Será que os marginais bandidos estão mesmo apoiando a greve dos policiais militares, ao ponto de queimarem e atravessarem ônibus nas ruas e avenidas? Quem agora está fazendo a bandidagem através das táticas de terror? Ladrões e assaltantes têm interresse de publicar panfletos mandando fechar lojas comerciais? Não seria contra seus propósitos, de justamente aproveitarem a total falta de segurança pública com as casas abertas? Loja fechada dificulta e não rende assalto.
Fico aqui pensando e filosofando com meus botões. As perguntas e respostas a essas questões não são colocadas pela mídia para esclarecer à população quem está, na verdade, atrás dessas táticas usadas por traficantes e criminosos para desafiar o Estado, ou diretamente contra a própria polícia quando está de serviço.
A luta armada clandestina de esquerda também utilizou esse método para combater a ditadura militar, por motivos nobres. Pelo visto aprenderam muito bem a lição e as estratégias. É o mesmo modus operandi dos marginais para pressionar o governo, só que sempre é o povo quem paga em ambos os casos.
Não queria voltar ao assunto, mas fico incomodado com a imprensa que não vai além do registro dos fatos. Posso até estar enganado quanto as minhas interpretações, mas é o que fica no ar no meio de toda essa baderna. Sinto nisso tudo a falta de um jornalismo mais investigativo que diga para o povo o que na verdade está acontecendo e desmascare essa farsa. Que não deixe dúvidas no ar e faça uma cobertura mais aprofundada dos fatos, com mais objetividade.
Outro fato é que o motim dos policiais militares feriu princípios constitucionais, e a “oposição política” ficou em silêncio. Aliás, estamos vivendo no país a lamentável falta de oposição, a qual serve para proporcionar equilíbrio em qualquer sistema que se diz democrático, quando bem feita com sabedoria e seriedade.
Como já disse aqui, o PT apoiou, em 2001, esse mesmo tipo de greve. Quem ficou contra o movimento militar naquela época foi classificado de conservador de direita. Qual a resposta que nos dão agora? É diferente, ou as coisas mudaram? Como assim?
Repito também que com os civis em greve a coisa seria bem diferente. A pancadaria teria sido generalizada e os grevistas já teriam sido expulsos da Assembléia Legislativa na base do pau e na bala, com gás de pimenta e lacrimogêneo.
No caso dos militares, a força nacional de segurança está em torno da Assembléia para dar segurança aos grevistas e houve até festa de aniversário do general do Exército que já avisou que não vai haver confronto. Fossem os civis lá dentro, o general ia comemorar seu aniversário arrebentando de uma vez com o movimento. Depois era só festa.
Observo nisso tudo um quadro de ironia e contradição. Agora os militares estampam cartazes pedindo o não derramamento de sangue. A única coisa que ocorreu de mais violento foi o fato de alguns militares terem sido atingidos por tiros de bala de borracha que o povo em manifestações sempre leva dos militares. Sentiram na pele as balas de borracha.
No mais, o Estado não conseguiu cumprir 12 mandados de prisão expedidos pela justiça. Quando se trata de civil, os líderes são presos imediatamente de forma agressiva, e se houver reação leva tiro. A resposta sempre é: “Estamos simplesmente cumprindo ordem judicial”
É bom que as pessoas se lembrem do caso mais recente da expulsão dos moradores do bairro Pinheirinho, em São Paulo. A tropa de militares entrou destruindo tudo pela frente com a maior truculência, não poupando crianças, mulheres e idosos. O comando respondeu que tudo foi feito para cumprir a ordem judicial. Aí eles são ágeis na força bruta. Agora é só camaradagem.
Se houvesse consciência da situação em que vivemos, e isto é muito difícil de acontecer, bem que os militares poderiam expressar seu descontentamento por não terem suas reivindicações atendidas, não cumprindo ordens parta descer o porrete em civis em greve. Seria também uma forma de reivindicar. Mas, o povo que se dane e só serve para saco de pancada.
Aproveitando aqui o gancho, como se diz no jargão jornalístico, por que até hoje policiais em serviço têm que “pedir” a donos de lanchonetes e restaurantes para liberar comida, se o governo diz que oferece tiques refeições e auxílio-alimentação?
Na beira de estrada essa cena é bem rotineira, como presenciei recentemente num restaurante indo para Juazeiro, na Bahia. Tarde à noite desce um grupo armado da Caesg num estabelecimento deste gênero só para merendar. O chefe dirige-se ao gerente e solicita a liberação grátis, no que é prontamente atendido, é claro.
Não seria, nesse caso, uma obrigação do Estado fornecer o alimento e até mesmo ser proibido esse tipo de procedimento, para não criar constrangimento ao dono da casa comercial? Conversei com o gerente e ele disse que se não fizer isso não tem a devida segurança dos homens. Depois do lanche, os policiais entraram no carro e ganharam a estrada.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
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Um comentário:
PARABENS JEREMIAS. DISSE TUDO QUE E MUITO MAIS. É HIPOCRITA AER MIDIA EM GERAL. DEPOIS QUEREM ACUSAR O MST. AH SE FOSSE ELES JÁ TERIAM DESOCADO TUDO. VIU LÁ EM SÃO PAULO (PINHEIRINHO, EMBORA A PM CUMPRIA ORDEM), PORQUE NÃO CUMPREM TAMBÉM JUNTO A PM? EM SALVADOR ATÉ BOLO DE ANIVERSARIO PRO COMANDANTE. ONDE JA SE VIU ISSO!
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