domingo, 1 de junho de 2008

SOS SERTÃO SUDOESTE


Quando se fala que o sertão da caatinga(mata branca) do semi-árido do sudoeste está virando deserto, dizem que é exagero e coisa de ambientalista fanático ou radical. Mas, não é assim. Só não vê quem não quer. Em nome do progresso vão arrasando tudo com fogo e desmatamento para a pecuária e à monocultura, como a do café que deixou um longo cocuruto no Planalto de Conquista. A cultura do café a partir dos anos 70 deixou uma vasta área desmatada nos municípios de Vitória da Conquista, Ribeirão do Largo, Encruzilhada e Barra do Choça, principalmente. A monocultura, especialmente a voltada para a exportação, é uma praga. Antes escorraçaram os índios e depenaram a Mata Atlântica para introduzir a pecuária. Hoje, os maiores latifúndios improdutivos estão na região de Itapetinga. Depois do café, veio a praga do eucalipto.
De acordo com os dados do Atlas da Mata Atlântica, divulgados pela Fundação SOS Mata Atlântica e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais(Inpe, em São Paulo), Encruzilhada, Conquista e Andaraí estão entre os dez municípios que mais perderam mata atlântica no período de 2000 a 2005. Se a pesquisa voltasse aos anos 70 e 80, seria revelado um rombo ainda maior. Mesmo assim, se detectou que o município de Tremedal, na região sudoeste, foi o quarto do país que mais perdeu cobertura vegetal nativa da Mata Atlântica. Na mesma linha está Bom Jesus da Lapa, com as carvoarias e a agropecuária predatória.

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