quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

PARA PENSAR

Mais um ano está nos dando adeus. Desta vez é o 2008. Milhares nasceram para engrossar o caldo da humanidade e milhares se foram. Muitos deram adeus e outros chegaram. Muitos perderam o emprego e se desesperaram. Outros foram admitidos e se extravasaram em alegria. Enquanto uns foram felizes com seus ganhos, outros foram infelizes e choraram suas perdas. Uns se separaram e outros se encontraram. Gentes continuam sendo esquecidas, sofrendo com as guerras, conflitos, doenças e fome. Outras permanecem se esbaldando no luxo e no supérfluo. Muitos contam os dias para o ano passar. Já outros querem que ele nunca vá. Nem sempre o novo é novo e o velho é velho. Tem gente que se sente imortal e não percebe o tempo passar. Tem gente que faz o bem e outros praticam a maldade. Uns violentam e outros são violentados. Cada um procura achar um sentido da vida para si, mesmo que não exista. Uns amam e outros são odiados. De onde venho? Quem sou? Para onde vou? Onde está e o que é a verdade?

Não sabemos até quando o sol vai continuar emitindo seus raios de luz, nem se a terra um dia será atingida por um grande cometa ou meteorito. Aí tudo pode se acabar como nos tempos dos dinossauros. Com seu infinito inalcançável pela ciência e pela imaginação do homem, o universo é um mistério. Como tudo começou e o que existia antes da origem de tudo? Nem sabemos se estamos sós. Mesmo assim, nos achamos sábios demais. Queremos clonar e criar a vida. Mesmo assim, humanos são orgulhosos, egoístas, mesquinhos, gananciosos; roubam; cometem atrocidades; e se matam. Não são livres como os animais que também têm inteligência. Os humanos estão mais preocupados com o ter, em massagear seu ego. Levantam fronteiras, muralhas; erguem barricadas; e ainda urinam nas árvores para demarcar territórios. Sujam a natureza e se empanturram de porcarias.

É uma pena que não exista mais o sonho e a utopia da sociedade perfeita. A energia existencial está focada no trabalho, no capital. Não se observa mais as plantas desabrocharem e crescerem na primavera, nem o sertão florir, nem a lua pratear o asfalto e os arranha-céus das cidades. Como está escasso o aperto de mãos amigas para dar força e consolar! Não olhamos mais para os lados. Seguimos em frente a toda velocidade para pegar a fila. O Natal já é sinônimo de estresse e correria. Não olhamos mais para quem está vivendo nas calçadas. É tempo de consumismo, mesa farta e muita coisa desnecessária. Para onde caminha a humanidade?

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