Só para variar, vou me atrever aqui a falar um pouco sobre o futebol na Bahia, correndo o risco de apanhar dos torcedores do Vitória e do Bahia. É uma vergonha. Cada um “goza” com o outro, mas ambos deixam a desejar em termos de desempenho no campeonato brasileiro. Quando começa a temporada um deve dizer para o outro: Eu sou você amanhã.
O Bahia, por exemplo, se salvou nos últimos momentos do rebaixamento e no final entrou no rabo da Sulamericana. A torcida fez festa e carnaval como se tivesse ganhado o campeonato. Já se acostumou em se contentar com o pouco, e não brigar para que o time não sofra tanto na disputa nacional.
No próximo ano começa tudo de novo. Logo no início, torcedores, diretoria, corpo técnico e até a mídia esportiva começam com uma calculadora numa mão e com o secador na outra para secar o adversário. Os apresentadores de programas esportivos mais parecem animadores de torcidas. Comentário mesmo de futebol, pouca coisa. Nada de críticas.
No Vitória não é diferente. Fica com aquele time arrastado, secando todo o tempo os adversários e, no final, o cálculo não fecha para a primeira divisão. As contratações de jogadores pelos representantes baianos para a competição são malfeitas, com atletas de fora que já estão cansados e quase nada rendem.
Predomina no futebol baiano o “cartolismo” de 30 anos atrás. As gestões são tão anacrônicas que nem funcionam mais para o campeonato baiano que é muito fraco, com times do interior desprovidos de estrutura. Quando termina a temporada, renovam-se as esperanças de mudanças de times fortes. É aquela mesma lengalenga de sempre.
As torcidas acreditam, e quando tudo começa é aquele sofrimento do início ao fim. Os juízes são sempre culpados e até alegam que a bola não quer entrar no gol. É fácil de resolver. Cada um entra com sua bola debaixo do braço, aquela certa para entrar.
Quando Salvador tinha seis times (sempre fui torcedor do Galícia), com os cartolas que de certa forma ainda estão lá, o Bahia e o Vitória faziam de tudo nos bastidores para massacrar o Ipiranga, Botafogo e o Leônico, interferindo nas decisões dos apitos dos árbitros. Agora sofrem na pele o que faziam antes.
Conseguiram acabar de vez com os adversários. Há muitos anos que a capital só tem Bahia e Vitória, brigando entre eles para ver quem sofre mais. É verdade que também faltou competência e organização dos outros, mas acompanhei as pressões para derrubar um time menor quando despontava como campeão.
Em 1967, por exemplo, melaram a vitória do Galícia que só conseguiu ser campeão em 68 e, mesmo assim, sendo vítima de tramóias dos cartolas. Bem, não adianta chorar pelo leite derramado, mas no presente, o futebol baiano é uma vergonha. Ao invés de formar uma base com jogadores locais, preferem fazer contratações caras que não dão resultados. Aliás, dão para os bolsos deles, donos dos times.
Mudando de assunto, até que enfim Carlos Lupi se tocou e deixou o Ministério do Trabalho. Saiu com o troféu de maior cínico da história brasileira. Conseguiu superar Paulo Maluf e deixar comprovado que corrupção virou status. O caso dele parece com aquele do amante que é torturado lentamente pela amante até a morte.
Li um dia desses o comentário de um articulista que enumero os predicados de José Ribamar, o Sarney do Senado. Dizia ele que Sarney é aproveitador, caíque, coronel, oportunista, cúmplice da ditadura, fisiologista, imoral e especialista em atos secretos. Agora está querendo mudar sua imagem contratando um marqueteiro. É muita cara de pau.
As corregedorias das instituições, como do Judiciário, não corrigem. Colaboram com a corrupção, protegendo a bandidagem através do corporativismo. Quem constatou isso foi o próprio Ministro da Justiça. As corregedorias fazem o conluio dos malfeitos. Verdadeiramente, o modelo político está falido.
Em quatro anos, segundo dados do IBGE, a taxa de homicídios entre jovens de 12 a 17 anos aumentou 361,62%. Em 2004, a taxa por 100 mil habitantes era de 8,6%, passando para 31,1% em 2009. Os jovens negros são as maiores vítimas. Sobre isso, os estudiosos afirmam que existe um processo sistemático de genocídio da juventude negra. Deixa a entender que existe uma política intencional de matança e execução dos negros. Se é isso mesmo, é muito grave.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
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Um comentário:
Macário, o seu Galícia realizou nesta última segunda-feira, eleições e uma grande frente de renovação está sendo construída. Toda a equipe de diretores e vice-presidentes que está entrando é composta de pessoas jovens com novas, empreendedoras e modernas ideias. Creio que a partir de 2013 veremos o alvorecer de uma nova era para nosso querido Azulino Demolidor de Campeões. Leia a matéria, grande abraço.
Dilson Silveira
http://www.granadeiros.com/
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