votos, a gráfica da Casa dos Lordes tem uma superestrutura com 600 funcionários efetivos e mais 500 terceirizados.

Com equipamentos de última geração, seu orçamento é de R$45 milhões, mas funciona com capacidade ociosa de 90%. Mesmo assim, são cinco diretores e 75 chefes de serviço. O Agaciel Maia, o cara da mansão de R$5 milhões, começou sua carreira lá na gráfica que edita boletins, a Constituição Federal, os diários oficiais do Congresso e livros de interesse dos senadores. Para se ter uma idéia da monstruosidade, a maior gráfica particular de Brasília produz dez vezes mais e tem 58 funcionários.










O SALÁRIO E AS ONGS


A malversação e os desvios do dinheiro público estão perto de nós, nos quartéis, nos tribunais, nas empresas privadas, no balcão da repartição pública, nas câmaras de vereadores dos municípios e na Assembléia Legislativa do Estado. Hoje estes seres se dividem entre ativos e passivos. Não reagem mais aos xingamentos. Ser bandido é título de honra, blindado com o escudo da impunidade.

Agora mesmo, os deputados aprovaram uma emenda, ou lei, onde o parlamentar, no caso de ser servidor público, depois de 10 anos de mandato legislativo, passa a receber o mesmo salário da Assembléia quando retornar à sua função como funcionário. Hoje o deputado ganha R$12,5 mil (fora as benesses). Caso não se eleja mais, ele retorna ao serviço público ganhando seus R$12,5 mil.

Os partidos, que não têm mais ideologia alguma, acham que é correto. É isso aí, chegamos ao ponto lamentável onde a imoralidade se tornou legal. É só advogar em causa própria como fazem no legislativo e tudo passa a ser certo. É justo o servidor que tem 30 anos de casa e recebe R$1.000,00 ver o cara chegar para fazer a mesma função e ter vencimentos de R$12,5 mil por mês?

Mas não, os homens de lá entendem que é muita humildade voltar ao serviço público com o salário que tinham antes de serem eleitos deputados. Os outros que se danem. Para eles, não passam de lixo. O pior é quando o deputado passou o tempo todo fazendo maracutaias e roubando daquele servidor com o qual vai “trabalhar” ao lado.

É premiar os incompetentes e salafrários que perdem o mandato, mas continuam com as mordomias. Logo mais os deputados vão também incorporar as escandalosas indenizações, direito a viagens aéreas, auxílio-combustível, telefones grátis e outras safadezas ao antigo salário de servidor. Onde passa um boi passa uma boiada.

É uma recompensa que eles dão a eles mesmos com o dinheiro nosso de cada dia. Consideram que trabalham demais em prol das suas comunidades. É justo, muito justo. É só acompanhar a bandalheira.

Quando não é em causa própria, a maioria dos projetos aprovados pelos parlamentares no Brasil se refere a reconhecimento de entidades como de utilidade pública. A Bahia não fica de fora das proliferações de ONGS (Organização não Governamental, mas paga com dinheiro governamental), criadas pelos deputados. Muitas delas se tornaram usinas de corrupção.

Dos 215 projetos aprovados na Assembléia Legislativa no primeiro semestre, 204 foram para que entidades recebam o título de utilidade pública. Além de serem usinas de corrupções, as ONGS são fontes de votos para os deputados. Elas passam a receber convênios com os governos federal, estadual e municipal. Em razão das ligações com os parlamentares, muitas entidades aproveitam para desviar os recursos dos convênios.

O Ministério Público precisa apertar cada vez mais a fiscalização e a vigilância com relação a essas entidades, cujos “donos” entendem que não têm satisfação para prestar à sociedade. Já ouvi isso de alguém que aprendeu a política de se fazer de coitado e inocente.

Tem gente que usa a boa fé das pessoas mais necessitadas e pobres para praticar desvios em benefício próprio. Qualquer crítica que recebe, procura logo apóio nessas pessoas ingênuas para se manter à frente da instituição, “sem fins lucrativos”. Geralmente se sai bem. Está existindo muita malandragem por aí com o uso inadequado dessas entidades beneficentes por pessoas inescrupulosas e sem consciência.

Para tornar entidade pública, o processo é simples. A pessoa procura o deputado e diz que tem uma associação qualquer e precisa que ela se transforme em utilidade pública. Apresentam-se os documentos, mostrando que ela é idônea, e o deputado não tem outra saída. Por ano, a Assembléia costuma votar mais de 500 projetos desse tipo.

Mas a corrupção não está somente no setor público. A iniciativa privada também está contaminada. Aliás, toda sociedade está corroída. O Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas fez uma pesquisa e constatou que 42% dos executivos disseram que seus concorrentes pagam propina, e 39% das firmas perderam licitações em decorrência de oficiais corruptos.

Na busca pela integridade, as empresas estão adotando manuais para combater a corrupção. Chegamos ao ponto degradante onde as pessoas têm que ser guiadas por manuais de instrução para serem honestas. Não é o manual que vai transformar o corrupto em ético. O lamentável nisso tudo é que a sujeira já se disseminou de pai para filho. A sociedade está degenerada. O pai hoje ensina o filho a ser malandro e levar vantagem em tudo. Ensina que ele utilize de todos os meios para alcançar os fins, mesmo que tenha que matar, se for necessário.