Estudo realizado pelo governo norte-americano sobre as profissões mais promissoras do século XXI mostra que o mercado jornalístico não é nada promissor. Segundo as projeções, as vagas para repórteres crescerão apenas 5% na próxima década. O estudo, que não explica em que se baseou para apresentar os dados, trabalha com informações referentes aos Estados Unidos, mas parece antecipar o que pode ocorrer em outras partes do mundo, inclusive o Brasil.
"Claro que sempre haverá procura por notícias", diz o estudo, ressaltando o baixo crescimento das vagas apesar da quantidade de informação ser cada vez maior. No Brasil, muitas faculdades têm um crescimento maior do que isso para as vagas no curso de jornalismo e, constantemente, demissões em massa ocorrem. Também já é comum no País a prática da sinergia, obrigando repórteres a escreverem para mais de um veículo da mesma empresa, como impresso e internet.
A tendência é que os jornais cortem ainda mais custos e empregos com o advento das novas mídias e a substituição de veículos impressos pela Internet. A maior parte das oportunidades estará em nichos. "TVs, rádios e jornais de bairro e de cidades pequenas" são indicados como os melhores veículos para trabalhar.
Entre as principais desvantagens da profissão estão o "número irregular de horas de trabalho, pressão constante com os deadlines e concorrência acirrada". Repórteres dos EUA receberão um salário anual de aproximadamente U$S 32 mil, o equivalente a cerca de R$ 56 mil ou aproximadamente R$ 4,6 mil por mês.
A lista enumera áreas como saúde, educação e mercado financeiro como as mais promissoras. Ao menos, não estamos sozinhos já que existem outras áreas ameaçadas. Locutores de rádio e agentes de viagens também estão entre elas.
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