Um volume de negócios superior a R$80 milhões marcou a 44ª Exposição Agropecuária, Comercial e Industrial de Vitória da Conquista – a Expoconquista – 2010, cujo evento completou neste ano 80 anos de criado. Nos últimos anos, graças às parcerias com outras entidades, órgãos e empresas, houve um crescimento substancial de sua estrutura com a instalação de quase 400 estandes, destacando a 7ª Feira Coopmac-Sebrae, uma das principais atrações do Parque Teopompo de Almeida.
A festa foi marcada também pela comemoração dos 50 anos da Cooperativa Mista Agropecuária Conquistense – a Coopmac que começou como uma pequena associação de produtores até se tornar numa estrutura forte, responsável pelo desenvolvimento da cafeicultura e sustentação da economia do município e da região.
O maior peso de seus negócios ainda é o café, mas a Exposição, a partir do trabalho conjunto com diversos parceiros, se tornou num evento tradicional que já faz parte do calendário de Conquista. A Feira Coopmac-Sebrae, com seus 145 estandes e três auditórios onde foram realizadas 80 palestras, já é uma referência de parceria que deu certo, segundo o presidente da Cooperativa, Claudionor Dutra.
“O MELHOR SÃO AS PARCERIAS”
Sobre a expansão das exposições, Claudionor afirmou que atualmente o que se tem de melhor é a parceria com o Sebrae, Prefeitura Municipal, com as faculdades, a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-Uesb, com os bancos, Secretaria da Agricultura do Estado, Ministério da Agricultura, associações, entre outros órgãos e empresas locais.
Para ele, estas parcerias têm sido instrumento de desenvolvimento das exposições, chegando com a estrutura atual de uma área de 200 mil metros quadrados e participação de 1.500 animais, além de espaços para concessionárias de veículos, tratores, máquinas agrícolas, aviação, parque de diversão, rodeios e empresas de pequeno, médio e grande porte.
De acordo com Claudionor, a exposição não é apenas local de negócio, mas também de conhecimento, cultura e entretenimento. Apontou, por exemplo, que o Sebrae neste ano montou um projeto arrojado de palestras, atraindo cerca de cinco mil pessoas entre empresários, técnicos e interessados na capacitação e na aprendizagem.
Inicio da exposição em 1930
O presidente da Coopamac lembrou que a entidade é fruto de um trabalho que se iniciou com o prefeito Regis Pacheco quando reuniu os empresários para criar a Sociedade Rural do Sudoeste da Bahia, para desenvolver o setor do agronegócio. Essa associação perdurou até 1960, passando por vários dirigentes, quando se transformou numa cooperativa. Nessa época (1960), a entidade já era possuidora do Parque de Exposições, sendo que a primeira festa foi feita em 1930.
O primeiro presidente dessa cooperativa – a Coopmac – foi o produtor Jaimilton Gusmão, tendo como finalidade principal o desenvolvimento da agropecuária (comercialização de alimentos) que era a base da economia do município. Já a partir da década de 70, a cooperativa passou a ser um instrumento que abraçou a causa da cafeicultura na região sudoeste. Para se ter uma idéia, de lá para cá, a cafeicultura já injetou mais de R$5 bilhões na economia – apontou Claudionor.
Com as mudanças, hoje Conquista não depende tanto da atividade agrícola, sendo o comércio o segmento mais forte. No entanto, segundo o presidente, foi o café que alavancou esse crescimento. Citou que o presidente Ubirajara Fernandes foi um importante dirigente na formação dessa história.
Depois desse tempo de atuação, a Coopmac hoje possui um patrimônio em torno de R$80 milhões, contando com o Parque de Exposições, uma loja de produtos, uma indústria de sal mineral, fábrica de café torrado e uma empresa de beneficiamento de café. Informou que todo café exportado na Bahia passa pela cooperativa, inclusive de Brejões e da Chapada Diamantina.
O sudoeste da Bahia tem 39 municípios com aproximadamente um milhão e 300 mil habitantes (7% do território do Estado) e toda essa região só exporta 0,8%, sendo que desse total, 0,6% é de café. Todo produto é processado dentro da Coopamc, saindo pronto para ser exportado para outros países, inclusive o café torrado e moído.
O número de associados atualmente de aproximadamente 250 ainda é pequeno na avaliação do presidente, tendo em vista que já contou com três mil filiados, “mas as pessoas decidiram sair por não terem cumprido com suas funções de cooperados”. Acredita, no entanto, que esse número tende a crescer.
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