O Brasil apresenta um dos mais baixos índices de leitura do continente e do mundo, conforme apuração do Plano Nacional do Livro e Leitura(PNLL). No país, são menos de dois livros lidos por habitante/ano. A Colômbia lê 2,4 livros, a França, 7, a Inglaterra e os Estados Unidos, 5. Com pouco apoio ao acesso do cidadão ao livro, nossas bibliotecas não passam de meros depósitos de livros velhos e obsoletos. Embora em quantidade cheguem a impressionar, como na educação, as bibliotecas estão empoeiradas e defasadas. Os livros não são comprados pelo governo, mas doados pelas editoras e particulares.
Outro dado é que um entre quatro jovens com idade acima de quinze anos consegue ler e compreender textos. O restante é de analfabetos, ou funcionais. A massa de leitores não passa de 26 milhões de pessoas com dificuldades de acesso ao livro. De acordo com os estudos, 61% dos adultos alfabetizados têm pouco contato com o livro; 73% dos livros estão concentrados em apenas 16% da população. De 49 milhões de jovens entre 15 e 28 anos, 60% não trabalham, nem estudam.
Segundo ainda os dados, a produção do livro no Brasil envolve cerca de duas mil editoras e quinze mil gráficas que publicam praticamente livros didáticos e de auto-ajuda. A tiragem média é de três mil exemplares. O país possui apenas 1.500 livrarias(a grande maioria no sudeste). Mesmo assim, os donos desses estabelecimentos estão mudando de ramo e outros fechando as portas por falta de clientes, o que agrava mais ainda a questão do acesso, da distribuição e da divulgação. Apesar do livro ser uma ferramenta do conhecimento, da identidade e da memória de um povo, não existe uma política de fortalecimento e apoio à produção.
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