sexta-feira, 14 de novembro de 2008

CENÁRIOS DE CONQUISTA



Os artistas plásticos, Adilson Santos. J. Murilo. Sílvio Jessé, Orlando Celino e Adelson do Prado nos brindaram com belíssimos quadros, encomendados pela Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Cultura, sobre a história de Vitória da Conquista. O tema escolhido foi feliz, bem como a sua interpretação na visão dos artistas que não popuparam os pincéis e as tintas para glorificar e retratar a história da cidade.




O artista plástico Sílvio Jessé Foto de José Carlos D´Almeida


Sem falar de estilos ou escolas acadêmicas que passaram nas telas, como o expressionismo, o realismo e o simbolismo, só para ficarmos nesses ismos, os cinco artistas souberam resgatar a memória dos 168 anos de Conquista, com precisão e nostalgia. Todo esse acervo está na Casa Regis Pacheco e, não há dúvida que ficou mais enriquecido. A iniciativa foi acertada.






Adilson Santos pintou a imagem de Nossa Senhora das Vitórias, cheia de luzes e resplendor, não deixando de deixar sua marca registrada que é a maçã que, na sua ótica de artista, simboliza a origem bíblica da humanidade. Sua tela retrata também a religiosidade e enaltece a padroeira dos conquistenses, se bem que escolhida pelo colonizador numa forma politicamente incorreta como se costuma dizer nos dias de hoje.






J. Murilo caiu na farra das feiras da antiga Vila Imperial da Victória na Rua Grande onde hoje é a Praça Tancredo Neves, antigo Jardim das Bolboletas. Pintou os feirantes, as boiadas, a antiga capela e a formação da cidade com seu casario dos primeiros moradores, muitos deles os coronéis.






Veio Sílvio Jessá e mostrou a visão do príncepe austríaco Maximiliano que vistou a vila em 1917, ou 1916 como descrevem alguns historiadores. O pincel de Sílvio encheu o quadro de cores, focando a mata do Poço Escuro, a flora e a fauna da Serra do Periperi. Infelizmente, não temos mais essa beleza exuberante porque o homem se encarregou de destruir nesses 168 ou 200 anos. O príncipe ficou encatado com a vila e o verde que a cercava. Uma pena que não temos mais esse quadro ao vivo.






O artista Orlando Celino fotografou com seus traços singelos a antiga vila, pontuando a capela, a Rua Grande até os arredores que antigamente se estendiam até onde hoje é a Praça 9 de Novembro e a Barão do Rio Branco. Seu quadro mais parece uma foto aérea, pegando toda paisagem da Serra do Periperi.






Finalmente, não pela ordem, Adelson do Prado fez vários quadros de Conquista dentro de um grande quadro, retratando o casario da época, as feiras, a vida pacata e os costumes de seus primeiros habitantes, com cores vivas de encher os olhos dos apreciadores da bela arte.

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