Andar pelas calçadas e ruas de Vitória da Conquista já é um grande sacrifício e exercício dos mais difíceis. Imagine agora para um portador de deficfiência visual, ou um cadeirante? É uma tortura. Além da falta total de acessibilidade nos passeios, as calçadas estão esburacadas e os veículos invadem os espaços que deveriam ser das pessoas. Essa situação degradante para uma cidade de quase 300 mil habitanes e que se diz capital do sudoeste, é uma vergonha. Há anos que os poderes públicos não tomam uma providência no sentido de fiscalizar e obrigar os moradores a consertarem suas calçadas.
Não existem rampas para os deficientes visuais e cadeirantes. Experimente e simule ser um deles, pelo menos por uma manhã ou uma tarde. Vai ter que sofrer e pode até quebrar uma perna ou braço, se não tiver que parar num hospital. Se não tiver plano de saúde, dos bons, nem pensar. André Cairo, do Movimento Contra a Morte Prematura, e os portadores de deficiência podem falar sobre o que é andar nas calçadas de Conquista. Ah! também as mulheres que andam de sapato alto, bem como as pessoas mais idosas, devem sofrer com problemas de dores nas pernas e nas colunas. Todo cuidado é pouco para não se esborrachar na calçada ou na rua.
Um outro problema nas ruas centrais da cidade, é a ausência, quese que completa, de lixeiras. Experimentei ficar com um papel na mão para jogar numa caixa de lixo. Olha que procurei e terminei colocando o papel no bolso para jogar no lixo quando chegasse em casa. É outra vergonha. Existem algumas no centro, mas difíceis de serem encontradas. Como o brasileiro já não tem o hábito de procurar uma lixeira, imagine quando esse equipamento é escasso numa cidade? Para o poder público, não fica muito caro colocar lixeiras em quantidade suficientes nas ruas, especialmente no centro comercial onde a movimentação de gente é bem maior. Vamos deixar o nosso visitante com uma boa impressão da cidade.
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