
Mesmo com o Distrito Industrial dos Imborés implantado no final da década de 60, somente em meados dos anos 70 o município iniciou seu processo de industrialização. Atualmente, o Distrito conta com 36 unidades fabris e 52 empresas de apoio. Muitas empresas foram atraídas pela isenção fiscal. Na cidade existem aproximadamente 105 indústrias maiores, mas para a Secretaria da Indústria e Comércio do Estado, elas passam de 600, incluindo pequenas e médias.
Distrito Industrial - foto de José Silva
Os investimentos no setor passam de R$120 milhões nos últimos seis anos, sem falar do Grupo Umbro que tem 2.630 empregados e investimentos de R$54 milhões. Somente o Distrito emprega 1.500 a 2.000 pessoas, mas estima-se que todo segmento ofereça hoje seis mil a sete mil empregos diretos.
De acordo com empresários, Conquista tem um potencial imenso de desenvolvimento econômico. Para representantes da Associação das Indústrias de Vitória da Conquista, o sudoeste baiano contribui com 17% da população do Estado e em um PIB de R$5,4 bilhões, ou 16% do valor total da produção baiana.
No ramo industrial, destacam-se o de químico e plástico, produtos de limpeza e higiene, seguidos de móveis e estofados. Na opinião dos industriais, para consolidar esse crescimento são necessárias mais ações, como a desburocratização do setor.
Ainda não existe um censo empresarial preciso para detectar as reais realidades industriais do município. A partir dos dados, a serem realizados pelas entidades envolvidas no segmento, será elaborado um plano que servirá de importante ferramenta para alavancar seu crescimento. Tentamos obter um depoimento sobre o processo industrial do município e suas reais necessidades com o presidente da Associação das Indústrias, Ronaldo Bulhões, mas não foi possível devido aos sucessivos adiamentos.
MOVELARIA MOVIMENTA R$45 MILHÕES
Em fase de desenvolvimento, o parque moveleiro do sudoeste já responde pela injeção de R$45 milhões nos 85 municípios atendidos por um comitê gestor de entidades públicas e da iniciativa privada.
A produção de sofás de luxo e populares já é absorvida pelas grandes redes de lojas do Nordeste e Sudeste do País. Segundo informações da Associação de Moveleiros de Vitória da Conquista (Amovic), o segmento já emprega diretamente 1,5 mil pessoas na região.
Existe hoje, de acordo com estudos, um mercado potencial para mobiliário da ordem de R$230 milhões por ano, e mais de 90% desse volume ainda são atendidos por empresas de fora do Estado. O propósito é fazer com que mais de 200 mercearias de Conquista respondam por pelo menos 20% desse valor, superando a meta de R$3,8 milhões por mês.
Há pouco tempo foi realizado um Fórum para traçar metas de produção, distribuição e mercado. O que mais falta, no momento, é tecnologia, pois conta com uma boa mão-de-obra. O segmento espera receber incentivo governamental para a instalação de escolas para marcenarias. A Amovic já tem 22 empresas associadas, mas existem, somente no município, 220 profissionais que estão afastados da entidade. A consultoria é dada pela Prefeitura Municipal, Sebrae, UESB e o Cefet.
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