quarta-feira, 8 de julho de 2009

TEM MARIBONDO NO PÉ

Vamos lá gente balançar o Cajueiro do Planalto e esperar que caia algum fruto que preste! Não é que deu praga e fungo na árvore! Está tudo podre e fedendo. Hei, gente! Tem maribondo no pé da espécie Maranhão! É a governabilidade do presidente Lula. A ferroada do bicho deixa inchaço por todo corpo.

Para essa árvore voltar a frutificar é preciso limpar toda sua área ao redor, adubar o local, jogar inseticida e tirar o maribondo do pé. Acontece que preferem deixar o cajueiro como está. Mesmo contaminado, esse cajueiro rende bilhões com experimentos em laboratórios.

É o jogo democrático. É a arte do governar na base do vale tudo pelo poder. No Brasil são bem conhecidas as figuras do corrupto e do corruptor. Isto é, aquele que paga e o que recebe do outro lado do balcão. Quem não se inclui nessa categoria é um ser esquisito e estranho. Não é mais um humano. Não passa de um espantalho amaldiçoado.

Não é de hoje que o Senado vive em crise e toda sua estrutura está corroída. Esse papo de governabilidade é um argumento fajuto para manter o maribondo senador do Amapá grudado em sua cadeira. É querer fazer todo mundo de besta e idiota só porque tem uma aprovação de 80%. Com isso, Lula “deixa e rola” no poder e acha que pode fazer o que bem entender, sem ser questionado. O “cara” se considera uma espécie de Deus do Olimpo.

Não dá mais para acredita no que estamos vendo. O dono da Casa dos Lordes tem uma mansão de R$4 milhões (seu pupilo tem de R$5 milhões) sem declarar á Receita Federal. Com o maior cinismo do mundo, de fazer qualquer marginal mais perigoso de trouxa, diz, simplesmente, que esqueceu de colocar a mansão na declaração. Ele também esqueceu que recebia auxílio-moradia. O Ribamar marimbondo está moribundo e pode ressuscitar dos mortos.

O PT pede seu afastamento e volta atrás depois de levar uma enquadrada do chefe. Dói demais ver um partido, fundado por intelectuais, pela Igreja Católica através das comunidades eclesiais de base, pelos trabalhadores dos sem terra e sem teto e de pessoas com boas intenções, chegar a essa situação vergonhosa de desmoralização.

Sarney, o coronel que comanda os destinos do Maranhão, o Estado mais atrasado da Federação, é o maior culpado pelas patifarias, especialmente por ter uma pensa de parentes pendurados na folha do Senado. Lula age como se fosse o chefe que manda ficar ou sair. Onde já se viu o chefe de um poder pedir socorro ao outro porque se sente ameaçado de perder o lugar!
Agora o PMDB corrupto e fisiológico, como disse o senador Jarbas Vasconcelos, quer antecipar o recesso parlamentar para abafar as sujeiras da Casa. Para tanto, é só votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias como pretende fazer um dos seus cães de guarda, Almeida Lima. É como numa partida de voleibol: O técnico que está perdendo pede tempo para esfriar o jogo.

Como disse Michael Jackson em uma de suas músicas: Eles não cuidam da gente! Ao contrário, eles são como carrapatos-estrela que penetram em nossos corpos e se alimentam de sangue. Esses carrapatos podem estar em todas as regiões do país. Depois de sugarem o sangue, descem ao solo e trocam de pele, passando de seis para oito pernas. Voltam ao hospedeiro depois de adultos e se acasalam, deixando as fêmeas bem gordas.

O líder do partido no Senado, Aloísio Mercadante, depois de ter derramado suas lágrimas, deveria ter o mínimo de brio e pedir seu afastamento, ou renunciar ao cargo que exerce. A governabilidade de que estão falando não passa de cinismo e falta de respeito para com o povo.
Esses deputados e senadores precisam saber que o astro do show que comanda o espetáculo é o povo e não são eles nem o presidente da República. Mas não, eles roubaram nossa cena e nos expulsaram do palco. Agem como se proprietários fossem do Congresso e distribuem o dinheiro do cofre para seus familiares e amigos.

Além das benesses aos senadores com direito a passagens aéreas, até para o exterior, auxílio-moradia, telefones pagos em suas residências e toda uma máquina de fazer votos, a gráfica da Casa dos Lordes tem uma superestrutura com 600 funcionários efetivos e mais 500 terceirizados.

Com equipamentos de última geração, seu orçamento é de R$45 milhões, mas funciona com capacidade ociosa de 90%. Mesmo assim, são cinco diretores e 75 chefes de serviço. O Agaciel Maia, o cara da mansão de R$5 milhões, começou sua carreira lá na gráfica que edita boletins, a Constituição Federal, os diários oficiais do Congresso e livros de interesse dos senadores. Para se ter uma idéia da monstruosidade, a maior gráfica particular de Brasília produz dez vezes mais e tem 58 funcionários.










O SALÁRIO E AS ONGS


A malversação e os desvios do dinheiro público estão perto de nós, nos quartéis, nos tribunais, nas empresas privadas, no balcão da repartição pública, nas câmaras de vereadores dos municípios e na Assembléia Legislativa do Estado. Hoje estes seres se dividem entre ativos e passivos. Não reagem mais aos xingamentos. Ser bandido é título de honra, blindado com o escudo da impunidade.

Agora mesmo, os deputados aprovaram uma emenda, ou lei, onde o parlamentar, no caso de ser servidor público, depois de 10 anos de mandato legislativo, passa a receber o mesmo salário da Assembléia quando retornar à sua função como funcionário. Hoje o deputado ganha R$12,5 mil (fora as benesses). Caso não se eleja mais, ele retorna ao serviço público ganhando seus R$12,5 mil.

Os partidos, que não têm mais ideologia alguma, acham que é correto. É isso aí, chegamos ao ponto lamentável onde a imoralidade se tornou legal. É só advogar em causa própria como fazem no legislativo e tudo passa a ser certo. É justo o servidor que tem 30 anos de casa e recebe R$1.000,00 ver o cara chegar para fazer a mesma função e ter vencimentos de R$12,5 mil por mês?

Mas não, os homens de lá entendem que é muita humildade voltar ao serviço público com o salário que tinham antes de serem eleitos deputados. Os outros que se danem. Para eles, não passam de lixo. O pior é quando o deputado passou o tempo todo fazendo maracutaias e roubando daquele servidor com o qual vai “trabalhar” ao lado.

É premiar os incompetentes e salafrários que perdem o mandato, mas continuam com as mordomias. Logo mais os deputados vão também incorporar as escandalosas indenizações, direito a viagens aéreas, auxílio-combustível, telefones grátis e outras safadezas ao antigo salário de servidor. Onde passa um boi passa uma boiada.

É uma recompensa que eles dão a eles mesmos com o dinheiro nosso de cada dia. Consideram que trabalham demais em prol das suas comunidades. É justo, muito justo. É só acompanhar a bandalheira.

Quando não é em causa própria, a maioria dos projetos aprovados pelos parlamentares no Brasil se refere a reconhecimento de entidades como de utilidade pública. A Bahia não fica de fora das proliferações de ONGS (Organização não Governamental, mas paga com dinheiro governamental), criadas pelos deputados. Muitas delas se tornaram usinas de corrupção.

Dos 215 projetos aprovados na Assembléia Legislativa no primeiro semestre, 204 foram para que entidades recebam o título de utilidade pública. Além de serem usinas de corrupções, as ONGS são fontes de votos para os deputados. Elas passam a receber convênios com os governos federal, estadual e municipal. Em razão das ligações com os parlamentares, muitas entidades aproveitam para desviar os recursos dos convênios.

O Ministério Público precisa apertar cada vez mais a fiscalização e a vigilância com relação a essas entidades, cujos “donos” entendem que não têm satisfação para prestar à sociedade. Já ouvi isso de alguém que aprendeu a política de se fazer de coitado e inocente.

Tem gente que usa a boa fé das pessoas mais necessitadas e pobres para praticar desvios em benefício próprio. Qualquer crítica que recebe, procura logo apóio nessas pessoas ingênuas para se manter à frente da instituição, “sem fins lucrativos”. Geralmente se sai bem. Está existindo muita malandragem por aí com o uso inadequado dessas entidades beneficentes por pessoas inescrupulosas e sem consciência.

Para tornar entidade pública, o processo é simples. A pessoa procura o deputado e diz que tem uma associação qualquer e precisa que ela se transforme em utilidade pública. Apresentam-se os documentos, mostrando que ela é idônea, e o deputado não tem outra saída. Por ano, a Assembléia costuma votar mais de 500 projetos desse tipo.

Mas a corrupção não está somente no setor público. A iniciativa privada também está contaminada. Aliás, toda sociedade está corroída. O Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas fez uma pesquisa e constatou que 42% dos executivos disseram que seus concorrentes pagam propina, e 39% das firmas perderam licitações em decorrência de oficiais corruptos.

Na busca pela integridade, as empresas estão adotando manuais para combater a corrupção. Chegamos ao ponto degradante onde as pessoas têm que ser guiadas por manuais de instrução para serem honestas. Não é o manual que vai transformar o corrupto em ético. O lamentável nisso tudo é que a sujeira já se disseminou de pai para filho. A sociedade está degenerada. O pai hoje ensina o filho a ser malandro e levar vantagem em tudo. Ensina que ele utilize de todos os meios para alcançar os fins, mesmo que tenha que matar, se for necessário.

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