quinta-feira, 21 de agosto de 2008

DEBATES VÃO ESQUENTAR

Engana quem acha que estas eleições vão ser mornas em Vitória da Conquista. Pelo andar da carruagem, os debates vão esquentar logo, logo. Nesta quinta-feira(dia 21) saiu a primeira estocada política para apimentar os programas. A coligação do PSDB, do candidato Herzem Gusmão, alfinetou o adversário do PT, Guilherme Menezes, fazendo alusão de que seu representante tem os pés no chão e não vive viajando na ponte aérea Conquista -Salvador - Brasília. Essa pode ter uma boa resposta, mas não vou dizer.
O programa do candidato Esmeraldino Correia não decolou bem, mas pode pegar impulso numa corrente de vento chamada mais profissionalismo, dinâmica e visual. É preciso muito cuidado no emprego de determinadas expressões para não se tornarem chavões comuns. O texto tem que ser mais lapidado, para chegar mais claro e objetivo em todas camadas. O PT, por exemplo, tem que passar mensagens novas, senão pode ficar cansativo e repetitivo para o eleitorado. Bem, quem sou eu para ensinar Pai Nosso a vigário!
267 Milhões para Emissoras
Para quem não sabe, as emissoras de rádio e televisão recebem da União R$267 milhões por ano para transmitir a propaganda eleitoral. O pagamento é feito através da compensação fiscal no cálculo do Imposto de Renda. O esquema foi criado em 1963 pelo Código Brasileiro de Telecomunicações, mas somente em 1986, depois da ditadura militar, foram instituídas as regras para a propaganda. Nos anos seguintes, o pagamento foi garantiudo. Em 1997, a Lei tornou a compensação perene. Esse pagameno é polêmico na jusrisprudência. Para uns, a União tem sobre as emissoras o exercício do direito de antena como espaço público e não deve pagar nada. Afinal, elas são concessões públicas. Outros interpretam de outra forma e defendem a compensação fiscal. Resumindo: é sempre o contribuinte quem "paga o pato", ou paga tudo.

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