
Há quinze dias, o Diário do Sudoeste publicou comentário feito por mim sobre o tráfico de carvão na região sudoeste, comandado por uma quadrilha organizada e muito perigosa que deve ser combatida pelas autoridades. Há anos que venho chamando a atenção para esta agressão contra a natureza. Existem ainda associações de reflorestamento de fachada que dão cobertura e não cumprem com o que determina a lei do desmatamento.
Agora o jornal A TARDE, Sucursal de Conquista, edição de domingo e de ontem(2 e 3/12) em matéria repetida(erro editorial)publica resultado parcial da operação de Fiscalização Preventiva Integrada(FPI) onde a promotora de Paramirim, Luciana Khoury diz que existem suspeitas de crime organizado na produção de carvão.
Ora, não é nenhuma novidade a descoberta. Esse tipo de ação com notas falsificadas de transporte do produto já perdura há anos na região. Não existem suspeitas. O que existe mesmo são quadrilhas organizadas. É que no Brasil, todos os crimes e criminosos não passam de suspeitos e não saem desse ponto. Até hoje ainda dizem que o mensalão é uma suspeita. É típico do nosso judiciário parar no termo suspeito. O cara é preso com todas as evidências, mas continua suspeito e os processos esbarram nas prateleiras das traças.
Apreenderam, ilegalmente, 14 toneladas de madeira nativa e 300 toretes de pau-d`arco extraídos para produção de carvão. Foi constatado que existe crime organizado, desde o desmatamento, passando pelo transporte e aquisição do produto com falsificação de notas fiscais, e ainda chamam isso de suspeitas! As coisas no Brasil funcionam assim. Depois, esquecem tudo e ninguém fala mais nisso. Agora estamos na Operação Jaleco Branco, e das outras ninguém nem sabe mais a denominação. Todos foram soltos e tudo continua como antes na Casa de Abrantes. É a cultura da impunidade e das suspeitas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário