Não acredito nessa conversa de que todos nós somos iguais. Numa sociedade capitalista como a nossa, esse enunciado não passa de papo furado para nos deixar mais aliviados. Que nada, somos diferentes sim e com tratamentos desiguais perante as leis que são iguais, teoricamente, para todos. O que aproxima a igualdade um do outro é o ter, pelo menos nesse bruto sistema. Podemos ser iguais no conceito de ser da doutrina filosófica divina da igreja cristã. Nossa sociedade é dividida em castas e elas identificam as diferenças entre as pessoas. Sempre vão existir os escravocratas e os escravizados. Também não acredito nessa de que o homem tem livre arbítrio. Esse livre arbítrio tem seu limite dentro do sistema em que vivemos e que nos regula.
Tudo isso é tão somente para expressar minha indignação quanto as injustiças sociais praticadas no Brasil. A Justiça é só implacável para os pobres e os “ladrões de galinha”. As leis foram feitas pelas castas maiores dominantes, com a viabilidade de brechas para os poderosos. A todo momento vivenciamos exemplos onde os políticos safados, corruptos e os ladrões de colarinhos brancos não ficam na cadeia. Os mocinhos que mataram o índio Galdino estão soltos, e um deles teve até direito a fazer concurso público. Nenhum preso pelas operações da Polícia Federal está na cadeia. Os políticos dos mensalões nunca vão ser condenados. O trambique iro do Marcos Valério pagou e se livrou do processo. Se fosse citar mais nomes e casos, passaria o dia todo aqui escrevendo e, mesmo assim, não chegaria ao fim da lista.
Tudo isso é tão somente para expressar minha indignação quanto as injustiças sociais praticadas no Brasil. A Justiça é só implacável para os pobres e os “ladrões de galinha”. As leis foram feitas pelas castas maiores dominantes, com a viabilidade de brechas para os poderosos. A todo momento vivenciamos exemplos onde os políticos safados, corruptos e os ladrões de colarinhos brancos não ficam na cadeia. Os mocinhos que mataram o índio Galdino estão soltos, e um deles teve até direito a fazer concurso público. Nenhum preso pelas operações da Polícia Federal está na cadeia. Os políticos dos mensalões nunca vão ser condenados. O trambique iro do Marcos Valério pagou e se livrou do processo. Se fosse citar mais nomes e casos, passaria o dia todo aqui escrevendo e, mesmo assim, não chegaria ao fim da lista.
No Rio do Janeiro, o juiz Joaquim Domingos de Almeida, do 9º Juizado Especial Criminal, proibiu quatro jornais e seis emissoras de televisão de fazer referências aos nomes de dois estudantes, que no dia 4 de novembro de 2007 agrediram um grupo de prostitutas num ponto de ônibus do Rio. É por essas e outras que Che Guevara disse que revolução só se faz com armas. Se fosse o contrário, isto é, as prostitutas que tivessem agredido os estudantes, estariam elas mofando na prisão, sendo espancadas, e seus nomes estampados na mídia. Para completar, a sociedade estaria ávida para fazer o linchamento físico em praça pública. A camada marginal, na maioria das vezes, nem tem advogado, e quando o Estado nomeia um, tudo fica emperrado porque não tem dinheiro e muita grana na jogada.
Mas, as leis foram feitas pelos senhores coronéis, com direito aos melhores advogados para fazer os atalhos e controlar a Justiça. Pobre quando é preso tem logo sua cara estampada na imprensa, sem contar as porradas que leva da polícia. No entanto, quando um Jaleco Branco, Sanguessuga, ou um Navalha é algemado, logo eles dizem que é truculência da polícia. É por essa e outras que digo que não somos iguais.
A Associação Nacional de Jornais(ANJ) condenou a decisão do juiz, considerando como ato de censura. As redes Globo, Bandeirantes, TVE, CNT, Record, Rede TV e os jornais Globo, Extra, Dia e Jornal do Brasil estão proibidos de veicular imagens dos agressores. Quando foram presos, o pai de um deles disse que não era justo fazer aquilo com uma “criança estudante”. Como brasileiro, sinto nojo e vergonha de tudo isso.
A Justiça deveria estar preocupada em proibir os programas televisivos de baixo nível, de violência física, moral e sexual; de agressões de todo tipo, que são exibidos em horários impróprios e invadem lares sem pedir licença às famílias. Vai continuar tudo torto, desigual e injusto enquanto a burguesia e a elite retrógrada deste país continuarem escarrando em nossas caras e descendo a calçada para não topar com os mendigos e as pessoas excluídas da sociedade. Somos todos culpados pelo o que está acontecendo.
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