terça-feira, 27 de maio de 2008

"ESQUECERAM DE MIM"


Do cume da Serra do Periperi, lá do alto Ele contempla de braços abertos a cidade que cresce com seus desafios humanos entre o ter e o ser. Com os primeiros raios do sol ao amanhecer, o progresso mostra suas cores no movimento acelerado das ruas e avenidas. A noite se despede do dia com o colorido de luzes e ao som dos bares e restaurante. Com seus 28 anos, o Cristo, do escultor Mário Cravo, que torna sagrada uma terra depredada pelo homem, permanece na solidão. Para quem passa por perto e olha ao seu redor de vegetação baixa e chão pedregoso, sente que Ele está sempre a dizer: “Esqueceram de Mim”. Nem um morador contrito, nem um forasteiro curioso em conhecer sua história e beleza para Lhe fazer uma companhia e trocar um dedo de prosa. Só o vento cortante nas noites de frio, o sereno, a chuva, ou as entranhas do pôr-do-sol no horizonte em dias iluminados de verão são seus companheiros de tempo.

SEM SEGURANÇA


Neste final de semana recebi a visita de uma pessoa de Salvador que veio a Conquista pela primeira vez. Depois de conhecer os principais pontos da cidade, queria ir até o monumento ao Cristo. Fiquei meio sem jeito para responder que não seria aconselhável, e expliquei dos constantes assaltos que acontecem no local, mas, mesmo assim, tentei ponderar. Não adiantou, principalmente depois de saber da violência, como do assalto à casa lotérica em pleno dia, com duas mortes. A pessoa retornou a Salvador sem conhecer o Cristo. Também, não tem lá muita coisa para se ver. Infelizmente, virou um covil de ladrões. Até quando vai continuar essa situação de falta de segurança? Um monumento tão importante como cartão postal, permanece sem equipamentos e uma urbanização dignos para receber um turista.

O MAIOR DO MUNDO


Dizem que o Cristo, de Mário Cravo, com 33 metros de altura, instalado em 1980, no dia 9 de novembro(data de aniversário da cidade), no governo do prefeito Raul Ferraz, é o maior Cristo crucificado do mundo. No dia, aconteceu uma festividade, com uma caminhada até o local. A obra, que substituiu o Cruzeiro velho para onde se dirigiam procissões de penitência, foi criticada até por padres. Muito já se falou em projetos de urbanização na área da escultura, oferecendo segurança aos visitantes que por aqui passam. No primeiro mandato de Lula, no Ministério do Turismo, de Walfrido Mares, a presidência da Câmara de Vereadores esteve em Brasília, pedindo socorro para valorização da área. Agora, a Secretaria do Meio Ambiente está falando numa verba do PAC(Programa de Aceleração do Crescimento), cerca de R$1 milhão, para beneficiar o Cristo com a construção de um mirante, equipamentos, obras de conservação e quiosques para embelezar aquele lindo local, mas que anda muito maltratado. Temos ainda na Serra, o Poço Escuro que poucos vão lá.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

CALÇADAS E LIXEIRAS

Andar pelas calçadas e ruas de Vitória da Conquista já é um grande sacrifício e exercício dos mais difíceis. Imagine agora para um portador de deficfiência visual, ou um cadeirante? É uma tortura. Além da falta total de acessibilidade nos passeios, as calçadas estão esburacadas e os veículos invadem os espaços que deveriam ser das pessoas. Essa situação degradante para uma cidade de quase 300 mil habitanes e que se diz capital do sudoeste, é uma vergonha. Há anos que os poderes públicos não tomam uma providência no sentido de fiscalizar e obrigar os moradores a consertarem suas calçadas.
Não existem rampas para os deficientes visuais e cadeirantes. Experimente e simule ser um deles, pelo menos por uma manhã ou uma tarde. Vai ter que sofrer e pode até quebrar uma perna ou braço, se não tiver que parar num hospital. Se não tiver plano de saúde, dos bons, nem pensar. André Cairo, do Movimento Contra a Morte Prematura, e os portadores de deficiência podem falar sobre o que é andar nas calçadas de Conquista. Ah! também as mulheres que andam de sapato alto, bem como as pessoas mais idosas, devem sofrer com problemas de dores nas pernas e nas colunas. Todo cuidado é pouco para não se esborrachar na calçada ou na rua.
Um outro problema nas ruas centrais da cidade, é a ausência, quese que completa, de lixeiras. Experimentei ficar com um papel na mão para jogar numa caixa de lixo. Olha que procurei e terminei colocando o papel no bolso para jogar no lixo quando chegasse em casa. É outra vergonha. Existem algumas no centro, mas difíceis de serem encontradas. Como o brasileiro já não tem o hábito de procurar uma lixeira, imagine quando esse equipamento é escasso numa cidade? Para o poder público, não fica muito caro colocar lixeiras em quantidade suficientes nas ruas, especialmente no centro comercial onde a movimentação de gente é bem maior. Vamos deixar o nosso visitante com uma boa impressão da cidade.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

QUE CONFUSÃO, HEM!!!


Vaja a confusão do trânsito no trevo da avenida(rua) João Pessoa na altura da rua Odilon Correia com o cruzamento para a Prefeitura Municipal. É uma doideira só, e o motorista tem que ficar bem atento para evitar acidentes. Aliás, muitos já aconteceram no local. Engarrafa tudo quando os veículos que sobem a João Pessoa(direção Clube Social) se cruzam com os que descem vindos da praça Gerson Salles(Alto Maron) no sentido Prefeitura, ou ao centro da cidade para pegar a Siqueira Campos. Tem ainda os carros que descem pela João Pessoa e contornam para o Alto Maron, Prefeiura, ou vão direto para o centro. É uma loucura só.



Caos é uma palavra leve para identificar a situação. E existem ainda no meio de tudo, os pedestres que se arriscam para atravessar as ruas e os cruzamentos perigosos. As pessoas mais idosas e as crianças têm que esperar um bom tempo para passar de um lado para o outro. Muitas das vezes, se metem entre os veículos cujos motoristas não dão espaço. Nem é preciso apontar os responsáveis por toda essa confusão.



No local não existe uma guarda para controlar, ou pelo menos, minimizar a confusão. Não sou especialista em engenharia de tráfego, mas uma solução tem que ser encontrada, ou uma resposta ser dada para a comunidade. Será que não seria o caso de se instalar uma semáforo naquele trevo perigoso? Uma providência tem que ser tomada.


Por falar em guardas, eles andam em extinção nas ruas de Vitória da Conquista que vive um trânsito cada vez mais caótico, como a avenida Getúlio Vargas, a 10 de Novembro, Brumado, entre outras tantas. A questão não é somente meter quebra-molas por todos os cantos da cidade. Quando a mídia divulga e denuncia o problema, lá vêm os projetos para sanar os problemas, mas depois ninguém fala mais no assunto.