A aprovação ao Governo Dilma vai muito bem, mesmo sem a faxina contra os corruptos (ratos no Senado). A inflação subiu para 6,5% e o PIB ficou em 3%. O FGTS do trabalhador só vai ser corrigido em 4,3%. É proibido criticar. Não fica bem reclamar. Tudo é festa quando se tem um trocado para uma farra com os amigos. É proibido pensar.
O aumento do salário mínimo foi superior a 14%, enquanto que os aposentados (os que ganham acima de um mínimo) vão ter míseros 6%. O governo está matando lentamente a categoria que padece nas filas do INSS e dos hospitais. Tudo é uma armação, mas ninguém fala nada, ninguém protesta.
Prometi que só ia tratar de assuntos regionais e coisas banais, mas causa-me revolta o que os governos, inclusive os ditos de “esquerda”, (pior ainda) vêm fazendo há anos contra os idosos da aposentadoria que durante anos deram duro para o progresso deste país, trabalhando com ética e seriedade. É muito cinismo dizer que o Tesouro não tem recursos quando a arrecadação de impostos bateu recorde de 1,4 trilhão de reais.
Esse não é, verdadeiramente, o meu país do qual possa me orgulhar e dizer que vale a pena viver nele. Tenho muita vergonha. Em pouco tempo, o aposentado que percebe entre três a cinco salários mínimos vai passar a receber um mínimo. Quem há cinco anos ganhava cinco está agora com três, e sem assistência à saúde e outros benefícios a que tem direito.
Por tantas injustiças como esta, o Brasil e seus políticos governantes deveriam ser levados aos tribunais internacionais para serem condenados por crimes contra a humanidade. O que o Governo está fazendo contra os aposentados é uma matança, um atentado contra a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
E cadê as instituições e as centrais sindicais que nada falam? Estão sentadas com as “burras” cheias de dinheiro e cargos oficiais. Enquanto isso, no judiciário, quatro brasileiros movimentaram 400 milhões de reais entre 2000 e 2010. As movimentações atípicas chegaram perto de um bilhão (só na Bahia – 145 milhões). No TRT do Rio de Janeiro, uma pessoa movimentou 282,9 milhões em 2002, conforme apurou o Conselho de Controle de Atividades Financeira (Coaf).
No legislativo, com as indenizações (de que eu não sei), auxílios e taxas, um deputado custa por mês ao contribuinte mais de 150 mil reais, inclusive pago pelos aposentados que ganham uma miséria e estão morrendo à míngua, sem direito a ter uma vida digna de cidadão. É muita cara de pau dizer que não tem dinheiro para dar um aumento real.
Bilhões por ano são desviados dos cofres públicos pelos ladrões corruptos. Ministros praticam irregularidades (roubo mesmo) e ainda são aplaudidos quando deixam os cargos.
As eleições estão chegando e todos entram na fila como cordeiros para votar, e ainda nos dizem que é um ato de cidadania, e acreditamos neles. Somos mesmo otários, sem reclamar. A educação continua de baixa qualidade e muitos morrem nos corredores dos hospitais por falta de atendimento médico e leitos.
Os aposentados idosos estão morrendo antes do tempo. Os estatutos de papel servem para eles dizerem que estão preocupados com as categorias mais injustiçadas, que estão fazendo alguma coisa por nós, e acreditamos. Somos felizes nessa república de bananas, cachaça, samba e carnaval.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
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