Engana quem acha que estas eleições vão ser mornas em Vitória da Conquista. Pelo andar da carruagem, os debates vão esquentar logo, logo. Nesta quinta-feira(dia 21) saiu a primeira estocada política para apimentar os programas. A coligação do PSDB, do candidato Herzem Gusmão, alfinetou o adversário do PT, Guilherme Menezes, fazendo alusão de que seu representante tem os pés no chão e não vive viajando na ponte aérea Conquista -Salvador - Brasília. Essa pode ter uma boa resposta, mas não vou dizer.
O programa do candidato Esmeraldino Correia não decolou bem, mas pode pegar impulso numa corrente de vento chamada mais profissionalismo, dinâmica e visual. É preciso muito cuidado no emprego de determinadas expressões para não se tornarem chavões comuns. O texto tem que ser mais lapidado, para chegar mais claro e objetivo em todas camadas. O PT, por exemplo, tem que passar mensagens novas, senão pode ficar cansativo e repetitivo para o eleitorado. Bem, quem sou eu para ensinar Pai Nosso a vigário!
267 Milhões para Emissoras
Para quem não sabe, as emissoras de rádio e televisão recebem da União R$267 milhões por ano para transmitir a propaganda eleitoral. O pagamento é feito através da compensação fiscal no cálculo do Imposto de Renda. O esquema foi criado em 1963 pelo Código Brasileiro de Telecomunicações, mas somente em 1986, depois da ditadura militar, foram instituídas as regras para a propaganda. Nos anos seguintes, o pagamento foi garantiudo. Em 1997, a Lei tornou a compensação perene. Esse pagameno é polêmico na jusrisprudência. Para uns, a União tem sobre as emissoras o exercício do direito de antena como espaço público e não deve pagar nada. Afinal, elas são concessões públicas. Outros interpretam de outra forma e defendem a compensação fiscal. Resumindo: é sempre o contribuinte quem "paga o pato", ou paga tudo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário