Quero mais é que todos eles vão para o inferno. Assim diria o Gregório de Matos, o Boca de Inferno, se vivo fosse. Se ele está morto, mando eu por descarrego de consciência. Literalmente, o Brasil virou a lixeira do mundo. Viram os navios vindos do Velho Continente que despejaram containers de lixo em nossos portos?
Pois é, para revidar, poderíamos devolver esses mesmos containers cheios do lixo do Congresso para as prisões de lá, para a base de Quantánamo, ou para as cavernas do Afeganistão. Não é uma boa? Nosso país ficaria despoluído por um bom tempo. Poderíamos respirar um outro ar. Bem que o Ibama poderia cuidar disso, no lugar de ficar prendendo passarinho. Os moribondos têm ferroadas venenosas.
O deputado que mandou todo mundo se lixar, disse que seu colega do Castelo Assombração, de Minas Gerais, depois de absolvido pelo Conselho dos Compadres, pode andar de cabeça erguida pelos corredores dos ladrões e nas ruas brasileiras. E mais ainda: Que eles vão retornar eleitos, novamente, para a Câmara. Pior que dessa vez ele está dizendo a verdade. A opinião pública é burra, e o povo é irrelevante nessa matéria. Um político de Conquista afirmava que basta uma mandioca e todo mundo cai dentro. Nas eleições, está todo mundo lá na fila feliz da vida, votando neles. Vai gente até de 90 anos, sacramentar e benzer os corruptos.
Agora estão dando uma esfregada no chão do Senado para melhorar o visual. Dá uma ajeitadinha alí, outra arrumadinha acolá, e não se fala mais nisso. Só é tirar o Agaciel Maia e o João Carlos Zoghbi (o cara é transgênico!) que fizeram tudo por conta própria, e está salva a Casa do maribondo do Maranhão. É como "freio de arrumação". Será que ainda tenho orgulho de ser brasileiro?
Deu no notíciário: Agora quem tem ficha suja, com muitos processos e patifarias, pode ser candidato a qualquer cargo político no Brasil. Quem tem ficha limpa não pode. Para indeferir o nome do candidato, a partir de agora a Justiça Eleitoral, ou "Leitoral", como diz o eleitor na hora de votar, vai examinar se o cara - oi ele aí outra vez - é limpo e honesto. Se for ético, recomenda-se prisão, sem direito a julgamento. Para concorrer, ele precisa, pelo menos, roubar um briquedinho de uma criancinha pobre.
Já imaginou o cara lá no Tribunal sendo sentenciado só porque ele é um burro e um otário que não aprendeu a passar a perna nos outros e não desviou recursos públicos. Como castigo, o juiz vai obrigar o sujeito sério a tomar aulas de safadezas; saber o que é propina e suborno. Depois de tudo, tem um teste prático de roubo e maracutaias. Não é nada engraçado. Os bons podem ir logo se preparando e treinando. Isso já vem acontecendo. Quem não está no sistema bruto, está excluído e é visto como um corpo estranho.
A eleição no Senado que elegeu o coronel Sarney, por exemplo, foi um golpe de fazer inveja a qualquer chefão da máfia siciliana, russa ou japonesa. Não é coisa pra todo mundo não! Na minha geração, o conformismo não era aceito. Naquela época da ditadura militar a gente conhecia os inimigos. Hoje eles passaram a ser aliados. Não merecemos ver as imundícies protagonizadas por políticos da pior espécie. Fizeram reféns os mais históricos e aniquilaram os conceitos de esquerda e direita, como afirmou o médico Raymundo Paraná em um artigo de um jornal da capital.
A ética e a moralidade foram soterradas nas catacumbas do Senado. A democracia não pode servir de escudo para acobertar golpistas de grosso calibre, de barra pesada. Para mim, eles são piores que os traficantes dos morros do Rio de Janeiro. Governabilidade não é jogar a ética no lixo. Sempre digo que esses cafajestes estão fazendo piquinique à beira do abismo, golpeando e colocando em risco nossa frágil democracia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário