O gancho do assunto era outro, mas resolvi mudar depois de mais uma semana de cantorias, cantatas e discussões com amigos e amigas no meu simples e modesto “cafofo”, ou aliás, Nosso Espaço Cultural divertido e instrutivo, na rua “G”, 296, do Jardim Guanabara, ou bairro Felícia, como queiram.
Não queria falar sobre estes encontros sabáticos, pelo menos por enquanto, mas estou sendo forçado em razão da dimensão que estas “reuniões” informais tomaram, com amadurecimento contínuo de idéias brotadas das cabeças iluminadas dos frequentadores da noite. A coisa ficou séria.
Portanto, peço permissão e licença dos companheiros e companheiras para adiantar algumas considerações sobre o Nosso Espaço Cultural, e digo, nosso porque não mais me pertence o pequeno acervo que nos acolhe todos os finais de semana, com livros e obras de grandes autores, objetos artesanais, coleções de vinis, filmes em DVDs, fotografias, chapéus e outras quinquilharias populares.
A idéia nasceu do “Vinho e Vinil” que há dois anos vem sendo realizado com o propósito de resgatar a boa música dos discos chamados de “bolachões” dos anos 60 e 70, e de um bom “bate-papo” regado ao vinho. No primeiro estiveram José Carlos, Genivan, o cantor e compositor Mano di Souza, José Silva, José Carlos D´Almeida (sempre presentes) e outros convidados.
No segundo “Vinho e Vinil” (julho deste ano), o amigo Mano Di Souza arrastou seus filhos e esposa, acompanhados da cantora Marta Moreno quando fizemos uma noite musical com total espontaneidade que agradou a todos. Convidamos mais intelectuais e artistas, mas devido as obrigações pessoais não puderam comparecer. Mais uma vez as presenças dos fotógrafos José Silva e D´Almeida.
A partir de julho os encontros continuaram nos finais de semana, mesmo sendo, às vezes, a dois, como ocorreram entre eu e D´Almeida. O mais importante é que a intenção de criar um Espaço Cultural não morreu. Persistimos chamando as pessoas a comparecerem.
Aí apareceu o Augusto Queiroz, assessor de Comunicação da Embasa e nova personalidade da cidade que se integrou ao pequeno grupo para dar uma força, e que força. Juntou-se à irmandade o cantor, compositor e ambientalista André Cairo, para solar na sua viola belas músicas derramadas de poesias e protestos.
Para encantar mais ainda as noites temperadas de muitas conversas e ricas de informações, estiveram sempre presentes as amigas Nadir e Camila com seus sorrisos de meninas. Mais inspiração e mais sugestões se afloraram, sempre caminhando para consolidar o Nosso Espaço Cultural, num plano normal como as coisas devem ser feitas democraticamente.
Recebemos também a visita, mais uma vez ilustre, do companheiro Genivan, acompanhado de sua esposa. Debatemos muitos assuntos, especialmente a forma de concretização de mais um Espaço Cultural em Conquista, voltado para a comunidade e às pessoas interessadas em cultivar o conhecimento.
No último sábado (dia 22) tivemos a honra de receber o menestrel compositor, cantor e pintor, Roberto Bach (pode ser Mozart) que nos privilegiou com um som que os ouvidos adoram escutar. Irreverente com suas tiradas e espírito crítico, Roberto somou-se ao grupo a convite de Nadir e Augusto. Só tenho que agradecer a todos.
Não foi só isso, além da presença marcante de Camila, com as honras da casa pela minha querida Vandilza, o encontro cultural também contou com a voz e o som de Mano de Souza “doidão”. Foi mais uma noite memorável. Cada um traz seu vinho (pode ser outra bebida) e colabora no tira-gosto, que não pode faltar.
Vamos deixar de papo e tratar do que mais interessa que é a criação do Nosso Espaço Cultural que, como disse antes, não pertence só a mim. O projeto ainda está embrionário, mas vai prevalecer a vontade democrática do grupo para que se torne realidade.
Para tanto, convidamos mais gente para se juntar a essa empreitada cultural, inclusive com o apoio imprescindível de órgãos públicos e entidades do segmento. Um alô ao nosso amigo Miguel Felício e demais.
Não dá mais para voltar atrás. Agora somos todos responsáveis. O objetivo é unir num só espaço a expressão de várias linguagens artísticas, da cultura acadêmica à popular, principalmente.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
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