terça-feira, 1 de dezembro de 2009

PALESTRA ABRE OFICINA


Otimismo, motivação, perseverança, persistência, capacidade de assumir riscos, identificação com as oportunidades, busca do conhecimento, dinamismo, organização, independência e liderança foram os pontos chaves abordados, de forma didática e dinâmica, pelo palestrante José Hamilton Sampaio na abertura da “Oficina do Empreendedor” no dia 27 à noite, em Guanambi.

A solenidade de abertura dos trabalhos contou com as presenças do vice-prefeito de Guanambi, Charles Fernandes, do coordenador regional do Sebrae/Vitória da Conquista, Cláudio Cardoso, do secretário de Indústria e Comércio do Município, Hugo Costa, do vereador Adão Oliveira, da diretora da CDL, Alvisa Prates e da primeira-dama municipal, Solange Coelho.


MAIS DE 60 OFICINAS


A “Oficina do Empreendedor” foi organizada pelo Sebrae/Ponto de Atendimento de Guanambi em parceria com a Prefeitura Municipal e diversas entidades e empresas como Senac, EBDA e Câmara de Dirigentes Lojistas. Com um público de mais de 300 pessoas, as atividades foram realizadas na Câmara de Vereadores, e as oficinas nos dias 28 e 29 no Colégio José Neves Teixeira.

Neste ano o Sebrae/Bahia deve realizar mais de 60 oficinas no Estado contra 44 no ano passado. O coordenador regional do Sebrae/Conquista, Cláudio Cardoso, disse na abertura que esses cursos disponibilizam condições para que as pessoas abram seus negócios ou melhorarem a gestão de suas empresas. “É um programa democrático e gratuito que visa preparar a pessoa para enfrentar as dificuldades”.

Para o secretário da Indústria e Comércio, Hugo Costa, a parceria da Prefeitura Municipal com o Sebrae é de suma importância, especialmente em se tratando da “Oficina do Empreendedor”, pois Guanambi tem se tornado num pólo regional de capacitação profissional nos últimos tempos.

De acordo com ele, é mais uma oportunidade dos empresários e de quem quer criar seus negócios, para ampliar e melhorar suas empresas. Esse programa, no seu entendimento, melhora também o nível de empregabilidade no comércio e, consequentemente, a qualidade no atendimento.

Quanto a decadência do algodão no final dos anos 80 que acarretou queda na economia, disse que Guanambi reagiu e passou a adotar outras alternativas de produção na retomada do desenvolvimento. Hugo assinala que o município hoje já é um grande pólo educacional e comercial, atraindo inúmeras cidades da região, para comprar e efetuar negócios.


PROGRAMA SÉRIO


O palestrante e consultor do Sebrae, José Hamilton Sampaio, declarou que a “Oficina do Empreendedor” é um programa sério que está compatível com o objetivo do órgão que é fomentar a pequena e a micro empresa. A Oficina, segundo ele, prepara o indivíduo para o espírito do empreendedorismo de forma prática onde o cidadão em poucas horas tem condições de aplicar sua aprendizagem.

Nas oficinas em que já participou, o administrador José Hamilton garantiu ter observado a qualidade dos profissionais escolhidos para transmitir os conhecimentos, tanto na regional da Mata Atlântica como na de Vitória da Conquista e no Oeste. Na sua análise, a receptividade tem sido muito boa por parte dos inscritos. Destacou ainda que assim que é lançada uma Oficina, as inscrições rapidamente se encerram por falta de vagas, como aconteceu em Guanambi.

Após os cursos, os participantes, de acordo com o professor, já podem praticar o que aprenderam, como fazer um pão, pintar uma unha, um petisco, um drink, corte de cabelo ou um pequeno processo de gestão nas organizações.

Para Hamilton, as oficinas abrem as visões das pessoas, tirando a idéia de que empreendedorismo é algo que tem que nascer com a pessoa. “É cultura de aprendizado e força de vontade e acredito muito nesse programa”. Se continuar como está, em breve, conforme prognosticou, teremos na Bahia uma cultura empreendedora consolidada.

Sobre a nova mentalidade dos jovens, José Hamilton afirmou que no Brasil, anteriormente, o empreendedorismo era encarado para a pessoa que não tinha alternativa de emprego. “Hoje, pelas últimas estatísticas, o empreendedorismo não é mais uma opção para o desemprego, mas uma decisão para o cidadão”.

O aluno que está na faculdade passa a acreditar que no futuro a relação emprego/empregador/empregado, mediante carteira formal, está começando a rarear por causa do custo - advertiu. A opção tem sido a terceirização. Além do mais, ressaltou que na relação do trabalho, o colaborador pode ser um empreendedor dentro da organização. Na cultura do empreendedor, na visão do palestrante, o indivíduo é treinado a perder o medo e descobrir suas potencialidades.

Sobre o nível do ensino superior, José Hamilton adiantou que as faculdades atuais estão em fase de mudança, mas confessou que a mentalidade do professor e do doutor ainda é muito acadêmica. Reconhece que o mestre ainda tem pouca prática de mercado e de gerência empresarial. “Muitas escolas estão optando em fazer um mix de professores para mudar a situação”.

Ele observa que as faculdades mais independentes são mais agressivas no mercado, buscando mais profissionais da área. A tendência, em sua opinião, é unir a cultura e a parte acadêmica ao desenvolvimento da praticidade de mercado. Avalia que as faculdades devem ter em seus cursos a disciplina gestão empreendedora, inclusive na área de saúde, no ramo artístico e da engenharia.

Nenhum comentário: