quinta-feira, 13 de novembro de 2008

CONSTRUÇÃO SUPERA ÍNDICE NACIONAL



Impulsionado pelo avanço na educação e na saúde, a partir de 2000, o setor da construção civil, especialmente no segmento da verticalização, deu um salto de crescimento nos últimos cinco anos, superando o índice nacional de 7% registrado no ano passado, conforme observação de empresários do ramo.

Foto de José Silva




Dados de consumo de concreto usinado representam o termômetro do setor e dão conta de que a construção civil em Conquista foi a que mais prosperou no interior do Estado. Em 2006, a Cimpor Concreto (a única que fornece concreto pronto) vendeu 14 mil metros cúbicos de concreto, caindo um pouco para 13.500 metros cúbicos em 2007.




Boas perspectivas




No entanto, até junho deste ano, o volume comercializado já atingiu 8.300 metros cúbicos, com uma projeção para chegar ao final do ano com 17.500 a 18.000 metros cúbicos, o que significa um aumento de 50% de crescimento.





Para 2008 a expectativa é muito boa, segundo o diretor da Cimpor, Leonardo Saldanha Caldeira, acrescentando que para 2009 a tendência é manter o mesmo nível ou aumentar o consumo entre 15 a 20%. Essa perspectiva vai depender muito do alcance da crise financeira que se alastrou em todos os países do mundo, segundo avaliam os empresários do setor.





Os maiores clientes são os condomínios residenciais, as obras comerciais, públicas e galpões industriais. Entre final deste ano e o próximo, a fornecedora de concreto já está de olho em grandes obras como ampliação do Aeroporto e do tratamento de esgotos da Embasa, o chamado Pinicão.





Para se ter uma idéia do avanço, há três ou quatro anos, o consumo/mês de concreto pré-misturado era de 600 metros cúbicos e hoje se situa em 1.200 metros cúbicos, segundo o construtor Luciano Alves Bonfim.





Nos últimos cinco anos, segundo empresários do ramo, foram construídos mais de mil apartamentos, a maioria de condôminos na parte leste da cidade, entre os bairros de Candeias e Recreio, em direção da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB).





As construções estão direcionadas para a parte leste da cidade, concentradas no bairro Candeias, e também no Alto da Boa Vista nas proximidades da Av. Juracy Magalhães, conforme prevê o Plano Diretor Urbano instituído em 2005 através do Projeto de Lei Complementar de número 023/2005.





Em Conquista, este segmento da economia começou a sair da estagnação por volta de 2002/03, bem antes da recuperação nacional. A implantação de um pólo educacional deu uma injeção de ânimo em toda economia do município, principalmente na construção civil. A instalação de três faculdades particulares, além da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-UESB, atraiu milhares de jovens para a cidade, aumentando a demanda por casas e apartamentos. Isso fez com que o setor da construção se expandisse para atender esse novo mercado de habitação.





Em termos de expansão, o empresário do setor, Márcio Prado, afirma que a construção civil em Conquista, que emprega mais de mil pessoas diretamente nas obras, só perde para Salvador. Nos últimos cinco anos foram construídos cerca de mil apartamentos para a classe média.





Apesar de todo esse crescimento, o construtor acha que o mercado já está ficando difícil e, para reativar, recomenda a criação de novos cursos, especialmente na área da saúde, no âmbito federal e particular. Em sua opinião, o pólo educacional precisa crescer mais ainda para que a construção civil continue se expandindo. Entende que o diferencial a partir de agora vai ser a localização entre os bairros de Candeias (Olívia Flores), Recreio e Alto da Boa Vista com a Av. Juracy Magalhães.





Sobre os preços dos imóveis e aluguéis em Conquista, considerados por muitos, inclusive corretores, como iguais e até superiores a Salvador, Márcio discorda. De início, aponta que os custos em Conquista são menores, a começar pelo terreno. Num local nobre, um terreno (1.700 a 2.000 metros quadrados) pode ser adquirido aqui por R$800 a R$900 mil. Se for comprar o mesmo terreno na Pituba, em Salvador, ele vai custar R$2 milhões ou mais.





Um apartamento novo (dois quartos) na Olívia Flores custa hoje cerca de R$150 mil, o mesmo preço de um usado de 20 anos em Salvador em bairros mais populares. Se for na Graça ou Pituba, o preço sobe para 250 a R$270 mil. Apartamento novo de dois quartos no Horto Florestal ou na Graça, se compra em Salvador por R$250 mil (R$170 mil o usado). Aqui pode ser adquirido um novo pelo mesmo preço do usado na capital.





Com relação ao aluguel, o empresário também discorda de quem acha que é igual ou mais caro que na capital. Um quarto e sala em Conquista se consegue por R$350 a R$400,00. Em Salvador deve estar na faixa de R$600,00 a R$700,00.

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