Tinha um partido político que fazia um escarcéu danado quando os governos passados falam em privatização de bens, empresas e patrimônio público. Agora considera certo fazer o que antes era tido como errado.
O Governo do Estado privatizou as estradas em torno de Salvador e permitiu à iniciativa privada instalar cancelas em todos os pontos de acesso à capital. O partido do poder não diz nada. É uma escorcha escandalosa contra o contribuinte que alienado e sem conscientização política paga e consente.
Colocaram cinco porteiras de pedágios na BR-116 (Rio-Bahia) de Salvador até Vitória da Conquista. O povo paga e ainda acha bom. O novo aeroporto de Vitória da Conquista, orçado em R$30 milhões (vai ser muito mais que isso com os tais aditivos), depois de pronto vai ser privatizado. Não existe mais crítica ao capitalismo porque quem fazia agora está na nau capital.
Vão ser privatizados também os aeroportos de Feira de Santana, Lençóis, Teixeira de Freitas e Ilhéus. Os principais aeroportos do Brasil vão ser privatizados e já se fala nos Correios. Tinha um partido que não podia ouvir falar em privatização que botava sua tropa nas ruas.
Na campanha eleitoral passada, o partido acusou a “oposição” de querer privatizar o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Petrobras. Fizeram um estardalhaço danado para confundir o eleitor. Será que agora o partido viraria a mesa se o Governo anunciasse essas privatizações.
Agora não é mais traição e demonstração de incompetência administrativa. Elegemos os governos para que eles cuidem dos nossos bens e não passem para o capital privado. Para que, então, tantos cargos no Governo ganhando os tubos?
Nesta semana, a Comissão de Justiça da Câmara dos Deputados aprovou, em três minutos de sessão, mais de 100 projetos, com a presença de apenas dois deputados. O presidente da Câmara, Marco Maia, do PT, disse ser normal e que tudo foi feito dentro da normal regimental. Agora é correto que se faça tal excrescência. Antes não era. Somos mesmo uns idiotas.
A Câmara de Salvador, por unanimidade, aprovou aumento de 41 para 43 vereadores, e a mesa diretora ainda afirma que não vai elevar custos para o legislativo. É muito dinheiro rolando e sobrando. Pode-se dizer hoje que ainda existe político sério? Todos concordaram, meu amigo!
A reforma política do PT só serve para o partido do poder que defende financiamento da campanha pública (já existe há muito tempo). Isso não passa de um álibi para a o “Mensalão do Caixa 2”. Querem criar um fundo partidário com dinheiro do orçamento de pessoas físicas e jurídicas.
No esquema proposto, R$1 bilhão sairia do orçamento, R$300 milhões do fundo e mais R$800 milhões da renúncia fiscal das emissoras de televisão. A partilha desse montante de mais de R$2 milhões favoreceria o PT e o PMDB, é claro.
É muita grana, meu camarada! Alguém aí pensou na saúde e na educação? Tinha um partido um dia que se importava com essa calamidade pública. Que morram os imbecis miseráveis das portas dos hospitais. Para um coitado morto, nascem mais dois.
A corregedora do Conselho Nacional de Justiça, como aquela pessoa que está com um problema engasgado na garganta e precisa botar para fora para se aliviar, desabafou que na magistratura existem muitos bandidos atrás da toga.
O presidente do Conselho retrucou, com veemência, de que não existe banditismo, mas desvios, argumentando que houve equívoco e um excesso de destempero por parte da denunciante. Bandido só nos morros. É coisa para assaltante, ladrão e traficante.
Para os togados e donos do poder, o nome correto, fino e apropriado é desvio, assim falou o senhor patrão. Subordinado é para ficar calado. O que era errado agora é certo, e não se fala mais nisso. Nulo neles, minha gente.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
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