domingo, 31 de agosto de 2008

RAPOSA NO GALINHEIRO

Em futuro próximo vamos ter um território independente indígena na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, no Estado de Roraima. Aí, qualquer problema, os índios só vão se reportar ou dar satisfação aos comitês internacionais com base na Declaração Universal dos Diretos dos Índios, assinada pelo Brasil.
A Raposa Terra do Sol, em Roraima, já é um território onde brasileiro só entra com permissão, (passaport), depois de uma série de exigências burocráticas. No entanto, o "gringo" entra e sae quando quer. São centenas de ONGs estrangeiras controlando as atividades dos habitantes. Lá já está a raposa no galinheiro.
Nas ruas da capital Bela Vista só circula carros importados, ostentando placas estrangeiras. Do francês ao inglês, as limguas são as mais diversas. Na área residem, há muito tempo, os arrozeiros com plantações e máquinas de beneficiamento do produto. Todos estão armados, inclusive com índios que trabalham nas lavouras, prontos para qualquer confronto.
Agora o Supremo Tribunal Federal está com esse abacaxi para descascar. Tudo isso poderia ter sido evitado, se não tivessemos um Estado tão culturalmente paternalista. Hoje, 14% do território brasiliero pertencem aos índios. Aí aparecem os defensores demagógicos e dizem que a terra é deles por direito, desde quando aqui chegou Pedro Álvares Cabral.
Se for seguir esse raciocínio, para sermos coerentes, todo Brasil hoje deveria pertencer aos índios. A Bahia, por exemplo, seria toda, com bens e tudo dentro, dos Tupinambás, Kariris, Imborés, Pataxós e demais tribos.
Não pode ser assim. Não sou contra dar terra para os índios, como deveria já ter sido feita a reforma agrária verdadeira. Depois da abolição da escravatura, os negros deveriam ter recibido lotes do governo, mas, equivocamente, quem receberam foram os imigrantes estrangeiro que para aqui veiram, com todos privilégios.
Aquela área não só é fértil como é rica em minérios. Muitos países, como Estados Unidos, estão de olho nela. Mas, o negócio é seguir a intuição do paternalismo e do populismo barato. Quem vai explorar aquele território são os brancos e os gringos esrangeiros.

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