Precisou o Volei de Quadra masculino da equipe brasileira perder a final para os Estados Unidos para Galvão Bueno, da Globo, fazer uma leitura mais consciente sobre a participação dos nossos atletas nas Olimpíadas de Pequim. O desempenho dos brazucas foi, mais uma vez, vergonhoso, mas Galvão, que sempre faz estardalhaços e exagera, e bota exagero nisso, comentou que nossos esportes, a começar nas escolas, têm carência de incentivos por parte de nossos governantes.
Na sua análise, e é uma verdade, só nas modalidades tradicionais o Brasil galgou algum destaque, como no futebol e volei. No individual, com exceções da atleta do salto à distãncia e da natação em 50 metros, foi uma decepção. Mas, as emissoras, com toda carga de sensacionalismo, se encerregaram de acobertar o pesadelo com imagens melosas dos heróis de papel.
E por falar em olimpíadas, já que se foram, o Brasil levou 277 atletas e ganhou 15 medalhas, sendo três de ouro, menos que cinco em Atenas. Nessa competição, foram cinco medalhas a mais, só que a maioria, oito, de bronze e quatro de prata. Saímos bronzeados. Foram gastos R$160 milhões. Eh! se não houver incentivo aos esportes, na próxima vamos ter que aturar mais choradeira. Os chorões bateram o recorde.
Além disso, nota-se que o brasileiro não leva a coisa a sério. Está sempre fazendo firulas e sambas. Não consegue se concentrar e não tem disciplina, como os atletas dos outros países. Assim fica difícil conquistar pódios, e só resta chorar e chorar.
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