Com sete tiros a "queima-roupa", executaram o brasileiro Jean Charles de Menezes, no metrô de Lobdrers em 2005. Nada acnteceu de lá para cá. Ah, sim, aconteceu: a polícia foi promovida.
Já aqui no Brasil, estrangeiro é bem tratado quando comete arruaças e crimes. Temos um medo danado de "gringo" e lhe damos uma importância de superioridade. Para o brasileiro falta emprego, mas para o estrangeiro, o trabalho é certo, especialmente se for americano dos Estados Unidos.
É uma vergonha. Denota que temos complexo de inferioridade. O "gringo" já nasce sabendo. O brasiliero tem que aprender e muito. Mesmo assim, não fica competente.
Para mostrar como funcionam as coisas por aqui quando envolve estrangeiro, veja esta observação de um brasileiro sobre a questão, enviada pelo nosso jo0rnalista Juscelino Souza:
Excelentíssimos(as) e Ilustres:
Estranhei três reportagens que assisti semana passada, na primeira, um grupo de americanos era preso por crime de pedofilia. Não foram algemados mesmo demonstrando agressividade com a policia. Sobre o mais agressivo a reportagem citou que era das forças armadas americanas.
Numa segunda já não ouvi menção ao tal militar americano, e na terceira, entendi que ele está foragido e é suspeito de um crime. Como se deu essa fuga?
Lembrei de dois episódios totalmente subalternos que mancham nossa história:
1 - Um honesto cidadão brasileiro em Recife, emprestou dinheiro a um embaixador frances. Não tendo recebido, resolveu bater na Embaixada e cobrar. Prontamente recebeu como resposta que aquela atitude era um displante, uma ofensa à França! O dito embaixador, não satisfeito, exigiu
das autoridades brasileiras uma enérgica resposta e...PRONTAMENTE FOI ATENDIDO: Autoridades" subservientes mandaram perfilar a guarda e dar uma salva de tiros.
2 - Três oficiais da marinha inglesa que estava ancorada no porto do Rio de Janeiro, tomaram quantas quiseram e resolveram fazer o que mais lhes apeteciam: destratar os brasileiros(as) e passaram a espancar mulheres e escravos que encontravam. Chamada, a policia prontamente prendeu os delinquentes> Ocorre que o embaixador inglês entrou na história e fez disso um embate diplomático, sendo atendido no pleito e logo vendo seus compatriotas delinquentes liberados.
É uma lástima, a memória de Jean Charles sofre com tais diferenças e submissão.
Alírio Cavalcanti
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