Pode ser um termo até batido, mas foi a melhor expressão de título para falar da eterna Roma dos imperadores e das conquistas históricas; seus filósofos meios gregos e romanos; suas orgias; sem falar do povo e dos aquedutos das águas termais que ficaram famosas.
Passear em Roma e visitar o Vaticano com sua esplendorosa Basílica de São Pedro, o Coliseu, o Arco do Triunfo, a Fontana di Trevi, os monumentos e prédios antigos de mais de dois mil anos, além de outros locais históricos da humanidade, é o mesmo que entrar no túnel do tempo.
Penetrar no Coliseu onde se realizavam os combates entre os gladiadores é sentir a sensação de estar ali vendo o povo acenando, gritando por morte ou ovacionando os vencedores. É lembrar do imperador Nero se delirando das suas atrocidades e loucuras. É lembrar de cenas do clássico filme Gladiadores. É lembrar dos Césares glorificando suas vitórias, dando o circo prometido para amenizar as queixas e feridas do povo.
Não resta dúvida que se tem uma sensação diferente e o visitante sente que os outros ali estão também sentindo o mesmo, tirando fotos belíssimas do que restou. São rostos das mais diferentes nacionalidades que se interagem no mesmo pensamento.
Só não gostei da falta de organização para se conseguir um ingresso por 12 euros. Uma multidão entra na fila, mas quando chega próximo aos guichês tudo vira uma confusão e aí, salve-se quem puder. Todo esforço é válido para quem sai do outro lado do Atlântico.
Próximo à entrada do principal portão, o Arco do Triunfo faz o visitante novamente entrar no túnel do tempo, vendo os generais chegando em suas carruagens vitoriosos das guerras, sendo saudados pelas multidões e pelos imperadores e rainhas.
Em torno do Coliseu, colunas de antigos palácios e templos se mantêm firmes como testemunhos de um império que conquistou e dominou toda Europa e parte da Ásia por vários séculos antes e depois de Cristo.
Dizem que quem for a Roma e não visitar o Vaticano, não foi a Roma. Mas, não é somente isso. Tem que ir também à Fontana de Trevi e ao Coliseu, principalmente. Para quem tem pouca grana como eu, o tempo é curto e tem que correr, de preferência, a pé mesmo.
A Fontana é como se fosse uma pop star, ou uma pintura de Monalisa no Louvre, que todo mundo quer conhecer e tirar fotos. Todos querem jogar uma moeda na fonte e fazer um pedido.
Eu não joguei, talvez por ser do contra e por economia mesmo. Afinal de contas, sou subdesenvolvido e não vou dar meu dinheiro a rico. Por todos os becos e vias da antiga Roma, as pessoas se cruzam e os caminhos levam ao mesmo lugar. Mais parece dia de jogo de futebol de um clássico.
Vaticano, Coliseu e a Fontana são como lugares sagrados das visitas, e os outros pontos ficam para depois. Mas, quem vai à encantadora Roma não pode deixar de ir ao Castelo de Santo Ângelo, ou Castel Sant´Angelo. Lá está em seu museu uma exposição da vida do revolucionário Giussepe Garibaldi que unificou a Itália e passou pelo Brasil na Guerra dos Farrapos, no Rio Grande do Sul, no segundo reinado de D. Pedro II.
Do alto do Castelo se tem uma bela vista de toda Roma, e tive o privilégio de pegar um pôr-do-sol deslumbrante. Lá também tem uma velha catapulta dos tempos antigos, corroída pelo tempo.
O Museu de Roma é outro local que não se pode deixar de ir. É também um entrar no túnel do tempo com pinturas dos renascentistas e preciosas esculturas das conquistas do império. A Basílica de São Pedro, nem é preciso falar muito da sua história, mas o Museu do Vaticano é pura ostentação da Igreja, com suas peças de pedras preciosas de ouro e esmeraldas. Não condiz com a pregação de Cristo.
Quanto aos italianos, como muitos já sabem, falam alto como se estivessem numa briga. Como em muitos países da Europa, inclusive na capital Paris, o povo não trata muito bem os turistas, mas fui lá por outros motivos bem mais importantes. Em toda parte, se perdeu a solidariedade e o calor humano.
No Vaticano, por exemplo, presenciei uma cena grosseira. Para arrumar a fila de entrada na Basílica, um guarda gritava e berrava com os turistas, com a maior estupidez, ao ponto de alguns visitantes irem para cima e também gritarem; Por que gritas?
Em Paris, o recepcionista do hotel onde me hospedei ficou furioso porque simplesmente esqueci de descer as malas no último dia para mudar de quarto conforme estava previsto. Jogou meus pertences todos na portaria e quando cheguei da rua me atendeu com brutalidade. Foi um bate-boca feio. Lá eles não respeitam o cliente porque sempre tem outro na fila.
Voltando a Roma, os comerciantes de bancas de revistas e venda de souvenires são todos paquistaneses e indianos. São desconfiados para com os turistas, principalmente os brasileiros. Acham que todos são malandros e passam notas falsificadas.
No entanto, o que mais me irritou em toda viagem foram os aeroportos com suas minuciosas revistas e filas para conferir as passagens, tudo culpa dos americanos que com seus fundamentalismo e arrogância ocidental de nação dominante do mundo fizeram surgir grupos também fundamentalistas para revidar com golpes de violência e vingança.
Com tanta inspeção e exigências para se chegar com duas a três horas das partidas dos aviões, passa-se mais tempo nos aeroportos que voando nas viagens. Mas, hoje, todo mundo já acha normal e, comodamente, concordam com as regras de invasão de privacidade. Todos temem que aconteçam atos criminosos. Tudo isso deixa o passageiro tenso e nervoso.
Esperar malas nos bagageiros quando se desce num aeroporto é também teste de paciência, sem contar a falta de respeito para com o turista. Em Roma, por exemplo, sua mala desce de uma altura de quase um metro até a esteira. Em Lisboa, o visitante deve ter muito cuidado com os taxistas safados que cobram uma taxa irregular por fora e ainda gritam para defender de que estão corretos. Chame a polícia. A malandragem não acontece somente no Brasil.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário