Com os movimentos começando a mostrar a cara (ainda que de forma tímida) em várias capitais do país contra a corrupção no governo, no legislativo e no judiciário, os mesmo que querem que permaneça a roubalheira estão dizendo que são grupos de mauricinhos e patricinhas, coisa da elite.
Que seja, e que venham também os esmolambados, esfarrapados, descamisados, os riquinhos e as riquinhas, os heteros e os homos, os negros e brancos, intelectuais e artistas de todas as linguagens porque a bandida da corrupção está em todo lugar e não tem vergonha de entrar em surrupiar nosso dinheiro.
A indignação não deve ter cor nem classe. As centrais sindicais deveriam sim se envergonhar. Preferem ficar de fora e dar as costas ao povo. A UNE (União Nacional dos Estudantes) também não se engajou nas manifestações como fez historicamente na década de 60 em defesa da democracia e de uma boa educação. São as bandidas cooptadas.
Apareceu um “articulista” por aí querendo se aparecer, dizendo que a corrupção e os supersalários dos deputados e senadores são coisas secundárias. O mais grave, na sua concepção, são os altos juros cobrados pelos banqueiros, verdadeiros espoliadores da nação.
É uma brincadeira! Eles também estão no rol dos corruptos, como os empreiteiros que fazem “doações” para os políticos para depois receberem o triplo em troca, na base dos superfaturamentos, sem contar as comissões pagas para terceiros.
Devemos lutar contra toda essa cambada de “malfeitores” que praticam assaltos à luz dia. O número de deputados e vereadores (querem aumentar mais ainda) com seus supersalários é outra afronta num país com baixos índices na qualidade da educação e da saúde, sem contar a grande dívida social.
Não me venham com essa de querer dizer que as críticas contra a corrupção nos ministérios e entre os políticos são coisas de uma “mídia golpista e mafiosa”. Dá para entender que a mídia tem seus defeitos e interesses, e não é nada independente e isenta. No entanto, a corrupção está aí escancarada para todo mundo ver. Ir contra é um dever.
Aliás, a bandida está presente em todo lugar, não somente entre os políticos e governantes. A bandida contaminou as ONGs que recebem um “montão” de dinheiro dos governos e embolsam a grana, sem nada fazer em benefício do povo. Está nas filas e nas ruas quando alguém procura atravessar os outros para levar vantagem em tudo.
A bandida é tão safada que foi dar plantão no judiciário, vendendo sentenças. Está nas repartições públicas recebendo propinas. Está no trânsito apagando multas dos motoristas, invadindo sinais e dando “roubadinhas”. Está nas salas de aula quando professores fazem de conta que ensinam. Está nos alunos que copiam trabalhos na Internet.
A bandida não dá trégua, nem tira férias. Contaminou tanto que virou uma espécie de cultura brasileira e esconjura quem não seguir seu rastro, ou não estiver ao seu lado. A bandida jogou a honestidade na vala comum entre os renegados e marginalizados.
É preciso, pois, um bom combate com mais e mais gente nas ruas e praças para enfrentar a bandida que virou uma fera indomável e insaciável. Virou uma vampira que se habituou com a luz do dia. Ela nem liga mais e faz questão de que a chamem de bandida, ou de bandido, como queiram.
Por falar nisso, o ministro dos Esportes, Orlando Silva, do PC do B (quem diria!) foi chamado de bandido que também chamou o outro de bandido. Que bandalheira! Que vergonha! O ministro ofendido nem ao menos disse que processaria seu desafeto por calúnia. A ratazana continua roendo a roupa de Roma. Batem boca, mas depois se reconciliam.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
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