Estou há dias intocado na minha toca - parece pleonasmo, mas não é – aqui no Jardim Guanabara, sem ir ao centro da cidade. Não sei das últimas fofocas daí, mas as notícias que me chegam do Planalto de Sodoma cada vez mais me deixam depressivo, irado e indignado. Enquanto isso, sigo agarrado ao tempo que não perdoa as recaídas e a qualquer vacilo nocauteia quem atreve vencê-lo.
O maior erro dos humanos é fazer de conta que são eternos e que o poder é perpétuo. Tento ao máximo não dar tempo ao tempo e aproveitar as migalhas que caem na minha mesa. Por isso aproveito para sapecar os neurônios e deixá-los sempre quentes no forno da vida. Assim vou seguindo, mesmo apertado monetariamente, nas minhas leituras e nas minhas pesquisas sobre o que foi a ditadura em Vitória da Conquista.
Mas, vamos deixar de lero-lero e de nariz de cera filosófica para, mais uma vez, soltar toda minha indignação, e a nossa, é claro, contra a corrupção, a maior produção com a maior produtividade por hectare no país. A ratazana prolifera e criou anticorpos contra venenos. È preciso encontrar uma substância altamente tóxica para dedetizar toda área da casa.
Dedetização geral neles é preciso. O que a presidente Dilma vem fazendo é muito pouco. Ficará na história se tiver “peito” para fazer a fumigação de todo o Planalto, não somente no Ministério dos Transportes. No Ministério da Agricultura, por exemplo, os ratos calungas invadiram todo celeiro da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Nas estatais tem que jogar bomba napalm. Os ratos se protegem nas folhagens.
É a “herança maldita” do seu antecessor que nada sabia e nada via, com o fito de tornar o poder eterno. Essa dedetizaçãozinha da presidente não vai limpar toda área se não for acompanhada de uma Marcha da Indignação feita pelo povo. Mas, lamentavelmente, a nossa sociedade está mais interessada em imitar o consumismo americano. Os que antes clamavam em nome do coletivo estão hoje cooptados, montados na grana e nos cargos.
Financiados pelo Governo, com o nosso dinheiro, os caras-pintados viraram caras- de- pau. Os sindicatos e as centrais, que são muitas por todo país, fazem parte do Partido do Governo e não querem incomodar o patrão. A única preocupação é com os salários da categoria e, mesmo assim, à base dos acordos, conchavos e combinações na esfera do comando partidário.
A indignação contra a corrupção, os desvios de dinheiro, a degradação na educação e a falta de saúde no país não faz mais parte da pauta de lutas da UNE (União Nacional dos Estudantes) que nos anos 60 e 70 gritavam nas praças e ruas por justiça, liberdade e moralidade com relação à coisa pública. Quando muito, fazem umas briginhas e dão uns puns contra as tarifas de ônibus.
A UNE também está cooptada e amasiada com as ligações perigosas. O povo e a sociedade que se danem. A cleptomania, a vontade desenfreada de roubar, como bem falou o presidente da OAB/Bahia, Saul Quadros, derramando toda sua ira, tomou conta dos políticos e de toda nação.
Ninguém faz nada. Contra essa cleptomania, um leitor de um jornal destilou também sua raiva e rogou que a OAB, a ABI (Associação Brasileira de Imprensa), a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos Brasileiros), artistas e intelectuais se unam para organizar a Marcha dos Indignados. Sou o primeiro a ir, disse ele, e eu também.
Vejo essas academias de letras, essas entidades e instituições como sepulcros caiados que se fecham em seus casulos e só se reúnem para discutir o proveito próprio da sua classe ou da sua gente. Reúnem-se para discutir o sexo dos anjos, bajular e arrotar conhecimento. Cada um quer apenas exibir sua vaidade de “sabedoria”, declamando citações de escritores e personalidades para falar de moral.
Lembro quando participava dos encontros do sindicato em que se aprovou numa dessas reuniões a proposta de que em qualquer evento e lugar se debatesse a questão da ética. Seria bem mais proveitoso se em todas as entidades do país se fizesse o mesmo com relação à corrupção até o tema invadir as ruas para formar a marcha de um milhão, ou dos 100 milhões.
“O sistema só está de pé porque damos suporte a ele” – disse o cineasta americano, Peter Joseph. Estamos mais preocupados com as cotas e aplaudimos o ensino de baixa qualidade que se preocupa apenas em encher as faculdades para se tirar um diploma, não importando se o indivíduo sai preparado ou não. Estamos formando analfabetos para o mercado.
Como disse o escritor e poeta Ruy Espinheira, existe hoje a demonização da superioridade intelectual e do talento. A cultura está sendo tratada como doença. “Reduzem as médias escolares, chegam a proibir reprovações, nivela-se tudo por baixo”. Quando deveria prevalecer o mérito, prevalece a mediocridade.
Daí todo esse mar de comodismo e individualismo, onde se faz a lavagem cerebral da competitividade, mesmo que seja à custa de passar a rasteira suja nos outros, com métodos inescrupulosos. Não se ensina mais o pensar coletivo, no país como um todo.
Mas, cá também tenho minhas dúvidas e ignorâncias. Uma coisa que até hoje não consegui entender foi essa coisa de verba indenizatória criada pelos próprios parlamentares. Os políticos estão sendo indenizados de que, se já ganham polpudos salários? São essas e outras coisas às quais não questionamos, pelo menos para que seja traduzido e justificado.
Dos senadores, somente Cristovam Buarque, Pedro Simon, Roberto Rollemberg, Eunício Oliveira e Eduardo Braga abriram mão dessa tal verba indenizatória. Da Gamorra depravada só cinco se salvam. Está na hora de Deus enviar seu anjo para retirar os bons e destruir o resto. Os eleitores estão sendo devorados pelos eleitos.
Para finalizar, só um dado interessante. De dezembro de 2009 a novembro de 2010,
das 2.449 pessoas envolvidas em desvios de verbas nas diversas áreas da administração pública, 1.115 (45,53%) eram prefeitos ou ex-prefeitos. Tem razão o jornalista espanhol Arias, do “El País”, de ficar estarrecido e indagar por que não existe indignação no Brasil, se no dele houve a Marcha dos Indignados, apenas por motivos de medidas de aperto econômico. Os árabes também fizeram suas marchas por melhorias.
domingo, 31 de julho de 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
INDIGNAÇÃO E O TODO PODEROSO
Diante de tantos desmandos e corrupção, o jornalista espanhol Juan Arias, do El País, indagou por que os brasileiros não demonstram indignação. Esta pergunta foi a mais comentada pelos colunistas da grande imprensa brasileira nas edições de domingo.
As respostas e os comentários desaguaram em pontos convergentes como a de que a era Vargas da cooptação dos sindicatos e dos estudantes através da UNE –União Nacional dos Estudantes ainda não se acabou; a web está cheia de blogueiros falando de imprensa golpista; o povo é iletrado; e a de que os “esquerdistas” e os intelectuais do silêncio ainda estão festejando a posse de Lula.
Teve um que disse que somos omissos, submissos e cínicos demais. Enquanto isso, estouram pelo país as marchas pelos veados, pela maconha, pelas baleias e pelo evangelismo como aconteceu na data do Dois de Julho, em Salvador, em plena comemoração da independência da Bahia no Brasil.
Os estudantes são financiados pelas estatais e os sindicatos vivem se banqueteando nos palácios. Tudo isso explica a falta de indignação dos brasileiros. Aliás, os colunistas estavam indignados com a indignação do jornalista espanhol que tinha cabimento.
O escritor alemão naturalizado francês, Stéphane Hessel, em “Indignai-vos”, diz num dos trechos do seu livro: “Olhem à sua volta e vocês encontrarão os temas que justificam a sua indignação. Não faltam razões para a ação política indignada, para a intervenção política. Vocês encontrarão situações concretas que os levarão a praticar ações cidadãs fortes. Procurem e encontrarão!”
No Brasil da corrupção razões não faltam para se indignar, mas Hessel conclama que se faça uma insurreição pacífica. No bom sentido, diria que a ação de indignação em si já deixa de ser pacífica. Ela transborda. Não acredito em indignação pacífica. Não me venham também com essa balela de que a resposta está nas eleições.
Estou indo direto ao ponto para não perder tempo e não me estender. Nesta República fatiada entre aliados insaciáveis (a cúpula do PT coloca panos quentes) por maracutaias, estamos cercados de todos os lados por larápios, gatunos, ladrões e corruptos.
São tão viciados quanto os que usam cocaína, heroína, crack e outras drogas ilícitas pesadas. Só que a droga deles é o dinheiro público e as mordomias que vão passando de mão em mão no mercado das falcatruas. Eles não se escondem em morros e becos. Moram em mansões e palácios. São a escória da sociedade. Seus pontos de tráfico são os ministérios, o Congresso Nacional, empreiteiras, estatais e demais esquinas da criminalidade desmedida, sem punição.
Indignação é pouco demais para expressar a revolta. Para essa corja, os casos mais recentes de Palocci e do Ministério dos Transportes são casos superados, casos encerrados. O outro diz que a mídia é pródiga em invencionices.
Além de tudo isso, ainda sofremos a perseguição do politicamente correto. A liberdade de expressão está sendo sufocada pelos paladinos da liberdade, e a mordaça do politicamente correto é a pior de todas. Cheira com fascismo, com a ditadura do passado. Voltamos a autocensura onde o indivíduo procura censurar ele mesmo. Poda sua fala e sua escrita.
Esses paladinos furiosos poderiam aprender um pouco com Voltaire quando disse: “Não concordo com nada que dizeis, mas defenderei até a morte o vosso direito de dizê-lo”.
Ainda nesta semana estava lendo uma reportagem onde dizia que atualmente temos mais mulheres fazendo apostas nas casas lotéricas e bebendo nos bares, se igualando aos homens. A matéria mostrava tudo isso como se fosse mais uma conquista de espaço das mulheres. Isso é bom? Só faltou fazer apologia ao número crescente de mulheres bandidas chefiando quadrilhas de marginais e traficantes.
Para finalizar, queria falar também do outro mundo sujo que é o futebol, comandado pelo todo poderoso Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol. É mais uma razão de indignação, mas o homem em entrevista à revista Piauí mandou todo mundo pra merda, como fazem nossos “dignos representantes parlamentares”.
Sem medir as palavras, o todo poderoso passa o sarrafo na imprensa, com exceção da Rede Globo que ele diz temer, mas que também sabe como controlar, colocando jogos da seleção de “tarja preta” na frente da camisa em horários nobres, como Brasil e Argentina (19 horas). Isso foi quando um repórter da rede levantou suspeita sobre seus bens. Por falar em seleção, a única explicação para a derrota contra o Paraguai foi a “tarja preta”. Todo mundo estava “doidão”.
O todo poderoso chama a imprensa de escrota, vagabunda e filhos da puta. Quando cita a CBF fala na primeira pessoa: “Em tenho 120 milhões em caixa”. Contra aqueles que o criticam afirma que vai infernizar a vida deles e promete montar uma estrutura jornalística própria para só produzir conteúdo de interesse da CBF.
É o todo poderoso quem decide onde, quando e a que horas os clubes jogam, conforme destaca a revista. Não quero, nem vou entrar aqui na questão das disputas entre as emissoras, mas o homem deixou claro que faz o que bem entender, até sacanear com os torcedores, colocando jogos para terminar lá pela meia noite.
O seu sogro e professor João Havelange lembrou que Ricardo Teixeira é mineiro e amigo do senador Aécio Neves, prevendo que a abertura da Copa de Futebol de 2014 será em Belo Horizonte. Insiste que se seu genro quiser pode fazer isso. Vamos esperar para ver o resultado.
Quanto as obras da Copa estas já estão contaminadas pela corrupção. Como afirma o escritor João Ubaldo Ribeiro, para que tanto “lero-lero” com normas, leis e regras de licitação se todo mundo já sabe que vai haver irregularidades mesmo, que vai haver superfaturamento, que vai haver desvios de dinheiro público, como já está ocorrendo. A escolha da Copa e das Olimpíadas já nasceu corrupta. O Brasil não deveria sediar esses eventos.
As respostas e os comentários desaguaram em pontos convergentes como a de que a era Vargas da cooptação dos sindicatos e dos estudantes através da UNE –União Nacional dos Estudantes ainda não se acabou; a web está cheia de blogueiros falando de imprensa golpista; o povo é iletrado; e a de que os “esquerdistas” e os intelectuais do silêncio ainda estão festejando a posse de Lula.
Teve um que disse que somos omissos, submissos e cínicos demais. Enquanto isso, estouram pelo país as marchas pelos veados, pela maconha, pelas baleias e pelo evangelismo como aconteceu na data do Dois de Julho, em Salvador, em plena comemoração da independência da Bahia no Brasil.
Os estudantes são financiados pelas estatais e os sindicatos vivem se banqueteando nos palácios. Tudo isso explica a falta de indignação dos brasileiros. Aliás, os colunistas estavam indignados com a indignação do jornalista espanhol que tinha cabimento.
O escritor alemão naturalizado francês, Stéphane Hessel, em “Indignai-vos”, diz num dos trechos do seu livro: “Olhem à sua volta e vocês encontrarão os temas que justificam a sua indignação. Não faltam razões para a ação política indignada, para a intervenção política. Vocês encontrarão situações concretas que os levarão a praticar ações cidadãs fortes. Procurem e encontrarão!”
No Brasil da corrupção razões não faltam para se indignar, mas Hessel conclama que se faça uma insurreição pacífica. No bom sentido, diria que a ação de indignação em si já deixa de ser pacífica. Ela transborda. Não acredito em indignação pacífica. Não me venham também com essa balela de que a resposta está nas eleições.
Estou indo direto ao ponto para não perder tempo e não me estender. Nesta República fatiada entre aliados insaciáveis (a cúpula do PT coloca panos quentes) por maracutaias, estamos cercados de todos os lados por larápios, gatunos, ladrões e corruptos.
São tão viciados quanto os que usam cocaína, heroína, crack e outras drogas ilícitas pesadas. Só que a droga deles é o dinheiro público e as mordomias que vão passando de mão em mão no mercado das falcatruas. Eles não se escondem em morros e becos. Moram em mansões e palácios. São a escória da sociedade. Seus pontos de tráfico são os ministérios, o Congresso Nacional, empreiteiras, estatais e demais esquinas da criminalidade desmedida, sem punição.
Indignação é pouco demais para expressar a revolta. Para essa corja, os casos mais recentes de Palocci e do Ministério dos Transportes são casos superados, casos encerrados. O outro diz que a mídia é pródiga em invencionices.
Além de tudo isso, ainda sofremos a perseguição do politicamente correto. A liberdade de expressão está sendo sufocada pelos paladinos da liberdade, e a mordaça do politicamente correto é a pior de todas. Cheira com fascismo, com a ditadura do passado. Voltamos a autocensura onde o indivíduo procura censurar ele mesmo. Poda sua fala e sua escrita.
Esses paladinos furiosos poderiam aprender um pouco com Voltaire quando disse: “Não concordo com nada que dizeis, mas defenderei até a morte o vosso direito de dizê-lo”.
Ainda nesta semana estava lendo uma reportagem onde dizia que atualmente temos mais mulheres fazendo apostas nas casas lotéricas e bebendo nos bares, se igualando aos homens. A matéria mostrava tudo isso como se fosse mais uma conquista de espaço das mulheres. Isso é bom? Só faltou fazer apologia ao número crescente de mulheres bandidas chefiando quadrilhas de marginais e traficantes.
Para finalizar, queria falar também do outro mundo sujo que é o futebol, comandado pelo todo poderoso Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol. É mais uma razão de indignação, mas o homem em entrevista à revista Piauí mandou todo mundo pra merda, como fazem nossos “dignos representantes parlamentares”.
Sem medir as palavras, o todo poderoso passa o sarrafo na imprensa, com exceção da Rede Globo que ele diz temer, mas que também sabe como controlar, colocando jogos da seleção de “tarja preta” na frente da camisa em horários nobres, como Brasil e Argentina (19 horas). Isso foi quando um repórter da rede levantou suspeita sobre seus bens. Por falar em seleção, a única explicação para a derrota contra o Paraguai foi a “tarja preta”. Todo mundo estava “doidão”.
O todo poderoso chama a imprensa de escrota, vagabunda e filhos da puta. Quando cita a CBF fala na primeira pessoa: “Em tenho 120 milhões em caixa”. Contra aqueles que o criticam afirma que vai infernizar a vida deles e promete montar uma estrutura jornalística própria para só produzir conteúdo de interesse da CBF.
É o todo poderoso quem decide onde, quando e a que horas os clubes jogam, conforme destaca a revista. Não quero, nem vou entrar aqui na questão das disputas entre as emissoras, mas o homem deixou claro que faz o que bem entender, até sacanear com os torcedores, colocando jogos para terminar lá pela meia noite.
O seu sogro e professor João Havelange lembrou que Ricardo Teixeira é mineiro e amigo do senador Aécio Neves, prevendo que a abertura da Copa de Futebol de 2014 será em Belo Horizonte. Insiste que se seu genro quiser pode fazer isso. Vamos esperar para ver o resultado.
Quanto as obras da Copa estas já estão contaminadas pela corrupção. Como afirma o escritor João Ubaldo Ribeiro, para que tanto “lero-lero” com normas, leis e regras de licitação se todo mundo já sabe que vai haver irregularidades mesmo, que vai haver superfaturamento, que vai haver desvios de dinheiro público, como já está ocorrendo. A escolha da Copa e das Olimpíadas já nasceu corrupta. O Brasil não deveria sediar esses eventos.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
CÓDIGO DE ÉTICA TEM VALOR
Sei que muita gente acha que sou revoltado, rancoroso e que carrego muito nas tintas. No entanto, com tanta coisa de malandragem e corrupção acontecendo neste país, não dá para se ter uma pena suave, com tintas cor-de-rosa. Esbravejar e xingar os malfeitores ainda é pouco, se bem que eles não estão mais nem aí. É uma safadeza atrás da outra.
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, depois de voar nas asas do avião do magnata Eike Batista, mandau criar um Código de Conduta Ética com o valor limite de até R$400,00. É o valor máximo do presente que o servidor público pode receber.
A ética passou a ser mercantilizada como qualquer outro produto nas prateleiras dos supermercados e lojas. Agora a ética tem seu preço estipulado, tabelado. O governador passou a ser inocente porque até antes não existia o código. Não sabia, coitado, que usar favores e mordomias de empresários que prestam serviços ao Estado era errado.
Vale dizer que o servidor que recebe um presente no valor de R$100,00 tem mais ética do que aquele que for presenteado (propinado) com o valor de R$200,00. Quem recebe presente de R$400,00 está no limite da ética. É muito cinismo e cara de pau desses nossos “representantes”.
Na área federal, o valor do presente que o servidor pode receber é de até R$100,00. Em São Paulo o preço da ética sobre um pouco para R$139,60. No Estado do Espírito Santo vai de R$100,00 a R$200,00. Além do valor, a ética é regionalizada. Quem é mais sem vergonha?
Ah! estava esquecendo! A ética tem até reajuste, de acordo com o índice da inflação. No Rio o preço é maior porque no do governo federal ainda não foi reajustado. Com o reajuste no âmbito federal (a tabela foi definida em 2000), o valor pode ir para R$202,40.
Já imaginou a categoria de servidores decretando greve e reivindicando que sua propina seja reajustada! Já tem propineiro por aí ameaçando fazer passeatas e greves pelo reajuste da ética, com cartazes “Queremos Aumento da Propina Já”, “A Luta Continua por uma Propina Reajustada”.
Não sei quanto vale o Código de Ética da Bahia. No Nordeste deve ter um valor mais baixo. Isso é discriminação e preconceito com a ética nordestina. O preço deveria ser até maior para reduzir as desigualdades regionais, ou sociais.
Gostaria de saber quanto vale a ética do ex-governador Arruda, do Distrito Federal. A dele era mensal. A do ex-ministro Palocci vale mais de R$20 milhões e é mais ético do que a do ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento e do seu filho que em pouco tempo ganhou mais de R$60 milhões.
E o valor da ética do deputado Valdemar da Costa Neto, do Jader Barbalho, da família Sarney e a de Renan Calheiros? Em relação a eles, o preço da ética de um policial ou de um funcionário público que recebem uma gorjeta é insignificante. Não é falta de ética.
O nosso país já tem aquelas figuras carimbadas e reincidentes, como aquele ladrão que de tão viciado, ao ser solto assalta o primeiro que passa na porta da penitenciária. Pois é, só que o ladrão volta para a cadeia, mas os de grana alta de colarinho branco continuam a desfilar por aí, e muitos são até premiados.
A ética virou uma peça subjetiva no “consciente” de cada um deles, tanto que os corruptos de hoje acham que não é mais antiético superfaturar obras, desviar dinheiro público, inclusive destinado a socorrer vítimas de enchentes, receber comissões, roubar merenda escolar, passar a mão na verba do Bolsa Família e aumentar seus próprios salários. É o arrastão dos corruptos.
Também ninguém importa mais, e a maioria ainda diz que se também estivesse lá roubaria muito. Enquanto isso, os estudantes brigam por tarifas de ônibus e os políticos e os sindicatos por cargos nos governos. Se é para se beneficiar, todos do Congresso Nacional concordam e ainda fazem pose de honestos, éticos e sérios, defensores da causa pública.
“Pega ladrão, não salva um, meu irmão”! Depois eu que sou rancoroso, revoltado e carrego nas tintas. Com pouca coisa de desmoralizante, meus velhos pais costumavam dizer que era o sinal dos tempos, do fim do mundo. Qual moral que essa corja tem para defender o “politicamente correto”, fazer leis e falar em preconceito e discriminação?
O pai que não dá exemplo pode corrigir seus filhos? O pior é que eles ensinam os filhos a roubar, passar a rasteira nos outros para se dar bem na vida e até matar, se for o caso. O pior é que os filhos estão aprendendo muito bem a lição e se saindo melhor que os pais. Exemplos não faltam.
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, depois de voar nas asas do avião do magnata Eike Batista, mandau criar um Código de Conduta Ética com o valor limite de até R$400,00. É o valor máximo do presente que o servidor público pode receber.
A ética passou a ser mercantilizada como qualquer outro produto nas prateleiras dos supermercados e lojas. Agora a ética tem seu preço estipulado, tabelado. O governador passou a ser inocente porque até antes não existia o código. Não sabia, coitado, que usar favores e mordomias de empresários que prestam serviços ao Estado era errado.
Vale dizer que o servidor que recebe um presente no valor de R$100,00 tem mais ética do que aquele que for presenteado (propinado) com o valor de R$200,00. Quem recebe presente de R$400,00 está no limite da ética. É muito cinismo e cara de pau desses nossos “representantes”.
Na área federal, o valor do presente que o servidor pode receber é de até R$100,00. Em São Paulo o preço da ética sobre um pouco para R$139,60. No Estado do Espírito Santo vai de R$100,00 a R$200,00. Além do valor, a ética é regionalizada. Quem é mais sem vergonha?
Ah! estava esquecendo! A ética tem até reajuste, de acordo com o índice da inflação. No Rio o preço é maior porque no do governo federal ainda não foi reajustado. Com o reajuste no âmbito federal (a tabela foi definida em 2000), o valor pode ir para R$202,40.
Já imaginou a categoria de servidores decretando greve e reivindicando que sua propina seja reajustada! Já tem propineiro por aí ameaçando fazer passeatas e greves pelo reajuste da ética, com cartazes “Queremos Aumento da Propina Já”, “A Luta Continua por uma Propina Reajustada”.
Não sei quanto vale o Código de Ética da Bahia. No Nordeste deve ter um valor mais baixo. Isso é discriminação e preconceito com a ética nordestina. O preço deveria ser até maior para reduzir as desigualdades regionais, ou sociais.
Gostaria de saber quanto vale a ética do ex-governador Arruda, do Distrito Federal. A dele era mensal. A do ex-ministro Palocci vale mais de R$20 milhões e é mais ético do que a do ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento e do seu filho que em pouco tempo ganhou mais de R$60 milhões.
E o valor da ética do deputado Valdemar da Costa Neto, do Jader Barbalho, da família Sarney e a de Renan Calheiros? Em relação a eles, o preço da ética de um policial ou de um funcionário público que recebem uma gorjeta é insignificante. Não é falta de ética.
O nosso país já tem aquelas figuras carimbadas e reincidentes, como aquele ladrão que de tão viciado, ao ser solto assalta o primeiro que passa na porta da penitenciária. Pois é, só que o ladrão volta para a cadeia, mas os de grana alta de colarinho branco continuam a desfilar por aí, e muitos são até premiados.
A ética virou uma peça subjetiva no “consciente” de cada um deles, tanto que os corruptos de hoje acham que não é mais antiético superfaturar obras, desviar dinheiro público, inclusive destinado a socorrer vítimas de enchentes, receber comissões, roubar merenda escolar, passar a mão na verba do Bolsa Família e aumentar seus próprios salários. É o arrastão dos corruptos.
Também ninguém importa mais, e a maioria ainda diz que se também estivesse lá roubaria muito. Enquanto isso, os estudantes brigam por tarifas de ônibus e os políticos e os sindicatos por cargos nos governos. Se é para se beneficiar, todos do Congresso Nacional concordam e ainda fazem pose de honestos, éticos e sérios, defensores da causa pública.
“Pega ladrão, não salva um, meu irmão”! Depois eu que sou rancoroso, revoltado e carrego nas tintas. Com pouca coisa de desmoralizante, meus velhos pais costumavam dizer que era o sinal dos tempos, do fim do mundo. Qual moral que essa corja tem para defender o “politicamente correto”, fazer leis e falar em preconceito e discriminação?
O pai que não dá exemplo pode corrigir seus filhos? O pior é que eles ensinam os filhos a roubar, passar a rasteira nos outros para se dar bem na vida e até matar, se for o caso. O pior é que os filhos estão aprendendo muito bem a lição e se saindo melhor que os pais. Exemplos não faltam.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
DESONESTOS E APÁTICOS
Não sei quem tem mais razão, se o Marquês de Maricá ou o escritor João Ubaldo Ribeiro. O primeiro disse certa vez que um povo corrompido não pode tolerar um Governo que não seja corrupto. O segundo comentou que além de desonestos ficamos cínicos e apáticos.
Não podemos falar na terceira pessoa do singular, mas na primeira do plural, nós somos assim, ou nos transformamos nisso que somos por puro consentimento, comodismo e aceitação. Alienamos-nos, e o grande mal da corrupção não abala mais nossa indignação e consciência de antes, não nos afronta a estupidez dos safados.
Eu diria que nos acostumamos com a desonestidade dos políticos, e as notícias de corrupção vão e voltam como no balanço das ondas do mar. Às vezes, o mar está agitado e produz ondas gigantes e perigosas. Limitamos-nos a olhar de longe a força da corrupção quebrando e destruindo com a nossa natureza.
Não fazemos barreiras, nem muros de proteção para impedir o avanço das fortes ondas, desfazendo tudo que construímos ao longo dos anos, com sacrifício e sofrimento. Nada de levantar pedras para impedir a ação intrépida dos ladrões e assassinos que chegam e vão levando tudo sem serem incomodados.
Vamos deixar de linguagem figurada e encarar a verdade que fazemos de conta que não nos diz respeito. Chegamos ao ponto crucial da desfaçatez onde toda transparência será castigada. Denunciar a corrupção pode dar cadeia, mas alguém tem que fazer o trabalho sujo da honestidade.
Fomos nós mesmo que deixamos tudo isso acontecer, como a decretação pelo executivo e o legislativo de que as obras da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016 (cheias de malandragens e ladrões) tenham licitações diferencias e corram em segredo.
Não foi o próprio presidente da Câmara, Marco Maia, quem propôs certo dia que as investigações sobre roubos sejam feitas depois de realizados os eventos! Agora, no seu entendimento, poderia atrapalhar o andamento dos faraônicos e megalomaníacos estádios e prédios.
Fomos nós mesmo que demos asas enormes e poderosas para que os predadores gaviões voassem alto e saíssem por aí deixando terreno arrasado por onde passassem. Fomos nós mesmos que criamos e deixamos o monstro crescer para nos engolir.
Não temos terremotos, vulcões, tufões, tsunamis, mas temos uma máquina destruidora desembestada e uma besta fera devorando vidas e triturando o que encontram pelo caminho. Não são comunistas, mas adoram comer criancinhas, jovens e idosos (não velhos porque não é mais politicamente correto), de preferência que sejam pobres e necessitados de assistência nas áreas social, de educação e saúde.
Ah! eles adoram deixar muita gente morrendo nos corredores dos hospitais e colocar crianças estudando em buracos, casebres e debaixo de árvores, melhor ainda se for sem sombra. Por falar em saúde, o próprio Governo faz propaganda enganosa ao recomendar que as pessoas façam exames de prevenção, como mamografias, câncer de próstata e outros, mas não existem médicos e aparelhos disponíveis.
Muitos morrem antes de fazer os exames. Agora mesmo, em reportagem, a Rede Globo mostra essa realidade que é o calvário para se marcar uma mamografia, e diz que o Governo tem uma grande dívida para com as mulheres. Só que a dívida é total, sem distinção de sexo e cor. O caos na saúde está bem perto de nós. Desse assunto falo depois.
Enquanto isso, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral viaja nas asas do avião de luxo do megaempresário, Eike Batista que acumula mais dinheiro nos superfaturamentos das obras públicas. Ainda tira um sarro com nossas caras dizendo que desconhecia as ligações perigosas e que vai propor a criação de um código de conduta para governadores e políticos que ocupam cargos públicos. Mais nada a comentar.
As ondas gigantes da corrupção se sucedem e não nos assustam mais. Nem bem iniciou a Ferrovia Oeste-Leste e a besta fera lá está no Ministério dos Transportes, engolindo dormentes e trilhos, com toda voracidade e apetite. O mensaleiro Valdemar da Costa Neto, do PR, não se saciou e lá está mais uma vez, dando suas dentadas ferozes.
Um dia a presidente decide não liberar as emendas parlamentares (moedas de troca) de R$4,6 bilhões para não comprometer o ajuste fiscal, no outro dia (pressionada) libera e manda seu ministro declarar que não compromete mais. Até tu, oh!...
A China acabou de inaugurar uma ponte de 42 quilômetros sobre o mar ao custo de R$3,6 bilhões em três anos. Fosse aqui não ficaria por menos de oito a dez bilhões e mais de dez anos. É só comparar com o metrô de Salvador, mais de um bilhão e ainda não foi concluído depois de mais de dez anos.
Transformaram o desfile cívico do Dois de Julho na Bahia numa tropa de arrastão político, com direito a cumprimentos, aplausos e tapinhas nas costas. Nós toleramos tudo isso, sem protestos, sem revoltadas, sem indignação, sem nada dizer.
Enquanto isso, lá continua o nome de Luis Eduardo Magalhães no Aeroporto Internacional de Salvador. Cinco ou seis anos do PT, e o governador diz que está conversando com a família para tentar trocar o nome, na base da conciliação. Invadem nossa casa e nada dizemos.
É tempo de exaltar e louvar a mediocridade. A nossa educação está caindo aos pedaços, e o MEC até considera falar e escrever errado, para não incomodar os incultos. Lembrei agora de uns dizeres numa prefeitura do interior: Por favor, não amarrem burros no poste para não incomodar os que estão lá dentro trabalhando.
Aqui no centro de Conquista tem uma placa: Concerto de Celulares, mas não se pode dizer nada para não ofender o dono. Você pode ser preso por preconceito. No Brasil temos cotas para tudo. Como a situação está feia e pouca gente passa nos concursos e vestibulares, não vai demorar muito tempo para o MEC decretar a eliminação da prova de língua portuguesa nos testes. Está difícil demais. Vamos igualar, porque assim se resolve o problema.
Não podemos falar na terceira pessoa do singular, mas na primeira do plural, nós somos assim, ou nos transformamos nisso que somos por puro consentimento, comodismo e aceitação. Alienamos-nos, e o grande mal da corrupção não abala mais nossa indignação e consciência de antes, não nos afronta a estupidez dos safados.
Eu diria que nos acostumamos com a desonestidade dos políticos, e as notícias de corrupção vão e voltam como no balanço das ondas do mar. Às vezes, o mar está agitado e produz ondas gigantes e perigosas. Limitamos-nos a olhar de longe a força da corrupção quebrando e destruindo com a nossa natureza.
Não fazemos barreiras, nem muros de proteção para impedir o avanço das fortes ondas, desfazendo tudo que construímos ao longo dos anos, com sacrifício e sofrimento. Nada de levantar pedras para impedir a ação intrépida dos ladrões e assassinos que chegam e vão levando tudo sem serem incomodados.
Vamos deixar de linguagem figurada e encarar a verdade que fazemos de conta que não nos diz respeito. Chegamos ao ponto crucial da desfaçatez onde toda transparência será castigada. Denunciar a corrupção pode dar cadeia, mas alguém tem que fazer o trabalho sujo da honestidade.
Fomos nós mesmo que deixamos tudo isso acontecer, como a decretação pelo executivo e o legislativo de que as obras da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016 (cheias de malandragens e ladrões) tenham licitações diferencias e corram em segredo.
Não foi o próprio presidente da Câmara, Marco Maia, quem propôs certo dia que as investigações sobre roubos sejam feitas depois de realizados os eventos! Agora, no seu entendimento, poderia atrapalhar o andamento dos faraônicos e megalomaníacos estádios e prédios.
Fomos nós mesmo que demos asas enormes e poderosas para que os predadores gaviões voassem alto e saíssem por aí deixando terreno arrasado por onde passassem. Fomos nós mesmos que criamos e deixamos o monstro crescer para nos engolir.
Não temos terremotos, vulcões, tufões, tsunamis, mas temos uma máquina destruidora desembestada e uma besta fera devorando vidas e triturando o que encontram pelo caminho. Não são comunistas, mas adoram comer criancinhas, jovens e idosos (não velhos porque não é mais politicamente correto), de preferência que sejam pobres e necessitados de assistência nas áreas social, de educação e saúde.
Ah! eles adoram deixar muita gente morrendo nos corredores dos hospitais e colocar crianças estudando em buracos, casebres e debaixo de árvores, melhor ainda se for sem sombra. Por falar em saúde, o próprio Governo faz propaganda enganosa ao recomendar que as pessoas façam exames de prevenção, como mamografias, câncer de próstata e outros, mas não existem médicos e aparelhos disponíveis.
Muitos morrem antes de fazer os exames. Agora mesmo, em reportagem, a Rede Globo mostra essa realidade que é o calvário para se marcar uma mamografia, e diz que o Governo tem uma grande dívida para com as mulheres. Só que a dívida é total, sem distinção de sexo e cor. O caos na saúde está bem perto de nós. Desse assunto falo depois.
Enquanto isso, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral viaja nas asas do avião de luxo do megaempresário, Eike Batista que acumula mais dinheiro nos superfaturamentos das obras públicas. Ainda tira um sarro com nossas caras dizendo que desconhecia as ligações perigosas e que vai propor a criação de um código de conduta para governadores e políticos que ocupam cargos públicos. Mais nada a comentar.
As ondas gigantes da corrupção se sucedem e não nos assustam mais. Nem bem iniciou a Ferrovia Oeste-Leste e a besta fera lá está no Ministério dos Transportes, engolindo dormentes e trilhos, com toda voracidade e apetite. O mensaleiro Valdemar da Costa Neto, do PR, não se saciou e lá está mais uma vez, dando suas dentadas ferozes.
Um dia a presidente decide não liberar as emendas parlamentares (moedas de troca) de R$4,6 bilhões para não comprometer o ajuste fiscal, no outro dia (pressionada) libera e manda seu ministro declarar que não compromete mais. Até tu, oh!...
A China acabou de inaugurar uma ponte de 42 quilômetros sobre o mar ao custo de R$3,6 bilhões em três anos. Fosse aqui não ficaria por menos de oito a dez bilhões e mais de dez anos. É só comparar com o metrô de Salvador, mais de um bilhão e ainda não foi concluído depois de mais de dez anos.
Transformaram o desfile cívico do Dois de Julho na Bahia numa tropa de arrastão político, com direito a cumprimentos, aplausos e tapinhas nas costas. Nós toleramos tudo isso, sem protestos, sem revoltadas, sem indignação, sem nada dizer.
Enquanto isso, lá continua o nome de Luis Eduardo Magalhães no Aeroporto Internacional de Salvador. Cinco ou seis anos do PT, e o governador diz que está conversando com a família para tentar trocar o nome, na base da conciliação. Invadem nossa casa e nada dizemos.
É tempo de exaltar e louvar a mediocridade. A nossa educação está caindo aos pedaços, e o MEC até considera falar e escrever errado, para não incomodar os incultos. Lembrei agora de uns dizeres numa prefeitura do interior: Por favor, não amarrem burros no poste para não incomodar os que estão lá dentro trabalhando.
Aqui no centro de Conquista tem uma placa: Concerto de Celulares, mas não se pode dizer nada para não ofender o dono. Você pode ser preso por preconceito. No Brasil temos cotas para tudo. Como a situação está feia e pouca gente passa nos concursos e vestibulares, não vai demorar muito tempo para o MEC decretar a eliminação da prova de língua portuguesa nos testes. Está difícil demais. Vamos igualar, porque assim se resolve o problema.
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