Não sou cientista político, cirurgião plásticon de programas de candidatos,nem marqueteiro de salão de beleza, mas vou aqui dar meus pitacos e meus petelecos. Quem quiser que pegue-os, amasse-os e façam o que bem quiserem. Podem cuspir fogo ou dar dentadas raivosas.
Além de uma equipe fraca e um programa sonolento (Serra parecia mais um frade de voz mansa e medrosa), o candidato do PSDB errou desde o primeiro turno das eleições em não bater em Lula. Bater que eu falo é mostrar os erros do Governo, especialmente no âmbito internacional e sua ligação estreita com o chavismo do venezuelano.
Mostrar que no início, o Programa do PT dizia e prometia uma coisa e fez outra totalmente diferente. Mostrar que o governo está alinhado com as elites e o capitalismo, embora faça o Bolsa Família dos pobres. É subserviente aos banqueiros e aos empreiteiros - as categorias que mais foram e vão continuar sendo beneficiadas no Brasil. Cadê a reforma agrária e a abertura dos arquivos da ditadura?. Cadê a punição aos torturadores do regime militar? Promessas em vão.
Mostrar que o país já está no rumo da unanimidade e quem for contra apanha, é execrado e excomungado. Mostrar o patrulhamento a que estamos sujeitos e que a imprensa já está nas garras da mordaça e da censura.
Sem essa desses tais cientistas políticos de meia tijela de que bater só leva ferro no final da campanha. No bom sentido, quem não bate apanha. Não estou me referindo a agressões de qualquer jeito ou pessoais. Estou me referindo a fazer críticas com fundamento, com base e argumentos sustentáveis. É isso que acontece em elições de outros países, inclusive Estados Unidos e na Europa.
É triste ver um país sem oposição. No início da campanha, ainda no primeiro turno, José Serra chegou a elogiar Lula. Aonde se vê isso! Serviu de chacota e piadas. Ele e sua equipe fraca ficaram com medo de mostrar o outro lado.
No lugar da firmeza nas críticas como oposição, passou a falar de aborto e casamento de homossexuais. Sua preocupação foi dizer que era católico e a Igreja ficou no armário. O que tem a ver religião e Deus com essa política de políticos alejados?
Por outro lado, se não existe oposição, também não existe partidos. Boa gente do PSDB, inclusive candidatos a governador, ficou o tempo todo fazendo o jogo da situação, do governo. Aecio Neves, do Minas Gerais, só veio aparecer no segundo turno e de forma bem tímida, fazendo corpo mole.
Apesar de um programa também fraco, Dilma se amarrou a Lula que ficou o tempo todo intocável, só falando e mandando suas "porradas", inclusive na imprensa. O candidato José Serra perdeu e pecou por omissão.
Nenhum dos dois tinham programas de governo, mas Serra era mais preparados. Já vão dizer que sou machista e preconceituoso. Vou fazer o quê? Posso ainda usar o meu direito de expressão? Patrulhamento é coisa da ditadura. Vão dizer que sou de direita e conservador.
Você também tem o direito de falar isso, mas não tente tolir a liberdade do outro.
Esses programas eleitorais já ultrapassaram a linha da chatice. As campanhas dos marqueteiros são horríveis,defasadas e esclerosadas. Os debates mais parecem teatros de última categoria. Pastelões de péssima qualidade. O pior de tudo é ver entrevistados dizerem que os debates são importantes e vão servir para tirar suas dúvidas.
Basta de tanta hipocrisia, principalmente da mídia amarelenta e remelenta. Basta de tanta mentira e faz de conta. O cidadão, coitado, entra nessa e vai dizendo que está exercendo plenamente sua cidadania. É tudo uma faz de conta.
domingo, 31 de outubro de 2010
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