segunda-feira, 22 de outubro de 2007

LIVRARIAS EM CONQUISTA




O índice de leitura no Brasil, para ser otimista, está na faixa de dois livros por habitante/ano, mais baixo que países da América do Sul. Segundo estudos, existem 1.500 livrarias e o negócio não tem rendido bons frutos aos seus empreendedores, tanto que muitos estabelecimentos têm fechado suas portas por falta de leitores.

Com relação a Vitória da Conquista, o mercado cresceu bastante nos últimos anos. Até pouco tempo, só o Cairo Center oferecia em seu bazar, opções para a compra de autores brasileiros, mas os títulos eram limitados. Agora, temos em Conquista as livrarias Nobel, Letras e Prosas, a Multicampi e a Futura, além de dois sebos. Essa evolução, puxada pela Nobel, de José Maria, se deveu à criação do pólo educacional.

Acontece que o público das livrarias tem se resumido a estudantes e professores que sempre procuram títulos que se relacionam com seus cursos. Muitos ainda compram um livro por obrigação, isto é, quando a disciplina exige, como ocorre no vestibular. Somente os livros indicados são lidos e, a partir daí, não se tem mais interesse por outros autores. O país hoje tem uma boa produção editorial, mas poucos leitores, o que constitui uma contradição.

O estímulo á leitura não depende apenas de uma boa qualidade da educação. Conta o ambiente familiar, se os pais gostam de ler e incentivam os filhos, o estímulo do poder público e do setor privado através da realização de bienais, redução dos preços com a queda dos impostos e espalhar bibliotecas atualizadas e modernas pelas cidades.

Mas, parece que surge uma luz no final do túnel. As bienais têm atraído muitas crianças e jovens e tomara que voltemos às décadas de 60 e 70 quando se lia muito mais. Atualmente, existem os meios eletrônicos que deixaram as pessoas preguiçosas. Preferem ler televisão, ou ficar o dia todo fuçando na internet.

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